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terça-feira, dezembro 14, 2010

CRYSTAL CASTLES FEAT ROBERT SMITH

Crystal Castles e Robert Smith (dos Cure, lembram-se?) assentam (feat) que nem uma luva. Fresquinho, saiu hoje, em Londres este "single". Crystal Castles ft. Robert Smith ~ Not in Love Ver e ouvir, aqui.

domingo, dezembro 12, 2010

ROMAN REVUTSKY "INCOMPLETE"

Uma composição musical minimalista, mas harmónica. Adoro! Ver e ouvir, aqui.

domingo, outubro 31, 2010

THE SHOES - STAY THE SAME

Tendo em consideração a última nota que escrevi sobre esta banda, e em concreto sobre esta música, deverei de dizer desde então que neste momento ainda gosto mais desta música. Sobre o restante trabalho parace-me profundamente electrónico ... em todo caso já tenho mais informação sobre os SHOES, texto, som e imagem. (Para ler o artigo completo, e conhecer toda esta informação, siga por este caminho).

sexta-feira, outubro 22, 2010

THE SHOES - STAY THE SAME

Gostei. Pelo que percebi, é uma banda francesa. Uma amostra da canção "Stay the Same".

quinta-feira, outubro 14, 2010

MIA POR RITA

Embora de alma e coração o vermelho é a minha cor, esta "nota", isto é, este post, é um preito à Rita pelos azuis conseguidos nesta fotografia, que vão da ponta dos pés ao reflexo dos olhos. O "sujeito" desta fotografia é a rapper MIA.

segunda-feira, setembro 13, 2010

SONS DE VERÃO 2010

Já há algum tempo que pretendia publicar uma nota sobre os XX. Um enorme sucesso em finais de 2009, que conheci em Janeiro de 2010.

As canções que sugiro são, "Intro" e "Night Time".

Outra música que destaco é "Shadows" das "Au Revoir Simone".

SONS DE VERÃO 2010

Trova: "Travessia do Deserto - José Mário Branco"

Travessia do Deserto

Que caminho tão longo!
Que viagem tão comprida!
Que deserto tão grande grande
Sem fronteira nem medida!

Águas do pensamento
Vinde regar o sustento
Da minha vida

Este peso calado
Queima o sol por trás do monte
Queima o tempo parado
Queima o rio com a ponte

Águas dos meus cansaços
Semeai os meus passos
Como uma fonte

Ai que sede tão funda!
Ai que fome tão antiga!
Quantas noites se perdem
No amor de cada espiga!

Ventre calmo da terra
Leva-me na tua guerra
Se és minha amiga

José Mário Branco
(Ser solidário)

SONS DE VERÃO 2010


Sons de verão de 2010.

A minha primeira preferência é Kylie Minogue - All The Lovers - Vídeo



A minha segunda escolha será Scissors Sisters - Fire With Fire - Vídeo

quinta-feira, abril 15, 2010

domingo, fevereiro 07, 2010

FIELDS OF THE NEPHILIM

Ontem, quando li as "gordas" do JN, mudei completamente os meus planos, e a razão foi esta: Os Fields of the Nephilim estiveram em Portugal pela primeira vez, e logo no Coliseu do Porto. Não esperei e liguei a quem percebe da "poda". Aí fomos nós para o Coliseu.
Como não os ouço há muito tempo, fui incapaz de identificar as novas canções, e muitas dos seus tempos áureos ... os 80's, 'tá claro! Mesmo assim não fui indiferente a Moonchild, For Her Light - a minha favorita - e Last Exit For The Lost, que estabeleceu o fim magistral do concerto.


Sobre os actuais Fields of the Nephilim, depois de alguma leitura, deduzo que a presente constituição da banda ronda em torno do carácter de Carl McCoy, enquanto que os restantes elementos serão pagos para se limitarem a cumprir o que lhes é pedido, isto é, a vestir a "farda" e "tocar". Desta forma, imagino que toda a criação será da exclusiva responsabilidade do único elemento original, o vocalista e líder do grupo, o dito: Carl McCoy.


A formação original

Para mais detalhes, fica um texto, que encontrei no site do Coliseu do Porto. A ler:
«Os descendentes da serpente de fogo estão finalmente de regresso à estrada numa digressão que passa por Portugal e promete fazer relembrar alguns dos momentos mais criativos dentro do movimento gótico de vanguarda. Os fatos, cinzentos à custa de muita poeira acumulada, saem das malas de criaturas que parecem viajantes do tempo. Estes feiticeiros do som de inspiração telemática musicaram mandamentos do rock gótico como «Moonchild» ou «Blue Water» e, nesta há muita aguardada estreia em território nacional, vão mostrar que o revivalismo dos anos 80 também se pode celebrar no lado negro.
Magia, misticismo e obscurantismo juntam-se na celebração de quase um quarto de século de existência. Depois da aventura de Carl McCoy com The Nephilim tudo se renova finalmente em nome de uma única entidade – que é o verdadeiro símbolo da cultura de vanguarda, nascida quando ainda despontava a década de 80. Os Fields Of The Nephilim surgirão no meio da neblina, para actuar no Coliseu do Porto, a 6 de Fevereiro de 2010.


BIOGRAFIA
Os Fields Of The Nephilim são uma banda de rock gótico, que começou a dar os primeiros passos no início da década de 80, a sul de Londres. A formação original do grupo – Carl McCoy na voz, Paul Wright na guitarra, Tony Pettitt no baixo, Nod Wright na bateria e Gary Whisker no saxofone – gravou apenas um EP (o raríssimo «Burning The Fields», de 1985), mas percebeu-se desde cedo que eventualmente acabariam por dar que falar. Inspirado liricamente pelo mito de Cthulhu, pela mitologia suméria e por Aleister Crowley, Carl McCoy, cara e mentor do projecto, explorava uma abordagem apocalíptica ao imaginário visual dos western spaghetti de Sergio Leone e essa conjugação de elementos, aliada a uma sonoridade que misturava rock gótico, metal e também algum psicadelismo bem obscuro, deu ao quinteto a sua personalidade muito própria. Os singles «Power» e «Preacher Man», apoiados em imponentes actuações ao vivo, permitiram-lhes dar os primeiros passos em relação ao estatuto de culto que conquistaram finalmente com a edição do seu primeiro registo de longa-duração, em 1987. «Blue Water», single retirado de «Dawnrazor», marcou a estreia dos Fields Of The Nephilim na tabela de vendas do Reino Unido e, com ajuda de uma primeira digressão europeia, espalhou em mais larga escala a identidade mórbida, mística, sombria e misteriosa personificada por McCoy e companhia. A popularidade do grupo aumentou ainda mais com a edição de «The Nephilim» em 1988 e, dois anos depois, «Elizium» permitiu-lhes estabelecerem um culto a nível mundial.
Confirmando rumores de instabilidade no seio do colectivo, Carl McCoy anuncia o seu abandono em 1991 e os Fields Of The Nephilim separam-se depois de dois concertos de despedida em Londres. O disco ao vivo «Earth Inferno», o vídeo «Visionary Heads» e a colectânea «Revelations» são editados a título póstumo, enquanto McCoy grava «Zoon» com os Nefilim e os seus ex-companheiros se envolvem numa série de novos projectos – Rubicon, Last Rites – que não fizeram grande história. A 15 de Agosto de 1998, McCoy e o baixista Tony Pettitt anunciam o seu plano de recuperação dos Fields Of The Nephilim e, dois anos depois, é editado o single «One More Nightmare (Trees Come Down)». A banda, cuja formação ficava agora completa com músicos dos Nefilim, dá então os primeiros concertos em nove anos, mas quando o álbum «Fallen» chega aos escaparates os dois membros fundadores já se tinham desentendido novamente e o vocalista demarcou-se rapidamente do lançamento. Depois de mais alguns anos de silêncio profundo, «Mourning Sun», o quatro álbum “ a sério” dos Fields Of The Nephilim, é finalmente editado a 28 de Novembro de 2005 – 15 anos após o lançamento de «Elizium» a banda volta ao activo com uma atitude ainda mais dura. Depois de espectáculos marcantes no Sheperd's Bush Empire (em Londres) e de aparições de destaque em festivais de renome como o Wave Gotik Trefen e M'era Luna, a estreia em Portugal desta banda icónica acontece no próximo dia 6 de Fevereiro.

Formação: Carl McCoy - Voz Tom Edwards - Guitarra Gavin King - Guitarra Lee Newell - Bateria Snake - Baixo»


Para finalizar segue o alinhamento do concerto no Coliseu do Porto - Fields of the Nephilim - Setlist Oporto Coliseum - 06th February 2010(**):

01. Shroud
02. Straight to the Light
03. Trees come down
04. Preacher Man
05. Dawnrazor
06. From the Fire
07. Penetration
08. Moonchild
09. Love Under Will
10. Watchman
11. Mourning Sun
---
12. For Her Light
13. Zoon
14. Last Exit For the Lost



(**) Lista organizada pelo fã da banda, José Pacheco.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

sexta-feira, dezembro 25, 2009

PROPOSTA DE NATAL - III







Três Cantos: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto no Campo Pequeno. Registados pela camera da magnífica fotógrafa, Rita Carmo.

Reportagem no Blitz

PROPOSTA DE NATAL - I

Echo and the Bunnymen

Fountain - 2009

domingo, dezembro 13, 2009

NV, KILLING MOON

Contemplar a mesma paisagem com outra companhia ... Killing Moon, canção composta pelos Echo & the Bunnymen, desta vez adaptada por Nouvelle Vague.

domingo, novembro 01, 2009

FALECEU ANTÓNIO SÉRGIO

«Faleceu o radialista António Sérgio, o "John Peel" português[John Peel, em português, em inglês]

Fotografia: Rita Carmo - Blitz


António Sérgio faleceu na noite de sábado, vítima de um problema cardíaco, aos 59 anos, após muitos anos de divulgação de novas bandas e mais de 40 ao serviço da rádio. Actualmente fazia o programa "Viriato 25" na Radar.

António Sérgio estreou-se na Rádio Renascença e tornou-se famoso com programas como "Som da Frente", "Lança-Chamas" ou "A Hora do Lobo".

Para Nuno Santos, director de programas da SIC e antigo colega de António Sérgio na Rádio Comercial, com a morte do radialista "fecha-se simbolicamente um ciclo" no mundo da rádio, a quem este nome se "manteve fiel até ao fim".

Nuno Santos guarda de António Sérgio a imagem de uma "pessoa que do ponto de vista profissional estava sempre frente".

«Aparentemente era uma pessoa fechada, muito metida consigo, mas um trabalhador infatigável», afirmou Nuno Santos, em declarações à TSF.

Luís Montez, dono da Radar, onde actualmente António Sérgio trabalhava, considera que este é "um mestre da rádio", "uma referência" ou o "John Peel português".

Montez afirmou que o radialista era um exemplo de trabalho e dedicação e "estava sempre preocupado com os ouvintes".

Luiz Montez contou ainda que António Sérgio foi mesmo trabalhar no dia em que morreu o pai e disse apenas: "os ouvintes estão à minha espera".

António Sérgio gravou ainda o programa da próxima semana, que será colocado no ar tal como previsto, garantiu o dono da Radar.

Para David Ferreira o amigo era não só um mestre na rádio, mas na própria atitude.

"Ele era um mestre logo na atitude, as pessoas de grande qualidade revelam uma mistura de juventude e maturidade ao longo da vida. O Sérgio tinha a maturidade que lhe dava o saber muito de música, mas ao mesmo tempo conservava a surpresa de quem começa e se consegue entusiasmar", afirma.

Este é um requisito que David Ferreira considera essencial para "uma verdadeira estrela da comunicação social, não para figuras de cartolina com muitas luzes em cima".

David Ferreira recorda também o momento que que conheceu António Sérgio quando este foi despedido da Valentim de Carvalho por ter feito um disco pirata, "porque achava que as editoras estavam completamente ignorantes com o punk que passava em Inglaterra".



António Sérgio, uma referência para os músicos

António Sérgio, que faleceu sábado devido a problemas cardíacos, era "uma das pessoas que estava mais à frente em termos musicais em Portugal", considerou hoje o músico Rodrigo Leão. Já Adolfo Luxúria Canibal disse que este nome "sempre foi uma referência".

"Era uma pessoa fantástica, talvez uma das primeiras pessoas que eu conheci da rádio. Foi há 28 anos, quando editámos o primeiro disco da Sétima Legião", acrescentou o músico, fundador dos Sétima Legião e dos Madredeus.

Rodrigo Leão recordou que a primeira entrevista que fez foi, precisamente, com António Sérgio, e destacou o "Som da Frente" como o programa que ouvia na adolescência.

Para Adolfo Luxúria Canibal, fundador, letrista e vocalista do grupo Mão Morta, António Sérgio "era a referência de quando eu era adolescente, de quando o rádio era o instrumento por excelência".

"As memórias são muitas. Fazia parte do meu crescimento musical. Pessoalmente deixa-me muito boas memórias", acrescentou.

Embora nunca tenha trabalhado com António Sérgio, Adolfo Luxúria Canibal destacou o facto dos Mão Morta sempre terem dado a conhecer em primeira-mão os seus trabalhos ao radialista.

"Sempre lhe dei primazia nos trabalhos que íamos fazendo. Era uma espécie de agradecimento pelo trabalho que ele fez e pelo crescimento musical de gerações nas quais eu me incluo", acentuou.



Perfil de António Sérgio

António Sérgio, último dos radialistas com programa de autor, morreu sábado à noite em consequência de um problema cardíaco, mas a sua influência nas ondas hertzianas estendeu-se ao longo dos anos, na divulgação da chamada música alternativa.

Homem da rádio, António Sérgio, de 59 anos, começou em 1968 na Rádio Renascença, seguindo as pisadas do pai, mas foi no final da década de 1970, quando ingressou na Rádio Comercial, que a sua popularidade se consolidou, ajudando a divulgar novos estilos e tendências da música moderna.

Programas como Rotação (de 1977 a 1980), Rolls Rock, Som da Frente (de 1982 a 1993), Lança-Chamas, O Grande Delta (de 1993 a 1997) e A Hora do Lobo, todos na Rádio Comercial, foram a sua imagem de marca na ondas da rádio.

António Sérgio fazia actualmente o programa Viriato 25 da rádio Radar, tendo inclusivamente gravado em estúdio o programa da próxima semana, que será posto no ar tal como previsto, garantiu Luís Montez, um dos proprietários daquela emissora.

Antes de entrar na Radar, em Dezembro de 2007, António Sérgio viu-se envolvido numa polémica na Rádio Comercial, quando a Hora do Lobo, o programa que aí mantinha foi cancelado, decisão que motivou uma onda de reacções e protestos de ouvintes.

«As pessoas que foram responsáveis [pela Comercial] consideraram que a manutenção daquele programa de autor era prestigiante para a rádio, mas agora já não acham», lamentou António Sérgio nessa altura.

João David Nunes, um dos fundadores da Rádio Comercial e que levou António Sérgio para a emissora da Rua Sampaio Pina, na década de 1970, disse hoje à Lusa que o radialista deixa uma "marca indelével" na rádio portuguesa.

O velório realiza-se a partir das 18:00 de hoje na Basílica da Estrela, em Lisboa e o funeral, para o Cemitério dos Prazeres, realiza-se segunda-feira, depois da missa de corpo presente, às 15:00.»


Artigos TSF

«António Sérgio - Bicho da rádio

Recorde aqui parte da entrevista de António Sérgio à BLITZ, publicada em Outubro de 2007.

O anúncio da sua saída de antena gerou uma onda de reacções, desde figuras públicas, como Miguel Esteves Cardoso, ao ouvinte anónimo. Surpreendeu-o esse apoio?

Ainda ontem pensei: em 2008 faço 40 anos de rádio. Já não é o bichinho da rádio que morde, já sou eu que sou o bicho da rádio! Todos estes anos a morder as pessoas em relação a uma forma de fazer rádio, ligada à divulgação musical. Senti-me um bocadinho babado com o texto do Miguel Esteves Cardoso.

Em rádio, estamos habituados a sentir-nos sozinhos. Sabemos lá se nos estão a ouvir dez ou dez mil pessoas. Ao longo dos anos o que percebi é que boa parte das pessoas de determinada idade atribui-me uma boa parte da sua formação musical, do "abrir a orelhinha". O apoio é uma festa no ego - e eu agradeço. Só espero que aquilo que alguns desejavam nas mensagens, que é ouvirem-me noutro lado qualquer, venha a suceder. A força com que eu fazia rádio mantém-se inalterada, e a vontade de descobrir música, enquanto houver saúde e orelhas, mantém-se intacta.

Não sente que parte dos que o apoiaram nem sequer sabiam que ainda fazia rádio?

É natural que sim. Os horários em que trabalhei em rádio foram sempre terríveis para quem tem de se levantar cedo.
Nos tempos em que certa música era mais difícil - uma boa parte da década de 80 e 90 - havia ouvintes que se davam ao trabalho de gravar para ouvirem ao fim-de-semana e anotarem os nomes. Uma coisa que é tristemente verdade é que a rádio há anos que vai perdendo uma fatia do auditório. Isto não é por acaso - boa parte das pessoas que ouviam rádio para descobrir música arranjaram outros métodos, muito antes dos iPods.

Isto é uma facada que sinto em mim mesmo - a rádio, para mim, é a primeira-dama. Aquilo que me veio a acontecer é triste para mim, é mau para os ouvintes que ainda me acompanhavam - e que não eram assim tão poucos pelo que se vai vendo-, mas a emissão em si não correspondia ao mau serviço que a Rádio Comercial ia prestando àqueles ouvintes.
As pessoas que a ouvem, ouvem aquilo que nós ouvimos nos supermercados ou na bomba de gasolina.

Quais foram para si os anos áureos da rádio em Portugal?

Os anos dos programas de autor na antiga Rádio Comercial, ainda pertencente à RDP. A rádio era ouvida com uma clubite muito especial. Uma das funções da rádio é espalhar magia: nós não temos cara, temos vozes, e isso ajuda a incendiar o imaginário dos ouvintes. E esta rádio de hoje, coitada, não incendeia absolutamente nada. Põe o ouvinte a um canto e diz-lhe: ouve isto, que não te maça, não te assusta, não te provoca, não te faz comprar discos.

Outra verdade: a rádio de hoje não te faz comprar discos - as rádios de autor conseguiam fazer as pessoas ter paixão por comprar música.»


Entrevista: Blitz

AIR, LOVE 2, LOVE