Mostrar mensagens com a etiqueta Política Internacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Política Internacional. Mostrar todas as mensagens
domingo, dezembro 12, 2010
QUE ASSENGE SEJA CULPADO
«O Sr. Comentador espera, pelo bem da humanidade, que Julian Assange seja culpado.» É melhor ir ao site da ANTENA 1 e ouvirmos, para percebermos a ideia. A ideia é boa, garanto-vos. Para ouvir, seguir por este caminho.
Etiquetas:
Política Internacional,
Wikileaks
segunda-feira, setembro 13, 2010
MARINALEDA
A utopia chama-se MARINALEDA. MARINALEDA fica já aqui ao lado, na Andaluzia, Espanha.
«UMA ALDEIA ANDALUZA por Mohamed Belaali
"Avenida da Liberdade", "Rua Ernesto Che Guevara", "Praça Salvador Allende, "Paz, Pão e Trabalho", "Desliga a TV, acende a tua mente", "Uma utopia rumo à Paz", etc são os nomes de ruas, de praças e dos slogans de uma aldeia andaluza não longe de Córdoba e de Sevilha que o visitante estrangeiro descobre no fim de uma estrada sinuosa em meio a campos de oliveiras, de trigo cortado e seco ao sol.

A rua principal da pequena aldeia com cerca de 3000 habitantes conduz directamente ao ayuntamiento dirigido por Juan Manuel Sánchez Gordillo, que ganhou todas as eleições por uma ampla maioria e isto desde há mais de trinta anos. (Para ler o artigo completo siga por este caminho).
Em Resistir Info
«UMA ALDEIA ANDALUZA por Mohamed Belaali
"Avenida da Liberdade", "Rua Ernesto Che Guevara", "Praça Salvador Allende, "Paz, Pão e Trabalho", "Desliga a TV, acende a tua mente", "Uma utopia rumo à Paz", etc são os nomes de ruas, de praças e dos slogans de uma aldeia andaluza não longe de Córdoba e de Sevilha que o visitante estrangeiro descobre no fim de uma estrada sinuosa em meio a campos de oliveiras, de trigo cortado e seco ao sol.

A rua principal da pequena aldeia com cerca de 3000 habitantes conduz directamente ao ayuntamiento dirigido por Juan Manuel Sánchez Gordillo, que ganhou todas as eleições por uma ampla maioria e isto desde há mais de trinta anos. (Para ler o artigo completo siga por este caminho).
Em Resistir Info
Etiquetas:
Marinaleda,
Política,
Política Internacional,
Utopia
domingo, março 28, 2010
U.S. OF AMERICA A(O) RUBRO
Uma das matérias que me desperta o maior interesse no mandato de Barack Obama é a criação do Sistema Nacional de Saúde. Este é o objecto que garantirá cuidados médicos para alguns dos Norte Americanos mais desfavorecidos. A maior potência mundial do EGOÍSMO, está recheada de lobbies que perpetram as maiores perfídias, isto é, mentiras, para descredibilizar esta campanha, chegando ao ponto de criarem este ícone indecoroso – ver figura acima.Mesmo sendo, […] «um tímido arremedo de Serviço Nacional de Saúde, em que os primeiros a lucrar milhões serão os donos das seguradoras privadas, ao garantir, em vez de um serviço realmente público, o pagamento pelo Estado dos seguros de saúde de muitos milhões de norte-americanos pobres que até agora não tinham acesso a cuidados médicos. Mesmo tendo deixado de fora alguns milhões de imigrantes que continuarão entregues à sua sorte e aos caprichos de quem os explora,» […] os “Republicanos” – todos – e “Democratas” – alguns – que lutam contra este progresso da sociedade americana, estão dispostos a tudo, a utilizar todos os meios, métodos e recursos para boicotar, para provar que esta medida é inconstitucional. Pior, «Muitas gerações de educação e formatação para o mais abjecto individualismo paranoicamente egoísta deixam marcas, o que explica a relativa facilidade com que conseguem mobilizar contra esta medida social tantos cidadãos, mesmo alguns que acabarão por beneficiar dela.»
Que me perdoe o CANTIGUEIRO por ter usurpado algumas das suas mais preciosas ideias, aliás todo o texto contido entre aspas é de sua autoria, mas este post é extremamente esclarecedor quanto aos “mitos” que reinam no país que é considerado o paradigma da DEMOCRACIA.
Ainda nesse post faz-se referência às convulsões sociais que emanam em grande escala neste país, dignas de registo pela sua dimensão, porém, mesmo assim não são objecto de qualquer atenção pelos órgãos de comunicação social vigentes em Portugal. Mas para mais detalhe sobre este assunto, este blog e este também, orientam a atenção dos leitores para uma comunicação social, muito pouco MAINSTREAM.
Etiquetas:
Barack Obama,
E.U.A.,
Política,
Política Internacional,
Sistema de Saúde Americano
domingo, dezembro 13, 2009
CONTUNDENTE, REELIÇÃO DE MORALES

«O presidente da Bolívia e candidato do Movimento para o Socialismo (MAS) Evo Morales foi reconduzido no cargo, domingo, por uma maioria de 61 a 63 por cento dos votos, segundo as estimativas, deixando a uma distância de cerca de 40 por cento o principal opositor no sufrágio, o ex-governador da província de Cochabamba, Manfred Reys Villa, que deverá obter entre 23 a 25 por cento dos votos.
À esmagadora eleição à primeira volta de Morales, o MAS junta a conquista da maioria de dois terços dos deputados no Senado e no Congresso bolivianos. Dados preliminares divulgados pela da Agência Boliviana de Notícias indicam que no primeiro hemiciclo o MAS ganha 25 dos 36 lugares disponíveis, ao passo que no parlamento o partido deverá eleger 88 deputados em 130, ou seja, mais 4 que os necessários para garantir a maioria qualificada.
Para além da assistência excepcionalmente alta às urnas, cerca de 94 por cento dos eleitores habilitados, Evo Morales e o MAS garantiram a vitória em todas as regiões do país, exceptuando Beni e Santa Cruz, e mesmo nestas duas cresceram em percentagem e número de votos face à última consulta popular.»
Fonte: Jornal Avante
Etiquetas:
Bolívia,
Evo Morales,
Jornal Avante,
MAS,
Política Internacional
BOLÍVIA + EQUADOR = SUCESSO
Ao contrário dos paradigmas estabelecidos pelos gurus da economia neo-liberal a Bolívia e o Equador acabaram com os favorecimentos às multinacionais e decidiram favorecer os seus próprios países e o resultado foi este: «Bolívia e Equador são casos de sucesso no meio da crise global!»

«Latin America's economic rebels - Ecuador and Bolivia are achieving remarkable growth because they reject conventional economic wisdom
Among the conventional wisdom that we hear every day in the business press is that developing countries should bend over backwards to create a friendly climate for foreign corporations, follow orthodox (neoliberal) macroeconomic policy advice and strive to achieve an investment-grade sovereign credit rating so as to attract more foreign capital.
Guess which country is expected to have the fastest economic growth in the Americas this year? Bolivia. The country's first indigenous president, Evo Morales, was elected in 2005 and took office in January 2006. Bolivia, the poorest country in South America, had been operating under IMF agreements for 20 consecutive years, and its per-capita income was lower than it had been 27 years earlier.
Evo sent the IMF packing just three months after he took office, and then moved to re-nationalise the hydrocarbons industry (mostly natural gas). Needless to say this did not sit well with the international corporate community. Nor did Bolivia's decision in May 2007 to withdraw from the World Bank's international arbitration panel, which had a tendency to settle disputes in favour of international corporations and against governments.
But Bolivia's re-nationalisation and increased royalties on hydrocarbons has given the government billions of dollars of additional revenue (Bolivia's entire GDP is only about $16.6bn, with a population of 10 million people). These revenues have been useful for a government that wants to promote development, and especially to maintain growth during the downturn. Public investment increased from 6.3% of GDP in 2005 to 10.5% in 2009.
Bolivia's growth through the current world downturn is even more remarkable in that it was hit hard by falling prices for its most important exports – natural gas and minerals – and also by a loss of important export preferences in the US market. The Bush administration cut off Bolivia's trade preferences that were granted under the Andean Trade Promotion and Drug Eradication Act, allegedly to punish Bolivia for insufficient co-operation in the "war on drugs".
In reality, it was more complicated: Bolivia expelled the US ambassador because of evidence that the US government was supporting the opposition to the Morales government, and the ATPDA revocation followed soon thereafter. In any case, the Obama administration has so far not changed the Bush administration's policies toward Bolivia. But Bolivia has proven that it can do quite well without Washington's co-operation.
Ecuador's leftist president, Rafael Correa, is an economist who, well before he was elected in December 2006, understood and wrote about the limitations of neoliberal economic dogma. He took office in 2007 and established an international tribunal to examine the legitimacy of the country's debt. In November 2008 the commission found that part of the debt was not legally contracted, and in December Correa announced that the government would default on roughly $3.2bn of its international debt.
He was vilified in the business press, but the default was successful. Ecuador cleared a third of its foreign debt off its books by defaulting and then buying the debt back at about 35 cents on the dollar. The country's international credit rating remains low, but no lower than it was before Correa's election, and it was even raised a notch after the buyback was completed.
The Correa government also incurred foreign investors' wrath by renegotiating its deals with foreign oil companies to capture a larger share of revenue as oil prices rose. And Correa has bucked pressure from Chevron and its powerful allies in Washington to drop his support of a lawsuit against the company for alleged pollution of ground waters, with damages that could exceed $27bn.
How has Ecuador done? Growth has averaged a healthy 4.5% over Correa's first two years. And the government has made sure that it has trickled down: healthcare spending as a percent of GDP has doubled, and social spending in general has expanded considerably from 5.4% to 8.3% of GDP in two years. This includes a doubling of the cash transfer programme to poor households, a $474m increase in spending for housing, and other programmes for low-income families.
Ecuador was hit hard by a 77% drop in the price of its oil exports from June 2008 to February 2009, as well as a decline in remittances from abroad. Nonetheless it has weathered the storm pretty well. Other unorthodox policies, in addition to the debt default, have helped Ecuador to stimulate its economy without running too low on reserves.
Ecuador's currency is the US dollar, so that rules out using exchange rate policy and most monetary policy for counter-cyclical efforts in a recession – a significant handicap. Instead, Ecuador was able to cut deals with China for a billion-dollar advance payment for oil and another $1bn loan.
The government also has begun requiring Ecuadorian banks to repatriate some of their reserves held abroad, expected to bring back another $1.2bn, and it has started repatriating $2.5bn in central bank reserves held abroad in order to finance another large stimulus package.
Ecuador's growth will probably come in at about 1% this year, which is pretty good relative to most of the hemisphere. For example, Mexico, at the other end of the spectrum, is projected to have a 7.5% decline in GDP for 2009.
The standard reporting and even quasi-academic analysis of Bolivia and Ecuador says they are victims of populist, socialist, "anti-American" governments – aligned with Venezuela's Hugo Chávez and Cuba, of course – and on the road to ruin. To be sure, both countries have many challenges ahead, the most important of which will be to implement economic strategies that can diversify and develop their economies over the long run. But they have made a good start so far, by giving the conventional wisdom of the economic and foreign policy establishment – in Washington and Europe – the respect it has earned.»
Fonte: Guardian - Mark Weisbrot

«Latin America's economic rebels - Ecuador and Bolivia are achieving remarkable growth because they reject conventional economic wisdom
Among the conventional wisdom that we hear every day in the business press is that developing countries should bend over backwards to create a friendly climate for foreign corporations, follow orthodox (neoliberal) macroeconomic policy advice and strive to achieve an investment-grade sovereign credit rating so as to attract more foreign capital.
Guess which country is expected to have the fastest economic growth in the Americas this year? Bolivia. The country's first indigenous president, Evo Morales, was elected in 2005 and took office in January 2006. Bolivia, the poorest country in South America, had been operating under IMF agreements for 20 consecutive years, and its per-capita income was lower than it had been 27 years earlier.
Evo sent the IMF packing just three months after he took office, and then moved to re-nationalise the hydrocarbons industry (mostly natural gas). Needless to say this did not sit well with the international corporate community. Nor did Bolivia's decision in May 2007 to withdraw from the World Bank's international arbitration panel, which had a tendency to settle disputes in favour of international corporations and against governments.
But Bolivia's re-nationalisation and increased royalties on hydrocarbons has given the government billions of dollars of additional revenue (Bolivia's entire GDP is only about $16.6bn, with a population of 10 million people). These revenues have been useful for a government that wants to promote development, and especially to maintain growth during the downturn. Public investment increased from 6.3% of GDP in 2005 to 10.5% in 2009.
Bolivia's growth through the current world downturn is even more remarkable in that it was hit hard by falling prices for its most important exports – natural gas and minerals – and also by a loss of important export preferences in the US market. The Bush administration cut off Bolivia's trade preferences that were granted under the Andean Trade Promotion and Drug Eradication Act, allegedly to punish Bolivia for insufficient co-operation in the "war on drugs".
In reality, it was more complicated: Bolivia expelled the US ambassador because of evidence that the US government was supporting the opposition to the Morales government, and the ATPDA revocation followed soon thereafter. In any case, the Obama administration has so far not changed the Bush administration's policies toward Bolivia. But Bolivia has proven that it can do quite well without Washington's co-operation.
Ecuador's leftist president, Rafael Correa, is an economist who, well before he was elected in December 2006, understood and wrote about the limitations of neoliberal economic dogma. He took office in 2007 and established an international tribunal to examine the legitimacy of the country's debt. In November 2008 the commission found that part of the debt was not legally contracted, and in December Correa announced that the government would default on roughly $3.2bn of its international debt.
He was vilified in the business press, but the default was successful. Ecuador cleared a third of its foreign debt off its books by defaulting and then buying the debt back at about 35 cents on the dollar. The country's international credit rating remains low, but no lower than it was before Correa's election, and it was even raised a notch after the buyback was completed.
The Correa government also incurred foreign investors' wrath by renegotiating its deals with foreign oil companies to capture a larger share of revenue as oil prices rose. And Correa has bucked pressure from Chevron and its powerful allies in Washington to drop his support of a lawsuit against the company for alleged pollution of ground waters, with damages that could exceed $27bn.
How has Ecuador done? Growth has averaged a healthy 4.5% over Correa's first two years. And the government has made sure that it has trickled down: healthcare spending as a percent of GDP has doubled, and social spending in general has expanded considerably from 5.4% to 8.3% of GDP in two years. This includes a doubling of the cash transfer programme to poor households, a $474m increase in spending for housing, and other programmes for low-income families.
Ecuador was hit hard by a 77% drop in the price of its oil exports from June 2008 to February 2009, as well as a decline in remittances from abroad. Nonetheless it has weathered the storm pretty well. Other unorthodox policies, in addition to the debt default, have helped Ecuador to stimulate its economy without running too low on reserves.
Ecuador's currency is the US dollar, so that rules out using exchange rate policy and most monetary policy for counter-cyclical efforts in a recession – a significant handicap. Instead, Ecuador was able to cut deals with China for a billion-dollar advance payment for oil and another $1bn loan.
The government also has begun requiring Ecuadorian banks to repatriate some of their reserves held abroad, expected to bring back another $1.2bn, and it has started repatriating $2.5bn in central bank reserves held abroad in order to finance another large stimulus package.
Ecuador's growth will probably come in at about 1% this year, which is pretty good relative to most of the hemisphere. For example, Mexico, at the other end of the spectrum, is projected to have a 7.5% decline in GDP for 2009.
The standard reporting and even quasi-academic analysis of Bolivia and Ecuador says they are victims of populist, socialist, "anti-American" governments – aligned with Venezuela's Hugo Chávez and Cuba, of course – and on the road to ruin. To be sure, both countries have many challenges ahead, the most important of which will be to implement economic strategies that can diversify and develop their economies over the long run. But they have made a good start so far, by giving the conventional wisdom of the economic and foreign policy establishment – in Washington and Europe – the respect it has earned.»
Fonte: Guardian - Mark Weisbrot
Etiquetas:
Bolívia,
Economia Mundial,
Equador,
Evo Morales,
Política Internacional,
Rafael Correa
domingo, outubro 25, 2009
sábado, dezembro 31, 2005
THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXXIV
31 de Dezembro de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Fim.
Fui em busca de uma realidade diferente da minha, fui sentir o pulsar de um estado socialista, um estado que estabelece prioridades de uma forma diferente da dos nossos estados, um estado com metas que pretendia alcançar, mas que para já ainda não as alcançou. Sobretudo porque não alinhou pelas regras dos nossos estados, mas também em pequena parte porque é um estado composto por alguns homens típicamente da espécie humana.
Os outros querem mais, mas muitos deles já são mais, só que não sabem.
Aumentei as minhas certezas, mas também aumentei as minhas dúvidas no sentido em que percepcionei que não sei nada do que achava que sabia [apontando para a máxima de Sócrates].
Também tentei tornar-me numa "pedra rolante". Bastante diferente da "pedra rolante" da música de Bob Dylan, porque a que o cantor se refere não tem alternativa nem salvaguarda. Eu tive uma forte salvaguarda:
Fui em busca de uma realidade diferente da minha, fui sentir o pulsar de um estado socialista, um estado que estabelece prioridades de uma forma diferente da dos nossos estados, um estado com metas que pretendia alcançar, mas que para já ainda não as alcançou. Sobretudo porque não alinhou pelas regras dos nossos estados, mas também em pequena parte porque é um estado composto por alguns homens típicamente da espécie humana.
Os outros querem mais, mas muitos deles já são mais, só que não sabem.
Aumentei as minhas certezas, mas também aumentei as minhas dúvidas no sentido em que percepcionei que não sei nada do que achava que sabia [apontando para a máxima de Sócrates].
Também tentei tornar-me numa "pedra rolante". Bastante diferente da "pedra rolante" da música de Bob Dylan, porque a que o cantor se refere não tem alternativa nem salvaguarda. Eu tive uma forte salvaguarda:
[...]
How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
[...]
Like a Rolling Stone
Bob Dylan
How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
[...]
Like a Rolling Stone
Bob Dylan
Etiquetas:
Política Internacional,
The american dream - Cuba,
Viagens
THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXXIII
De 16 a 19 de Agosto de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - La Habana.
1. Um dos mais carismáticos lideres mundiais;
A figura de Fidel Castro permite que seja amada ou odiada. Do meu ponto de vista indiferença é uma palavra inatingível. Daí o título que usei para este ponto.
O significado da imagem anterior é imenso, e é fácil percebermo-lo se lermos o seguinte extracto, referente à chegada a Havana do Comandante en Jefe após se consumar a vitória da Revolução a qual ainda não se tinha indentificado politicamente: «A chegada a havana, a 8 de Janeiro, foi uma apoteose. Nessa mesma noite, no acampamento da Columbia, escolhhido a dedo porque as forças da tirania o haviam declarado inviolável, Castro faz o seu primeiro grande discurso ao povo de Cuba. Inaugura, com a voz aguda, o que constituirá a cerimónia ritual do seu diálogo com o público: um longo monólogo interrompido de vez em quando por perguntas que provocam respostas induzidas.
“Oralidade quente que atinge as tripas e o coração, transformando um auditório em comunidade viva”, segundo o diagnóstico de Régis Debray.» […] «Surge então a marca favorável ao destino. Os projectores captam no raios uma largada de pombas brancas. Duas delas vêm pousar nos ombros do orador. Mágico!
“Fidel! Fidel!”, gritam trezentas ou quatrocentas mil gargantas. É o delírio. Num país de maioria negra, marcado pela Santeria, crenças espiritualistas africanas datando do tempo da escravatura, e pela influência cristã, essas pombas brancas da paz santificam simultaneamente Castro e a Revolução.» [fonte, livro de Pierre Kalfon, CHE – Ernesto Guevara, uma lenda do século, 1997] Uma perspectiva que experimenta uma visão divina em relação a um sistema político céptico quanto à religião.
2. Um dos locais mais emblemáticos de Cuba – A Praça da Revolução, onde um dos mais carismáticos lideres mundiais discursa, e onde se encontram a grande maioria dos ministérios;
3. Gente que deambulou pela Sierra Maestra, no final da década 50. Gente que fazem parte da HISTÓRIA DA HUMANIDADE;

José Joaquin Cedeño Reyes
- Coluna 1 José Martí del
Comandante en Jefe Fidel Castro Ruz
- Combatente no Congo
Comandante Ernesto “Che” Guevara

Ponciano Monroij Brioso
- Combatente da luta clandestina das FAR

Esteban Aldo Deulofeu Ramos
- Combatente da luta clandestina
- Cambatente do Exécito Rebelde
Coluna 9-19 José Tey
Coluna 18 Ñico Lopezda 2ª Frente Frank País
- Luta Internacionalista Angola.

Imagem Ampliada - Todos juntos

Imagem Ampliada - No Centro de Combatentes
4. Emigração
A emigração é das matérias mais delicadas no que diz respeito à Republica de Cuba e a todos os países que a dada altura da sua história optaram por seguir a via Marxista-Leninista. Tendo Cuba desde cedo
tomado o rumo Socialista, tocou de imediato com os interesses das comunidades abastadas ou sujeitas a privilégios. Assim se radicalizaram alguns sectores da população. Estes preferiram transferir-se para os Estados Unidos para salvar as suas riquezas, e a própria pele das contas a prestar com a justiça.
Os principais êxodos foram:
- Logo após a Revolução;
- 1964 – 1969;
- 1979 – 1981;
- 1987 até hoje com principal incidência em 1993.
Estes fluxos migratórios não têm todos os mesmos motivos:
- O primeiro fluxo tem haver com o vínculo que estes sujeitos tinham com a ditadura de Fulgencio Baptista;
- O fluxo relativo à década de 60 tem haver com o impacto das primeiras leis revolucionárias de carácter económico. Esta corrente emigratória também é influenciada por algumas posições e critérios políticos;
- O da década de 70, tem um forte carácter económico e alguns vestígios políticos;
- Na década de 80, os Estados Unidos começaram a aplicar a seguinte estratégia, reduzir a quantidade de vistos que permitissem a imigração legal para o seu território, e simultaneamente estimular as saídas ilegais, recebendo estes imigrantes como refugiados políticos;
- Esta situação agravou-se até à chamada “crisis de los balseros”, até que em 1994 assinaram-se novos acordos migratórios entre Cuba e os Estados Unidos, em que por um lado se despolitiza este assunto e por outro estabelecem-se taxas emigração/imigração e todos os Cubanos, que obtiverem recursos legais para estabelecerem-se em solo Norte-Americano terão as suas condições tal e qual outro emigrante originário de qualquer país, caso contrário os Estados Unidos estão incumbidos de devolve-los à pátria.
Balseros: como é sobejamente sabido sempre houve interesse por parte dos Estados Unidos da América sufocar um sistema político alternativo que nascia mesmo ao seu lado. A forma mais convencionada com Cuba e restantes países do bloco de leste, foi evidenciar todas as saídas destes países que no caso concreto de Cuba era inerente à condição de vida e de bem-estar. Porém na maior parte das vezes e falaciosamente, os EUA agregavam-lhes o aspecto político de “desafecto com a revolução”.
Para se ter uma ideia, repare-se nos números:
Vistos em 1988 – 3472;
Vistos em 1993 – 964.
Emigrantes Cubanos Ilegais 1990 – 463;
Emigrantes Cubanos Legais 1993 – 4208.
Depois dos acordos migratórios com os Estados Unidos, conseguiu-se estabelecer valores de 20000 vistos por ano sem contar com os familiares directos de cidadãos Norte-Americanos.
Desde então grande parte dos problemas com emigração ilegal foi resolvida.
5. Alusões ao vizinho indesejado cercam os Escritórios de Interesses Americanos.

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada
6. Estratégia para o desenvolvimento económico do país
Como já foi referido a sustentação económica de Cuba assentava nas trocas comerciais com os países do antigo bloco socialista, sobretudo com a Ex-URSS. Quando caiu esta estrutura politico-económica era inevitável o colapso de alguns sectores da economia cubana – 85% dos seus mercados desapareceram.
Foi o IV Congresso do PCC que estabeleceu as prioridades para erguer a nação, sem que para isso não atingisse os principais bastiões de um regime socialista, a educação, assistência médica, e o acolhimento aos mais velhos, criando um programa alimentício para acelerar a produção de produtos básicos.
Então estabeleceu-se esta ordem:
I. Exploração eficiente de lugares turísticos, sobretudo praias e Cayos;
II. Difusão e exploração das descobertas científicas. Existem várias no âmbito das biotecnologias;
III. Impulso às exportações tradicionais, açúcar, citrinos, níquel, peixe, café e tabaco, ora aí está.
No V Congresso promoveu medidas com fim de aumentar a eficácia da sua economia:
I. Reforma bancaria;
II. Melhorar o controlo económico;
III. Aperfeiçoamento do sistema empresarial;
IV. Reestruturação paralela do emprego.
Isto traduziu-se na:
- Legalização de divisas convertíveis;
- O estado entregou 58% das suas terras a agricultores organizados em cooperativas;
- Saneamento financeiro interno;
- Novas leis tributárias;
- Aumento de preços de bens não essenciais;
- Eliminação de algumas gratuitidades (falaram-me bastante dos combustíveis),
- Estimulo ao auto-emprego;
- Abertura a mercados complementares, com criação de preços livres para produtos agro-pecuários e industriais;
- Organização e simplificação do aparelho de estado, dando mais autonomia às empresas e faculdades, no fundo uma administração descentralizada;
Esta é a estratégia que visa abertura à inversão do capital estrangeiro, como fonte imprescindível de capital, e consequente tecnologia e mercados, que de acordo com a actual realidade mundial são imprescindíveis para o desenvolvimento económico.
No entanto, no livro que me baseio para esta descrição, frisa que: o que não está na estratégia nem se oferece a sócios estrangeiros, é uma transferência para o capitalismo. Cuba é, e continuará a ser socialista.[Fonte: 100 preguntas y respuestas sobre CUBA, Carmen R. Alfonso Hernández, 2001]
7. Los deportes extremos en La Habana;
Para muitos de nós a via cubana é extrema. Contudo existem por todo o lado pequenos sinais de reacção a estimulos exteriores, independentemente de qual a sua origem. Ao contrário do que se possa pensar estamos perante um povo, sociedade, e cultura de abertura.
1. Um dos mais carismáticos lideres mundiais;
A figura de Fidel Castro permite que seja amada ou odiada. Do meu ponto de vista indiferença é uma palavra inatingível. Daí o título que usei para este ponto.
O significado da imagem anterior é imenso, e é fácil percebermo-lo se lermos o seguinte extracto, referente à chegada a Havana do Comandante en Jefe após se consumar a vitória da Revolução a qual ainda não se tinha indentificado politicamente: «A chegada a havana, a 8 de Janeiro, foi uma apoteose. Nessa mesma noite, no acampamento da Columbia, escolhhido a dedo porque as forças da tirania o haviam declarado inviolável, Castro faz o seu primeiro grande discurso ao povo de Cuba. Inaugura, com a voz aguda, o que constituirá a cerimónia ritual do seu diálogo com o público: um longo monólogo interrompido de vez em quando por perguntas que provocam respostas induzidas.
“Oralidade quente que atinge as tripas e o coração, transformando um auditório em comunidade viva”, segundo o diagnóstico de Régis Debray.» […] «Surge então a marca favorável ao destino. Os projectores captam no raios uma largada de pombas brancas. Duas delas vêm pousar nos ombros do orador. Mágico!
“Fidel! Fidel!”, gritam trezentas ou quatrocentas mil gargantas. É o delírio. Num país de maioria negra, marcado pela Santeria, crenças espiritualistas africanas datando do tempo da escravatura, e pela influência cristã, essas pombas brancas da paz santificam simultaneamente Castro e a Revolução.» [fonte, livro de Pierre Kalfon, CHE – Ernesto Guevara, uma lenda do século, 1997] Uma perspectiva que experimenta uma visão divina em relação a um sistema político céptico quanto à religião.
2. Um dos locais mais emblemáticos de Cuba – A Praça da Revolução, onde um dos mais carismáticos lideres mundiais discursa, e onde se encontram a grande maioria dos ministérios;
3. Gente que deambulou pela Sierra Maestra, no final da década 50. Gente que fazem parte da HISTÓRIA DA HUMANIDADE;

José Joaquin Cedeño Reyes
- Coluna 1 José Martí del
Comandante en Jefe Fidel Castro Ruz
- Combatente no Congo
Comandante Ernesto “Che” Guevara

Ponciano Monroij Brioso
- Combatente da luta clandestina das FAR

Esteban Aldo Deulofeu Ramos
- Combatente da luta clandestina
- Cambatente do Exécito Rebelde
Coluna 9-19 José Tey
Coluna 18 Ñico Lopezda 2ª Frente Frank País
- Luta Internacionalista Angola.

Imagem Ampliada - Todos juntos

Imagem Ampliada - No Centro de Combatentes
4. Emigração
A emigração é das matérias mais delicadas no que diz respeito à Republica de Cuba e a todos os países que a dada altura da sua história optaram por seguir a via Marxista-Leninista. Tendo Cuba desde cedo
tomado o rumo Socialista, tocou de imediato com os interesses das comunidades abastadas ou sujeitas a privilégios. Assim se radicalizaram alguns sectores da população. Estes preferiram transferir-se para os Estados Unidos para salvar as suas riquezas, e a própria pele das contas a prestar com a justiça.
Os principais êxodos foram:
- Logo após a Revolução;
- 1964 – 1969;
- 1979 – 1981;
- 1987 até hoje com principal incidência em 1993.
Estes fluxos migratórios não têm todos os mesmos motivos:
- O primeiro fluxo tem haver com o vínculo que estes sujeitos tinham com a ditadura de Fulgencio Baptista;
- O fluxo relativo à década de 60 tem haver com o impacto das primeiras leis revolucionárias de carácter económico. Esta corrente emigratória também é influenciada por algumas posições e critérios políticos;
- O da década de 70, tem um forte carácter económico e alguns vestígios políticos;
- Na década de 80, os Estados Unidos começaram a aplicar a seguinte estratégia, reduzir a quantidade de vistos que permitissem a imigração legal para o seu território, e simultaneamente estimular as saídas ilegais, recebendo estes imigrantes como refugiados políticos;
- Esta situação agravou-se até à chamada “crisis de los balseros”, até que em 1994 assinaram-se novos acordos migratórios entre Cuba e os Estados Unidos, em que por um lado se despolitiza este assunto e por outro estabelecem-se taxas emigração/imigração e todos os Cubanos, que obtiverem recursos legais para estabelecerem-se em solo Norte-Americano terão as suas condições tal e qual outro emigrante originário de qualquer país, caso contrário os Estados Unidos estão incumbidos de devolve-los à pátria.
Balseros: como é sobejamente sabido sempre houve interesse por parte dos Estados Unidos da América sufocar um sistema político alternativo que nascia mesmo ao seu lado. A forma mais convencionada com Cuba e restantes países do bloco de leste, foi evidenciar todas as saídas destes países que no caso concreto de Cuba era inerente à condição de vida e de bem-estar. Porém na maior parte das vezes e falaciosamente, os EUA agregavam-lhes o aspecto político de “desafecto com a revolução”.
Para se ter uma ideia, repare-se nos números:
Vistos em 1988 – 3472;
Vistos em 1993 – 964.
Emigrantes Cubanos Ilegais 1990 – 463;
Emigrantes Cubanos Legais 1993 – 4208.
Depois dos acordos migratórios com os Estados Unidos, conseguiu-se estabelecer valores de 20000 vistos por ano sem contar com os familiares directos de cidadãos Norte-Americanos.
Desde então grande parte dos problemas com emigração ilegal foi resolvida.
Elian foi o caso mais mediático na saga dos Balseiros, e o melhor exemplo da “Batalha das Ideias”. Nesta estratégia de confronto actualmente trava-se esta batalha.

Imagem Ampliada – José Martí segura Elian e aponta para onde vem o mal.

Imagem Ampliada – José Martí segura Elian e aponta para onde vem o mal.
5. Alusões ao vizinho indesejado cercam os Escritórios de Interesses Americanos.

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada

Imagem Ampliada
6. Estratégia para o desenvolvimento económico do país
Como já foi referido a sustentação económica de Cuba assentava nas trocas comerciais com os países do antigo bloco socialista, sobretudo com a Ex-URSS. Quando caiu esta estrutura politico-económica era inevitável o colapso de alguns sectores da economia cubana – 85% dos seus mercados desapareceram.
Foi o IV Congresso do PCC que estabeleceu as prioridades para erguer a nação, sem que para isso não atingisse os principais bastiões de um regime socialista, a educação, assistência médica, e o acolhimento aos mais velhos, criando um programa alimentício para acelerar a produção de produtos básicos.
Então estabeleceu-se esta ordem:
I. Exploração eficiente de lugares turísticos, sobretudo praias e Cayos;
II. Difusão e exploração das descobertas científicas. Existem várias no âmbito das biotecnologias;
III. Impulso às exportações tradicionais, açúcar, citrinos, níquel, peixe, café e tabaco, ora aí está.
No V Congresso promoveu medidas com fim de aumentar a eficácia da sua economia:
I. Reforma bancaria;
II. Melhorar o controlo económico;
III. Aperfeiçoamento do sistema empresarial;
IV. Reestruturação paralela do emprego.
Isto traduziu-se na:
- Legalização de divisas convertíveis;
- O estado entregou 58% das suas terras a agricultores organizados em cooperativas;
- Saneamento financeiro interno;
- Novas leis tributárias;
- Aumento de preços de bens não essenciais;
- Eliminação de algumas gratuitidades (falaram-me bastante dos combustíveis),
- Estimulo ao auto-emprego;
- Abertura a mercados complementares, com criação de preços livres para produtos agro-pecuários e industriais;
- Organização e simplificação do aparelho de estado, dando mais autonomia às empresas e faculdades, no fundo uma administração descentralizada;
Esta é a estratégia que visa abertura à inversão do capital estrangeiro, como fonte imprescindível de capital, e consequente tecnologia e mercados, que de acordo com a actual realidade mundial são imprescindíveis para o desenvolvimento económico.
No entanto, no livro que me baseio para esta descrição, frisa que: o que não está na estratégia nem se oferece a sócios estrangeiros, é uma transferência para o capitalismo. Cuba é, e continuará a ser socialista.[Fonte: 100 preguntas y respuestas sobre CUBA, Carmen R. Alfonso Hernández, 2001]
7. Los deportes extremos en La Habana;
Para muitos de nós a via cubana é extrema. Contudo existem por todo o lado pequenos sinais de reacção a estimulos exteriores, independentemente de qual a sua origem. Ao contrário do que se possa pensar estamos perante um povo, sociedade, e cultura de abertura.
Etiquetas:
Política Internacional,
The american dream - Cuba,
Viagens
sexta-feira, dezembro 30, 2005
THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXXII
15/16 de Agosto de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Viagem de comboio entre Santiago de Cuba e La Habana.
- Carlos, como va usted para la Habana?
- De tren.
- Estoy vendo que le encanta meter-se en trabajos.
- Porqué?
- Porque se usted va en lo “especial” los horarios se cumplen. Al revés, lo tren puede-se quebrar y entonces nada te garante que la viaje dure 14 horas o 18, 19, 20 horas, o aun que dure 1, 2 o 3 dias.
- Bien, se tuviese tiempo seria una aventura muy interesante, pero así me preocupa un poco.
Bem seria muito mais interessante vir no comboio regular, mais incerteza, mais pessoas comuns, mas … o tempo urge e apetecia-me saltar para Havana e senti-la de uma forma diferente dos primeiros dias. Estava bastante mais à vontade em tudo, na língua, no manuseamento das duas moedas, nos meios e nas vias de comunicação, sabia que tinha plafond suficiente para os restantes dias, bem é uma sensação bem diferente de quando se é novato.
Ao fim e ao cabo, já tinha experimentado o comboio regular, pena não lhe ter tirado umas fotografias, porque é lindo.
Não se escolhe quando o comboio. Depende do dia que se vai. Alternam diariamente.
Para comprar o bilhete e conseguir a licença de trânsito perdi à vontade, mas curioso é que aqui não são os passageiros que esperam pelo comboio, mas é o comboio espera pelos passageiros. Não sabia deste detalhe, sendo assim “stressei” …
Custo da viagem 50 Pesos Convertíveis (50 US Dollars).
14 horas de viagem entre as 18.00 de 15, e as 08.00 de 16 de Agosto, passadas a conversar com alguns dos meus parceiros passageiros, a ler o biografia da heroína da Revolução, a revolucionária exemplar Célia Sanchez Manduley, e a dormir.
Sono gelado. O ar condicionado não tem meio-termo e está um frio do caraças. Pela primeira vez vesti toda a roupa que tinha.
Amanhecer … 08.00 La Habana … voltei ao calor e ao frenesim da capital.
- Carlos, como va usted para la Habana?
- De tren.
- Estoy vendo que le encanta meter-se en trabajos.
- Porqué?
- Porque se usted va en lo “especial” los horarios se cumplen. Al revés, lo tren puede-se quebrar y entonces nada te garante que la viaje dure 14 horas o 18, 19, 20 horas, o aun que dure 1, 2 o 3 dias.
- Bien, se tuviese tiempo seria una aventura muy interesante, pero así me preocupa un poco.
Bem seria muito mais interessante vir no comboio regular, mais incerteza, mais pessoas comuns, mas … o tempo urge e apetecia-me saltar para Havana e senti-la de uma forma diferente dos primeiros dias. Estava bastante mais à vontade em tudo, na língua, no manuseamento das duas moedas, nos meios e nas vias de comunicação, sabia que tinha plafond suficiente para os restantes dias, bem é uma sensação bem diferente de quando se é novato.
Ao fim e ao cabo, já tinha experimentado o comboio regular, pena não lhe ter tirado umas fotografias, porque é lindo.
Não se escolhe quando o comboio. Depende do dia que se vai. Alternam diariamente.
Para comprar o bilhete e conseguir a licença de trânsito perdi à vontade, mas curioso é que aqui não são os passageiros que esperam pelo comboio, mas é o comboio espera pelos passageiros. Não sabia deste detalhe, sendo assim “stressei” …
Custo da viagem 50 Pesos Convertíveis (50 US Dollars).
14 horas de viagem entre as 18.00 de 15, e as 08.00 de 16 de Agosto, passadas a conversar com alguns dos meus parceiros passageiros, a ler o biografia da heroína da Revolução, a revolucionária exemplar Célia Sanchez Manduley, e a dormir.
Sono gelado. O ar condicionado não tem meio-termo e está um frio do caraças. Pela primeira vez vesti toda a roupa que tinha.
Amanhecer … 08.00 La Habana … voltei ao calor e ao frenesim da capital.
Etiquetas:
Política Internacional,
The american dream - Cuba,
Viagens
THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXXI
De 12 a 15 de Agosto de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Santiago de Cuba.
1. Antes de partir para Santiago de Cuba já tinha estipulado qual e quanto iria pagar pela casa. Mal cheguei tinha alguém que me esperava. Caminho bem traçado;
2. Nesta fase já tinha uma estratégia bastante apurada de aproximação aos “nativos” e estrangeiros que circulassem na cidade por onde passava. Obviamente que refiro-me a “nativos” e estrangeiros com que me pudesse identificar e vice-versa.
Dos primeiros contactos que tive foi na Libreria Escalera, organizada por um camarada revolucionário. Curioso, os camaradas não se identificavam como comunistas, mas como revolucionários. Então, este revolucionário dava a sua própria opinião sobre o regime, dizia:
- Carlos, yo creo que Fidel es muy político. Abre demasiados precedentes al pueblo.
- No es lo que dicen por alla … ;
3. Casa de las Tradiciones;
4. Centro Oriental de Ecosistemas y Biodiversidad – Comandante en Jefe cumple años 13 de Agosto;
5. Desfile de Carnaval - Comandante en Jefe cumple años, 13 de Agosto. Não é mais do que o aproveitamento de desfile de Carnaval de Fevereiro. Rezam que este Carnaval é o segundo maior carnaval do mundo. Então e o de Ovar? Acho que essa festa é brava;
6. Parque Céspedes;
7. A arte marcial chinesa. Sincronia;
8. Companheiros de estrada;
9. Seres "estranhos", SANTERIA;
10. Identidade Portuguesa em Cuba;
11. Resistência. Povo cubano, povo herói. O periodo de excepção [periodo especial] foi levantado derivado ao desmoronamento do bloco socialista no inicio dos anos 90. Tudo leva a pensar que é marcado por uma aproximação clara à económia capitalista e consequente surgimento de uma elite abastadada. Não vi, nem há relatos de tal, e falei com muita gente. Bem, ao longo deste periodo [sobretudo no inicio] são muito mais as estórias de resistência para manter a dignidade e o estomago aconchegado.
«Quando alguém acordava não tinha a certeza se havia almoço» - alguém afirmava.
O povo ainda tinha a capacidade de se rir com o seu próprio infortúnio, tornando popular a seguinte anedota sobre a escassez de ovos:
Fidel discursava - Camaradas, de acordo com a vontade de Deus vai haver ovos para todos.
Então Raul Castro interrompeu e sussurrou - Camarada, mas estamos num estado socialista, não há Deus!!
Fidel respondeu - não faz mal, também não há ovos.
No inicio dos anos 90 foi o periodo mais crítico da história recente cubana, algo para o qual julgo que não estaríamos preparados.
Neste momento o governo cubano garante alimentação para toda a população sem excepção. Qualquer tipo de mendicidade que se possa encontrar é deliberada e oportunista.
1. Antes de partir para Santiago de Cuba já tinha estipulado qual e quanto iria pagar pela casa. Mal cheguei tinha alguém que me esperava. Caminho bem traçado;
2. Nesta fase já tinha uma estratégia bastante apurada de aproximação aos “nativos” e estrangeiros que circulassem na cidade por onde passava. Obviamente que refiro-me a “nativos” e estrangeiros com que me pudesse identificar e vice-versa.
Dos primeiros contactos que tive foi na Libreria Escalera, organizada por um camarada revolucionário. Curioso, os camaradas não se identificavam como comunistas, mas como revolucionários. Então, este revolucionário dava a sua própria opinião sobre o regime, dizia:
- Carlos, yo creo que Fidel es muy político. Abre demasiados precedentes al pueblo.
- No es lo que dicen por alla … ;
3. Casa de las Tradiciones;
4. Centro Oriental de Ecosistemas y Biodiversidad – Comandante en Jefe cumple años 13 de Agosto;
5. Desfile de Carnaval - Comandante en Jefe cumple años, 13 de Agosto. Não é mais do que o aproveitamento de desfile de Carnaval de Fevereiro. Rezam que este Carnaval é o segundo maior carnaval do mundo. Então e o de Ovar? Acho que essa festa é brava;
6. Parque Céspedes;
7. A arte marcial chinesa. Sincronia;
8. Companheiros de estrada;
9. Seres "estranhos", SANTERIA;
10. Identidade Portuguesa em Cuba;
11. Resistência. Povo cubano, povo herói. O periodo de excepção [periodo especial] foi levantado derivado ao desmoronamento do bloco socialista no inicio dos anos 90. Tudo leva a pensar que é marcado por uma aproximação clara à económia capitalista e consequente surgimento de uma elite abastadada. Não vi, nem há relatos de tal, e falei com muita gente. Bem, ao longo deste periodo [sobretudo no inicio] são muito mais as estórias de resistência para manter a dignidade e o estomago aconchegado.
«Quando alguém acordava não tinha a certeza se havia almoço» - alguém afirmava.
O povo ainda tinha a capacidade de se rir com o seu próprio infortúnio, tornando popular a seguinte anedota sobre a escassez de ovos:
Fidel discursava - Camaradas, de acordo com a vontade de Deus vai haver ovos para todos.
Então Raul Castro interrompeu e sussurrou - Camarada, mas estamos num estado socialista, não há Deus!!
Fidel respondeu - não faz mal, também não há ovos.
No inicio dos anos 90 foi o periodo mais crítico da história recente cubana, algo para o qual julgo que não estaríamos preparados.
Neste momento o governo cubano garante alimentação para toda a população sem excepção. Qualquer tipo de mendicidade que se possa encontrar é deliberada e oportunista.
Etiquetas:
Política Internacional,
The american dream - Cuba,
Viagens
Subscrever:
Mensagens (Atom)









































