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quinta-feira, dezembro 29, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXX

De 08 a 12 de Agosto de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Bayamo, Sierra Maestra tão perto e tão longe [$$$].



1. Quando me dirigi para a cidade de Bayamo só tinha uma intenção, informar-me como, quando, e por onde chegar ao Gran Parque Nacional Sierra Maestra, berço da Revolução Cubana. O percurso seria o seguinte, partir de Alto-Naranjo chegar ao Pico Turquino e daí saltar para o lado de lá da Sierra Maestra acabando em Las Cuevas com visão para o Mar das Caraíbas, tudo isto duraria 3 dias a pé.
Assim que cheguei a Bayamo obtive a informação que o Parque nacional estava "Cerrado" devido aos danos provocados pelo furacão Dennis. Os preços eram elevados mas baixavam consideravelmente à medida que arranjávamos companhia. Os custos centravam-se fundamentalmente nos tranportes, alimentação, aluguer de abrigo e guias… desilusão.



2. Bayamo, terra natal de Carlos Manuel de Céspedes pai da nação cubana;
3. Bayamo, cidade aprazível ninguém nos importuna;
4. Bayamo, sair daqui o quanto antes para aproveitar Santiago de Cuba o mais que puder. Já só faltam 11 dias para voltar;
5. Bayamo, ao segundo dia febre a partir com tudo. Temi o pior, dado não ter feito seguro de saúde, e obrigou-me a passar um dia completo na cama. Terceiro dia, 39, 38, 37, preparar as malas ... 36 ºC ... ao quarto dia parti em direcção a Santiago de Cuba.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXIX

De 01 a 08 de Agosto de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Impressões de Trinidad.

1. Trinidad e o Valle dos Ingenios, é considerada património mundial pela UNESCO desde 1998. Esta zona também foi responsável por 1/3 da produção nacional de açúcar durante o século XIX, até à 1ª e 2ª Guerra da Independência, e com uma vertente arquitectónica colonial muito característica. Por isso é um dos pontos mais visitados de Cuba. No entanto as implicações são, preços inflacionados, demasiados turistas a demonstrar o seu bem estar, e alguns(mas) Cubanos(as) a darem tudo para terem acesso a esse bem estar (nem que seja por pouco tempo). Estes comportamentos estão muito distantes daqueles que o estereotipo do "Homem Novo" teria [CHE].
Ética à parte, quando cheguei Trinidad os sinais de devastação eram evidentes. Marcas do furacão Dennis.



2. COWBOYS CUBANOS - A cultura Norte-Americana emana poder. O chapéu do herói da Revolução, Camilo Cienfuegos, era tipicamente de Cowboy. Os dos meus guias eram quase iguais, simplemente de palha. Mas a admiração por Camilo, Cowboys, equidios, mulheres, e alcool, permitiu-me atribuir-lhes o título: COWBOYS CUBANOS.
Os guias eram “Campesinos” no entanto assumiam outro estatuto, o de “Guarijo” que é uma espécie de gente que vem do meio natural e só se sentem bem nesse meio. Daí Osney cantarolar a música “Guajiro Natural” de Pólo Montañez. Orgulhosos na sua forma de estar na vida, do seu país, da revolução que o sustém, e do Comandante en Jefe que a personifica;
Pela primeira vez montei a cavalo pela Sierra Escambray, próximo dos locais onde os Mambises [combatentes da 1ª e 2ª Guerras da Independência], Camilo Cienfuegos, Ernesto “Che” Guevara [combatentes da Revolução], e finalmente os Contra-Revolucionários circularam para atingir os seus propósitos.




3. Na ordem da diversão saltei da mais turística Casa da Música, para a mais cultural Casa da Cultura.
A primeira com muito mais jovens, com pessoas esteticamente mais atraentes mas por outro lado objectivamente mais superficiais - em conversa com Yoel apelidei-os de "Turistas Perfumados". Era vê-los a eliminar o pouco stock de água que havia nos supermercados com medo de morrer à sede.
A segunda, faixa etária mais elevada, mais próximos do “Comandante en Jefe”, mais ávidos por saber da nossa vida aqui [em Portugal] e sobre a minha vida daqui e de lá.
Conheci Yoel, os seus amigos e a sua companheira, resultado: o preço dos “Mojitos” baixaram, e uma conversa agradável sobre a conjuntura cubana desde a revolução. Foi transparente todo o seu vislumbre pelo Comandante en Jefe, e a profunda admiração por Pólo Montañez o “cantautor” iliterato mas com grande capacidade de improvisação e criação. Polo é detentor do grande êxito Guajiro Natural e do coração dos cubanos, acabando por ter uma carreira efémera derivado ao acidente rodoviário que o vitimou. Um autentico fenómeno de popularidade;



4. Cachanchara, bebida típica desta região, altamente nutritiva devido à elevada quantidade de mel, e altamente inspiradora devido à elevada quantidade de álcool [aguardente de cana do açúcar]. Há falta de alimento [energia] e de inspiração, era nesta bebida que os Mambis conseguiam-nas para as batalhas da primeira e segunda guerra da independência [século XIX]. A fotografia abaixo foi tirada em 1959 após o triunfo da Revolução Cubana, fruto de um movimento composto por Camilo Cienfuegos e a sua companhia com trajes a rigor Mambí, encenando a chegada triunfante do Movimento Rebelde Mambí.



5. Depois de eu conhecer alguém que conhecia pessoalmente Miguel Urbano Rodrigues, de eu ter reconhecido rapidamente a louça de casa de banho da marca Roca, desta vez o laço com Portugal estava na mesinha de cabeceira: “ENSAYO SOBRE LA CEGUERA” de José Saramago;



6. Pela primeira vez "Tripei" à "fartazana". A vontade de ganhar tudo de uma vez de alguns "empresários" Cubanos torna evidente a sua veia latina;

7. Retratos;



8. O profano e o sagrado. Não é confronto, é harmonia. Uma contemporaneidade que combina agradavelmente simbolos opostos, os do ateu e do religioso;



9. Quotidiano "Triniteño".

domingo, novembro 13, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXVIII

Em diversos dias de Agosto de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Jogos e desporto em Cuba. Santa Clara, Trinidad, e La Habana.

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Eles jogam uma variante de xadrez que habitualmente os nossos "prós" denominam de "partidas rápidas" que duram de 3 a 15 minutos. Lá fora chamam de Blitz Chess.
- Português, eso és más dificil pero mucho más interessante y viciante - diziam.
Ao longo dos 6 dias que passei em Trinidad, lá estavam eles todos os dias e todo o "santo" dia.

quarta-feira, novembro 09, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXVII

Em diversos dias de Agosto de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Jogos e desporto em Cuba. Santa Clara, Trinidad, e La Habana.

Lo ajedrez en la academia y en la calle.

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1. Imagem Ampliada - Demorei mais de uma hora para tirar esta fotografia. De inicio cada vez que apontava a máquina fotográfica riam-se ou usavam uma expressão demasiado "fotográfica". Decidi vencê-los pelo hábito. Ia-lhes tirando fotografias pausadamente. A dada altura já só pensavam em xadrez ... o momento para atacar. - Academia de Xadrez de Trinidad.

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2. Imagem Ampliada - Xadrez na rua - Trinidad.
3. Imagem Ampliada - Academia de Xadrez de Santiago de Cuba.
4. Imagem Ampliada - José Raul Capablanca - - Academia de Xadrez de Santiago de Cuba.
5. Imagem Ampliada - Mas quem é este? - Academia de Xadrez de Santiago de Cuba.
6. Imagem Ampliada [abaixo] - Cronologia dos campeões - Academia de Xadrez de Trinidad.

- Wilhelm Steinitz
- José Raul Capablanca
- Emanuel Lasker
- Alexander Alekhine
- Max Euwe
- Mikhail Botvinnik
- Vassily Smislov
- Mijail Tal

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- Tigran Petrosian
- Boris Spasski
- Robert Bobby Fischer
- Anatoli Karpov
- Garri Kasparov
- Alexander Khalifman
- Viswanathan Anand
- Ruslan Ponomariov

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXVI

Em diversos dias de Agosto de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Jogos e desporto em Cuba. Santa Clara, Trinidad, e La Habana.

Tive muita sorte em ver este par de desafios de voleibol, porque a época regular de várias modalidades encontra-se interrompida.
Gostaria de ver uma partida de beisebol, “pero estaba cerrado”. Coño …
Com a revolução o desporto profissional foi abolido, e neste momento 3 milhões de cubanos participam activamente em modalidades organizadas. O beisebol talvez seja a modalidade que mais mobiliza o país.
Todos os anos há sempre um ou outro jogador que não resiste ao feitiço de contratos milionários, o ultimo caso que me contaram foi José Ariel Contreras, jogador do “Pinar” [Pinar del Rio], que transitou para os New York Yankees pela módica quantia de US$32 milhões. Contudo, também me contaram que muitos resistem ao isco dos contratos milionários e da possibilidade de jogarem nos maiores estádios do mundo, optando pelo seu avultado salário de US$13 mensais [13€ - 2.600$00], tornado as suas metas desportivas ainda mais admiráveis [?!?!?! – para nós um conceito perfeitamente abstrato, não?].

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Bem, e fiquei-me pelo domino outra modalidade mobilizadora, é o que se vê por toda a parte, isso mesmo ... pela rua.

segunda-feira, novembro 07, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXV

Em diversos dias de Agosto de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Jogos e desporto em Cuba. Santa Clara, Trinidad, e La Habana.


1. Competição escolar inter-provincial de voleibol. O serviço do jogador da equipa do estado de Santiago de Cuba em Santa-Clara. O movimento é supervisionado pelo "Comandante en Jefe";


2. Selecção nacional cubana de voleibol defronta a de Trinidad & Tobago na "Sala Ramón Fonts" de Havana, na comemoração dos 100 Anos da Federação Cubana de Voleibol. Momento solene, toca o hino.

HINO NACIONAL CUBANO
La Bayamesa
Letra e Música: Pedro Figueredo (1819-1870)
Composição: 1868 Adoção: 1902


Al combate corred Bayameses
Que la patria os contempla orgullosa;
No temáis una muerte gloriosa
Que morir por la patria es vivir.
-
En cadenas vivir es vivir.
En afrenta y oprobio sumido.
Del clarín escuchad el sonido,
¡A las armas valientes corred!

domingo, novembro 06, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXIV

No 1º dia de Agosto de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Santa Clara.

Este dia foi a pedalar entre a Batalha de Santa-Clara e a visão da Avenida do Papa. Entretanto tomei uma ”pinga” com o meu companheiro Luís. Decidi subir a colina com o meu amigo para ter uma visão panorâmica sobre Santa-Clara e ver a Avenida por onde desfilou a sua Santidade o Papa João Paulo II em Janeiro de 1998. Esta visita marcou o fim das relações tensas entre o estado Cubano e o estado do Vaticano.
E assim o Luís insistiu que fosse na parte de trás da sua bicicleta. Dado a insistência e ao seu profundo estado ébrio, questionei-o porque não ser eu levar a bicicleta. Como eu era a visita ele "não me quis contrariar". Para cima foi penoso, para baixo perigoso. As dificuldades deste exercicio centraram-se essecialmente em três factores, força, equilibrio, e falta de travões da bicicleta de fabrico chinês.


[…]«La toma de Santa Clara culminaba todo un Plan Operativo perfectamente estudiado por "Che" y sobre el cual se había estado trabajando y llevando a la práctica desde el mismo día en que llegamos al Escambray. Así lo demuestra la destrucción del Puente Falcón, casi un mes antes de la toma de Santa Clara, acción que imposibilita al enemigo maniobrar en la dirección oriental de la provincia y que a la vez permitía ir tomando pueblo por pueblo hasta llegar a aislar a la capital de la provincia del resto de la Isla. Una vez sitiada, ir atacando y tomando los puntos más débiles en la periferia, hasta llegar al cerco del objetivo militar más importante, el Regimiento Núm. 3 GR "Leoncio Vidal".



Con la toma de Santa Clara se obtenía el control político, administrativo y militar de toda la provincia de Las Villas, y todos los traslados de tropas hacia Oriente tenían que hacerse por vía aérea para lo cual harían falta una considerable cantidad de aviones, de los cuales el régimen no disponía.»[…]

domingo, outubro 16, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXIII

O 31º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - De Santa Clara a Remédios e voltar.

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Pela tarde caminhei por Remédios e visitei a “Escuela Frank País Garcia” de ensino básico. Passei a tarde com professora [maestra] Lyolexis, e os seus filhos Emeris e Marcos. Apresentaram-me José Martí [Em Português][Em inglês] símbolo nacional cubano:

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«José Martí nació en La Habana, Cuba, en 1853. Poeta, narrador, ensayista y periodista, dedicó su vida a la lucha por la independencia de su patria. Su producción literaria lo sitúa entre los más importantes intelectuales hispanoamericanos de su época. Falleció en combate, en Dos Ríos, Cuba, en 1895.

«En 1889, cuando vivía en Nueva York y desde allí preparaba la segunda guerra independentista de Cuba, emprende un proyecto llamado a renovar, por la originalidad de sus temas y su alta calidad estética, la literatura infantil de su época: la revista para niños La Edad de Oro. Cada edición de esta publicación mensual contenía artículos sobre distintos temas, cuentos y poesías y era redactada íntegramente por José Martí. De La Edad de Oro alcanzan a aparecer cuatro números; con posterioridad ha sido reeditada en forma de libro.

"Martí sitúa la literatura infantil en el rango de la gran literatura de su tiempo. La gran lección que nos da en La Edad de Oro –lección de permanente vigencia– es la necesidad de que el autor de literatura para niños permanezca fiel a sí mismo, a sus ideas y a sus concepciones estéticas. José Martí escribe para los niños sobre aquellas temáticas que lo obsesionan, que le parecen claves en su momento histórico, las mismas que aborda en su discurso dirigido a los adultos ; escribe haciendo gala de su maestría de artífice de la lengua, poniendo en tensión toda su experiencia y su madurez creativa. No subestima al lector infantil: lo reta. Esta autenticidad temática e ideoestética es lo que hace que los textos incluidos por Martí en la revista difieran sustancialmente de cuanto escribían sus coetáneos en materia de letras para la niñez".
Antonio Orlando Rodríguez »


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Na despedida dedicaram-me o poema “Los Zapaticos de Rosa” da obra difundida pelos pequenos estudantes cubanos, “Los Pioneros Comunistas” [Imagem] a emblemática “La Edad de Oro”.
Um poema com qualquer coisa haver com partilha de espaço e bens. Um dom da pequena Pilar, heroína do poema.

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José Martí
Los Zapaticos de Rosa

«Hay sol bueno y mar de espuma,
Y arena fina, y Pilar
Quiere salir a estrenar
Su sombrerito de pluma.
–"¡Vaya la niña divina!"
Dice el padre, y le da un beso:
"Vaya mi pájaro preso
A buscarme arena fina."
–"Yo voy con mi niña hermosa",
Le dijo la madre buena:
"¡No te manches en la arena
Los zapaticos de rosa!"
Fueron las dos al jardín
Por la calle del laurel:
La madre cogió un clavel
Y Pilar cogió un jazmín.
Ella va de todo juego,
Con aro, y balde, y paleta:
El balde es color violeta:
El aro es color de fuego.
Vienen a verlas pasar:
Nadie quiere verlas ir:
La madre se echa a reír,
Y un viejo se echa a llorar.
El aire fresco despeina
A Pilar, que viene y va
Muy oronda: –"¡Di, mamá!
¿Tú sabes qué cosa es reina?"
Y por si vuelven de noche
De la orilla de la mar,
Para la madre y Pilar
Manda luego el padre el coche.
Está la playa muy linda:
Todo el mundo está en la playa:
Lleva espejuelos el aya
De la francesa Florinda.
Está Alberto, el militar
Que salió en la procesión
Con tricornio y con bastón,
Echando un bote a la mar.
¡Y qué mala, Magdalena
Con tantas cintas y lazos,
A la muñeca sin brazos
Enterrándola en la arena!
Conversan allá en las sillas,
Sentadas con los señores,
Las señoras, como flores,
Debajo de las sombrillas.
Pero está con estos modos
Tan serios, muy triste el mar:
¡Lo alegre es allá, al doblar,
En la barranca de todos!
Dicen que suenan las olas
Mejor allá en la barranca,
Y que la arena es muy blanca
Donde están las niñas solas.
Pilar corre a su mamá:
–"¡Mamá, yo voy a ser buena:
Déjame ir sola a la arena:
Allá, tú me ves, allá!"
–"¡Esta niña caprichosa!
No hay tarde que no me enojes:
Anda, pero no te mojes
Los zapaticos de rosa."
Le llega a los pies la espuma:
Gritan alegres las dos:
Y se va, diciendo adiós,
La del sombrero de pluma.
¡Se va allá, donde ¡muy lejos!
Las aguas son más salobres,
Donde se sientan los pobres,
Donde se sientan los viejos!
Se fue la niña a jugar,
La espuma blanca bajó,
Y pasó el tiempo, y pasó
Un águila por el mar.
Y cuando el sol se ponía
Detrás de un monte dorado,
Un sombrerito callado
Por las arenas venía.
Trabaja mucho, trabaja
Para andar: ¿qué es lo que tiene
Pilar que anda así, que viene
Con la cabecita baja?
Bien sabe la madre hermosa
Por qué le cuesta el andar:
–"¿Y los zapatos, Pilar,
Los zapaticos de rosa?
"¡Ah, loca! ¿en dónde estarán?
¡Dí dónde, Pilar!" –"Señora",
Dice una mujer que llora:
"¡Están conmigo: aquí están!"
"Yo tengo una niña enferma
Que llora en el cuarto oscuro
Y la traigo al aire puro
A ver el sol, y a que duerma.
"Anoche soñó, soñó
Con el cielo, y oyó un canto:
Me dio miedo, me dio espanto,
Y la traje, y se durmió.
"Con sus dos brazos menudos
Estaba como abrazando:
Y yo mirando, mirando
Sus piececitos desnudos.
"Me llegó al cuerpo la espuma,
Alcé los ojos, y vi
Esta niña frente a mí
Con su sombrero de pluma.
"–¡Se parece a los retratos
Tu niña!" dijo: "¿Es de cera?
¿Quiere jugar? ¡si quisiera!...
¿Y por qué está sin zapatos?
"Mira: ¡la mano le abrasa,
Y tiene los pies tan fríos!
¡Oh, toma, toma los míos:
Yo tengo más en mi casa!"
"No sé bien, señora hermosa,
Lo que sucedió después:
¡Le vi a mi hijita en los pies
Los zapaticos de rosa!"
Se vio sacar los pañuelos
A una rusa y a una inglesa;
El aya de la francesa
Se quitó los espejuelos.
Abrió la madre los brazos:
Se echó Pilar en su pecho,
Y sacó el traje deshecho,
Sin adornos y sin lazos.
Todo lo quiere saber
De la enferma la señora:
¡No quiere saber que llora
De pobreza una mujer!
–"¡Sí, Pilar, dáselo! ¡y eso
También! ¡tu manta! ¡tu anillo!"
Y ella le dio su bolsillo,
Le dio el clavel, le dio beso.
Vuelven calladas de noche
A su casa del jardín:
Y Pilar va en el cojín
De la derecha del coche.
Y dice una mariposa
Que vio desde su rosal
Guardados en un cristal
Los zapaticos de rosa.»


No final da tarde voltei a Santa Clara.

sexta-feira, setembro 30, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXII

O 31º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - De Santa Clara a Remédios e voltar.

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Notas do dia:
- Hoje não haviam autocarros directos Remédios. Apanhei um que deixaria na estrada a cerca de 10 km do objectivo, depois … boleia. Habitualmente cobram dinheiro a turistas pela boleia. Como conheci um cubano e uma cubana no autocarro que partilhariam a boleia comigo quando estiquei o dedo ninguém imaginava que eu fosse estrangeiro;

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- Já em Remédios, na casa de cultura da cidade fui convidado a assistir ao concurso nacional literário. Estava na fase provincial. Como podem ver pelas fotografias a faixa etária dos participantes era muito abrangente. Os temas eram, ensaio, ficção, e poesia.
Em muitos casos não conseguia acompanhar, mas foi interessante o despertar de emoções quando um dos participantes leu o texto de sua autoria “O Cavaleiro Andante de Yugui”.
Incluiu uma valente sande de salsicha. Por esta altura o estômago já roncava.

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- José Martí e La Idade de Oro com Los Zapatitos de Rosa [na próxima crónica].

quinta-feira, setembro 29, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXI

O 30º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Santa Clara, Los niños del Che.

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THE AMERICAN DREAM - CUBA – XX

O 30º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Santa Clara, Los niños del Che.

Notas do dia:
- Hoje estou mais calmo. Tenho oportunidade de apreciar a casa de uma família composta por 8 pessoas, quatro das quais são médicos. A casa é fundamentalmente dividida em duas partes., a minha [hóspede] e deles. A minha tem todo o conforto que podem dar, a deles nem tanto e as paredes não estão pintadas;

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- Conversei com o Dr. Pedro Freire, professor universitário e investigador e especialista em tecidos humanos. Fala-me de um novo programa de estudos para os 15 melhores alunos de medicina. Um programa em que os alunos são praticamente autodidactas e são-lhe fornecidos todos os meios para que se desenvolvam por si próprios, mas claro com a orientação de um tutor.
Depois foi a parte que mais me interessou a actualidade económica, social e política. De acordo com ele o estado actual da Republica Cubana é fundamentalmente derivado ao embargo norte-americano . Ouço falar pela primeira vez das leis Torricelli e Helms-Burton. Resposta norte-americana à abertura comercial de Cuba ao estrangeiro. Agrada-me o que ouço, mas mantenho-me imparcial;

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- Levantar dinheiro, que estafa;
- Conheci Jorge, estudante de medicina Salvadorenho [El Salvador];
- Encontrei o casal de Holandeses que voltavam do mausoléu do Che. Marcamos encontro para a noite;

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- Passei bastante tempo com uns putos e um polícia na área limítrofe ao mausoléu de Che. Um local bem limpo, bem asseado, bem protegido. A minha máquina digital é um brinquedo fabuloso para eles. Adoravam tirar fotografias e verem-se no display;
- O local onde estão depositados os despojos do Comandante Ernesto “Che” Guevara e todos os seus companheiros da guerrilha Boliviana é … hummmm … um termo original … sepulcral;

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- À noite juntei-me aos holandeses bebemos umas cervejas e trocamos as primeiras experiências em solo cubano. Muita informação importante para os próximos dias.

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