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«1986 - Em 15 de Abril os EUA bombardeiam a Líbia. A "operação El Dorado Canyon" visava alvejar Mouammar Kadhafi como retaliação pelos atentados em Roma, Viena e Berlim que causaram 22 mortos. Os bombardeamentos dos EUA não conseguiram atingir Kadhafi e mataram 37 pessoas». (TSF)
quinta-feira, abril 29, 2004
quarta-feira, abril 28, 2004
QUANTO MAIS DEPRESSA MELHOR
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1-Está mal, no Nelsu existe o crime de opinião, ainda não sabias? Tudo o que se escreve neste blogue deve estar em harmonia com o meu ideal ;-) (é melhor botar o gajo a rir-se e a piscar o olho senão os fregueses vão pensar que é verdade, ddaassss, e então o XUNCA que não se dá nada bem com harmonias, vem-lhe logo à cabeça a estória das gravatas :- )))));
1.2.-Respondo no ponto 4;
2. T.A.P. é um bom exemplo para me contrariar, mas por este até eu proferia uma blasfémia. Mas o Cardoso e Cunha já lhe fez a folha;
3. O que escrevi não se compreende nisto, depois podemos falar num conceito que ouvi falar há uns tempos atrás que se chama, "A Firme-Flexibilidade";
4. e 1.2. Relativamente aos Alemães e outros exemplos como este, nós falaremos na pausa da ingestão do liquido alocado no tal recipiente de vidro que propões :- )))). Quando é que vens pregar a 1ª e 2ª Lei de Kirchhoff aos meus conterrâneos? Seguindo o teu raciocínio, vens dar conhecimento já adquirido logo, não vens contribuir para o desenvolvimento da terra por isso não merecias esta benesse ;- ) (é melhor botar o gajo a rir-se e a piscar o olho senão os fregueses vão pensar que é verdade, ddaassss, é melhor é!!!).
1-Está mal, no Nelsu existe o crime de opinião, ainda não sabias? Tudo o que se escreve neste blogue deve estar em harmonia com o meu ideal ;-) (é melhor botar o gajo a rir-se e a piscar o olho senão os fregueses vão pensar que é verdade, ddaassss, e então o XUNCA que não se dá nada bem com harmonias, vem-lhe logo à cabeça a estória das gravatas :- )))));
1.2.-Respondo no ponto 4;
2. T.A.P. é um bom exemplo para me contrariar, mas por este até eu proferia uma blasfémia. Mas o Cardoso e Cunha já lhe fez a folha;
3. O que escrevi não se compreende nisto, depois podemos falar num conceito que ouvi falar há uns tempos atrás que se chama, "A Firme-Flexibilidade";
4. e 1.2. Relativamente aos Alemães e outros exemplos como este, nós falaremos na pausa da ingestão do liquido alocado no tal recipiente de vidro que propões :- )))). Quando é que vens pregar a 1ª e 2ª Lei de Kirchhoff aos meus conterrâneos? Seguindo o teu raciocínio, vens dar conhecimento já adquirido logo, não vens contribuir para o desenvolvimento da terra por isso não merecias esta benesse ;- ) (é melhor botar o gajo a rir-se e a piscar o olho senão os fregueses vão pensar que é verdade, ddaassss, é melhor é!!!).
COPO
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1-Obrigado, mas não penso nem escrevo para te satisfazer!
1.2-Duvido e explico: O que cria desenvolvimento não é a cópia! É o original. Já que falas de alemães…
1.3- Sim. “Podemos e devemos tirar as nossas ilações”
2- T.A.P.
2.1- Na minha opinião o Comunismo não se coaduna com tiques de autoritarismo e fundamentalismo.
3 – Ou alguém que está farto de politiqueiros de 2ª categoria, que andam em círculo, e usurpam os neurónios dos outros!
3.1 – Quem for culpado que se acuse!
4 – Quando é que bebemos um copo?
1-Obrigado, mas não penso nem escrevo para te satisfazer!
1.2-Duvido e explico: O que cria desenvolvimento não é a cópia! É o original. Já que falas de alemães…
1.3- Sim. “Podemos e devemos tirar as nossas ilações”
2- T.A.P.
2.1- Na minha opinião o Comunismo não se coaduna com tiques de autoritarismo e fundamentalismo.
3 – Ou alguém que está farto de politiqueiros de 2ª categoria, que andam em círculo, e usurpam os neurónios dos outros!
3.1 – Quem for culpado que se acuse!
4 – Quando é que bebemos um copo?
terça-feira, abril 27, 2004
O OUTRO OLHO CLÍNICO
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1. Relativamente à adaptação de modelos de desenvolvimento estou muito satisfeito com a tua posição porque lentamente estás a ir ao encontro do que escrevi. Só falta fazer a ligação entre saber ler para aprender, e usar a “massa cinzenta” para evoluir.
Não duvides que copiar é forma mais célere para nos aproximarmos do topo. Um caso muito concreto no âmbito tecnológico foram os programas espaciais Norte-Americano e da antiga União Soviética que se apressaram em capturar os cientistas alemães para incrementar o desenvolvimento e a produção de foguetões.
Não pode haver a menor sombra de dúvida que o nosso desenvolvimento passa por estudar, e evoluir através de outras práticas.
2. Se existe uma pedra basilar no socialismo é a erradicação de grandes discrepâncias salariais, e jamais vislumbrar a competência e o estímulo por essa via. Venha antes o sentido de missão, porque a política de gestão privada não tem dado mostra de poupança.
Para finalizar é importante perceber que NA MINHA OPINIÃO o socialismo não se coaduna com tiques Neo-Liberais, e o Soarismo/Guterrismo não podem ser usados como exemplo, porque são uma tanga socialista.
3. Quem “assapa” o rabo são os alheados e esta mensagem «Ou então não me fodam a cabeça e deixem-me ver futebol!» só incentiva o desvio da atenção.
Também é importante referir que, se isto foi muitas vezes utilizado para formatar, que não haja dúvida que isto, o suplemento de ecónomia do Expresso, e outros exemplos do género têm de ser lidos com olho clínico, porque também formatam, e há muita gente que ainda não percebeu.
1. Relativamente à adaptação de modelos de desenvolvimento estou muito satisfeito com a tua posição porque lentamente estás a ir ao encontro do que escrevi. Só falta fazer a ligação entre saber ler para aprender, e usar a “massa cinzenta” para evoluir.
Não duvides que copiar é forma mais célere para nos aproximarmos do topo. Um caso muito concreto no âmbito tecnológico foram os programas espaciais Norte-Americano e da antiga União Soviética que se apressaram em capturar os cientistas alemães para incrementar o desenvolvimento e a produção de foguetões.
Não pode haver a menor sombra de dúvida que o nosso desenvolvimento passa por estudar, e evoluir através de outras práticas.
2. Se existe uma pedra basilar no socialismo é a erradicação de grandes discrepâncias salariais, e jamais vislumbrar a competência e o estímulo por essa via. Venha antes o sentido de missão, porque a política de gestão privada não tem dado mostra de poupança.
Para finalizar é importante perceber que NA MINHA OPINIÃO o socialismo não se coaduna com tiques Neo-Liberais, e o Soarismo/Guterrismo não podem ser usados como exemplo, porque são uma tanga socialista.
3. Quem “assapa” o rabo são os alheados e esta mensagem «Ou então não me fodam a cabeça e deixem-me ver futebol!» só incentiva o desvio da atenção.
Também é importante referir que, se isto foi muitas vezes utilizado para formatar, que não haja dúvida que isto, o suplemento de ecónomia do Expresso, e outros exemplos do género têm de ser lidos com olho clínico, porque também formatam, e há muita gente que ainda não percebeu.
PERMITO. MAS ESCLAREÇO...
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Estava para comentar, mas...assim até tem mais piada e conta para as estatísticas!
Não ignoro experiências de outros. Nem boas, nem más, nem assim assim. Podemos e devemos tirar as nossas ilações. Não podemos é pura e simplesmente copiar modelos de desenvolvimento económico apenas porque são bem sucedidos e seguir passo a passo metodologias que alguém concebeu para um determinado país a determinada altura, em determinadas circunstâncias. Nós somos Portugueses. E, os portugueses, não são chineses, nem holandeses, nem outros "eses". Se temos efectivamente "massa cinzenta" é para a utilizarmos, porque para seguirmos instruções basta saber ler. Quanto ao paguem bem...A igualdade que eu defendo é das oportunidades. E se fizermos umas continhas simples percebemos que estamos mais seguros nas mãos de um profissional do que de dez incompetentes. E ainda se poupa algum! E os incompetentes? Ficam ao abandono? Não. Educam-se, ensinam-se! O desenvolvimento de uma sociedade é perfeitamente compatível com politicas sociais de índole solidária, ou igualdade de oportunidades. Quem "assapa" o rabo no sofá são os ortodoxos, os marretas e os velhos do Restelo. Os preconceituosos, os formatados, aqueles para os quais os filtros que têm nos olhos e nos ouvidos lhes "empresta" a tal tranquilidade necessária para se alaparem no sofá. Assim, rejeito liminarmente as tuas conclusões. E acrescento: Se tique é o que acontece quando te distrais e sais da formatura...então meu amigo: Eu sou cheio de tiques!
Aquele abraço!
Estava para comentar, mas...assim até tem mais piada e conta para as estatísticas!
Não ignoro experiências de outros. Nem boas, nem más, nem assim assim. Podemos e devemos tirar as nossas ilações. Não podemos é pura e simplesmente copiar modelos de desenvolvimento económico apenas porque são bem sucedidos e seguir passo a passo metodologias que alguém concebeu para um determinado país a determinada altura, em determinadas circunstâncias. Nós somos Portugueses. E, os portugueses, não são chineses, nem holandeses, nem outros "eses". Se temos efectivamente "massa cinzenta" é para a utilizarmos, porque para seguirmos instruções basta saber ler. Quanto ao paguem bem...A igualdade que eu defendo é das oportunidades. E se fizermos umas continhas simples percebemos que estamos mais seguros nas mãos de um profissional do que de dez incompetentes. E ainda se poupa algum! E os incompetentes? Ficam ao abandono? Não. Educam-se, ensinam-se! O desenvolvimento de uma sociedade é perfeitamente compatível com politicas sociais de índole solidária, ou igualdade de oportunidades. Quem "assapa" o rabo no sofá são os ortodoxos, os marretas e os velhos do Restelo. Os preconceituosos, os formatados, aqueles para os quais os filtros que têm nos olhos e nos ouvidos lhes "empresta" a tal tranquilidade necessária para se alaparem no sofá. Assim, rejeito liminarmente as tuas conclusões. E acrescento: Se tique é o que acontece quando te distrais e sais da formatura...então meu amigo: Eu sou cheio de tiques!
Aquele abraço!
PERMITES?
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Sabão permite-me discordar da essência do teu post anterior:
- Copiar não tem mal nenhum, ora vê bem o exemplo da China. Copia para depois melhorar. Repara como se anda para a frente quando se utiliza esta metodologia;
- Educar a nossa classe política é uma boa medida, agora paguem-lhes bem??? A única coisa que se deve exigir é, trabalhem bem!!! Lá estão os teus tiques Neo-Liberais a aparecer à flor da pele;
- Enquanto a classe política não tiver outra conduta “assapas” o rabo no sofá, e está feito. Uma boa maneira de ver as coisas sem dúvida. E a mais cómoda certamente!!!
Já que falamos de futebol: E-U-G-O-S-T-O-D-E- F-U-T-E-B-O-L,-E-É-M-U-I-T-O-B-O-N-I-T-O. M-A-S-O-F-U-T-E-B-O-L-É-A-L-I-E-N-A-Ç-Ã-O. E-U-G-O-S-T-O-D-E-V-E-R-F-U-T-E-B-O-L-D-E-O-L-H-O-S-B-E-M-A-B-E-R-TO-S.
Sabão permite-me discordar da essência do teu post anterior:
- Copiar não tem mal nenhum, ora vê bem o exemplo da China. Copia para depois melhorar. Repara como se anda para a frente quando se utiliza esta metodologia;
- Educar a nossa classe política é uma boa medida, agora paguem-lhes bem??? A única coisa que se deve exigir é, trabalhem bem!!! Lá estão os teus tiques Neo-Liberais a aparecer à flor da pele;
- Enquanto a classe política não tiver outra conduta “assapas” o rabo no sofá, e está feito. Uma boa maneira de ver as coisas sem dúvida. E a mais cómoda certamente!!!
Já que falamos de futebol: E-U-G-O-S-T-O-D-E- F-U-T-E-B-O-L,-E-É-M-U-I-T-O-B-O-N-I-T-O. M-A-S-O-F-U-T-E-B-O-L-É-A-L-I-E-N-A-Ç-Ã-O. E-U-G-O-S-T-O-D-E-V-E-R-F-U-T-E-B-O-L-D-E-O-L-H-O-S-B-E-M-A-B-E-R-TO-S.
FUTEBOL
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Ao ver o serviço público mais uma acalorada discussão sobre “Porque é que trabalhamos como uns desgraçados e os sacanas dos Holandeses, Dinamarqueses, Noruegueses e outros “eses” fazem metade e ganham o dobro?”. Educação, modelos de desenvolvimento, produtividade, investimento, Sistemas fiscal, Celeridade da justiça etc...etc…etc. Sempre a bater na mesma tecla! A verdade é que enquanto seguirmos a corrente e a carneirada andaremos sempre atrás e nunca à frente! Quando lá chegarmos já eles por lá passaram e escaparam-nos novamente. Precisamos é de massa cinzenta para fazermos diferente, mais rápido e melhor. Precisamos de alguém esclarecido que traga consigo um projecto com cabeça tronco e membros. Proponho como 1ª medida extinguir a “Universidade do Políticos” tal como ela existe. Vamos formar as pessoas que reformam o país. Criar escolas de pensamento político para aqueles que têm inteligência e não gostam de colar cartazes. Dêem-lhes bolsas de estudo, isenção de propinas e estágios em Marte, paguem-lhes…e paguem-lhes bem, porque ainda assim sai mais barato. Invistam na educação da classe política porque já não suporto gente mal-educada a decidir o meu dia-a-dia. Ou então não me fodam a cabeça e deixem-me ver futebol!
Ao ver o serviço público mais uma acalorada discussão sobre “Porque é que trabalhamos como uns desgraçados e os sacanas dos Holandeses, Dinamarqueses, Noruegueses e outros “eses” fazem metade e ganham o dobro?”. Educação, modelos de desenvolvimento, produtividade, investimento, Sistemas fiscal, Celeridade da justiça etc...etc…etc. Sempre a bater na mesma tecla! A verdade é que enquanto seguirmos a corrente e a carneirada andaremos sempre atrás e nunca à frente! Quando lá chegarmos já eles por lá passaram e escaparam-nos novamente. Precisamos é de massa cinzenta para fazermos diferente, mais rápido e melhor. Precisamos de alguém esclarecido que traga consigo um projecto com cabeça tronco e membros. Proponho como 1ª medida extinguir a “Universidade do Políticos” tal como ela existe. Vamos formar as pessoas que reformam o país. Criar escolas de pensamento político para aqueles que têm inteligência e não gostam de colar cartazes. Dêem-lhes bolsas de estudo, isenção de propinas e estágios em Marte, paguem-lhes…e paguem-lhes bem, porque ainda assim sai mais barato. Invistam na educação da classe política porque já não suporto gente mal-educada a decidir o meu dia-a-dia. Ou então não me fodam a cabeça e deixem-me ver futebol!
DISCOS PE(R)DIDOS
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Senhores das discográficas, para quando a edição em CD destes discos ?
PETRUS CASTRUS - MESTRE
PETRUS CASTRUS - ASÇENSÃO E QUEDA
LUIS CILIA - O GUERRILHEIRO
LUIS CILIA - CONTRA A IDEIA DA VIOLÊNCIA, A VIOLÊNCIA DA IDEIA
LUIS CILIA - TRANSPARÊNCIAS
LUIS CILIA - O PESO DA SOMBRA
LUIS CILIA - MARGINAL
LUIS CILIA - CONTRADIÇÕES
GAC - A CANTIGA É UMA ARMA
GAC - POIS CANTÉ!
GAC - ...E VIRA BOM!
GAC - ...RONDA DA ALEGRIA!!
FAUSTO - FAUSTO
BANDA DO CASACO - HOJE HÁ CONQUILHAS, AMANHÃ NÃO SABEMOS
BANDA DO CASACO - CONTOS DA BARBEARIA
CORPO DIPLOMÁTICO - MÚSICA MODERNA
GNR - INDEPENDANÇA
GNR - DEFEITOS ESPECIAIS
NÉ LADEIRAS - ALHUR
ALMANAQUE - DESFIANDO CANTIGAS
CROIX SAINTE - THE LIFE OF HE
LINHA GERAL - LINHA GERAL
OCASO ÉPICO - MUITO OBRIGADO
ANTÓNIO EMILIANO - GAHVOREH
SANTA MARIA, GASOLINA EM TEU VENTRE - FREE TERMINATOR
UHF - ESTOU DE PASSAGEM
UHF - PERSONA NON GRATA
UHF - ARES E BARES DE FRONTEIRA
UHF - NOITES NEGRAS DE AZUL-AO VIVO EM ALMADA
STREET KIDS - TRAUMA
TROVANTE - EM NOME DA VIDA
DA WEASEL - DOU-LHE COM A ALMA (RE-EDIÇÃO)
VAI DE RODA - POLAS ONDAS (RE-EDIÇÃO)
NUNO REBELO - SAGRAÇÃO DO MÊS DE MAIO (RE-EDIÇÃO).
Senhores das discográficas, para quando a edição em CD destes discos ?
PETRUS CASTRUS - MESTRE
PETRUS CASTRUS - ASÇENSÃO E QUEDA
LUIS CILIA - O GUERRILHEIRO
LUIS CILIA - CONTRA A IDEIA DA VIOLÊNCIA, A VIOLÊNCIA DA IDEIA
LUIS CILIA - TRANSPARÊNCIAS
LUIS CILIA - O PESO DA SOMBRA
LUIS CILIA - MARGINAL
LUIS CILIA - CONTRADIÇÕES
GAC - A CANTIGA É UMA ARMA
GAC - POIS CANTÉ!
GAC - ...E VIRA BOM!
GAC - ...RONDA DA ALEGRIA!!
FAUSTO - FAUSTO
BANDA DO CASACO - HOJE HÁ CONQUILHAS, AMANHÃ NÃO SABEMOS
BANDA DO CASACO - CONTOS DA BARBEARIA
CORPO DIPLOMÁTICO - MÚSICA MODERNA
GNR - INDEPENDANÇA
GNR - DEFEITOS ESPECIAIS
NÉ LADEIRAS - ALHUR
ALMANAQUE - DESFIANDO CANTIGAS
CROIX SAINTE - THE LIFE OF HE
LINHA GERAL - LINHA GERAL
OCASO ÉPICO - MUITO OBRIGADO
ANTÓNIO EMILIANO - GAHVOREH
SANTA MARIA, GASOLINA EM TEU VENTRE - FREE TERMINATOR
UHF - ESTOU DE PASSAGEM
UHF - PERSONA NON GRATA
UHF - ARES E BARES DE FRONTEIRA
UHF - NOITES NEGRAS DE AZUL-AO VIVO EM ALMADA
STREET KIDS - TRAUMA
TROVANTE - EM NOME DA VIDA
DA WEASEL - DOU-LHE COM A ALMA (RE-EDIÇÃO)
VAI DE RODA - POLAS ONDAS (RE-EDIÇÃO)
NUNO REBELO - SAGRAÇÃO DO MÊS DE MAIO (RE-EDIÇÃO).
segunda-feira, abril 26, 2004
VÁ "SUGADITO"
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Que a direita incomoda-se com o 25 de Abril já todos sabiamos. Que a direita é intransigente também mas, dispensávamos tal indulgência. O velhote gesticula efusivamente do camarote...mas o que é que o gajo quer!?!?
Que a direita incomoda-se com o 25 de Abril já todos sabiamos. Que a direita é intransigente também mas, dispensávamos tal indulgência. O velhote gesticula efusivamente do camarote...mas o que é que o gajo quer!?!?
O SR. PM PERCEBEU?
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30 anos depois da Revolução dos cravos, o discurso de ontem do PR Jorge Sampaio visou os principais aspectos da actual política nacional.
A sua intervenção lembrou os perigos da concentração de propriedade, no facto de a conjuntura económica internacional não ter as costas largas, como tal é necessário rever as estratégias de recuperação económica. Lembrou que «a crise orçamental não está superada», e que as medidas de cosmética do actual executivo não são mais do que isso, porque o «défice estrutural de produtividade e de competitividade» permanece.
Para isso é necessário «apostar na qualificação e na educação, defendendo um modelo económico mais igualitário na distribuição de riqueza e com protecção social.»
Apesar dos progressos, o nosso PR considera que Portugal «ainda não recuperou inteiramente» de algumas marcas deixadas pelo Estado Novo, porque será?
Na referência à politica externa, o mesmo Sampaio que deixou sempre o governo dar azo à sua imaginação, agora percebe que «legitimidade política no Iraque só com acção da ONU».
30 anos depois da Revolução dos cravos, o discurso de ontem do PR Jorge Sampaio visou os principais aspectos da actual política nacional.
A sua intervenção lembrou os perigos da concentração de propriedade, no facto de a conjuntura económica internacional não ter as costas largas, como tal é necessário rever as estratégias de recuperação económica. Lembrou que «a crise orçamental não está superada», e que as medidas de cosmética do actual executivo não são mais do que isso, porque o «défice estrutural de produtividade e de competitividade» permanece.
Para isso é necessário «apostar na qualificação e na educação, defendendo um modelo económico mais igualitário na distribuição de riqueza e com protecção social.»
Apesar dos progressos, o nosso PR considera que Portugal «ainda não recuperou inteiramente» de algumas marcas deixadas pelo Estado Novo, porque será?
Na referência à politica externa, o mesmo Sampaio que deixou sempre o governo dar azo à sua imaginação, agora percebe que «legitimidade política no Iraque só com acção da ONU».
UuuHHH! SACANAS!
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«Do Marquês do Pombal até ao Rossio, desfilaram milhares de pessoas de cravo na mão, vendo-se no início da manifestação uma faixa com a inscrição ”25 de Abril sempre”».
E «A parada militar das comemorações oficiais ficou marcada pelos apupos com que o primeiro-ministro Durão Barroso e o ministro da Defesa Paulo Portas foram recebidos.»
«Do Marquês do Pombal até ao Rossio, desfilaram milhares de pessoas de cravo na mão, vendo-se no início da manifestação uma faixa com a inscrição ”25 de Abril sempre”».
E «A parada militar das comemorações oficiais ficou marcada pelos apupos com que o primeiro-ministro Durão Barroso e o ministro da Defesa Paulo Portas foram recebidos.»
ACIDENTE FERROVIÁRIO NA COREIA DO NORTE
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Lentamente surgem algumas imagens do desastre na Coreia do Norte, pouco reveladoras está claro. Podem ver-se aqui.
«Rescuers sift through rubble April 24, 2004 after the catastrophic explosion at the railway station in Ryongchon, North Korea. At least 154 people, including 76 students, were killed and more than 1,300 people had been injured in the blast at the railway station in the town of Ryongchon near the Chinese border on April 22, China's Xinhua news agency said, quoting a senior rescue official. Photo by Reuters (Handout)»
Lentamente surgem algumas imagens do desastre na Coreia do Norte, pouco reveladoras está claro. Podem ver-se aqui.
«Rescuers sift through rubble April 24, 2004 after the catastrophic explosion at the railway station in Ryongchon, North Korea. At least 154 people, including 76 students, were killed and more than 1,300 people had been injured in the blast at the railway station in the town of Ryongchon near the Chinese border on April 22, China's Xinhua news agency said, quoting a senior rescue official. Photo by Reuters (Handout)»
domingo, abril 25, 2004
25 DE ABRIL
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Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
da Sophia de Mello Breyner Andersen
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
da Sophia de Mello Breyner Andersen
A POESIA ESTÁ NA RUA
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Gravura de Vieira da Silva "A poesia está na rua"
Alguns dos mais bonitos cartazes que comemoraram esta data.
Há exactamente 30 anos as tropas arrancaram para a Revolução:
«"Grândola, Vila Morena", na voz de Zeca Afonso, é lançada para o ar pela Rádio Renascença no seu programa Limite às 0.30 da madrugada. Estava lançado o início das operações, que iriam tornar o dia 25 uma data histórica. Em Tomar e Vendas Novas, em Lisboa e na Figueira da Foz, Lamego, Mafra e Estremoz e noutros pontos do País, há movimentos militares; é preso o Comandante da Escola Prática de Cavalaria, de Santarém, e uma força daquela unidade marcha para Lisboa.»
Os acontecimemtos deste dia estão descritos no blogue "O coice que Abril deu", o qual infelizmente não tem permanentlink aos posts. Como tal vão ter que procurar o post "Documento: O 25 de Abril".
Gravura de Vieira da Silva "A poesia está na rua"
Alguns dos mais bonitos cartazes que comemoraram esta data.
Há exactamente 30 anos as tropas arrancaram para a Revolução:
«"Grândola, Vila Morena", na voz de Zeca Afonso, é lançada para o ar pela Rádio Renascença no seu programa Limite às 0.30 da madrugada. Estava lançado o início das operações, que iriam tornar o dia 25 uma data histórica. Em Tomar e Vendas Novas, em Lisboa e na Figueira da Foz, Lamego, Mafra e Estremoz e noutros pontos do País, há movimentos militares; é preso o Comandante da Escola Prática de Cavalaria, de Santarém, e uma força daquela unidade marcha para Lisboa.»
Os acontecimemtos deste dia estão descritos no blogue "O coice que Abril deu", o qual infelizmente não tem permanentlink aos posts. Como tal vão ter que procurar o post "Documento: O 25 de Abril".
sábado, abril 24, 2004
FC PORTO CAMPEÃO
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As buzinas que ouço lá fora não celebram o 25 de Abril.
O Sporting perdeu com o União de Leiria e entregou o título ao Futebol Clube do Porto.
As buzinas que ouço lá fora não celebram o 25 de Abril.
O Sporting perdeu com o União de Leiria e entregou o título ao Futebol Clube do Porto.
GUERRILHEIROS DAS PALAVRAS - VI
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Manuel Freire será para sempre recordado como o intérprete do famoso tema "Pedra Filosofal", inspirado no poema de António Gedeão.
Manuel Augusto Coentro de Pinho Freire nasce a 25 de Abril de 1942 (faz hoje 62 anos) em Vagos, Aveiro. Frequentou os cursos de Engenharia de Máquinas e Engenharia Química até se resolver a enveredar pela carreira musical. Em 1967, após ter prestado o serviço militar obrigatório na Força Aérea, estreia-se no Teatro António Pedro no Porto, pela mão de Fernando Gusmão. A partir daí, seguem-se actuações pelo país e pelo estrangeiro, nomeadamente em Paris (onde conhece Luís Cilia e José Mário Branco), Barcelona (com Paco Ibañez) e Roma.
No ano seguinte, edita o seu primeiro disco, que incluí temas como "Dedicatória", "Eles" ou "Livre". Começa, na mesma altura, a relacionar-se com homens como José Afonso ou Adriano Correia de Oliveira, com os quais tinha a empatia natural entre cantores de intervenção (como ele). Musica então poemas de José Saramago, Manuel Alegre ou António Gedeão, para citar apenas alguns nomes. Dessas colaborações, surgem canções como "O Sangue Não Dá Flor", "Lutaremos, Meu Amor" ou "Trova".
Em 1969, participa no popular programa de TV "Zip-Zap", de Carlos Cruz, Fialho Gouveia e Raul Solnado, e aí apresenta pela primeira vez "Pedra Filosofal" (inspirado no poema de António Gedeão), que é um sucesso instantâneo. No ano seguinte, o tema é editado e ganha os prémios Casa da Imprensa e Pozal Domingues.
Em 1971, edita um EP que inclui "Dulcineia" de José Gomes Ferreira, e "Canção" de Eduardo Olímpio. E, no ano seguinte, grava um single com uma canção do filme "Pedro Só", de Alfredo Tropa, com poema de Fernando Assis Pacheco e música de Manuel Jorge Veloso.
Em 1973, grava os temas "Menina Bexigosa" de Sidónio Muralha, e "Ouvindo Beethoven" de José Saramago.
Em 1978, regressa com o álbum "Devolta", em colaboração com Luís Cila. No mesmo ano, compõe os temas "Que Faço Aqui?" e "Um Dia", para a peça "Os Emigrantes" de Slawomir Mrozeh, encenada por João Lourenço para o Teatro Experimental do Porto.
Já em 1993, é editada uma colectânea do cantor, que inclui os seus maiores sucessos (como "Pedra Filosofal", "Pedro Só", "Dulcineia" ou "Fala Do Velho Do Restelo Ao Astronauta" inspirado num texto de José Saramago).
PEDRA FILOSOFAL (António Gedeão)
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
Agradecimentos: cotonete
Manuel Freire será para sempre recordado como o intérprete do famoso tema "Pedra Filosofal", inspirado no poema de António Gedeão.
Manuel Augusto Coentro de Pinho Freire nasce a 25 de Abril de 1942 (faz hoje 62 anos) em Vagos, Aveiro. Frequentou os cursos de Engenharia de Máquinas e Engenharia Química até se resolver a enveredar pela carreira musical. Em 1967, após ter prestado o serviço militar obrigatório na Força Aérea, estreia-se no Teatro António Pedro no Porto, pela mão de Fernando Gusmão. A partir daí, seguem-se actuações pelo país e pelo estrangeiro, nomeadamente em Paris (onde conhece Luís Cilia e José Mário Branco), Barcelona (com Paco Ibañez) e Roma.
No ano seguinte, edita o seu primeiro disco, que incluí temas como "Dedicatória", "Eles" ou "Livre". Começa, na mesma altura, a relacionar-se com homens como José Afonso ou Adriano Correia de Oliveira, com os quais tinha a empatia natural entre cantores de intervenção (como ele). Musica então poemas de José Saramago, Manuel Alegre ou António Gedeão, para citar apenas alguns nomes. Dessas colaborações, surgem canções como "O Sangue Não Dá Flor", "Lutaremos, Meu Amor" ou "Trova".
Em 1969, participa no popular programa de TV "Zip-Zap", de Carlos Cruz, Fialho Gouveia e Raul Solnado, e aí apresenta pela primeira vez "Pedra Filosofal" (inspirado no poema de António Gedeão), que é um sucesso instantâneo. No ano seguinte, o tema é editado e ganha os prémios Casa da Imprensa e Pozal Domingues.
Em 1971, edita um EP que inclui "Dulcineia" de José Gomes Ferreira, e "Canção" de Eduardo Olímpio. E, no ano seguinte, grava um single com uma canção do filme "Pedro Só", de Alfredo Tropa, com poema de Fernando Assis Pacheco e música de Manuel Jorge Veloso.
Em 1973, grava os temas "Menina Bexigosa" de Sidónio Muralha, e "Ouvindo Beethoven" de José Saramago.
Em 1978, regressa com o álbum "Devolta", em colaboração com Luís Cila. No mesmo ano, compõe os temas "Que Faço Aqui?" e "Um Dia", para a peça "Os Emigrantes" de Slawomir Mrozeh, encenada por João Lourenço para o Teatro Experimental do Porto.
Já em 1993, é editada uma colectânea do cantor, que inclui os seus maiores sucessos (como "Pedra Filosofal", "Pedro Só", "Dulcineia" ou "Fala Do Velho Do Restelo Ao Astronauta" inspirado num texto de José Saramago).
PEDRA FILOSOFAL (António Gedeão)
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
Agradecimentos: cotonete
sexta-feira, abril 23, 2004
GUERRILHEIROS DAS PALAVRAS - V
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Sérgio Godinho nasceu em 1945, no Porto. Com apenas 18 anos de idade parte para o estrangeiro. Primeiro destino: Suiça, onde estuda psicologia durante dois anos. Mais tarde muda-se para França. Vive o Maio de 68 na capital francesa. No ano seguinte integra a produção francesa do musical "Hair", onde se mantém por dois anos. Em Paris priva com outros músicos portugueses, como Luís Cília e José Mário Branco. Sérgio Godinho ensaiava então as suas primeiras composições, na altura em francês.
Em 1971 participa no álbum de estreia a solo de José MárioBranco, "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades", como músico e como autor de quatro letras. É ainda neste ano que Sérgio faz a sua estreia discográfica, com o seu primeiro longa-duração, "Os Sobreviventes", e com a edição do EP "Romance de Um Dia na Estrada". Recebe o prémio da Imprensa para "Melhor Autor do Ano" e, no ano seguinte, com "Sobreviventes" - que três dias após a sua edição é interditado, depois autorizado, depois novamente interditado - é eleito "Melhor Disco do Ano".
Em 1972, Sérgio apresenta um novo álbum, "Pré-Histórias", que inclui um dos temas mais emblemáticos da sua carreira: "A Noite Passada". Volta a colaborar como letrista no segundo álbum de José Mário Branco, "Margem de Certa Maneira". No ano seguinte, muda-se para o Canadá, onde integra a companhia de teatro Genesis. É neste país que Sérgio recebe a notícia do 25 de Abril. Regressa a Portugal. Já no nosso país edita o terceiro álbum de originais: "À Queima-Roupa".
Em 1975 participa, com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do filme de Luís Galvão Teles, "A Confederação". No ano seguinte escreve a canção-tema do filme de José Fonseca e Costa "Os Demónios de Alcácer Quibir", onde participa como actor. Este tema viria a ser incluído no seu novo álbum, "De Pequenino se Torce o Destino" (1976).
Em 1977 volta a colaborar num filme. Desta vez, com dois temas na banda sonora de "Nós Por Cá Todos Bem", realizado por Fernando Lopes. O seu quinto álbum de originais, "Pano-Crú", é editado no ano seguinte. Novo ano (1979), novo álbum: "Campolide", que viria a ser premiado com o "Prémio da Crítica Música & Som" para melhor album de música portuguesa desse ano.
Em 1980 Sérgio volta a colaborar com o realizador José Fonseca e Costa, desta vez no clássico do cinema português, "Kilas, o Mau da Fita". O álbum com a banda sonora do filme é editado nesse mesmo ano. "Canto da Boca", novo álbum de originais, é também editado em 80, tendo recebido o prémio de "Melhor Disco Potuguês ddo Ano", atribuído pela Casa da Imprensa e, ainda, o Sete de Ouro para o "Melhor Cantor Português do Ano".
Em Setembro de 1983 edita "Coincidências". Neste álbum conta com a participação de nomes grandes da música brasileira como Ivan Lins, Milton Nascimento e Chico Buarque. Um ano mais tarde, Sérgio Godinho regressa com "Salão de Festas", de onde emergem os temas "Quimera do Ouro" e "Coro das Velhas".
Em Julho de 1985, coincidindo com os concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto sob o título "Era Uma Vez Um Rapaz", edita um duplo álbum retrospectivo da sua carreira, com o mesmo nome. Ao todo são 19 temas gravados entre 1971 e 1984, a que se junta o inédito "Guerra e Paz".
Em 1986 compõe o tema "Dor d’Alma", interpretado por Anamar, para o filme de José Nascimento "Reporter X". Sérgio viria a incluí-lo no seu próximo álbum, "Na Vida Real", editado em 1987. Em 1988 surge o disco com o título "Sérgio Godinho Canta Com os Amigos de Gaspar", que inclui as canções escritas para a série infantil "Os Amigos de Gaspar", da RTP. 1989 é o ano de "Aos Amores", primeiro álbum de Sérgio para a EMI-Valentim de Carvalho, que viria a vencer o Prémio José Afonso, instituído pela Câmara Municipal da Amadora.
Em Abril de 1990 inicia uma série de concertos sob o título "Escritor de Canções", no Auditório do Instituto Franco-Português, em Lisboa. Este espectáculo sobe 20 vezes à cena, no período de um mês, dirigido por Ricardo Pais e com direcção musical de Manuel Faria, dos Trovante. Meses mais tarde, "Escritor de Canções" resulta num duplo álbum. Após apresentação de "Escritor de Canções" em Macau, Bombaim e Goa no início do ano de 1991, a RTP exibe a série "Luz na Sombra", seis programas sobre as profissões menos visíveis do mundo da música, com autoria e apresentação de Sérgio Godinho.
Em 1993 edita "Tinta Permanente" em que colaboram Teresa Salgueiro (Madredeus), Filipa Pais (Lua Extravagante), Dora e Sandra Fidalgo (Delfins). No fim do ano apresenta o concerto "A Face Visível " no Teatro Rivoli, no Porto e Teatro Municipal de São Luís, em Lisboa. "Tinta Permanente" recebe o Prémio José Afonso de 1994 relativo ao melhor álbum de música portuguesa do ano. Ainda em 1994 actua no Coliseu de Lisboa num concerto com direcção musical de João Paulo Esteves da Silva e em que participam os Sitiados, Jorge Palma e Filipa Pais.
No fim de 1995 - após participar no projecto "Espanta Espíritos" no tema "Apenas um Irmão", em dueto com Pacman (Da Weasel) e o rapper Boss AC - é editado o álbum ao vivo "Noites Passadas - O Melhor de Sérgio Godinho ao Vivo", com gravações dos concertos realizados no São Luís, em 1993 e no Coliseu de Lisboa, em 1994. Em Março de 1996 actua no Ritz Club com Manuel Faria no piano e Ricardo Rocha na guitarra portuguesa. Em Maio, volta aos concertos no Coliseu do Porto.
Em Fevereiro de 1997 Sérgio inicia as gravações de "Domingo no Mundo" tendo sido editado em 2 de Junho desse mesmo ano. A sua edição constituiu - e continua a constituir - êxito assinalável, especialmente nas suas apresentações em público.
Tudo começou assim:

Biografia "roubada" daqui
LIBERDADE
Viemos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quando não se teve nada
só se quer a vida cheia quem teve a vida parada
só se quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
Sérgio Godinho nasceu em 1945, no Porto. Com apenas 18 anos de idade parte para o estrangeiro. Primeiro destino: Suiça, onde estuda psicologia durante dois anos. Mais tarde muda-se para França. Vive o Maio de 68 na capital francesa. No ano seguinte integra a produção francesa do musical "Hair", onde se mantém por dois anos. Em Paris priva com outros músicos portugueses, como Luís Cília e José Mário Branco. Sérgio Godinho ensaiava então as suas primeiras composições, na altura em francês.Em 1971 participa no álbum de estreia a solo de José MárioBranco, "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades", como músico e como autor de quatro letras. É ainda neste ano que Sérgio faz a sua estreia discográfica, com o seu primeiro longa-duração, "Os Sobreviventes", e com a edição do EP "Romance de Um Dia na Estrada". Recebe o prémio da Imprensa para "Melhor Autor do Ano" e, no ano seguinte, com "Sobreviventes" - que três dias após a sua edição é interditado, depois autorizado, depois novamente interditado - é eleito "Melhor Disco do Ano".
Em 1972, Sérgio apresenta um novo álbum, "Pré-Histórias", que inclui um dos temas mais emblemáticos da sua carreira: "A Noite Passada". Volta a colaborar como letrista no segundo álbum de José Mário Branco, "Margem de Certa Maneira". No ano seguinte, muda-se para o Canadá, onde integra a companhia de teatro Genesis. É neste país que Sérgio recebe a notícia do 25 de Abril. Regressa a Portugal. Já no nosso país edita o terceiro álbum de originais: "À Queima-Roupa".
Em 1975 participa, com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do filme de Luís Galvão Teles, "A Confederação". No ano seguinte escreve a canção-tema do filme de José Fonseca e Costa "Os Demónios de Alcácer Quibir", onde participa como actor. Este tema viria a ser incluído no seu novo álbum, "De Pequenino se Torce o Destino" (1976).
Em 1977 volta a colaborar num filme. Desta vez, com dois temas na banda sonora de "Nós Por Cá Todos Bem", realizado por Fernando Lopes. O seu quinto álbum de originais, "Pano-Crú", é editado no ano seguinte. Novo ano (1979), novo álbum: "Campolide", que viria a ser premiado com o "Prémio da Crítica Música & Som" para melhor album de música portuguesa desse ano.
Em 1980 Sérgio volta a colaborar com o realizador José Fonseca e Costa, desta vez no clássico do cinema português, "Kilas, o Mau da Fita". O álbum com a banda sonora do filme é editado nesse mesmo ano. "Canto da Boca", novo álbum de originais, é também editado em 80, tendo recebido o prémio de "Melhor Disco Potuguês ddo Ano", atribuído pela Casa da Imprensa e, ainda, o Sete de Ouro para o "Melhor Cantor Português do Ano".
Em Setembro de 1983 edita "Coincidências". Neste álbum conta com a participação de nomes grandes da música brasileira como Ivan Lins, Milton Nascimento e Chico Buarque. Um ano mais tarde, Sérgio Godinho regressa com "Salão de Festas", de onde emergem os temas "Quimera do Ouro" e "Coro das Velhas".
Em Julho de 1985, coincidindo com os concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto sob o título "Era Uma Vez Um Rapaz", edita um duplo álbum retrospectivo da sua carreira, com o mesmo nome. Ao todo são 19 temas gravados entre 1971 e 1984, a que se junta o inédito "Guerra e Paz".
Em 1986 compõe o tema "Dor d’Alma", interpretado por Anamar, para o filme de José Nascimento "Reporter X". Sérgio viria a incluí-lo no seu próximo álbum, "Na Vida Real", editado em 1987. Em 1988 surge o disco com o título "Sérgio Godinho Canta Com os Amigos de Gaspar", que inclui as canções escritas para a série infantil "Os Amigos de Gaspar", da RTP. 1989 é o ano de "Aos Amores", primeiro álbum de Sérgio para a EMI-Valentim de Carvalho, que viria a vencer o Prémio José Afonso, instituído pela Câmara Municipal da Amadora.
Em Abril de 1990 inicia uma série de concertos sob o título "Escritor de Canções", no Auditório do Instituto Franco-Português, em Lisboa. Este espectáculo sobe 20 vezes à cena, no período de um mês, dirigido por Ricardo Pais e com direcção musical de Manuel Faria, dos Trovante. Meses mais tarde, "Escritor de Canções" resulta num duplo álbum. Após apresentação de "Escritor de Canções" em Macau, Bombaim e Goa no início do ano de 1991, a RTP exibe a série "Luz na Sombra", seis programas sobre as profissões menos visíveis do mundo da música, com autoria e apresentação de Sérgio Godinho.
Em 1993 edita "Tinta Permanente" em que colaboram Teresa Salgueiro (Madredeus), Filipa Pais (Lua Extravagante), Dora e Sandra Fidalgo (Delfins). No fim do ano apresenta o concerto "A Face Visível " no Teatro Rivoli, no Porto e Teatro Municipal de São Luís, em Lisboa. "Tinta Permanente" recebe o Prémio José Afonso de 1994 relativo ao melhor álbum de música portuguesa do ano. Ainda em 1994 actua no Coliseu de Lisboa num concerto com direcção musical de João Paulo Esteves da Silva e em que participam os Sitiados, Jorge Palma e Filipa Pais.
No fim de 1995 - após participar no projecto "Espanta Espíritos" no tema "Apenas um Irmão", em dueto com Pacman (Da Weasel) e o rapper Boss AC - é editado o álbum ao vivo "Noites Passadas - O Melhor de Sérgio Godinho ao Vivo", com gravações dos concertos realizados no São Luís, em 1993 e no Coliseu de Lisboa, em 1994. Em Março de 1996 actua no Ritz Club com Manuel Faria no piano e Ricardo Rocha na guitarra portuguesa. Em Maio, volta aos concertos no Coliseu do Porto.
Em Fevereiro de 1997 Sérgio inicia as gravações de "Domingo no Mundo" tendo sido editado em 2 de Junho desse mesmo ano. A sua edição constituiu - e continua a constituir - êxito assinalável, especialmente nas suas apresentações em público.
Tudo começou assim:

Biografia "roubada" daqui
LIBERDADE
Viemos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quando não se teve nada
só se quer a vida cheia quem teve a vida parada
só se quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
WEBLOGS OU BLOGS, APRESENTO A BLOGOSFERA (5.4.3.) – CATEGORIAS DE BLOGS
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It's all the way down!
Nos primórdios da blogosfera os weblogs eram compostos apenas por textos, mas como já puderam verificar neste momento já é possível compor o blog com som e fotografia.
Do interesse pela fotografia surgiram os FOTOBLOGS e para os quais já existem vários sistemas para a criação deste tipo de formato. Mas novidades, novidades são estes dois , Chromasia, Photoblogs, o último com muitas notícias sobre este formato. Um muito obrigado ao Substrato!!
For sure you can´t understand Portuguese, and obviously you wont get the meaning of this post, but I’ll give it to you…I’M FLABERGASTED WITH YOUR PICTURES. Greetings!!!
It's all the way down!
Nos primórdios da blogosfera os weblogs eram compostos apenas por textos, mas como já puderam verificar neste momento já é possível compor o blog com som e fotografia.
Do interesse pela fotografia surgiram os FOTOBLOGS e para os quais já existem vários sistemas para a criação deste tipo de formato. Mas novidades, novidades são estes dois , Chromasia, Photoblogs, o último com muitas notícias sobre este formato. Um muito obrigado ao Substrato!!
For sure you can´t understand Portuguese, and obviously you wont get the meaning of this post, but I’ll give it to you…I’M FLABERGASTED WITH YOUR PICTURES. Greetings!!!
CATÁSTROFE NA COREIA DO NORTE
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Com bastante atraso na difusão da notícia, as autoridades Norte-Coreanas emitem informações contraditórias sobre a colisão de dois comboios muito perto da fronteira chinesa.
Com bastante atraso na difusão da notícia, as autoridades Norte-Coreanas emitem informações contraditórias sobre a colisão de dois comboios muito perto da fronteira chinesa.
UM LIVRO! PORQUE HOJE É O DIA MUNDIAL
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MICHAEL MOORE - BRANCOS ESTÚPIDOS E OUTRAS DESCULPAS ESFARRAPADAS PARA O ESTADO DA NAÇÃO
EDITORA : TEMAS E DEBATES
Do mais célebre provocador da América acabei de ler este livro que desmonta toda a trama que originou a chegada ao poder de Bush júnior e quem foram os estrategas do golpe. Diz-nos que por alguns dias, Ralph Nader foi o homem mais importante da América e arreia pau em democratas e republicanos, não necessariamente nesta ordem. Com ele aprendí também imensas coisas: os nomes dos líderes das 50 maiores nações do mundo (coisa que sai sempre em qualquer concurso!), como gastar menos gasolina (não tenho carro,mas um pouco de sabedoria nunca fez mal a ninguém!), como sobreviver ao aquecimento global (digam lá que isto não é importante!). Já comprastes Linx ?
MICHAEL MOORE - BRANCOS ESTÚPIDOS E OUTRAS DESCULPAS ESFARRAPADAS PARA O ESTADO DA NAÇÃO
EDITORA : TEMAS E DEBATES
Do mais célebre provocador da América acabei de ler este livro que desmonta toda a trama que originou a chegada ao poder de Bush júnior e quem foram os estrategas do golpe. Diz-nos que por alguns dias, Ralph Nader foi o homem mais importante da América e arreia pau em democratas e republicanos, não necessariamente nesta ordem. Com ele aprendí também imensas coisas: os nomes dos líderes das 50 maiores nações do mundo (coisa que sai sempre em qualquer concurso!), como gastar menos gasolina (não tenho carro,mas um pouco de sabedoria nunca fez mal a ninguém!), como sobreviver ao aquecimento global (digam lá que isto não é importante!). Já comprastes Linx ?
August Sander
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August Sander nasceu em Herdorf, Alemanha, em 1876. Abandonou as minas, local onde trabalhou durante sete anos, para se dedicar ao estudo da pintura. Estudou em Dresden entre 1901 e 1902, com a finalidade de melhorar as suas capacidades artísticas, para as poder aplicar à fotografia.
O trabalho mais importante da sua vida – Pessoas do Séc. XX – teve início em 1910, prolongando-se durante cerca de 40 anos. Neste trabalho, o fotógrafo criou uma espécie de biblioteca de retratos do povo Alemão, fotografando para isso o mais diversificado tipo de pessoas: mineiro, guarda-florestal, pasteleiro, estudante, funcionário, industrial, entre muitos outros.
August Sander é considerado o pai da fotografia moderna Alemã. É necessário contudo não esquecer o contexto favorável, quando Berlim era um dos centros de criação artística europeu, onde havia movimentos tão importantes como a Bauhaus.
Sander morreu em 1964 em Colónia.
August Sander nasceu em Herdorf, Alemanha, em 1876. Abandonou as minas, local onde trabalhou durante sete anos, para se dedicar ao estudo da pintura. Estudou em Dresden entre 1901 e 1902, com a finalidade de melhorar as suas capacidades artísticas, para as poder aplicar à fotografia.
O trabalho mais importante da sua vida – Pessoas do Séc. XX – teve início em 1910, prolongando-se durante cerca de 40 anos. Neste trabalho, o fotógrafo criou uma espécie de biblioteca de retratos do povo Alemão, fotografando para isso o mais diversificado tipo de pessoas: mineiro, guarda-florestal, pasteleiro, estudante, funcionário, industrial, entre muitos outros.
August Sander é considerado o pai da fotografia moderna Alemã. É necessário contudo não esquecer o contexto favorável, quando Berlim era um dos centros de criação artística europeu, onde havia movimentos tão importantes como a Bauhaus.
Sander morreu em 1964 em Colónia.
WEBLOGS OU BLOGS, APRESENTO A BLOGOSFERA (5.4.2.) – CATEGORIAS DE BLOGS
.
Noutro tipo de categoria estão os weblogs diários e os analíticos. Os weblogs diários descrevem o quotidiano de uma ou váriaspessoas e são habitualmente visitados por um grupo muito restrito de pessoas, quase sempre conhecidos, amigos ou parentes. Uma modalidade muito à maneira de quem descreve as suas aventuras juvenis. Os analíticos são os mais populares porque explicitam as análises, reflexões, interpretações da conjuntura Nacional e Internacional. Este foi o meio que permitiu a expansão do jornalismo amador.
O 11 de Setembro de 2001 foi o factor crucial para a explosão desta categoria.
Ainda hoje escrevo sobre os Fotoblogs, uma categoria muito do meu agrado, e que fiz agradáveis descobertas.
Noutro tipo de categoria estão os weblogs diários e os analíticos. Os weblogs diários descrevem o quotidiano de uma ou váriaspessoas e são habitualmente visitados por um grupo muito restrito de pessoas, quase sempre conhecidos, amigos ou parentes. Uma modalidade muito à maneira de quem descreve as suas aventuras juvenis. Os analíticos são os mais populares porque explicitam as análises, reflexões, interpretações da conjuntura Nacional e Internacional. Este foi o meio que permitiu a expansão do jornalismo amador.
O 11 de Setembro de 2001 foi o factor crucial para a explosão desta categoria.
Ainda hoje escrevo sobre os Fotoblogs, uma categoria muito do meu agrado, e que fiz agradáveis descobertas.
WEBLOGS OU BLOGS, APRESENTO A BLOGOSFERA (5.4.1.) – CATEGORIAS DE BLOGS
.
A partir deste momento esta saga pretende caracterizar ou categorizar ou catalogar alguns tipos de blogs a nível de formato. Numa primeira caracterização surgem os blogs individuais e os colectivos, e a realçar nestes grupos é o facto de inicialmente os weblogs serem maioritariamente publicados por um só autor. Só à posteriori surgiram os weblogs colectivos, que com maior facilidade garantem permanente actualização, "isperto pá"!!
A partir deste momento esta saga pretende caracterizar ou categorizar ou catalogar alguns tipos de blogs a nível de formato. Numa primeira caracterização surgem os blogs individuais e os colectivos, e a realçar nestes grupos é o facto de inicialmente os weblogs serem maioritariamente publicados por um só autor. Só à posteriori surgiram os weblogs colectivos, que com maior facilidade garantem permanente actualização, "isperto pá"!!
ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA
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Esta troca de posts com Manuel lembrar-me uma célebre entrevista que a actual Pivot da TVI fez ao ícone do futebol português de há uns 10, 15 anos atrás, a propósito da sua contratação pelo SLB.
- Paulo Futre, quanto vai ganhar?
- Manuela e tu, quanto ganhas?
- Cof, cof, 300, cof, cof, Mil, cof, cof, Escudos mensais.
Isto é, em ambas as situações fazem-se perguntas indiscretas, e o interlocutor que gera o diálogo engasga-se. O Manuel que se tranquilize porque eu não vou perguntar quanto ganha, e também não queria saber em quem vota, simplesmente indignei-me com tanta indecisão, para além de achar que restavam poucas alternativas há esquerda. Contudo, vou responder à tua pergunta, e cof, cof, as minhas raízes cof,cof, não me permitem, cof, cof, transpor o I para a direita do segundo X cof, cof, ...traduzindo em miudos não consigo passar do sec. XIX para o sec. XXI.
De facto não tenho essa visão de voto útil ou estratégico ou de quem apresentar melhor programa eleitoral. O meu sentido de voto orienta-se pelas linhas mestras de um Partido. Tenho a predisposição para acreditar em partidos em que a sua vertente social parte do dogma e não seja apenas recurso de campanha eleitoral - eu sei que este é um argumento fácil de rebater mas foi por este motivo que atribuí o titulo ao actual post. Não suporto partidos que ostentam nas suas siglas “Sociais Democracias” e “Socialismos” e praticam o politicas perfeitamente Neo-Liberais.
Por isso e meu voto é sensível a questões como: amarfanhar Pacto de Estabilidade com um Pacto de Progresso Social e de Emprego, o qual dá prioridade aos critérios sociais, ao emprego com direitos, ao relançamento dos investimentos públicos, designadamente nas ferrovias, na saúde, ambiente, formação, educação e investigação científica (não estou a fazer propaganda política, garanto). O meu voto também é sensível à tentativa de desmascarar a falsas vitórias no sector da agricultura exaltadas pelo actual governo, e à preocupação da perca de soberania das águas territoriais que dificulta a tarefa da precária frota pesqueira nacional, embora tenha consciência que a exclusividade das 200 milhas não é suficiente para colocar no mercado o peixe a preços competitivos,...pois se os submarinos não pescassem dava cá um jeito do caraças!!!
Só para acabar acho importante sublinhar que o meu sentido de voto não expressa o sentido de voto da malta do Nelsu. Eu bem tento evangelizar mas está difícil.
Esta troca de posts com Manuel lembrar-me uma célebre entrevista que a actual Pivot da TVI fez ao ícone do futebol português de há uns 10, 15 anos atrás, a propósito da sua contratação pelo SLB.
- Paulo Futre, quanto vai ganhar?
- Manuela e tu, quanto ganhas?
- Cof, cof, 300, cof, cof, Mil, cof, cof, Escudos mensais.
Isto é, em ambas as situações fazem-se perguntas indiscretas, e o interlocutor que gera o diálogo engasga-se. O Manuel que se tranquilize porque eu não vou perguntar quanto ganha, e também não queria saber em quem vota, simplesmente indignei-me com tanta indecisão, para além de achar que restavam poucas alternativas há esquerda. Contudo, vou responder à tua pergunta, e cof, cof, as minhas raízes cof,cof, não me permitem, cof, cof, transpor o I para a direita do segundo X cof, cof, ...traduzindo em miudos não consigo passar do sec. XIX para o sec. XXI.
De facto não tenho essa visão de voto útil ou estratégico ou de quem apresentar melhor programa eleitoral. O meu sentido de voto orienta-se pelas linhas mestras de um Partido. Tenho a predisposição para acreditar em partidos em que a sua vertente social parte do dogma e não seja apenas recurso de campanha eleitoral - eu sei que este é um argumento fácil de rebater mas foi por este motivo que atribuí o titulo ao actual post. Não suporto partidos que ostentam nas suas siglas “Sociais Democracias” e “Socialismos” e praticam o politicas perfeitamente Neo-Liberais.
Por isso e meu voto é sensível a questões como: amarfanhar Pacto de Estabilidade com um Pacto de Progresso Social e de Emprego, o qual dá prioridade aos critérios sociais, ao emprego com direitos, ao relançamento dos investimentos públicos, designadamente nas ferrovias, na saúde, ambiente, formação, educação e investigação científica (não estou a fazer propaganda política, garanto). O meu voto também é sensível à tentativa de desmascarar a falsas vitórias no sector da agricultura exaltadas pelo actual governo, e à preocupação da perca de soberania das águas territoriais que dificulta a tarefa da precária frota pesqueira nacional, embora tenha consciência que a exclusividade das 200 milhas não é suficiente para colocar no mercado o peixe a preços competitivos,...pois se os submarinos não pescassem dava cá um jeito do caraças!!!
Só para acabar acho importante sublinhar que o meu sentido de voto não expressa o sentido de voto da malta do Nelsu. Eu bem tento evangelizar mas está difícil.
quinta-feira, abril 22, 2004
GUERRILHEIROS DAS PALAVRAS - IV
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José Mário Branco é um autor, compositor e intérprete, que, na linha de José Afonso, renovou a canção portuguesa nos anos 60 e 70.
José Mário nasce no Porto, em Maio de 1942, revelando, desde cedo, talento para a música. Envolve-se, mais tarde, em inúmeros projectos, não só na área da música, como no teatro, cinema, acção cultural e intervenção política. O seu percurso artístico esteve, aliás, sempre ligado à consciência e acção revolucionária portuguesa.
Exila-se em França entre 1963 e 1974, fundando aí a cooperativa cultural Groupe Organon. Em 1965, cria o primeiro grupo de teatro amador português em França, o Grupo de Teatro da Liga, e dirige ainda a primeira experiência de pré-animação cultural da Ville Nouvelle de Saint-Quentin-en-Yvelines, onde cria e interpreta vários espectáculos. Ainda no exílio, dá uma série de recitais um pouco por toda a Europa. José Mário compõe e interpreta, também, música para muitas peças de teatro e filmes, tanto em França como em Portugal. Pelo meio, edita o seu álbum de estreia "Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades", em 1971.
Em 1974, regressa ao nosso país e funda o Grupo de Acção Cultural, que realiza mais de 500 espectáculos por Portugal e pelo estrangeiro.
Em 1977, integra a companhia de Teatro da Comuna, onde permanece como músico e actor até 1979, destacando-se como co-criador de espectáculos como "A Mãe" e "Homem Morto, Homem Posto", de Bertold Brecht. Após esta experiência, funda o Teatro do Mundo, onde tem uma acção de relevo.
Embora esteja sem gravar nesta época, nunca se afasta demasiado da música e recebe em 1980, o prémio da crítica para a melhor orquestração do Festival RTP da Canção, com o tema "Página Em Branco", repetindo o feito em 1981 com a canção "Tanto E Tão Pouco".
Em 1983 fundou, juntamente com outros artistas, a União Portuguesa de Artistas e Variedades, da qual se afasta em 1993.
Em 1994, realiza o espectáculo "Maio Maduro Maio", onde, juntamente com Amélia Muge e João Afonso, interpreta temas de José Afonso, numa actuação que recebe a aclamação do público, quer em Portugal, quer no estrangeiro, e que resulta na edição, no ano seguinte, de um CD duplo.
Em 1997, estreou no Centro Cultural de Belém novo espectáculo, que contou com a participação dos músicos José Peixoto, Carlos Bica, Rui Júnior e João Pires, e ainda dos Tetvocal. Após as apresentações no Coliseu do Porto, Teatro da Trindade e Teatro Gil Vicente, é editado o duplo CD: "José Mário Branco - Ao Vivo em 1997".
No ano seguinte, além de continuar a apresentar-se ao vivo no nosso país, produz os álbuns "Na Linha Da Vida", de Camané, e "Taco A Taco", de Amélia Muge. Recebe ainda o Prémio Carreira do jornal Blitz. E o ano não acaba sem que José Mário participe no Festival de Outono no Teatro Camões, realizando ainda um show em parceria com Jean Sommer (seu companheiro de exílio e autor da música do tema "Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades").
Em seguida, prepara o espectáculo "As Margens Da Alegria", inserido nas Comemorações do 25º aniversário do 25 de Abril, que contou com as colaborações de Amélia Muge, Gaiteiros de Lisboa, Canto Nono, O Ó Que Som Tem e Orquestra Tocá Rufar.
Discografia
A biografia veio daqui.
José Mário Branco é um autor, compositor e intérprete, que, na linha de José Afonso, renovou a canção portuguesa nos anos 60 e 70.
José Mário nasce no Porto, em Maio de 1942, revelando, desde cedo, talento para a música. Envolve-se, mais tarde, em inúmeros projectos, não só na área da música, como no teatro, cinema, acção cultural e intervenção política. O seu percurso artístico esteve, aliás, sempre ligado à consciência e acção revolucionária portuguesa.
Exila-se em França entre 1963 e 1974, fundando aí a cooperativa cultural Groupe Organon. Em 1965, cria o primeiro grupo de teatro amador português em França, o Grupo de Teatro da Liga, e dirige ainda a primeira experiência de pré-animação cultural da Ville Nouvelle de Saint-Quentin-en-Yvelines, onde cria e interpreta vários espectáculos. Ainda no exílio, dá uma série de recitais um pouco por toda a Europa. José Mário compõe e interpreta, também, música para muitas peças de teatro e filmes, tanto em França como em Portugal. Pelo meio, edita o seu álbum de estreia "Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades", em 1971.
Em 1974, regressa ao nosso país e funda o Grupo de Acção Cultural, que realiza mais de 500 espectáculos por Portugal e pelo estrangeiro.
Em 1977, integra a companhia de Teatro da Comuna, onde permanece como músico e actor até 1979, destacando-se como co-criador de espectáculos como "A Mãe" e "Homem Morto, Homem Posto", de Bertold Brecht. Após esta experiência, funda o Teatro do Mundo, onde tem uma acção de relevo.
Embora esteja sem gravar nesta época, nunca se afasta demasiado da música e recebe em 1980, o prémio da crítica para a melhor orquestração do Festival RTP da Canção, com o tema "Página Em Branco", repetindo o feito em 1981 com a canção "Tanto E Tão Pouco".
Em 1983 fundou, juntamente com outros artistas, a União Portuguesa de Artistas e Variedades, da qual se afasta em 1993.
Em 1994, realiza o espectáculo "Maio Maduro Maio", onde, juntamente com Amélia Muge e João Afonso, interpreta temas de José Afonso, numa actuação que recebe a aclamação do público, quer em Portugal, quer no estrangeiro, e que resulta na edição, no ano seguinte, de um CD duplo.
Em 1997, estreou no Centro Cultural de Belém novo espectáculo, que contou com a participação dos músicos José Peixoto, Carlos Bica, Rui Júnior e João Pires, e ainda dos Tetvocal. Após as apresentações no Coliseu do Porto, Teatro da Trindade e Teatro Gil Vicente, é editado o duplo CD: "José Mário Branco - Ao Vivo em 1997".
No ano seguinte, além de continuar a apresentar-se ao vivo no nosso país, produz os álbuns "Na Linha Da Vida", de Camané, e "Taco A Taco", de Amélia Muge. Recebe ainda o Prémio Carreira do jornal Blitz. E o ano não acaba sem que José Mário participe no Festival de Outono no Teatro Camões, realizando ainda um show em parceria com Jean Sommer (seu companheiro de exílio e autor da música do tema "Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades").
Em seguida, prepara o espectáculo "As Margens Da Alegria", inserido nas Comemorações do 25º aniversário do 25 de Abril, que contou com as colaborações de Amélia Muge, Gaiteiros de Lisboa, Canto Nono, O Ó Que Som Tem e Orquestra Tocá Rufar.
Discografia
A biografia veio daqui.
O BIGODE
Hoje ao ver uma reportagem sobre uma manifestação da nossa polícia reparei no seguinte: Enquanto o que tinha o “dom da palavra” discursava, em pano de fundo estavam quatro camaradas. Dos cinco em cenário, três tinham bigode. E isto, meus amigos é notícia! Fazendo umas contas de cabeça e extrapolando chegamos ao redondo número de 60…60% da bófia tem bigode! E farfalhudo! Já estou a ver as manchetes de amanhã. “Durão Barroso envia reforço alimentar para as tropas no Iraque. Ao que apurámos 30% das vitaminas alojam-se nos bigodes dos nossos compatriotas impedindo-os assim de manter uma alimentação equilibrada”, ou ainda “Chefe Silva atingido por míssil escapou ileso – O seu avolumado bigode amorteceu o impacto evitando assim o que poderia ter sido uma catástrofe!"
quarta-feira, abril 21, 2004
GUERRILHEIROS DAS PALAVRAS - III
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"Considero-me legítimo herdeiro de Edmundo Bettencourt e de Menano, que são os homens do fado de Coimbra. Toda a grande música que se faz hoje e que está preocupada em não abandonar a matriz da música tradicional começou em Coimbra, dentro das universidades. A que nasceu fora das universidades desembocou numa desgraça, mas isso é outra coisa, é música de feira". O autor destas palavras é Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias, nascido em Novembro de 1948 em pleno Oceano Atlântico, a bordo do navio Pátria que navegava entre Portugal e Angola.
Fausto, por muitos considerado o mais importante compositor vivo da música popular portuguesa, teve um início de carreira recheado de indecisões. Estudante do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (ISCSPU), é em plena vida académica que grava o primeiro 45 rotações, a que se segue o álbum homónimo, Fausto.
Em declarações proferidas à revista Flama em 1970, Fausto hesita ainda na continuidade do trabalho musical: "nunca acreditei muito na minha voz, nem ainda hoje acredito. Já pensei várias vezes na data em que vou largar "isto". (...) Dizem-me que devo continuar, mas não sei bem se será até no próximo mês de Junho que porei o ponto final. Depois, cantarei apenas para os amigos e para mim próprio".
A realidade dos factos (e dos anos entretanto passados) encarregou-se de desfazer as dúvidas do então jovem estudante. Eleito presidente da direcção da Associação dos Estudantes do ISCSPU, Fausto viu o seu nome não ser homologado no cargo pelo Ministério da Educação, em consequência de um certo comprometimento político da sua actividade musical. E, como castigo, é chamado a cumprir o serviço militar, embora possuísse todas as condições para ter um adiamento. Em resultado, Fausto recusa-se a comparecer no quartel e é considerado refractário.
Vivendo quase clandestino, Fausto faz grande parte das gravações do seu segundo LP, P'ró Que Der e Vier, em Madrid. Nele, inclui letras de Eugênio de Andrade e Mário Henrique Leiria, num todo de características políticas muito acentuadas.
Com o 25 de Abril, Fausto acompanha a actividade frenética dos cantores de resistência ao regime deposto. É arranjador e produtor em Coro dos Tribunais (1974), Enquanto Há Força (1978) e Como se Fora seu Filho (1983), de José Afonso, em Que Nunca Mais (1975) e Cantigas Portuguesas (1980), de Adriano Correia de Oliveira.
É um dos fundadores do Colectivo de Acção Cultural - CAC, com os artistas já referidos e José Mário Branco, Luís Cília, Tino Flores e outros. E, em 1975, edita o seu segundo LP, Um Beco Com Saída.
Após o período mais quente da revolução, Fausto assiste ao que considera ser uma invasão do nosso país pela música anglo-saxónica. Reage: "sempre me opus e resisti à tirania do rock e do pop em Portugal pelo que isso representa de normalização da música". E dá a sua própria resposta, gravando em 1977 Madrugada dos Trapeiros, um dos discos fundadores da nova música popular portuguesa.
A sua crescente importância no panorama musical da época mede-se pelo convite inédito feito por José Afonso para comporem em conjunto, de que resultam os temas A Acupunctura em Odemira e Eu, o Povo. Por essa altura, Fausto começa a interessar-se pela temática dos descobrimentos portugueses. O seu álbum Histórias de Viageiros (1979) é o primeiro reflexo deste novo rumo na obra do autor. Uma espécie de prefácio do grande momento da sua obra, Por Este Rio Acima.
Em Por Este Rio Acima (1982), e a partir das crónicas de Fernão Mendes Pinto, o principal cronista dos descobrimentos, Fausto traça um retrato da sociedade portuguesa, procurando os pontos de confluência entre a época das naus e caravelas e os dias de hoje.
A esse propósito, o autor afirma: "Canto o lado do povo anónimo que ia nos barcos, não o dos heróis. Canto o outro lado da História, o lado mais humano. Não falo do passado. Falo da actualidade e curiosamente há pontos em comum".
O disco, duplo, conhece um êxito sem precedentes na carreira do autor e dá origem a um novo ciclo da música popular portuguesa. Houve quem dissesse, acerca de Por Este Rio Acima, que era impossível o autor voltar a fazer melhor. Fausto não se conforma: "Habituei-me à presença incómoda dessa obra. Mas acuso o espírito conservador dessas pessoas. Quem nos amarra não é mais que uma geração, as outras descobrem coisas novas".
Convidado pela editora a prosseguir o tema, Fausto impõe um período de trabalho de dez anos entre cada registo da trilogia da diáspora marítima portuguesa. Na realidade, entre Por Este Rio Acima e Crónicas da Terra Ardente (1994) distam doze anos.
Em 1985 editará O Despertar dos Alquimistas, grande painel sonoro onde é central o tema da realidade e da utopia. Dois anos depois, com Para Além das Cordilheiras, Fausto percorre uma estrada musical entre Lisboa e Berlim, numa viagem simbólica do regresso de Portugal à Europa. Com A Preto e Branco (1989), as canções africanas da sua adolescência são de novo interpretadas, num reencontro com a música angolana.
Em 1996, Fausto sintetizou, numa antologia, os temas fundamentais da sua obra. No álbum duplo Atrás dos Tempos Vêm Tempos, 27 das suas principais canções são apresentadas ao público regravadas e rearranjadas, com a colaboração de músicos da nova geração. O público reagiu positivamente e o álbum atingiu vendas superiores a 20 mil exemplares, sendo Disco de Ouro.
O país reconhece, em 1997, a importância de Fausto, através da Comissão Nacional dos Descobrimentos Portugueses, que o convida para dar um concerto comemorativo dos 500 anos da partida de Vasco da Gama para a India, a 8 de Julho desse ano.
Extraído daqui
"Considero-me legítimo herdeiro de Edmundo Bettencourt e de Menano, que são os homens do fado de Coimbra. Toda a grande música que se faz hoje e que está preocupada em não abandonar a matriz da música tradicional começou em Coimbra, dentro das universidades. A que nasceu fora das universidades desembocou numa desgraça, mas isso é outra coisa, é música de feira". O autor destas palavras é Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias, nascido em Novembro de 1948 em pleno Oceano Atlântico, a bordo do navio Pátria que navegava entre Portugal e Angola.
Fausto, por muitos considerado o mais importante compositor vivo da música popular portuguesa, teve um início de carreira recheado de indecisões. Estudante do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (ISCSPU), é em plena vida académica que grava o primeiro 45 rotações, a que se segue o álbum homónimo, Fausto.
Em declarações proferidas à revista Flama em 1970, Fausto hesita ainda na continuidade do trabalho musical: "nunca acreditei muito na minha voz, nem ainda hoje acredito. Já pensei várias vezes na data em que vou largar "isto". (...) Dizem-me que devo continuar, mas não sei bem se será até no próximo mês de Junho que porei o ponto final. Depois, cantarei apenas para os amigos e para mim próprio".
A realidade dos factos (e dos anos entretanto passados) encarregou-se de desfazer as dúvidas do então jovem estudante. Eleito presidente da direcção da Associação dos Estudantes do ISCSPU, Fausto viu o seu nome não ser homologado no cargo pelo Ministério da Educação, em consequência de um certo comprometimento político da sua actividade musical. E, como castigo, é chamado a cumprir o serviço militar, embora possuísse todas as condições para ter um adiamento. Em resultado, Fausto recusa-se a comparecer no quartel e é considerado refractário.
Vivendo quase clandestino, Fausto faz grande parte das gravações do seu segundo LP, P'ró Que Der e Vier, em Madrid. Nele, inclui letras de Eugênio de Andrade e Mário Henrique Leiria, num todo de características políticas muito acentuadas.
Com o 25 de Abril, Fausto acompanha a actividade frenética dos cantores de resistência ao regime deposto. É arranjador e produtor em Coro dos Tribunais (1974), Enquanto Há Força (1978) e Como se Fora seu Filho (1983), de José Afonso, em Que Nunca Mais (1975) e Cantigas Portuguesas (1980), de Adriano Correia de Oliveira.
É um dos fundadores do Colectivo de Acção Cultural - CAC, com os artistas já referidos e José Mário Branco, Luís Cília, Tino Flores e outros. E, em 1975, edita o seu segundo LP, Um Beco Com Saída.
Após o período mais quente da revolução, Fausto assiste ao que considera ser uma invasão do nosso país pela música anglo-saxónica. Reage: "sempre me opus e resisti à tirania do rock e do pop em Portugal pelo que isso representa de normalização da música". E dá a sua própria resposta, gravando em 1977 Madrugada dos Trapeiros, um dos discos fundadores da nova música popular portuguesa.
A sua crescente importância no panorama musical da época mede-se pelo convite inédito feito por José Afonso para comporem em conjunto, de que resultam os temas A Acupunctura em Odemira e Eu, o Povo. Por essa altura, Fausto começa a interessar-se pela temática dos descobrimentos portugueses. O seu álbum Histórias de Viageiros (1979) é o primeiro reflexo deste novo rumo na obra do autor. Uma espécie de prefácio do grande momento da sua obra, Por Este Rio Acima.
Em Por Este Rio Acima (1982), e a partir das crónicas de Fernão Mendes Pinto, o principal cronista dos descobrimentos, Fausto traça um retrato da sociedade portuguesa, procurando os pontos de confluência entre a época das naus e caravelas e os dias de hoje.
A esse propósito, o autor afirma: "Canto o lado do povo anónimo que ia nos barcos, não o dos heróis. Canto o outro lado da História, o lado mais humano. Não falo do passado. Falo da actualidade e curiosamente há pontos em comum".
O disco, duplo, conhece um êxito sem precedentes na carreira do autor e dá origem a um novo ciclo da música popular portuguesa. Houve quem dissesse, acerca de Por Este Rio Acima, que era impossível o autor voltar a fazer melhor. Fausto não se conforma: "Habituei-me à presença incómoda dessa obra. Mas acuso o espírito conservador dessas pessoas. Quem nos amarra não é mais que uma geração, as outras descobrem coisas novas".
Convidado pela editora a prosseguir o tema, Fausto impõe um período de trabalho de dez anos entre cada registo da trilogia da diáspora marítima portuguesa. Na realidade, entre Por Este Rio Acima e Crónicas da Terra Ardente (1994) distam doze anos.
Em 1985 editará O Despertar dos Alquimistas, grande painel sonoro onde é central o tema da realidade e da utopia. Dois anos depois, com Para Além das Cordilheiras, Fausto percorre uma estrada musical entre Lisboa e Berlim, numa viagem simbólica do regresso de Portugal à Europa. Com A Preto e Branco (1989), as canções africanas da sua adolescência são de novo interpretadas, num reencontro com a música angolana.
Em 1996, Fausto sintetizou, numa antologia, os temas fundamentais da sua obra. No álbum duplo Atrás dos Tempos Vêm Tempos, 27 das suas principais canções são apresentadas ao público regravadas e rearranjadas, com a colaboração de músicos da nova geração. O público reagiu positivamente e o álbum atingiu vendas superiores a 20 mil exemplares, sendo Disco de Ouro.
O país reconhece, em 1997, a importância de Fausto, através da Comissão Nacional dos Descobrimentos Portugueses, que o convida para dar um concerto comemorativo dos 500 anos da partida de Vasco da Gama para a India, a 8 de Julho desse ano.
Extraído daqui
PEQUENO ANÚNCIO!
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Para uns a noite de 24 para 25 foi alegre, para outros, nem por isso.
Para quem quiser, na noite de 24 para 25 há uma noite de música diferente no Bar Clandestino, com o dj João Nuno.
Quem quiser ir vai, quem não quiser, não vai.
Eu Vou!!!!!
A não perder!!!!!
Para uns a noite de 24 para 25 foi alegre, para outros, nem por isso.
Para quem quiser, na noite de 24 para 25 há uma noite de música diferente no Bar Clandestino, com o dj João Nuno.
Quem quiser ir vai, quem não quiser, não vai.
Eu Vou!!!!!
A não perder!!!!!
FUTEBOL - PARA DESENJOAR!!!!
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Queridos leitores
Hoje, daqui a pouco mais de uma hora, joga-se a 1ª mão da meia final da Champeons League, entre o Deportivo da Corunha e o Futebol Clube do Porto.
Para ajuda-los neste momento de dúvida, quero apenas dizer que o nosso País começou por ser a Galiza. Depois, por uma zanga entre D. Afonso e D. Teresa, é que ficamos divididos dos Galegos.
Como tal, para aqueles que se sentem mal por ter de apoiar o FêCêPê, não existe mal nenhum em apoiar o Corunha. Não fora D.Afonso e eramos todos do mesmo País.
Por isso:
VIVA O DEPOR!!!!!
Queridos leitores
Hoje, daqui a pouco mais de uma hora, joga-se a 1ª mão da meia final da Champeons League, entre o Deportivo da Corunha e o Futebol Clube do Porto.
Para ajuda-los neste momento de dúvida, quero apenas dizer que o nosso País começou por ser a Galiza. Depois, por uma zanga entre D. Afonso e D. Teresa, é que ficamos divididos dos Galegos.
Como tal, para aqueles que se sentem mal por ter de apoiar o FêCêPê, não existe mal nenhum em apoiar o Corunha. Não fora D.Afonso e eramos todos do mesmo País.
Por isso:
VIVA O DEPOR!!!!!
terça-feira, abril 20, 2004
GUERRILHEIROS DAS PALAVRAS - II
.
Foi, juntamente com José Afonso, o iniciador do movimento de renovação da música em Portugal que ficaria conhecido como "balada". Adriano será um dos criadores da nova matriz que domina criativamente a partir de meados da década de sessenta.
É ele mesmo que, consciente da importância do que estava a nascer, afirma à Flama, em Julho de 1969 "O que eu pretendo fazer é, honestamente, tentar um caminho, que não seja o único, de renovar a música portuguesa, dando às pessoas algo mais que as "chachadas" alienatórias que por aí se cantam."
Sem formação musical específica, Adriano Correia de Oliveira interpretou, contudo, algumas das mais importantes canções contemporâneas, entre as quais aquela que mais o celebrizou, Trova do Vento que Passa.
De personalidade exigente e rigorosa, Adriano cantou os melhores poetas (ele é, por exemplo, o grande intérprete de Manuel Alegre). Eleitos os poemas, seguia-se um exaustivo trabalho de composição ("Algumas das melodias que canto foram duramente construídas").
O seu "corpo grande, desenvolto, metido numas calças e num camisolão" ficou conhecido de todo o país na primeira emissão do Zip-Zip. É imediatamente convidado para fazer um TV Clube, que dedicava cada emissão a um único intérprete. Apresentou oito canções, sendo uma censurada. Recusou fazer o programa.
É, aliás, assinalável a intransigência com que enfrentou a Censura e os diversos poderes do anterior regime.
Determinante na formação de toda uma geração de compositores e intérpretes, Adriano Correia de Oliveira empenhou-se no combate político e cultural, antes e depois do 25 de Abril, até à sua morte, em 1982. Permanece como um dos artistas mais importantes da segunda metade deste século.
MARCOS PRINCIPAIS DA CARREIRA:
1959 Vai para Coimbra, estudar Direito. Liga-se aos meios fadistas da Academia.
1960 Primeiro disco: o EP Noites de Coimbra. Seguem-se outros três EP's. Estes quatro trabalhos são reeditados em 1973, no álbum Fados de Coimbra.
1964 Viagem a Paris. Conhece Luís Cília. Envolve-se cada vez mais no combate político.
1967 Grava, com o seu nome no título genérico, o álbum hoje disponível como Trova do Vento Que Passa.
1969 É editado O Canto e as Armas, álbum quase todo dedicado à poesia de Manuel Alegre.
1970 Sai Cantaremos, com o histórico tema Cantar de Emigração.
1971 Inteiramente musicado por José Niza, é editado o célebre álbum Gente de Aqui e de Agora.
1975 Sobre poemas de Manuuel da Fonseca, edita Que Nunca Mais. Desenvolve intensa actividade de agitação política e de animação cultural.
1979 É fundador da cooperativa Cantarabril, de onde é obrigado a sair dois anos depois, num processo que lhe causou bastante sofrimento.
1980 Edita Cantigas Portuguesas. 1982 Morre aos 40 anos.
Obrigado a estes e aqueles !
Foi, juntamente com José Afonso, o iniciador do movimento de renovação da música em Portugal que ficaria conhecido como "balada". Adriano será um dos criadores da nova matriz que domina criativamente a partir de meados da década de sessenta.
É ele mesmo que, consciente da importância do que estava a nascer, afirma à Flama, em Julho de 1969 "O que eu pretendo fazer é, honestamente, tentar um caminho, que não seja o único, de renovar a música portuguesa, dando às pessoas algo mais que as "chachadas" alienatórias que por aí se cantam."
Sem formação musical específica, Adriano Correia de Oliveira interpretou, contudo, algumas das mais importantes canções contemporâneas, entre as quais aquela que mais o celebrizou, Trova do Vento que Passa.
De personalidade exigente e rigorosa, Adriano cantou os melhores poetas (ele é, por exemplo, o grande intérprete de Manuel Alegre). Eleitos os poemas, seguia-se um exaustivo trabalho de composição ("Algumas das melodias que canto foram duramente construídas").
O seu "corpo grande, desenvolto, metido numas calças e num camisolão" ficou conhecido de todo o país na primeira emissão do Zip-Zip. É imediatamente convidado para fazer um TV Clube, que dedicava cada emissão a um único intérprete. Apresentou oito canções, sendo uma censurada. Recusou fazer o programa.
É, aliás, assinalável a intransigência com que enfrentou a Censura e os diversos poderes do anterior regime.
Determinante na formação de toda uma geração de compositores e intérpretes, Adriano Correia de Oliveira empenhou-se no combate político e cultural, antes e depois do 25 de Abril, até à sua morte, em 1982. Permanece como um dos artistas mais importantes da segunda metade deste século.
MARCOS PRINCIPAIS DA CARREIRA:
1959 Vai para Coimbra, estudar Direito. Liga-se aos meios fadistas da Academia.
1960 Primeiro disco: o EP Noites de Coimbra. Seguem-se outros três EP's. Estes quatro trabalhos são reeditados em 1973, no álbum Fados de Coimbra.
1964 Viagem a Paris. Conhece Luís Cília. Envolve-se cada vez mais no combate político.
1967 Grava, com o seu nome no título genérico, o álbum hoje disponível como Trova do Vento Que Passa.
1969 É editado O Canto e as Armas, álbum quase todo dedicado à poesia de Manuel Alegre.
1970 Sai Cantaremos, com o histórico tema Cantar de Emigração.
1971 Inteiramente musicado por José Niza, é editado o célebre álbum Gente de Aqui e de Agora.
1975 Sobre poemas de Manuuel da Fonseca, edita Que Nunca Mais. Desenvolve intensa actividade de agitação política e de animação cultural.
1979 É fundador da cooperativa Cantarabril, de onde é obrigado a sair dois anos depois, num processo que lhe causou bastante sofrimento.
1980 Edita Cantigas Portuguesas. 1982 Morre aos 40 anos.
Obrigado a estes e aqueles !
ESTADO A QUE CHEGÁMOS
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«Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os sociais, os corporativos e o Estado a que chegámos.» Palavras do Capitão Salgueiro Maia. As fotografias são uma cortesia do Grão de Areia.Oh!Oh!




«Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os sociais, os corporativos e o Estado a que chegámos.» Palavras do Capitão Salgueiro Maia. As fotografias são uma cortesia do Grão de Areia.Oh!Oh!
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