domingo, julho 25, 2004

AQUÍ MESMO AO LADO

«Aqui bem ao lado, o AVANCA’04 é um espaço cheio de imagens, filmes, surpresas, workshops, ideias, exposições, encontros, discussões.» Hoje é o último dia. Também podemos encontrar um post referente ao evento no Notícias de Ovar: «Avanca 04, filmes já estão em exibição»

sexta-feira, julho 23, 2004

O MUNDO SEGUNDO CARLOS PAREDES

Tenham a bondade, senhoras e senhores. Instalem-se bem. Depurem os tímpanos e afaguem a alma, para que não percam uma só nota daquilo que vão ouvir. Estes sons raros e delicados vêm de uma antiquíssima galáxia povoada de gente boa, onde o mais importante são os Amigos e as infinitas formas de partilhar com eles os sentimentos, os afectos, as emoções.
Os Amigos, então. São eles, mais do que a própria guitarra que tanto venera, aquilo que acima de tudo importa no universo de Carlos Paredes. À volta da música surge a conversa, sempre em busca de um superior conhecimento do mundo. Para Mestre Paredes, as coisas são tão simples como respirar: «As pessoas gostam de me ouvir tocar guitarra, a coisa agrada-lhes e eles aderem. Não há mais nada.» (Público, 20.3.90).
É, pois, normal que Paredes se espante, com as emoções que ele mesmo provoca junto de quem o ouve: «Já me tem sucedido fazer as pessoas chorar enquanto eu toco... E eu não compreendia isto, mas depois percebi que é a sonoridade da guitarra, mais do que a música que se toca ou como se toca, que emociona as pessoas.»
A guitarra, as pessoas, a vida - eis aquilo que verdadeiramente conta para Carlos Paredes. Mas quem é, afinal, este homem tão humanamente humano? Quem é este Paredes, para lá da guitarra de que os seus dedos ágeis conhecem os mais íntimos recantos? Não é questão a que possa responder-se facilmente, tanto pelo seu permanente acanhamento em referir-se a si próprio, como pela lealdade dos que lhe estão ou estiveram mais próximos e que preferem guardar para si os momentos partilhados com o músico.
São lendárias as histórias da sua distracção congénita, da sua simplicidade comovente, episódios de alegrias, emoções e ternuras contados sem maldade em serões de amigos comuns. E é aí que devem continuar, longe dos apetites mundanos que acabariam por transformar estes momentos únicos em banalidades de um qualquer anedotário. Vamos, pois, aos factos que são do conhecimento mais ou menos geral.
Nascido em Coimbra a 16 de Fevereiro de 1925, respectivamente filho e neto de Artur e Gonçalo Paredes, Carlos aprendeu a tocar guitarra portuguesa quando tinha apenas cinco anos. Ainda tentaram ensinar-lhe piano e violino, mas «Por preguiça», não se ajeitou aos instrumentos. «A minha mãe, coitadita, arranjou-me duas professoras», conta o músico. «Eram senhoras muito cultas, a quem devo a cultura musical que tenho. Passávamos horas a conversar e uma delas murmurava: "Não sei o que hei-de dizer aos seus pais". Mas aprendi muito com elas.» (Jornal de Letras, 17.3.92).
Aos nove anos muda-se com a família para Lisboa, onde conclui a instrução primária, no jardim Escola João de Deus. Passa pelo Liceu Passos Manuel antes de ingressar no Instituto Superior Técnico, onde não chega a licenciado. Casa e tem filhos. E nunca pára de tocar a sua guitarra.
A música é, já nessa altura, uma paixão a que Carlos Paredes se entrega com intensidade. Mas só em 1957, com 32 anos, dá pela primeira vez notícias em disco, num EP gravado para a Alvorada. Três anos depois, a sua música é utilizada por Cândido da Costa Pinto na curta-metragem "Rendas de Metais Preciosos", mas será em 1962 que, com a banda sonora encomendada por Paulo Rocha, gravará a primeira das suas composições mais geniais – "Verdes Anos", apenas, tal como o filme.
O cinema, de resto, é uma presença constante na obra de Paredes, e ao longo da década de 60 a sua música ilustrou filmes de Pierre Kast e Jacques Doniol-Valcroze, Jorge Brun do Canto, Manoel de Oliveira, António de Macedo, José Fonseca e Costa, Manuel Guimarães e Augusto Cabrita. Para teatro, destaca-se o seu trabalho para a peça "O Avançado Centro Morreu ao Amanhecer", de Cuzzani, levada à cena em 1971 pelo Grupo de Campolide - por cuja selecção musical ficou responsável durante mais meia dúzia de anos.
Quanto a discos publicados, é o que se sabe. Perfeccionista sempre insatisfeito, Paredes fez rarear as edições das suas músicas, que actualmente se resumem a três CDs de originais, dois em colaboração (com António Victorino d'Almeida e Charlie Haden), uma gravação ao vivo em Frankfurt, e algumas colectâneas de raridades.
O primeiro álbum (que era como então se chamava aos discos de 33 rotações por minuto), publicou-o Paredes em 1967, na Valentim de Carvalho: chama-se "Guitarra Portuguesa" e foi gravado em Paço d'Arcos, com Fernando Alvim como acompanhante à viola e Hugo Ribeiro na técnica. Alain Oulman, o francês de alma lusa que escreveu para Amália músicas como "Gaivota", assinava o texto de apresentação deste jovem músico que se estreava em disco grande aos 42 anos.
"Movimento Perpétuo", editado em finais de 1971, confirmou em definitivo o carácter único da sua música. Depois veio Abril. Deixando para trás projectos que ficariam semi-gravados (e que só muito mais tarde, em 1996, surgiriam na colecção de inéditos "Na Corrente"), Paredes entregou-se de corpo e alma à revolução emergente, percorreu o país de ponta a ponta, com a mesma generosidade com que, no tempo da ditadura, espalhava a sua arte por colectividades e pequenos grupos dos tais Amigos que se juntavam para ouvir estas músicas mágicas que anunciavam um mundo melhor. E, assim, só em 1988 voltaria a publicar um trabalho de estúdio, "Espelho de Sons".
Durante quase todo este tempo foi, também, funcionário do Ministério da Saúde, que faria dele arquivador de radiografias no Hospital de São José - até que, já nos anos 80, um ministro mais atento o promoveu, à sua revelia, a um cargo onde não tinha que fazer rigorosamente nada (um dos tais imprevistos admiráveis que um dia alguém contará). E só então lhe sobrou o tempo todo para a dedicação plena à guitarra, a que Paredes atribui todas as virtudes da sua arte: "A própria guitarra, o próprio tipo de sonoridade da guitarra é que emociona", garante.
A modéstia de Carlos Paredes é a única coisa que pode comparar-se em grandeza, com o seu enorme talento. Não se pense, porém, que esta atitude tem o quer que seja de auto-apoucamento, de falta de confiança e/ou de consciência do valor próprio da sua arte. Pelo contrário: «A música que eu faço tem normalmente estrutura da pequena canção, da cançoneta. Por isso é que eu costumo dizer sou um compositor de pequena música. É um termo que nunca utilizo no sentido pejorativo, mas que foi necessário, no critério de alguns musicólogos, distinguir um determinado tipo de música, a que também se chama música ligeira de um outro, a música clássica. Esta seria a "grande música" e, como música ligeira me parece um termo muito vago, então optei por lhe chamar "pequena música"." Mas atenção: «Quando eu falo de pequena música, pretendo apenas qualificar música que, estruturalmente, é simples e que pode até ser, do ponto de vista estético pouco apreciada, mas que não deixa de ser música. Se eu toco para várias pessoas que me ouvem com atenção, é porque lhes estou a dar prazer. E mesmo que esteticamente seja uma música menor, em termos de qualidade, não tenho que me envergonhar dela, não acha?» (Se7e, 5.10.83).
Este enorme pudor que colocou Paredes no pedestal mais alto da dignidade humana reflecte, apenas, a extrema exigência de rigor que tem para consigo próprio e que, como notou o jornalista António Costa Santos, "o leva a cada passo à mais feroz autocrítica e, por conseguinte, a considerar que a opinião do interlocutor, só é válida e respeitável, como poderá, a priori, ser mais adaptada à realidade do que a sua". Isto porque Paredes "acredita que, se os outros afirmam algo, é porque como ele faz, dissecaram em conversa prévia com os seus botões toda a que antes de botarem sentença. E como, para Paredes, seremos sempre mais do que ele capazes de, após reflectir, ver correctamente a essência das coisas, temos razão e ele vai pensar nas novas perspectivas que lhe abrimos, no que 'aprendeu' connosco" (Expresso, 21.3.92).
Carlos Paredes é, pois, daquele género raro de seres que praticam as relações humanas segundo uma ideia ideal que passa por uma ilimitada vontade de compreender, de olhar as pessoas dentro dos olhos, conhecê-las, gostar delas. E de comunicar com elas na sua globalidade humana de virtudes e de defeitos, sendo que há defeitos que podem ser qualidades e virtudes que podem afinal não ser assim tão virtuosas, tudo dependendo da perspectiva, do momento, daquela razão tão última e tão íntima que às vezes nem o próprio consegue definir.
"Explica-me os morangos", pediu uma vez jacques Brel ao seu amigo Olivier Todd. Brel, sonhador inveterado de um plat pays em tantas coisas parecido com o nosso, sabia que os morangos só se podem descrever e saborear. Com a música de Paredes passa-se algo de semelhante: não se explica, apenas se ouve e se sente.
Paredes é, por natureza, um homem que não se cansa de aprender, daqueles para quem a dúvida é sempre mais criativa do que a certeza final. Por isso nunca toca duas vezes uma música exactamente da mesma maneira. Por isso, também, só a muito poucos concedeu o privilégio de participarem intimamente na sua arte: Fernando Alvim e Luísa Maria Amaro, antes de todos; Victorino d'Almeida e Charlie Haden, quebrando as barreiras entre linguagens musicais aparentemente distintas, e poucos mais.
Do mesmo modo, Paredes consegue ser o maior mestre vivo da guitarra portuguesa sem nunca ter tido a sua ao serviço do fado dito tradicional. Porque, explica o músico, «o fado aconteceu em Portugal por razões bem concretas, foi uma expressão autêntica de um certo tipo de lirismo», mas «foi empobrecido por força das pressões sociais que estavam interessadas na sua adulteração e foi prejudicado na sua autenticidade por quem estava interessado em transformá-lo em objecto mistificador».
Por discrição e porque Paredes só se sente bem no meio dos amigos, encontramo-lo mais depressa - ainda que também raramente - em discos de cantores como Adriano Correia de Oliveira ("Que Nunca Mais", com textos de Manuel da Fonseca e arranjos de Fausto) e Carlos do Carmo "Um Homem no País", com letras de José Carlos Ary dos Santos), ao lado de poetas como Manuel Alegre ("É Preciso Um País") ou incentivando e procurando entender as experiências sonoras de músicos mais jovens. E que bem que sabe ouvir o Mestre assumindo discreta mas apaixonadamente a condição de puro participante em trabalho alheio, como sucede nos discos citados do Adriano e do Charmoso...
Para Carlos Paredes, a música é, antes de tudo, um acto de amor: «Para se fazer música com prazer tem muita importância a amizade entre as pessoas. Não se pode fazer música friamente e com cálculo, profissionalmente, no mau sentido da palavra, a receber x à hora. Não pode ser assim.» (Se7e, 16.3.88). Por isso, como se sente melhor a tocar é «em família, na intimidade. Acompanhando o tocar de uma conversa em que falamos de nós, dos amigos, dos acontecimentos da vida diária.»
Num tempo dominado pela crescente novagentização da sociedade, as palavras que Carlos Paredes partilha com o mundo, nas entrevistas que já deu, são a prova de que existe um país muito parecido com o nosso e que também se chama Portugal, mas onde as coisas fazem outro sentido. Ouçamo-lo quando lhe pedem para definir a sua arte: "A música que faço é um produto das circunstâncias imediatas do tempo em que eu vivo, e passará a ser encarada de outra forma quando essas circunstâncias desaparecerem. É urna coisa que, se perdurar graças aos discos, ficará apenas com o valor de documento, como acontece com toda a pequena música, desde os Beatles ao Manuel Freire. E já ficarei muito orgulhoso se, daqui a muitos anos, puder ser entendido como um compositor que se integrava bem nos acontecimentos desta época ... » (Se7e, 5.10.83).
Carlos Paredes é isto. Sereno, frontal, humilde. Mas sempre seguro das convicções - mesmo se as convicções não são mais do que as incertezas em que acreditamos. Atento aos pormenores de tudo o que acontece em seu redor, Paredes não deixou que as transformações do mundo lhe passassem ao lado. À semelhança de muitos outros que, como ele, dedicaram toda a vida a lutar "para que ninguém mais tivesse que lutar", como diria Vinícius, também Paredes sentiu o peso de algum desencanto. "O ideal não morreu e verifica-se que há determinadas coisas que só um sistema avançado pode resolver. Mas não pode ser de uma forma mecânica; é preciso ver, meditar e sobretudo ter um grande respeito pelos outros" (Expresso, 21.3.92)
Um grande respeito pelos outros. Eis o que faltou às utopias, mas nunca deixou de estar presente na vida, na música e nos gestos de Paredes. É nesse mundo de Amigos que se respeitam e se amam, que vive Carlos Paredes; é desse mundo, onde a Verdade e o Prazer caminham de mãos dadas, que nos ilumina com a grandeza simples dos sons que só ele sabe inventar.
Um génio? Ele diz que não, que é apenas um homem igual aos outros, capaz de amar e de sofrer, de rir e de chorar. «Geniais são as pessoas que respeitamos muito Génio era Mozart.» Génio, génio grande e generoso, é este Carlos Paredes, digo agora eu. E o futuro que me desminta, se for capaz.

 
Viriato Teles

Lisboa, Julho de 1998

 
Nunca tive o privilégio de assistir a nenhum concerto de Carlos Paredes mas nunca esquecerei a homenagem que os Kronos Quartet lhe prestaram ao interpretar os "Verdes Anos" no Rivoli à uns anos atrás.
Até sempre Camarada!

O PAÍS DE LUTO



Na Voz do Povo, perdeu-se hoje um "Monumento Nacional". 

ASSIM É DIFICIL…

… escolher. A esta altura os militantes do PS devem encontrar-se hesitantes entre a prosa (1),(2), e o verso. Já estou a imaginar:
- Vamos pela prosa, não é tão exigente...
- É melhor! É melhor! Nada de erudições, isso é só p'a dar chatices!

quinta-feira, julho 22, 2004

YYYUUUPPPIIIIIIIII!!!!!!

Para grande felicidade apanhei o rasto do “Conan, o rapaz do futuro” - imagens, (1), (2), (3), (4) - no “Afixe”. Para mim é um momento de felicidade saber que posso comprar estes desenhos animados. Para quem quiser comprar também publico aqui os dados:

Autor: Hayao Miyazaki
Nome em Japonês: Mirai Shonen Conan
Ano: 1978
Duração: 26 Episódios


Obrigado Rogério.

Foi o Filipe Moura que fez menção a este achado do Rogério no Bd’E, lembrando mais algumas séries de animação também muito do meu agrado: “Era uma vez o espaço”, e “Tom Sawyer”. Para incrementar algum valor a esta sequência de posts, então e que dizes da série “Era uma vez o homem”? Se me lembro a música do genérico era pelo menos inspirada na “Toccata & Fugue” de João Sebastião Bach.

Este post do Filipe, originou uma série de comentários, que fizeram saltar-nos do nosso subconsciente, ainda mais séries: “Era uma vez o corpo humano”, “D’Artacão”, “Bell e Sebastião”, “Tom & Jerry”, e … o Misha – mascote dos Jogos Olímpicos de Moscovo 1980. Deste é que eu gostava!

Mas também quero lembrar que, no meio disto tudo, haviam uns exercícios de sadismo de alguns autores de animação, exemplo disso, eram as séries: “Marco”, e os ursinhos “Jacky & Jill”. Em ambas as séries os protagonistas centrais perderam a mãe, e era em torno deste facto que a acção se desenvolvia. Estão a ver o que isto representava para putos como nós de 7, 8, 9, e 10 anos. Porra, tenham lá santa paciência!!

quarta-feira, julho 21, 2004

REDES, REDES, REDES, REDES

O meu conterrâneo José Ferreira Mendes conjuntamente com o investigador Sergey Dorogovtsev, foi ontem galardoado com o "Prémio Gulbenkian de Ciência" devido à investigação: "Evolution of Networks - From Biological Nets to the Internet and www".

A investigação baseia-se no seguinte «De acordo com a investigação, em tudo o que se imagine no Universo há uma rede por detrás. Este ramo de conhecimento é ainda uma criança porque há muitas perspectivas a explorar por diferentes áreas como a Internet, a sociologia, a economia, "a biologia que vai ser certamente a ciência deste século assim como a física foi no anterior, mas a sistematização vai ser certamente feita pela física"(…)» afirma José Ferreira Mendes.

«(…)A questão que se levanta tem a ver com o facto de uma simples lei física descrever tanto a Internet como uma rede biológica, económica ou social. O investigador explica que "há princípios de auto-organização por detrás destas redes que fazem com que elas tenham todas a mesma estrutura e características". Por exemplo, uma rede na Internet tem de ser robusta contra potenciais vírus e possuir alternativas para, em caso de crise, fazer a ligação por outras vias. "Isto é que é interessante. São campos tão distintos mas com a mesma lei a descrevê-los" (…).» No mínimo interessante, não? (Fonte – Praça Pública).

O GATO CONTINUA A TRESANDAR

Ora leiam: "Uma boa ideia", "Outra ainda melhor", "Começou a época de incêndios florestais", "Qual é o grau zero da política", "A sua declaração de IRS, por favor", "Descentralizaçãozinha", "Santana", "Descentralize-se". Perdão, as Caimão são um paraíso fiscal?

JOÃO GARCIA DE VOLTA AOS 8 MIL (2)

Será que o João já lá chegou? Segundo a sua previsão, ontem seria o dia.

Entretanto fica esta curiosidade: «Nós instalámo-nos. E sofremos. Não com o frio, como seria mais lógico nestas altitudes, mas de calor. Devem ter estado uns 50 graus... tenho o pescoço todo escaldado, é que aqui a atmosfera filtra muito menos os raios solares... Vimo-nos obrigados a tapar as tendas com os sacos-cama, para fazer mais sombra e isolar do braseiro, e lá dentro foi o "strip" quase total. O pior era quando uma nuvem tapava o sol e a temperatura caía instantaneamente para perto dos zero graus, obrigando-nos a vestir à pressa.» (Texto completo, aqui)

PRINCIPIO DO COSMOS

Ler o post "Titânia/Titan" uma das luas de Saturno no Welcome to Elsinore, e “Os novos descobrimentos rente ao chão” mostra um rego em Marte. É isso, estamos em plena era dos primeiros descobrimentos interplanetários.

terça-feira, julho 20, 2004

VOLTA À FRANÇA

 
Terminou mais uma etapa do Tour com mais uma vitória de Lance Armstrong e consequente passagem a camisola amarela a partir de hoje já que deixou Voeckler a mais de 9 minutos. O senhor na foto teve mais um bom desempenho no dia de hoje chegando em oitavo lugar e subindo mais uma posição na geral individual. Mais um motivo para mantermos as nossas bandeiras erguidas bem alto!
 
Classificação da Etapa de Hoje:
 
1. Lance Armstrong (USP), 180,5 km en 4h40'30" (38,609 km/h)
2. Ivan Basso (CSC)
3. Jan Ullrich (TMO), à 03"
4. Andreas Kloden (TMO), à 06"
5. Levi Leipheimer (RAB), à 13"
6. Richard Virenque (QSD), à 48"
7. Mickael Rasmussen (RAB), à 49"
8. Jose Azevedo (USP), à 53"
9. Jens Voigt (CSC), à 1'04"
10. Carlos Sastre (CSC), à 1'24"
 
Classificação Geral:
 
1.º Lance Armstrong (EUA/USP), 67.13,43 horas
2.º Ivan Basso (ITA/CSC), a 1,25 m
3.º Andreas Kloden (ALE/TMO), a 3,22 m
4.º Francisco Mancebo (ESP/BAL), a 5,39 m
5.º Jan Ullrich (ALE/TMO), a 6,54 m
6.º José Azevedo, (POR/USP), a 7,34 m
7.º Georg Totschnig (AUS/GEL), a 8,19 m
8.º Thomas Voeckler (FRA/BLB), a 9,28 m
9.º Pietro Caucchioli (ITA/ALB), a 10,10 m
10.º Levi Leipheimer (EUA/RAB), a 10,58 m

domingo, julho 18, 2004

"ANTICS" ARTWORK



 
New Album Complete: The guys have finished mixing the new album and are now out of the studio. The album is entitled 'Antics' and will be released September 27 worldwide and September 28 (U.S).
 
The track listing is as follows: 1. Next Exit 2. Evil 3. NARC 4. Take You On A Cruise 5. Slow Hands 6. Not Even Jail 7. Public Pervert 8. C'mere 9. Length Of Love 10. A Time To Be So Small
 
Ainda só tenho a versão em mono, mas posso-vos garantir que estamos na presença de um grande album, do mesmo quilate de Turn On The Bright Lights!

FANTÁSTICO...VEJAM !

As 99 salas

sábado, julho 17, 2004

NOVAS DO NELSU (3)

A propósito da extinção do Cruzes Canhoto (1) e (2), acabei por fazer uma revisão à nossa barra de ligações. A lista de Blogues pioneiros extintos engrossa, vai daí, criei o espaço para alguns dos dissolvidos, uns de culto e outros nem por isso, mas vá lá, vou denominar esse espaço de Defuntos de Culto.
Observações: pena que PL tenha apagado o seu Flor de Obsessão, assim, como o Dicionário de Diabo de PM tenha seguido o mesmo destino. Porém, temos os dois autores a deambular por aqui. Por outro lado hoje vou explorar o Coluna Infame.

sexta-feira, julho 16, 2004

THE WORLD OF MORRISSEY

Há vinda para cá ouvi o que serve de título a este post. Entre outras canções deu-me muito prazer ouvir:


JACK THE RIPPER

Oh, you look so tired
Mouth slack and wide
Ill-housed and ill-advised
Your face is as mean
As your life has been

Crash into my arms
I WANT YOU
You don't agree
But you don't refuse
I know you

And I know a place
Where no one is likely to pass
Oh, you don't care if it's late
And you don't care if you're lost
And oh, you look so tired (But tonight you presumed too much)
Too much, too much
And if it's the last
Thing I ever do
I'M GONNA GET YOU

Crash into my arms
I WANT YOU
You don't agree
But you don't refuse
I know you

And no one knows a thing about my life
I can come and go as
I please And if
I want to, I can stay
Oh, or if I want to
I can leave
Nobody knows me
Nobody knows me
Nobody knows me
Nobody knows me
Oh, oh Nobody knows me
Oh, oh Nobody knows me
Oh, oh Nobody knows me Oh


BOXERS

Losing in front of your home crowd
You wish the ground
Would open and take you down
And will time ever pass?
Will time never pass for us?
Your weary wife is walking away
Your nephew, it's true
Well, he thinks the world of you
And I have to close my eyes
Losing in front of your home town
The crowd call your name
They love you all the same
The sound, the smell, and the spray
You will take them all away
And they'll stay
Till the grave
Your weary wife is walking away
Your nephew, it's true
Well, he thinks the world of you
And I have to close my eyes
Losing in your home town
Hell is the bell
That we'll not ring again
You will return one day
Because of all the things that you see
When your eyes close
Your weary wife - walking away
Your nephew, it's true
He still thinks the world of you
And I have to dry my eyes


MY LOVE LIFE

Aah ...
Come on to my house
Come on and do something new
I know you love one person so
Why can't you love two ?
Aah ... Give a little something

Give a little something
Give a little something
To My Love Life
My Love Life
Oh ...

Aah ...
I know you love one person so
Why don't you love two, love?
Oh, love to ...

Give a little something
Give a little something
To My Love Life
To My Love Life
My Love Life
Oh ...

I know you love one person so
Why don't you love two, love?
Love to ...

Oh, give a ...
Oh, give a ...
Oh, give a ...
Oh, give a ...
Oh, give a ...
Oh, give a ...
Oh, give a ...
Oh, give a ...
Oh, give a ...
Oh, give a ...
Oh, give a ...
Oh, give a ...
Love Love
Aah ...
Love Love
Aah ...
I know you love
I know you love
I know you love
I know you love
Oh, I know you love
I know you love
I know you love
Aah ...
Love
Love Oh, love
Love
Aah ...
Oh, I know you love
Oh, I know you love
Oh, I know you love
I know you love
I know you love
Aah ...
Oh, I know you love
I know you love
I know you love
Aah ...

I know you love
Come on to my house
Aah ...


THE LAST OF THE FAMOUS INTERNATIONAL PLAYBOYS

Dear hero imprisoned
With all the new crimes that you are perfecting
Oh, I can't help quoting you
Because everything that you said rings true
And now in my cell (Well, I followed you)
And here's a list of who
I slew Reggie Kray - do you know my name?
Oh, don't say you don't
Please say you do,
(oh) I am :The last of the famous International playboys
The last of the famous International playboys
And in my cell (Well, I loved you)
And every man with a job to do Ronnie Kray -
do you know my face?
Oh, don't say you don't Please say you do,
(oh) I am : The last of the famous International playboys
The last of the famous International playboys
In our lifetime those who kill
The newsworld hands them stardom
And these are the ways
On which I was raised
These are the ways
On which I was raised
I never wanted to kill
I AM NOT NATURALLY EVIL
Such things I do Just to make myself
More attractive to you
HAVE I FAILED ?
Oh, the last of the famous International playboys
The last of the famous

Este gajo tem alma de fadista, PM que dizes?
Tudo isto de Morrissey “tá” claro.
Por falarem no artista: que figurinha.

O ORGULHO ISRAELITA

«A barreira de segurança deve ser visitada pelos turistas», declarou Ezra Gideon ao diário Jerusalém Post.
Segundo o jornal, a ideia do ministro é facultar aos turistas «todos os meios para compreenderem os problemas de segurança da nação».


Faça-se ao contrário, distribuam o muro por esse mundo fora. Uma pedrita a cada um, e ninguém dá por nada.(Fonte-RTP)

quinta-feira, julho 15, 2004

DEVENDRA BANHART



Devendra Banhart - Rejoicing In The Hands

Acabei de ouvir com atenção este disco que um amigo já me tinha aconselhado à muito e estou ...SEM PALAVRAS! Aguardemos a ver se se confirma a vinda a Santa Maria da Feira deste trovador/baladeiro dono de uma excelente voz e que escreve canções simples mas mágicas.

NEM PENSAR



Fotografia de Pascal Renoux

Tenho boa impressão de Ferro Rodrigues, um dos elementos mais à esquerda do PS, embora a sua prestação como líder do PS pese por momentos de bastante hesitação e por vezes alguma falta de lucidez. Depois desta demonstração percebo porquê, o PS é terreno bastante pantanoso para gente “tão” à esquerda.
POR ESTAS, E ENTRE OUTRAS, NUNCA VOTAREI NO PS. Impostores: «O português António Costa salientou a «mudança» do colega, que procurou ser «um homem novo» em Bruxelas Estes gajos metem-me nojo.

O ABUTRE GRASNA

Através do BSP, encontrei mais uma razão para não gostarmos de Sílvio Berlusconi. Desta vez quer despenalizar a caça às aves de rapina.
Para a arma da argumentação não precisamos de licença, e podemos começar por deitar abaixo este abutre.

Mas não vamos mais longe, fiquemos já por aqui (petição).

ORA DIZ LÁ

«O Cruzes Canhoto acaba … » diz o J.
«… ó puta deita-te!» replico.

Depois de momentos de algum frisson o J anuncia em definitivo que o Cruzes acabou mesmo … ó puta deita-te!
Gostava de contra-argumentar, MAS NÃO SOU CAPAZ. Contudo, posso escrever que o cruzes acabou tal e qual como começou e se manteve, com excelente capacidade de impugnar com argumentos. Ora vejamos:

«… a democracia é cara, que provoca instabilidade, que não se deve ouvir os portugueses por tudo e por nada pois não é assim que deve funcionar a democracia.»

«… uma pequena oligarquia endinheirada para saber o que é bom para o país, que basta uma única pessoa para tomar as decisões certas e para vigiar as consequências dessas decisões.»

«… a democracia ideal é aquela em que os partidos são o mais parecidos possível uns com os outros de modo a não levantarem ondas nem perturbarem a oligarquia capitalista que nos governa.»

«… Eu fui mais uma, de numerosas pessoas, que proclamaram a firme intenção de emigrar no dia em que Pedro Santana Lopes chegasse ao poder. Esta posição foi inclusive alvo de piadas no DN e no Avis. Pedro Santana Lopes acabou por chegar ao poder e eu não tenho vida que me permita emigrar - mesmo que não faltasse vontade de passar uma temporada do lado de lá da fronteira. Estou, portanto, em falta comigo próprio e não tenho estofo de político profissional para andar a mandar bitaites inconsequentes. Então, se não emigro fisicamente, emigro ciberneticamente - afinal a Internet serva para irmos onde fisicamente não poderíamos. Isso e para fazer download de pornografia.»

«… o Cruzes Canhoto tentou ser um blogue guerrilheiro, polemicista, inconformado, irreverente e de causas, que não hesitou em recorrer a argumentos populistas para as defender, ao contrário do Santana Lopes que tem argumentos populistas sem ter causas. Enfim, um blogue romântico, se me tolerarem a pretensão, para o qual a melhor morte que pode haver é esta: subitamente apunhalado pelas costas.»

Por isto eu gosto do Cruzes, faz-me acreditar que ainda existem D. Quixotes que não combatem moinhos ilusórios, mas D. Juans previsivelmente incongruentes, inconsequentes, ilógicos, desconexos, disparatados, superficiais, frívolos, ou fúteis. Mas não só.

« O Cruzes Canhoto acaba, com pena minha também, mas eu não acabo. A blogosfera é um ecossistema demasiado vertiginoso, demasiado dinâmico, enfim, demasiado vivo para ser assim abandonado. De certeza que voltarei mais cedo do que esperam.»

Por estes motivos e muitos outros, a ala canhota fica mais pobre. Todavia, resta-me desejar um rápido regresso ao J, e um paraíso carregadinho de virgens ao Cruzes (e um prémio para quem leu o post até ao final):

(1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10), (11).

P.S.: Duvido da sua pureza, mas são seguramente a terra da felicidade. Mas afinal quem é que quer virgens!?

AMARGOR V – EXTINGUIU-SE

Quem vem lá?

É MAU FEITIO

Coitadinho, não se pode contrariar, está na sua essência. Não se pode amuar o menino porque pode ser perigoso … para nós!

ANTÓNIO MONTEIRO - QUEM É ESTE SENHOR?

Descrição feita por Paulo Gorjão do Bloguítica em [1514] ANTÓNIO MONTEIRO: «Esta foi, muito claramente, uma escolha para o Ministério dos Negócios Estrangeiros por indicação de Durão Barroso. A relação pessoal entre Barroso e Monteiro é antiga. Se a memória não me falha, a sua relação pessoal vem pelo menos desde os tempos em que Barroso era secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e em que Monteiro era embaixador em Angola.
Actualmente, uma das filhas de Monteiro era, aliás, assessora de Barroso.
Diz-se que António Monteiro já teria recusado o cargo aquando da nomeação de Teresa Gouveia. Não posso confirmar a veracidade desta afirmação, mas não me surpreenderia.
A escolha poderá vir a revelar-se problemática.»

JOÃO VIEIRA PINTO

João Pinto, volta a casa.

SÓ!?

Uma herança de Manuela Ferreira Leite: O director-geral dos impostos, Paulo Moita de Macedo por lei devia ganhar 6387.25 Euros Mensais (+/- 1280contos/mês), mas não, vai meter ao bolso o mesmo que auferia quando era director adjunto do grupo Millenium bcp, 23.480 euros (4707contos/mês). Eles têm razão somos todos uns invejosos (Fonte – Público).
Embora a quantidade faça impressão, o problema está mesmo na DISPARIDADE.

A VERGONHA DOS MAJORES

Era quase uma pescadinha de rabo na boca. Razão pela qual penso que estamos muito longe de um sistema judicial credível. Major Valentim Loureiro é a imagem do caciquismo à beira mar - qual plantado? Está mesmo enraizado.

quarta-feira, julho 14, 2004

I´M A PORTUGUESE MAN IN BADAJOZ




Mais uma vez o Nelsu debruça-se sobre temáticas de interesse indiscutível. Uma sondagem Nelsu/Visão/Universidade Católica concluiu o seguinte. A maioria dos Porugueses só consegue falar espanhol aos berros. Surpreendente? Talvez não...Vejamos os seguintes exemplos:

P: Adionde fica el lioja dels caramielos?
E: qué? No te entiendo...
P: ADIONDE FICA EL LIOJA DELS CARAMIELOS?
E: Ah...En la puta calle...
P: muitchsas gracias sinhor!

Ou

P: Adionde se puede comier una francesinha?
E: qué?
P: ADIONDE SE PUEDE COMIER UNA FRANCESINHA?
E: En Francia.
P: Puedes-me dar la morada?


Ao nível do detalhe, podemos concluir que arregalar os olhos, e cuspir gafanhotos na cara dos espanhóis produz o efeito desejado. Facto é, que trazemos caramelos às grosas e comer francesinhas é umas atrás das outras. O resto é letra! Os portugas são fodidos!

terça-feira, julho 13, 2004

NÃO

Não, é não, e não se fala mais nisso!

DESCULPEM, MAS APETECE-ME GRITAR

(…)«Escusando-se a adiantar detalhes quanto às recomendações feitas no EIA, o assessor limitou-se a dizer que "as conclusões do estudo são favoráveis à realização do túnel".»(…)

(…)«O Estudo de Impacto Ambiental começou a ser feito em Maio deste ano e demorou apenas "seis semanas" a estar concluído, um prazo inferior ao normal, reconheceu aquele técnico.»(…)

Percebem?

MINISTÉRIO EM OVAR

(Ó)vareiros intimem o "vosso" Primeiro-Ministro PSL a estabelecer um ministério em Ovar. Deixo a ideia no ar: Ministério do Carnaval.

(1), (2),(3), (4), (5), (6).

NÃO, NÃO É MÁ VONTADE

Leiam este post de José Pacheco Pereira. E este também.

COM ELEGÂNCIA, CLAREZA, SERENIDADE, E EDUCAÇÃO (2)

Qual incontestável D. Nuno Álvares Pereira!! “Santanás” – com elegância, clareza, serenidade, e educação - , a qualquer custo quer ficar vinculado à História de Portugal … e talvez mundial! Bem, não bastassem todas as tropelias do Belzebu – com elegância, clareza, serenidade, e educação - , agora quer destruir a cultura popular portuguesa.
De « No Porto trabalha-se, em Coimbra estuda-se, em Lisboa governa-se, e no Algarve passeia-se», vamos ser constrangidos ao seguinte ditado, « Em Santarém planta-se, no Porto amealha-se, e no Algarve desbunda-se».

COM ELEGÂNCIA, CLAREZA, SERENIDADE, E EDUCAÇÃO (1)

Com vontade ou sem ela, estamos sujeitos à elegância, clareza, serenidade, e educação de "Santanás".



Fotografia de Tony Ward.

O GATO NA SUA MELHOR FORMA

O gato está vivo e recomenda-se.

LINO DE CARVALHO A MURRO COM PACHECO PEREIRA

Bela recolha de Ricardo Araújo Pereira, uma “história de carácter ficcional ou popular”, contada na primeira pessoa, por José Pacheco Pereira. Diz o RAP, « Pacheco Pereira revela que, em tempos, Lino de Carvalho deu-lhe um murro. Como se não tivéssemos já razões de sobra para lamentar a morte do homem» (1), (2).

JOÃO GARCIA DE VOLTA AOS 8 MIL

25 de Junho - Gasherbrum 2004: a aventura vai começar

28 de Junho - Uma tragédia e muito mau tempo

01 de Julho - Italianos vão chegar em força

01 de Julho – À sombra dos "oito mil"

01 de Julho – "O moral voltou a subir e já nem me dói nada"

02 de Julho – "Às vezes nem percebemos se é o cozinheiro a ligar o fogão se é a neve a cair lá do alto"

03 de Julho – "Agora é que isto começa a sério"

04 de Julho – "Vou sabendo das vitórias da selecção e ando radiante"

04 de Julho – "Às vezes nem percebemos se é o cozinheiro a ligar o fogão se é a neve a cair lá do alto"

04 de Julho – Lá em cima também ninguém fiscaliza...

05 de Julho – Toda a gente me conhece e eu não conheço ninguém

06 de Julho – Há muita gente a sonhar com o cume, vamos ver se a montanha deixa