Recebi este e-mail do Luís V., não sei se é de sua autoria, mas siga:
«Na sequencia dos ultimos acontecimentos relativos as emissoes da
SPORTTV, vamos todos juntos, os pagantes deste canal tematico, pedir justificação e eventualmente solicitar o retorno dos ultimos meses pagos, junto da administraccao da citada empresa pois nao se admite o pagamento mensal de 15 ou 16 euros para assistir a jogos de futebol da Super Liga entre o 15.º classificado (Sporting Clube de Portugal) e o 16.º (U. Leiria) ou o 15.º classificado (Sporting Clube de Portugal) e o 17o (Rio Ave) só para citar alguns.
Deixemo-nos de brincadeiras e palhacadas queremos um servico de
qualidade pois e para isso que pagamos.
Em vez de nos marterizarem com estas palhacadas, emitam jogos de
andebol entre o S.Bernardo e o Sp. da Horta ou ate mesmo jogos de voleibol entre o Esmoriz e o Castelo da Maia, pelo menos aqui existe interesse desportivo.
Passem este email a toda a gente que tenham conhecimento que paga a SPORTV... todos juntos nao seremos poucos.»
Obrigado Luís.
quinta-feira, outubro 14, 2004
CONTRADIÇÕES DE ESQUERDA
Apesar de não pertencer à militância de qualquer partido, não tenho qualquer pudor em afirmar de que banda está o meu coração … na ESQUERDA, bem à esquerda. Todavia, quando encontro algo que rompa a coerência dessa mesma esquerda gosto de a discutir. Aqui está uma delas.
terça-feira, outubro 12, 2004
DIARIOS DE MOTOCICLETA
Porque «Alberto Granado, falava em casamento e numa revolução democrata, Guevara não acreditava numa revolução sem armas. E acabou por responder aos seus instintos revolucionários com uma coerência própria daqueles tempos … para o bem e para o mal! Depois de vermos o filme vamos ficar a perceber melhor isso … a injustiça existia … mas para mim a injustiça hoje ainda é pior» Diz Gael Garcia Bernal, na Notícias Magazine (JN).
- Gostastes mais do filme ou do livro?
- Desculpa ser tão previsível, mas gostei mais “dos livros”, Ernesto Guevara é demasiado profundo para se ver um trecho da sua vida em duas horas e “picos”.
Contudo, mostra uma fase da sua vida desconhecida por quase toda a gente, e não menos interessante do que o período revolucionário do “fuser”.
Depois de assistir há película não é preciso grande capacidade cognitiva para perceber que o realizador pretendeu tornar esta viagem como a consciencialização final do trilho de revolucionário.
Apreciei o actor pelo estudo que fez à individualidade que encarnou, uma belíssima interpretação que empolou a face humana do comandante - sensível aos problemas dos injustiçados, culto, apaixonado, utilizador do vernáculo mais prático, isso mesmo, muitos “foda-se”e “caralhos”, como resposta aos imprevistos mais adversos –, e menosprezou a sua índole bélica, bem, o reflexo do “Guevarismo” moderno. Não gostei da expressão natural do actor: cândida, … não era a do CHE.
Um filme para entreter, mas fiel ao que foram, Ernesto “CHE” Guevara e Alberto Granado nesta sua aventura, e um excelente veículo para a gama etária que usa a sua imagem na T-Shirt mas não sabe exactamente o que representa e representou o Comandante.
Imagens do filme:(1), (2), (3), (4).
Alberto Granado (Imagem): «(...) companheiro de viagem de Ernesto “CHE” Guevara na viagem retratada no filme “Diários de Motocicleta”, visitou o set de filmagem durante a produção do filme. Granado tem 81 anos e mora com a mulher e os filho em Havana, Cuba.» … não tem medo de Fidel, e consegue ser feliz.
- Gostastes mais do filme ou do livro?
- Desculpa ser tão previsível, mas gostei mais “dos livros”, Ernesto Guevara é demasiado profundo para se ver um trecho da sua vida em duas horas e “picos”.
Contudo, mostra uma fase da sua vida desconhecida por quase toda a gente, e não menos interessante do que o período revolucionário do “fuser”.
Depois de assistir há película não é preciso grande capacidade cognitiva para perceber que o realizador pretendeu tornar esta viagem como a consciencialização final do trilho de revolucionário.
Apreciei o actor pelo estudo que fez à individualidade que encarnou, uma belíssima interpretação que empolou a face humana do comandante - sensível aos problemas dos injustiçados, culto, apaixonado, utilizador do vernáculo mais prático, isso mesmo, muitos “foda-se”e “caralhos”, como resposta aos imprevistos mais adversos –, e menosprezou a sua índole bélica, bem, o reflexo do “Guevarismo” moderno. Não gostei da expressão natural do actor: cândida, … não era a do CHE.
Um filme para entreter, mas fiel ao que foram, Ernesto “CHE” Guevara e Alberto Granado nesta sua aventura, e um excelente veículo para a gama etária que usa a sua imagem na T-Shirt mas não sabe exactamente o que representa e representou o Comandante.
Imagens do filme:(1), (2), (3), (4).
Alberto Granado (Imagem): «(...) companheiro de viagem de Ernesto “CHE” Guevara na viagem retratada no filme “Diários de Motocicleta”, visitou o set de filmagem durante a produção do filme. Granado tem 81 anos e mora com a mulher e os filho em Havana, Cuba.» … não tem medo de Fidel, e consegue ser feliz.
domingo, outubro 10, 2004
sábado, outubro 09, 2004
O DIRECTOR E O SEU LABIRINTO
Ontem no final do telejornal da tvi, o director de informação do canal fez uma declaração onde, entre outras coisas, declarou acreditar na independência dos seus serviços informativos. Mostrou também assim que estava do lado dos seus jornalistas e que caso duvidasse da independência da informação que davam, se demitiria.
Ora aqui chegamos ao "labirinto", a saber:
1. Será que mesmo que o sr. José Eduardo Moniz soubesse que tinham existido pressões a decisão seria a sua própria demissão ?
2. Será que ao demitir-se não estaria a dar sinais de prova de censura ?
3. Será que com essas provas o nosso "querido" Presidente da República iria dissolver o parlamento ?
4. Será possível que que o acima referido ainda não esteja arrependido de não ter convocado eleições ?
O principal argumento que o P.R. utilizou para justificar o que a antiga Ministra das Finanças classificou como "Golpe de Estado", foi que queria estabilidade para o País e que com eleições antecipadas essa estabilidade deixava de existir e isso seria prejudicial para a nós.
Agora pergunto, onde está a estabilidade desde que este Governo que se governa, tomou posse ?
E pergunto só mais uma coisinha, porque é que temos de aturar tudo isto só porque o Presidente não gostava do Secretário Geral do P.S. ?
Ora aqui chegamos ao "labirinto", a saber:
1. Será que mesmo que o sr. José Eduardo Moniz soubesse que tinham existido pressões a decisão seria a sua própria demissão ?
2. Será que ao demitir-se não estaria a dar sinais de prova de censura ?
3. Será que com essas provas o nosso "querido" Presidente da República iria dissolver o parlamento ?
4. Será possível que que o acima referido ainda não esteja arrependido de não ter convocado eleições ?
O principal argumento que o P.R. utilizou para justificar o que a antiga Ministra das Finanças classificou como "Golpe de Estado", foi que queria estabilidade para o País e que com eleições antecipadas essa estabilidade deixava de existir e isso seria prejudicial para a nós.
Agora pergunto, onde está a estabilidade desde que este Governo que se governa, tomou posse ?
E pergunto só mais uma coisinha, porque é que temos de aturar tudo isto só porque o Presidente não gostava do Secretário Geral do P.S. ?
sexta-feira, outubro 08, 2004
A FORMAÇÃO DA IMAGEM
Este texto procura estabelecer uma relação entre a visão humana e o funcionamento da máquina fotográfica. Como é um texto um pouco longo, será dividido em quatro partes...
01 - A visão humana
A nossa visão é composta por vários elementos. A córnea, situada na frente, é o local claro ou branco dos olhos e é onde se situa a íris.
O cristalino, situado atrás da pupila, é uma lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra nos olhos, formando a imagem na retina. A distância focal do cristalino é modificada por movimentos de um anel de músculos, os músculos ciliares, que permitem ajustar a visão para objectos situados a distâncias diferentes. O cristalino fica mais espesso para a visão de objectos próximos e mais delgado para a visão de objectos distantes. A esta propriedade do cristalino dá-se o nome de acomodação visual.
A íris, parte circular que dá a cor dos olhos, é opaca, tendo uma abertura central a que se dá o nome de pupila, local por onde entra a luz. O diâmetro da pupila aumenta ou diminui, consoante a quantidade de luz ambiente: com maior luminosidade ela diminui, dilatando na situação contrária.
(continua)
01 - A visão humana
A nossa visão é composta por vários elementos. A córnea, situada na frente, é o local claro ou branco dos olhos e é onde se situa a íris.
O cristalino, situado atrás da pupila, é uma lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra nos olhos, formando a imagem na retina. A distância focal do cristalino é modificada por movimentos de um anel de músculos, os músculos ciliares, que permitem ajustar a visão para objectos situados a distâncias diferentes. O cristalino fica mais espesso para a visão de objectos próximos e mais delgado para a visão de objectos distantes. A esta propriedade do cristalino dá-se o nome de acomodação visual.
A íris, parte circular que dá a cor dos olhos, é opaca, tendo uma abertura central a que se dá o nome de pupila, local por onde entra a luz. O diâmetro da pupila aumenta ou diminui, consoante a quantidade de luz ambiente: com maior luminosidade ela diminui, dilatando na situação contrária.
(continua)
quarta-feira, outubro 06, 2004
SUBSTITUIÇÕES!
Fiquei ontem a saber que o Sr. Carlos Carvalhas vai abandonar o cargo de secretário geral do P.C.P.
Estou maravilhado por ver que quem está apontado para seu sucessor (pelo menos é o que dizem as más línguas), é o Sr. Jerónimo de Sousa(!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!).
Comparativamente, se me for permitido este pequeno exercício, esta troca é semelhante ao que seria colocar como líder do P.S. o Sr. Jorge Coelho.
Ou então colocar o zé punk por vez do Francisco Louçã do Bloco.
Ou, melhor ainda, colocar o Sr. Pedro Santana Lopes no lugar do Durão Barroso.
Espera lá...
Estou maravilhado por ver que quem está apontado para seu sucessor (pelo menos é o que dizem as más línguas), é o Sr. Jerónimo de Sousa(!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!).
Comparativamente, se me for permitido este pequeno exercício, esta troca é semelhante ao que seria colocar como líder do P.S. o Sr. Jorge Coelho.
Ou então colocar o zé punk por vez do Francisco Louçã do Bloco.
Ou, melhor ainda, colocar o Sr. Pedro Santana Lopes no lugar do Durão Barroso.
Espera lá...
AFINAL ELA (AINDA) EXISTE!!!!!!!
Pensava eu que viviamos em democracia. Pensava que tinhamos direito a livre opinião. Pensava que a mesquinhice cretina e portuguezíssima estava a europeizar-se.
Afinal continua tudo na mesma. Uns telefonemas às pessoas certas. Umas queixas nas rádios certas. E já está, assim já se pode ver a bola nocturna descançado sem ter de arurar, como alguém lhe chamou, o sermão das 21 horas de Domingo.
Viva a Liberdade! Viva Portugal!
Afinal continua tudo na mesma. Uns telefonemas às pessoas certas. Umas queixas nas rádios certas. E já está, assim já se pode ver a bola nocturna descançado sem ter de arurar, como alguém lhe chamou, o sermão das 21 horas de Domingo.
Viva a Liberdade! Viva Portugal!
terça-feira, outubro 05, 2004
ATÉ AMANHÃ CAMARADAS !
Declaração de Carlos Carvalhas, Secretário-Geral do PCP
Faial, 5 de Outubro de 2004
1. Deixarei as funções de Secretário Geral do PCP no próximo Congresso. As razões são simples: 12 anos como Secretário Geral mais 2 anos como Secretário Geral Adjunto. São 14 anos. Não se trata de divergências nem de cansaço.
2. Sempre defendi que no ciclo que iniciei, o Secretário Geral não se deveria eternizar no lugar. Sem querer fazer teoria, defini como horizonte da minha disponibilidade um máximo de dois mandatos. Por razões específicas, aceitei mais um mandato no XVI Congresso.
3. Os Órgãos Executivos conhecem esta minha decisão há mais de um ano reafirmada formalmente no principio do ano na Comissão Política.
4. Nessa declaração formal expressei também opinião que no XVII Congresso se deveria procurar fazer um significativo rejuvenescimento e renovação de quadros a todos os níveis: CC, Órgãos Executivos, etc.
5. Esta declaração estava para ser feita amanhã ou quinta-feira logo que todos os membros do Comité Central tivessem sido informados. O novo Comité Central a eleger em Novembro no XVII Congresso elegerá o futuro Secretário Geral.
6. É uma decisão natural, sem dramatismos. Até ao Congresso continuarei a desempenhar cabalmente as minhas funções tal como o tenho feito há mais de um ano, isto é desde de que dei conhecimento aos Órgãos Executivos do Partido, tudo fazendo para derrotar a política de direita do Governo PSD/CDS-PP e agora para que a CDU tenha um bom resultado nas Eleições Regionais.
Continuarei a lutar com determinação pelas minhas convicções e ideais e pelas causas que são a razão de ser do meu Partido.
7. Não ignoro que, com uma vida política excessivamente fulanizada e com a perversa tendência mediática para quase reduzir os partidos aos seus Secretários-gerais ou Presidentes, a decisão que acabo de anunciar poderá ter uma certa repercussão e gerar uma certa concentração de atenções, para já não falar do quase certo relançamento de intrigas e especulações sobre a vida interna e a situação do PCP.
Confio porém que os militantes do PCP e a generalidade dos portugueses que segue com apreço a luta do PCP enfrentem com serenidade e racionalidade política esta questão, na base de uma forte consciência de que, sem prejuízo da inegável importância e relevo das funções de Secretário-geral, o que faz a história, a força e a vitalidade do PCP é o seu projecto político, são as grandes causas humanistas por que se bate, são a acção colectiva em que sustenta a sua intervenção e a solidariedade e fraternidade dos que, militando no PCP ou nele se reconhecendo, se dedicam com exemplar generosidade à defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo português.
E tb um até amanhã Camaradas da minha parte também (mas não, não serei o escolhido pelo Comité Central para ser o substituto) foi bom partilhar estes momentos com todos vós, conhecer novos amigos, alguns estavam mesmo aqui ao lado, outros um pouco mais distantes, mas agora devo deixar o Nelsu crescer sózinho. Abraço forte e sentido a todos e virei visitar-vos sempre que a saudade apertar...mas apenas como António Magina, o meu pseudónimo.
Faial, 5 de Outubro de 2004
1. Deixarei as funções de Secretário Geral do PCP no próximo Congresso. As razões são simples: 12 anos como Secretário Geral mais 2 anos como Secretário Geral Adjunto. São 14 anos. Não se trata de divergências nem de cansaço.
2. Sempre defendi que no ciclo que iniciei, o Secretário Geral não se deveria eternizar no lugar. Sem querer fazer teoria, defini como horizonte da minha disponibilidade um máximo de dois mandatos. Por razões específicas, aceitei mais um mandato no XVI Congresso.
3. Os Órgãos Executivos conhecem esta minha decisão há mais de um ano reafirmada formalmente no principio do ano na Comissão Política.
4. Nessa declaração formal expressei também opinião que no XVII Congresso se deveria procurar fazer um significativo rejuvenescimento e renovação de quadros a todos os níveis: CC, Órgãos Executivos, etc.
5. Esta declaração estava para ser feita amanhã ou quinta-feira logo que todos os membros do Comité Central tivessem sido informados. O novo Comité Central a eleger em Novembro no XVII Congresso elegerá o futuro Secretário Geral.
6. É uma decisão natural, sem dramatismos. Até ao Congresso continuarei a desempenhar cabalmente as minhas funções tal como o tenho feito há mais de um ano, isto é desde de que dei conhecimento aos Órgãos Executivos do Partido, tudo fazendo para derrotar a política de direita do Governo PSD/CDS-PP e agora para que a CDU tenha um bom resultado nas Eleições Regionais.
Continuarei a lutar com determinação pelas minhas convicções e ideais e pelas causas que são a razão de ser do meu Partido.
7. Não ignoro que, com uma vida política excessivamente fulanizada e com a perversa tendência mediática para quase reduzir os partidos aos seus Secretários-gerais ou Presidentes, a decisão que acabo de anunciar poderá ter uma certa repercussão e gerar uma certa concentração de atenções, para já não falar do quase certo relançamento de intrigas e especulações sobre a vida interna e a situação do PCP.
Confio porém que os militantes do PCP e a generalidade dos portugueses que segue com apreço a luta do PCP enfrentem com serenidade e racionalidade política esta questão, na base de uma forte consciência de que, sem prejuízo da inegável importância e relevo das funções de Secretário-geral, o que faz a história, a força e a vitalidade do PCP é o seu projecto político, são as grandes causas humanistas por que se bate, são a acção colectiva em que sustenta a sua intervenção e a solidariedade e fraternidade dos que, militando no PCP ou nele se reconhecendo, se dedicam com exemplar generosidade à defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo português.
E tb um até amanhã Camaradas da minha parte também (mas não, não serei o escolhido pelo Comité Central para ser o substituto) foi bom partilhar estes momentos com todos vós, conhecer novos amigos, alguns estavam mesmo aqui ao lado, outros um pouco mais distantes, mas agora devo deixar o Nelsu crescer sózinho. Abraço forte e sentido a todos e virei visitar-vos sempre que a saudade apertar...mas apenas como António Magina, o meu pseudónimo.
sexta-feira, outubro 01, 2004
NO DIA EM QUE EU...
"....eu me transformar num CD, serei aquele que tiver todos os temas de que tu gostas. Serei um CD que demore muito a procurar, para rapidamente perceberes que será melhor se o deixares permanecer a teu lado, o tempo todo, para de quando em vez o ouvires a cantar para ti e o utilizares de forma cuidada.Para não me arranhares.
Serei um CD de edição limitada, raríssima, que não está à venda nas lojas habituais nem muito menos nos anúncios das Televendas. Serei o teu bem mais precioso, um CD brilhante, com as melhores críticas nos jornais especializados e que todos comentam à porta dos concertos.
Serei um CD só teu, para ouvires sózinha, quando todos se tiverem ido embora. Ansioso para que me tires da caixa onde permaneço embrulhado, na esperança de que me insiras na gaveta da aparelhagem e me ouças a derrubar o silêncio, como se te segredasse algo ao ouvido. E chega-te bem a mim para que eu te veja os olhos e põe o volume no máximo para me sentires bem alto e me descubrires a cada tema que passa. E só depois de me ouvires todo é que me podes fechar novamente, na triste escuridão de uma caixa de CD, que nada mais espera que não seja o outro dia, o da manhã seguinte, quando tu me abrires para me ouvir outra vez."
"Quero que saibas que eu sou o teu CD mais dedicado. Que uma noite sem ti, são muitos meses. Que um dia sem ti, são muitos anos."
Fernando Alvim
"No dia em que fugimos tu não estavas em casa"
Este post é dedicado a uma grande mulher e actriz e ao Vasco.
Serei um CD de edição limitada, raríssima, que não está à venda nas lojas habituais nem muito menos nos anúncios das Televendas. Serei o teu bem mais precioso, um CD brilhante, com as melhores críticas nos jornais especializados e que todos comentam à porta dos concertos.
Serei um CD só teu, para ouvires sózinha, quando todos se tiverem ido embora. Ansioso para que me tires da caixa onde permaneço embrulhado, na esperança de que me insiras na gaveta da aparelhagem e me ouças a derrubar o silêncio, como se te segredasse algo ao ouvido. E chega-te bem a mim para que eu te veja os olhos e põe o volume no máximo para me sentires bem alto e me descubrires a cada tema que passa. E só depois de me ouvires todo é que me podes fechar novamente, na triste escuridão de uma caixa de CD, que nada mais espera que não seja o outro dia, o da manhã seguinte, quando tu me abrires para me ouvir outra vez."
"Quero que saibas que eu sou o teu CD mais dedicado. Que uma noite sem ti, são muitos meses. Que um dia sem ti, são muitos anos."
Fernando Alvim
"No dia em que fugimos tu não estavas em casa"
Este post é dedicado a uma grande mulher e actriz e ao Vasco.
quinta-feira, setembro 30, 2004
NO REINO DA RE-ENGENHARIA
MAU FEITIO
A Inglaterra é um país pequeno, e nunca houve espaço suficiente para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos retirados e encaminhados ao ossário e, o túmulo era utilizado para outro infeliz. Por vezes,ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava presa a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar. Assim, ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", como usamos hoje.
Retirado de fonte duvidosa...
Mas ainda assim é um bom desbloqueador de conversa, na onda do...Sabias que. Ah pois é!
Se vos vierem com interpelações do género:
- A Inglaterra é um país pequeno?!?!!Comparada com o quê?
- O Oxigénio não durava nem para meia hora...
- Se o Pulso está em baixo como é que se abana a campaínha?
Não liguem...Usem uma expressão de reprovação, abanem com a cabeça, Façam tsss tsss..., e depois digam:
- Foda-se lá estás tu com o teu mau feitio!
Retirado de fonte duvidosa...
Mas ainda assim é um bom desbloqueador de conversa, na onda do...Sabias que. Ah pois é!
Se vos vierem com interpelações do género:
- A Inglaterra é um país pequeno?!?!!Comparada com o quê?
- O Oxigénio não durava nem para meia hora...
- Se o Pulso está em baixo como é que se abana a campaínha?
Não liguem...Usem uma expressão de reprovação, abanem com a cabeça, Façam tsss tsss..., e depois digam:
- Foda-se lá estás tu com o teu mau feitio!
quarta-feira, setembro 29, 2004
ELEIÇÕES EUA
O ciber-espaço já vota para as eleições Americanas. O resultado é esmagador adivinhem para quem!? Isso mesmo: Kerry.
De 235 países que constam na lista, Bush vence em 11, e ao contrário do que a TSF anuncia, um destes países não é a Coreia do Sul, mas … REPUBLICA DEMOCRATICA POPULAR DA COREIA, i.e. COREIA DO NORTE. Se o Bernardino Soares tinha dúvidas se este é ou não um regime democrático, agora tem todas as razões para as dissipar. ;- ))
De 235 países que constam na lista, Bush vence em 11, e ao contrário do que a TSF anuncia, um destes países não é a Coreia do Sul, mas … REPUBLICA DEMOCRATICA POPULAR DA COREIA, i.e. COREIA DO NORTE. Se o Bernardino Soares tinha dúvidas se este é ou não um regime democrático, agora tem todas as razões para as dissipar. ;- ))
terça-feira, setembro 28, 2004
DE REPENTE...
Sinto-me como um americano, por duas razões : temos um primeiro-ministro que não ganhou as eleições e "Antics" apareceu hoje dia 28 nas bancas quando a data europeia era a de ontem.
Vai ser álbum do ano acreditem e também o último que irei comprar, senão leiam isto :
"THIS RECORDING AND ARTWORK ARE PROTECTED BY COPYRIGHT LAW.USING INTERNET SERVICES TO DISTRIBUTE COPYRIGHTED MUSIC, GIVING AWAY ILLEGAL COPIES OF DISCS OR LENDING DISCS TO OTHERS FOR THEM TO COPY IS ILLEGAL AND DOES NOT SUPPORT THOSE INVOLVED IN MAKING THIS PIECE OF MUSIC-INCLUDING THE ARTIST.
BY CARRYING OUT ANY OF THESE ACTIONS IT HAS THE SAME EFFECT AS STEALING MUSIC.
APPLICABLE LAWS PROVIDE SEVERE CIVIL AND CRIMINAL PENALTIES FOR THE UNAUTHORIZED REPRODUCTION, DISTRIBUTION AND DIGITAL TRANSMISSION OF COPYRIGHTED SOUND RECORDINGS.
MANY EXAMPLES OF WHERE TO BUY LEGAL DOWNLOADS CAN BE FOUND AT WWW.MUSICFROMEMI.COM"
Vai ser álbum do ano acreditem e também o último que irei comprar, senão leiam isto :
"THIS RECORDING AND ARTWORK ARE PROTECTED BY COPYRIGHT LAW.USING INTERNET SERVICES TO DISTRIBUTE COPYRIGHTED MUSIC, GIVING AWAY ILLEGAL COPIES OF DISCS OR LENDING DISCS TO OTHERS FOR THEM TO COPY IS ILLEGAL AND DOES NOT SUPPORT THOSE INVOLVED IN MAKING THIS PIECE OF MUSIC-INCLUDING THE ARTIST.
BY CARRYING OUT ANY OF THESE ACTIONS IT HAS THE SAME EFFECT AS STEALING MUSIC.
APPLICABLE LAWS PROVIDE SEVERE CIVIL AND CRIMINAL PENALTIES FOR THE UNAUTHORIZED REPRODUCTION, DISTRIBUTION AND DIGITAL TRANSMISSION OF COPYRIGHTED SOUND RECORDINGS.
MANY EXAMPLES OF WHERE TO BUY LEGAL DOWNLOADS CAN BE FOUND AT WWW.MUSICFROMEMI.COM"
segunda-feira, setembro 27, 2004
ONDE ANDAS TU ALVIM ?

Normalmente, gajo que é gajo sente é saudades de ga(i)jas...mas eu gostava de voltar a encontrar este "Gajo" depois que lí o livro dele nunca mais fui o mesmo, bem houve mais algumas coisitas também, mas coisa pouca...
Alguém o tem visto ?
LUSO GLADIADORES
Os luso-gladiadores da era moderna tiveram um domingo em cheio, arrecadaram nada menos que 5 medalhas.
A BOLA
Ovarense (Resultado) (Classificação)
União de Coimbra (Resultado) (Classificacação)
Benfica (Resultado) (Classificação)
União de Coimbra (Resultado) (Classificacação)
Benfica (Resultado) (Classificação)
sexta-feira, setembro 24, 2004
OS ANIMAIS SÃO NOSSOS AMIGOS - actualizado
Acabei de saber que os cães têm a habilidade para detectar cancro da pele, e da bexiga farejando a pele e a urina respectivamente.
quinta-feira, setembro 23, 2004
INTIMO E MINIMAL
Bélgica, Brugge 2000 - 1 post intimista e minimalista.
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Que me perdoem os meus companheiros que entraram nas imagens deste post sem qualquer autorização prévia, mas havendo alguma reclamação o culpado é este: Imagem 12.
Filipe, Luciano, e Luís, aquele abraço.
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Que me perdoem os meus companheiros que entraram nas imagens deste post sem qualquer autorização prévia, mas havendo alguma reclamação o culpado é este: Imagem 12.
Filipe, Luciano, e Luís, aquele abraço.
quarta-feira, setembro 22, 2004
DU
- “Du” “dens” armas de “desdruição” massiva?
-“Dããããooooooooo”!!!!!...
«The US is the largest single user of depleted uranium (DU) in weaponry. It is also the largest seller and exporter of depleted uranium weapon technology.
DU is used in smart bombs, bunker busters, anti-tank weapons, and the tow missiles. (…)
(…)Deplete Uranium is actually a misnomer. It is uranium, incredibly hard and a very dense metal, yes. But it is still very much radioactive.(…)»
-“Dããããooooooooo”!!!!!...
«The US is the largest single user of depleted uranium (DU) in weaponry. It is also the largest seller and exporter of depleted uranium weapon technology.
DU is used in smart bombs, bunker busters, anti-tank weapons, and the tow missiles. (…)
(…)Deplete Uranium is actually a misnomer. It is uranium, incredibly hard and a very dense metal, yes. But it is still very much radioactive.(…)»
terça-feira, setembro 21, 2004
domingo, setembro 19, 2004
MEMÓRIAS DE LISBOA
As Más :
-A antipatia de um engraxador de sapatos.
-Ter comido a pior Pizza da minha vida na Rua Augusta. Os pombos adoraram!!!
-Ter sido abordado várias vezes por traficantes de droga.
As Boas :






Fotos fornecidas por fãs portugueses (Cláudio, Riqueza e Rui) e espanhóis (Juanjo e Daniel).
Tudo cortesia do site : http://www.madonnalicious.com/
-A antipatia de um engraxador de sapatos.
-Ter comido a pior Pizza da minha vida na Rua Augusta. Os pombos adoraram!!!
-Ter sido abordado várias vezes por traficantes de droga.
As Boas :






Fotos fornecidas por fãs portugueses (Cláudio, Riqueza e Rui) e espanhóis (Juanjo e Daniel).
Tudo cortesia do site : http://www.madonnalicious.com/
PESCADINHA DE RABO NA BOCA
MAUSOLÉU A ERIGIR
Desta forma é difícil contornar a veneração ao novo homem de estado. A concretizar-se o título deste post, em confronto com a mesma dualidade, TP seguramente escolhe o monstro. Pode ser da pdi.
10.000 VISITAS
Hoje às 00.19 passámos a barreira mítica das 10.000 visitas.
Entretanto, para comemorar fui visitar o nosso Professor AdC, e lá encontrei as cachopas «mais talentosas, inteligentes, bonitas e loucas da blogosfera portuguesa» e como se não bastasse dizem coisas destas: «Os pontos atacados foram os esperados, e não me venham falar em cassetes que se querem que o suporte mude o sistema de som também tem de mudar. E digam o que disserem, este mundo continua prenhe das mesmas merdas há muito, muito tempo. Isso é que já chateia!» (no post com o título “Domingo, 05 de Setembro”, pena os permanent link não funcionarem!!).
Ah! Obrigado a todos que nos visitaram.
Entretanto, para comemorar fui visitar o nosso Professor AdC, e lá encontrei as cachopas «mais talentosas, inteligentes, bonitas e loucas da blogosfera portuguesa» e como se não bastasse dizem coisas destas: «Os pontos atacados foram os esperados, e não me venham falar em cassetes que se querem que o suporte mude o sistema de som também tem de mudar. E digam o que disserem, este mundo continua prenhe das mesmas merdas há muito, muito tempo. Isso é que já chateia!» (no post com o título “Domingo, 05 de Setembro”, pena os permanent link não funcionarem!!).
Ah! Obrigado a todos que nos visitaram.
sexta-feira, setembro 17, 2004
SE ME LEMBRO ...
As memórias:
24 Rosas
Põe água fresca numa jarra
Dentro do teu quarto junto à cama
Se te perguntarem de quem são
Diz que são de alguém que te ama
(24) Twenty Four Roses
Put water fresh in the bottle
Inside your bed room next to bed
If some ask who are they from
Say they are from some one who lovin' you
Momento lúdico.
24 Rosas
Põe água fresca numa jarra
Dentro do teu quarto junto à cama
Se te perguntarem de quem são
Diz que são de alguém que te ama
(24) Twenty Four Roses
Put water fresh in the bottle
Inside your bed room next to bed
If some ask who are they from
Say they are from some one who lovin' you
Momento lúdico.
MÚSICA. EU NASCI PRÀ MÙSICA!
Andava a pensar em fazer um post MUSICAL et voilá! Aparecem-me estes todos pela caixa de correio adentro. A Música une-os, são artistas nacionais. O estilo define-se como música ligeira portuguesa, o que na prática quer dizer que não é pesada para a massa encefálica. Que não faz mossa, e pode ser consumida em doses industriais. E nos 80´s assim foi! Passo a apresentar, da esquerda para a direita: Jorge Fernando, Fernando Pereira, Amiga Olga, Marco Paulo, António Sala, Cândida Branca Flor, Armando Gama, José Cid, José Malhoa, Francisquinho, Dona Palmira e Sr.Manuel. Isto meus amigos é História. “Linda é linda esta balada que te dou”, ou “Ponha-se àgua fresca numa jarra...” são temas inolvidáveis de uma geração de artistas ímpar.
Ah...A Linda de Suza estava em França e por isso não aparece na fotografia.
ARDOR DE ESTÔMAGO RESOLVIDO - actualizado
Depois de confessar que a blogosfera estava a tornar-se demasiado ácida de digerir, JPP, reconhece que o sistema está a voltar ao seu equilíbrio. No jornal Público:
«MÉDIA-ESFERA, BLOGOSFERA E ATMOSFERA
Por JOSÉ PACHECO PEREIRA
Quinta-feira, 16 de Setembro de 2004
Há cerca de um ano, escrevi sobre os blogues no PÚBLICO, coincidindo com a sua descoberta por um público mais vasto. Houve, em seguida, o habitual surto de breve fama, centenas de blogues foram criados e dezenas de artigos mais ou menos apressados, mais ou menos informados, foram publicados. Tudo quanto era órgão de comunicação social publicou pelo menos um artigo sobre os blogues. Depois os blogues passaram de moda, muitos dos blogues criados desapareceram, embora a "audiência" global dos blogues tenha aumentado significativamente, mantendo-se esse efeito até hoje. É altura de fazer um balanço deste novo tipo de publicação electrónica.
A blogosfera portuguesa mudou muito durante este ano, deixou de ser constituída por um pequeno grupo pioneiro, que a usava quase como um "espaço íntimo", para se tornar, de um dia para o outro (a rapidez é uma característica do meio), mais agressiva, politizada no mau sentido, ressentida e implicativa. Mas essa fase também já passou e o melhor dos primeiros tempos "íntimos" e o melhor da fase de democratização da blogosfera permaneceram. Cerca de 20 a 30 blogues portugueses fornecem todos os dias novas ideias, reflexões, informações, que um cidadão avisado e culto não deve perder.
Não tenho nenhumas dúvidas de que os blogues vieram para ficar, enquanto a evolução tecnológica não permitir a migração do que hoje se pode fazer num blogue para outra plataforma mais eficaz e superior. Enquanto tal, uma revolução está em curso, principalmente no âmbito do sistema comunicacional, e, a partir daí, afectando os sistemas que lhe são próximos: a política nacional e local, a crítica literária e artística, a divulgação científica, entre outros.
Nenhuma análise hoje do estado da comunicação social em qualquer país onde existe um sistema mediático - jornais, rádios, televisões - pode ser feita sem incluir os blogues. Veja-se o recente caso americano: dois blogues (Power Line e Little Green Footballs) contestaram a autenticidade dos documentos sobre o serviço militar de George Bush, que o prestigiado Dan Rather tinha divulgado no influente programa 60 Minutos da poderosa CBS. Prestigiado, influente, poderoso. Os documentos faziam imensos estragos na imagem de Bush, mostrando a existência de cunhas e tentativas de alterar os relatórios sobre a sua capacidade como piloto. Foram tratados pelos grandes media americanos como uma notícia de primeiríssima página, capaz de alterar a vantagem que Bush obtivera nas sondagens sobre Kerry, em suma, capazes de definir a contenda eleitoral. Os dois blogues, logo seguidos por muitos outros, analisaram os documentos e começaram a levantar questões: nenhuma máquina de escrever, à data putativa dos memorandos, era capaz de manter aquela ordem de espaços entre as letras, sobrepondo-se as mesmas frases escritas com o processador de texto Word sobre o texto antigo, não havia discrepâncias, etc., etc.
Outros blogues levantaram questões de conteúdo - um militar não colocaria aquelas questões no papel, havia uma discrepância entre a linguagem e a forma de outros memorandos do mesmo militar (que já morreu) e os apresentados pela CBS, etc. Outros blogues refutaram que houvesse falsificações e a CBS disse que tinha feito analisar os documentos por vários grafólogos. Foi só uma questão de tempo até que o assunto chegasse à grande imprensa, ao "Washington Post", que tem outros meios de investigação, e as dúvidas sobre a autenticidade cresceram. Analistas e grafólogos mostraram que não havia a unanimidade que a CBS garantia e toda uma nova série de investigações e depoimentos aprofundaram as dúvidas. A questão está em aberto, mas a controvérsia só existiu porque existem blogues e a Internet lhes dá uma audiência universal.
Em Portugal, o mesmo já se passa hoje. Excluam-se os blogues e a comunicação social seria diferente. Não porque os blogues sejam lidos por muita gente, mas sim porque são lidos pela gente certa. Os blogues são escritos por uma elite para uma elite, são escritos por estudantes, literatos, políticos, cientistas, investigadores, jornalistas, na maioria dos casos jovens e no início de carreira, e são lidos pelos mesmos grupos sociais e profissionais dos que os escrevem. Um grupo tem relevo especial neste ecossistema que é a blogosfera: são os jornalistas.
Os jornalistas, principalmente da imprensa escrita, vão hoje buscar imensa coisa aos blogues, umas vezes citam, outras não, e os leitores dos jornais desconhecem a importância dessa contribuição. Ainda recentemente uma notícia de primeira página do PÚBLICO teve origem num blogue. O jornal demorou uns dias a referir a fonte, mas depois fê-lo quando por todo o lado na blogosfera havia protestos. Num blogue, essa ausência de citação seria impossível porque a cultura do hipertexto torna a citação do outro um elemento identitário da blogosfera.
Ideias, frases e factos circulam na blogosfera e, quando verificados, dão ao resto da comunicação social uma dimensão complementar - mais memória, mais conhecimento especializado, mais variedade de temas, novos ângulos de aproximação a um assunto, mais imaginação, maior cobertura regional através de blogues locais. Uma leitura a fundo dos blogues locais poderia suprir muitas deficiências resultantes da ausência de correspondentes locais e revelar histórias bem interessantes. A verificação é fundamental, dado que há textos ficcionais, construções e pastiches que já enganaram alguns jornalistas (e autores de blogues) como sendo verdadeiros, dando origem a alguns embaraços. Há muito lixo, como é da natureza democrática e não editada da rede, mas há também muita coisa boa.
Querem exemplos, dos últimos dias, de questões umas pertinentes, outras testemunhais, outras curiosas? Por que razão os jornalistas, que são tão activos na "transparência" foram tão parcos em nos relatar a cerimónia maçónica nos funerais do presidente do Tribunal Constitucional? Quem lá esteve? Alguém tentou fotografar? Novas do interior dos concertos de Madonna por quem assistiu, pequenos detalhes saborosos. Teorias conspirativas sobre as saídas dos administradores da CGD com algum inside trading. Como é que se come (mal) nos aviões da TAP. Críticas aos números usados por António Barreto nos artigos do PÚBLICO sobre educação. A informação de que ainda está disponível nas livrarias um livro de Hayek, supostamente esgotado. Testemunhos de levar as "encomendinhas" à escola por jovens pais e mães. Desmontagens várias do spin governamental, com exemplos para se perceber muito bem como funciona a "central de informações" e, de passagem, muito incómodos para os jornalistas que lhe dão ouvidos e caneta. Notas críticas da UE, da Constituição europeia, que quase não existem na grande imprensa, toda "europeísta". Por aí adiante.
Esta circulação rica e diversificada, em tempo quase real, constrói um tecido mais complexo à volta de notícias e interpretações e, em consequência, resulta muito crítica dos media tradicionais. É nos blogues, e na sua diversidade política e cultural, que se encontram as críticas muito duras à manipulação informativa que são impossíveis de fazer nos media. Estes são muito pouco sensíveis às críticas, quando não arrogantes, e os jornalistas não são exemplares na abertura ao escrutínio das suas práticas profissionais. Os noticiários manipulados de Rádio Bagdad (o petit nom da TSF) ou as críticas às fabulosas "análises" políticas de Luís Delgado são o "pão nosso de cada dia" nos blogues, e merecem ser lidas porque não são invectivas genéricas - têm exemplos que deviam incomodar todos, e, a prazo, incomodam cada vez mais.
Claro que os blogues estão longe de ser apenas um órgão de "jornalismo informal", como Mário Mesquita lhes chamou, e incluem outras dimensões que podem ter um carácter literário, sociológico e mesmo científico, como instrumentos de investigação. Penso, aliás, que as virtualidades literárias e estéticas da fórmula "diário-em-linha", em conjugação com inovações tecnológicas do software como o MyLifeBits da Microsoft podem vir a permitir novas formas de criação estética. Mas, a curto prazo, tem sido o efeito na media-esfera o de maior impacto.»
«MÉDIA-ESFERA, BLOGOSFERA E ATMOSFERA
Por JOSÉ PACHECO PEREIRA
Quinta-feira, 16 de Setembro de 2004
Há cerca de um ano, escrevi sobre os blogues no PÚBLICO, coincidindo com a sua descoberta por um público mais vasto. Houve, em seguida, o habitual surto de breve fama, centenas de blogues foram criados e dezenas de artigos mais ou menos apressados, mais ou menos informados, foram publicados. Tudo quanto era órgão de comunicação social publicou pelo menos um artigo sobre os blogues. Depois os blogues passaram de moda, muitos dos blogues criados desapareceram, embora a "audiência" global dos blogues tenha aumentado significativamente, mantendo-se esse efeito até hoje. É altura de fazer um balanço deste novo tipo de publicação electrónica.
A blogosfera portuguesa mudou muito durante este ano, deixou de ser constituída por um pequeno grupo pioneiro, que a usava quase como um "espaço íntimo", para se tornar, de um dia para o outro (a rapidez é uma característica do meio), mais agressiva, politizada no mau sentido, ressentida e implicativa. Mas essa fase também já passou e o melhor dos primeiros tempos "íntimos" e o melhor da fase de democratização da blogosfera permaneceram. Cerca de 20 a 30 blogues portugueses fornecem todos os dias novas ideias, reflexões, informações, que um cidadão avisado e culto não deve perder.
Não tenho nenhumas dúvidas de que os blogues vieram para ficar, enquanto a evolução tecnológica não permitir a migração do que hoje se pode fazer num blogue para outra plataforma mais eficaz e superior. Enquanto tal, uma revolução está em curso, principalmente no âmbito do sistema comunicacional, e, a partir daí, afectando os sistemas que lhe são próximos: a política nacional e local, a crítica literária e artística, a divulgação científica, entre outros.
Nenhuma análise hoje do estado da comunicação social em qualquer país onde existe um sistema mediático - jornais, rádios, televisões - pode ser feita sem incluir os blogues. Veja-se o recente caso americano: dois blogues (Power Line e Little Green Footballs) contestaram a autenticidade dos documentos sobre o serviço militar de George Bush, que o prestigiado Dan Rather tinha divulgado no influente programa 60 Minutos da poderosa CBS. Prestigiado, influente, poderoso. Os documentos faziam imensos estragos na imagem de Bush, mostrando a existência de cunhas e tentativas de alterar os relatórios sobre a sua capacidade como piloto. Foram tratados pelos grandes media americanos como uma notícia de primeiríssima página, capaz de alterar a vantagem que Bush obtivera nas sondagens sobre Kerry, em suma, capazes de definir a contenda eleitoral. Os dois blogues, logo seguidos por muitos outros, analisaram os documentos e começaram a levantar questões: nenhuma máquina de escrever, à data putativa dos memorandos, era capaz de manter aquela ordem de espaços entre as letras, sobrepondo-se as mesmas frases escritas com o processador de texto Word sobre o texto antigo, não havia discrepâncias, etc., etc.
Outros blogues levantaram questões de conteúdo - um militar não colocaria aquelas questões no papel, havia uma discrepância entre a linguagem e a forma de outros memorandos do mesmo militar (que já morreu) e os apresentados pela CBS, etc. Outros blogues refutaram que houvesse falsificações e a CBS disse que tinha feito analisar os documentos por vários grafólogos. Foi só uma questão de tempo até que o assunto chegasse à grande imprensa, ao "Washington Post", que tem outros meios de investigação, e as dúvidas sobre a autenticidade cresceram. Analistas e grafólogos mostraram que não havia a unanimidade que a CBS garantia e toda uma nova série de investigações e depoimentos aprofundaram as dúvidas. A questão está em aberto, mas a controvérsia só existiu porque existem blogues e a Internet lhes dá uma audiência universal.
Em Portugal, o mesmo já se passa hoje. Excluam-se os blogues e a comunicação social seria diferente. Não porque os blogues sejam lidos por muita gente, mas sim porque são lidos pela gente certa. Os blogues são escritos por uma elite para uma elite, são escritos por estudantes, literatos, políticos, cientistas, investigadores, jornalistas, na maioria dos casos jovens e no início de carreira, e são lidos pelos mesmos grupos sociais e profissionais dos que os escrevem. Um grupo tem relevo especial neste ecossistema que é a blogosfera: são os jornalistas.
Os jornalistas, principalmente da imprensa escrita, vão hoje buscar imensa coisa aos blogues, umas vezes citam, outras não, e os leitores dos jornais desconhecem a importância dessa contribuição. Ainda recentemente uma notícia de primeira página do PÚBLICO teve origem num blogue. O jornal demorou uns dias a referir a fonte, mas depois fê-lo quando por todo o lado na blogosfera havia protestos. Num blogue, essa ausência de citação seria impossível porque a cultura do hipertexto torna a citação do outro um elemento identitário da blogosfera.
Ideias, frases e factos circulam na blogosfera e, quando verificados, dão ao resto da comunicação social uma dimensão complementar - mais memória, mais conhecimento especializado, mais variedade de temas, novos ângulos de aproximação a um assunto, mais imaginação, maior cobertura regional através de blogues locais. Uma leitura a fundo dos blogues locais poderia suprir muitas deficiências resultantes da ausência de correspondentes locais e revelar histórias bem interessantes. A verificação é fundamental, dado que há textos ficcionais, construções e pastiches que já enganaram alguns jornalistas (e autores de blogues) como sendo verdadeiros, dando origem a alguns embaraços. Há muito lixo, como é da natureza democrática e não editada da rede, mas há também muita coisa boa.
Querem exemplos, dos últimos dias, de questões umas pertinentes, outras testemunhais, outras curiosas? Por que razão os jornalistas, que são tão activos na "transparência" foram tão parcos em nos relatar a cerimónia maçónica nos funerais do presidente do Tribunal Constitucional? Quem lá esteve? Alguém tentou fotografar? Novas do interior dos concertos de Madonna por quem assistiu, pequenos detalhes saborosos. Teorias conspirativas sobre as saídas dos administradores da CGD com algum inside trading. Como é que se come (mal) nos aviões da TAP. Críticas aos números usados por António Barreto nos artigos do PÚBLICO sobre educação. A informação de que ainda está disponível nas livrarias um livro de Hayek, supostamente esgotado. Testemunhos de levar as "encomendinhas" à escola por jovens pais e mães. Desmontagens várias do spin governamental, com exemplos para se perceber muito bem como funciona a "central de informações" e, de passagem, muito incómodos para os jornalistas que lhe dão ouvidos e caneta. Notas críticas da UE, da Constituição europeia, que quase não existem na grande imprensa, toda "europeísta". Por aí adiante.
Esta circulação rica e diversificada, em tempo quase real, constrói um tecido mais complexo à volta de notícias e interpretações e, em consequência, resulta muito crítica dos media tradicionais. É nos blogues, e na sua diversidade política e cultural, que se encontram as críticas muito duras à manipulação informativa que são impossíveis de fazer nos media. Estes são muito pouco sensíveis às críticas, quando não arrogantes, e os jornalistas não são exemplares na abertura ao escrutínio das suas práticas profissionais. Os noticiários manipulados de Rádio Bagdad (o petit nom da TSF) ou as críticas às fabulosas "análises" políticas de Luís Delgado são o "pão nosso de cada dia" nos blogues, e merecem ser lidas porque não são invectivas genéricas - têm exemplos que deviam incomodar todos, e, a prazo, incomodam cada vez mais.
Claro que os blogues estão longe de ser apenas um órgão de "jornalismo informal", como Mário Mesquita lhes chamou, e incluem outras dimensões que podem ter um carácter literário, sociológico e mesmo científico, como instrumentos de investigação. Penso, aliás, que as virtualidades literárias e estéticas da fórmula "diário-em-linha", em conjugação com inovações tecnológicas do software como o MyLifeBits da Microsoft podem vir a permitir novas formas de criação estética. Mas, a curto prazo, tem sido o efeito na media-esfera o de maior impacto.»
quinta-feira, setembro 16, 2004
QUEM VÊ CARAS NÃO VÊ CORAÇÕES
Os diálogos que se seguem impeliram-me para este post, porque trouxeram-me à memória, este perfil. Estas personagens não têm a escolaridade mínima obrigatória, mas modelam o mundo à sua imagem. Ora leiam:
Jack, a smart businessman, talks to his son...
Jack: "I want you to marry a girl of my choice, son."
Son : "I will choose my own bride."
Jack: "But the girl is Bill Gates's daughter."
Son : "Well, in that case..."
Next Jack approaches Bill Gates...
Jack: "I have a husband for your daughter, Bill."
Bill Gates : "But my daughter is too young to marry."
Jack: "But this young man is a vice-president of the World Bank."
Bill Gates: "Ah, in that case..."
Finally Jack goes to see the president of the World Bank...
Jack: "I have a young man to be recommended as a vice-president."
President: "But I already have more vice-presidents than I need."
Jack: "But this young man is Bill Gates's son-in-law."
President: "Ah, in that case....."
Rui P., obrigado, e vai daqui um abraço.
Jack, a smart businessman, talks to his son...
Jack: "I want you to marry a girl of my choice, son."
Son : "I will choose my own bride."
Jack: "But the girl is Bill Gates's daughter."
Son : "Well, in that case..."
Next Jack approaches Bill Gates...
Jack: "I have a husband for your daughter, Bill."
Bill Gates : "But my daughter is too young to marry."
Jack: "But this young man is a vice-president of the World Bank."
Bill Gates: "Ah, in that case..."
Finally Jack goes to see the president of the World Bank...
Jack: "I have a young man to be recommended as a vice-president."
President: "But I already have more vice-presidents than I need."
Jack: "But this young man is Bill Gates's son-in-law."
President: "Ah, in that case....."
Rui P., obrigado, e vai daqui um abraço.
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