Acabo de chegar do trabalho e, como é costume, ao entrar no prédio onde vivo fui ver se tinha correio.
Como é normal, o correio escrito que tinha, além das publicidades do costume, que me entopem a caixa, tinha contas, a da àgua e a da cabovisão.
Vou abrir os envelopes e na da cabovisão, descubro que existe uma nova taxa para pagar. É ela a Taxa Municipal de Direitos de Passagem, à qual me vou referir a partir de agora como a última filhadaputice autárquica.
Descubro por uma carta, dirigida ao estimado cliente, que neste caso sou eu, a explicar que esta filhadaputice autarquica foi criada pela Lei nº5/2004 de 10 de Fevereiro e estabelece que:
"os direitos e os encargos relativos à implantação, à passagem e ao atravessamento de sistemas, equipamentos e demais recurcursos das empresas que oferecem redes e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, dos domínios públicos e privados municipais podem dar origem ao estabelecimento de uma taxa municipal de direitos de passagem (TMDP)."tal, tal, tal,é aplicado um percentual ao valor facturado, com um máximo de 0,25%."o valor cobrado reverte totalmente a favor do Município, estando a Cabovisão, legalmente vinculada a incluir a taxa na factura."E resumo, para as Camaras Municipais poderem sacar mais guito, para as semvergonhices que fazem, tais como no caso de onde vivo Estádios de futebol.
Há que inventar uma lei, sem ninguém reparar, e obrigar o zé povinho, com televisão por cabo e outro tipo de ligações fixas, a pagar algo mais.
Pois bem eu decidi não pagar, vou apenas pagar o serviço que me é prestado.
Espero que, aqueles que já receberam facturas para pagar que incluam esta taxa, façam o mesmo.
Acho que já chegou a altura de dizer chega.
Já basta a taxa de rádio cobrada na conta da luz.
Já basta a taxa de saneamento que é cobrada na conta da àgua. Que, no caso de Aveiro, mais uma vez é o valor máximo que se pode cobrar, ou seja o valor exactamente igual ao que se consome de àgua.
Chega esta filhadaputice autarquica eu não vou pagar, se quiserem venham prender-me.