sexta-feira, agosto 03, 2007
2007 HIPNOSE DE VERÃO – Leitura, “Literaturas”
No jornal AVANTE leio, um artigo com algum tempinho “Em Memória da Comuna” e ainda sobre ZS “A Grande Rota da Dissidente”.
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2007 HIPNOSE DE VERÃO – “Películas”
Vejo um excerto de uma realização de Frank Piasecki Poulsen e uma produção … adivinhe-se de quem? Lars von Trier. Este documentário denomina-se como “La Guerrillera”. Um pedaço da sinopse: «Escondido en la profundidad de la selva colombiana se encuentra un campo de entrenamiento de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC). El director danés Frank P. Poulsen y su equipo cruzaron la frontera clandestinamente y lograron llegar a este campamento móvil para documentar la preparación de Isabel, de 21 años, para luchar contra el régimen. » [Pode-se ver parte do documentário aqui], [e toda a sinopse, aqui].
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quarta-feira, agosto 01, 2007
O BOM NOME DE UM BENEMÉRITO
Jacinto Leite Capelo Rego, é pelo menos simpatizante da nossa Democracia Cristã, fala-se em concreto do CDS-PP. Ora leia-se esta crónica de Ferreira Fernandes: «Em 2004, o CDS meteu um milhão de euros numa conta bancária em seu nome. Acção meritória, como já foi assinalado por Paulo Portas: quem não teme, deposita. Mas um milhão é conta calada e a PJ foi tentar pô-la a dar com a língua nos dentes: conta, donde vieste tu? O CDS explicou: da benemerência dos seus militantes. Não é próprio de (democratas-)cristãos dar a quem precisa? Mas a PJ, que é laica, insistiu: tá bem, militantes, mas quem? Aí, o CDS estendeu uma lista com quatro mil recibos.
Infelizmente, a PJ é contumaz na desconfiança. Pôs-se a ler os nomes nos recibos. E descobriu um: "Jacinto Leite Capelo Rego." É um nome como qualquer outro, mas a PJ, na sua sanha persecutória, pôs-se a ler o nome com pronúncia brasileira (abrindo as vogais). E com esse indício inventou uma cabala, em que os doadores seriam falsos e os recibos forjados para esconder uma verdadeira doação do Grupo Espírito Santo ao CDS, quando do caso Portucale. Na altura, o CDS estava no Governo e tal doação, a ter sido feita, faria suspeitar de pagamento por um favor ilegal.
Eu não acredito. Eu acredito na existência, mesmo, de um militante do CDS chamado Jacinto Leite Capelo Rego. Há anos, o jornal A Folha de São Paulo fez uma lista de nomes esquisitos brasileiros e encontrou um "Jacinto Leite Aquino Rego". Deve ser um primo emigrante do militante democrata-cristão. A PJ diz que não. Diz que dois funcionários do CDS, tendo de arranjar quatro mil nomes, inventaram o acima nomeado Jacinto. Assim, os dois funcionários ficaram arguidos no processo-crime "Portucale". Lembro: já há tempos dois procuradores arquivaram o caso agora reactivado. Um dos procuradores chamava-se Auristela Hermengarda. O que só prova que o caso Portucale atrai nomes esquisitos, embora legítimos.
Para mim, é natural que no CDS haja alguém chamado Jacinto Leite Capelo Rego. Afinal, o PSD tem um presidente da Câmara, em Mafra, chamado José Ministro dos Santos, o PS, em Cuba, tem Francisco Galinha Orelha e a CDU, em Sesimbra, Augusto Carapinha Pólvora. Agora, PJ, vai investigar outros partidos com nomes esquisitos?
Em todo o caso, a PJ não explica o que levaria dois funcionários do CDS a inventar um nome daqueles. Dar uma pista? Então, assinavam José Espírito Santo de Orelha. Inspiraram-se na lista da Folha de São Paulo? Pouco provável. No CDS, que é pela família, mais depressa copiavam outro nome da lista: Himineu Casamentício das Dores Conjugais. Ou, sendo pelo capitalismo: Chevrolet da Silva Ford. Ou, sendo católicos: José Padre Nosso. Naaaa... Jacinto Leite Capelo Leite existe mesmo. Apareça e desfaça este equívoco.»[Aqui],[no DN].
Infelizmente, a PJ é contumaz na desconfiança. Pôs-se a ler os nomes nos recibos. E descobriu um: "Jacinto Leite Capelo Rego." É um nome como qualquer outro, mas a PJ, na sua sanha persecutória, pôs-se a ler o nome com pronúncia brasileira (abrindo as vogais). E com esse indício inventou uma cabala, em que os doadores seriam falsos e os recibos forjados para esconder uma verdadeira doação do Grupo Espírito Santo ao CDS, quando do caso Portucale. Na altura, o CDS estava no Governo e tal doação, a ter sido feita, faria suspeitar de pagamento por um favor ilegal.
Eu não acredito. Eu acredito na existência, mesmo, de um militante do CDS chamado Jacinto Leite Capelo Rego. Há anos, o jornal A Folha de São Paulo fez uma lista de nomes esquisitos brasileiros e encontrou um "Jacinto Leite Aquino Rego". Deve ser um primo emigrante do militante democrata-cristão. A PJ diz que não. Diz que dois funcionários do CDS, tendo de arranjar quatro mil nomes, inventaram o acima nomeado Jacinto. Assim, os dois funcionários ficaram arguidos no processo-crime "Portucale". Lembro: já há tempos dois procuradores arquivaram o caso agora reactivado. Um dos procuradores chamava-se Auristela Hermengarda. O que só prova que o caso Portucale atrai nomes esquisitos, embora legítimos.
Para mim, é natural que no CDS haja alguém chamado Jacinto Leite Capelo Rego. Afinal, o PSD tem um presidente da Câmara, em Mafra, chamado José Ministro dos Santos, o PS, em Cuba, tem Francisco Galinha Orelha e a CDU, em Sesimbra, Augusto Carapinha Pólvora. Agora, PJ, vai investigar outros partidos com nomes esquisitos?
Em todo o caso, a PJ não explica o que levaria dois funcionários do CDS a inventar um nome daqueles. Dar uma pista? Então, assinavam José Espírito Santo de Orelha. Inspiraram-se na lista da Folha de São Paulo? Pouco provável. No CDS, que é pela família, mais depressa copiavam outro nome da lista: Himineu Casamentício das Dores Conjugais. Ou, sendo pelo capitalismo: Chevrolet da Silva Ford. Ou, sendo católicos: José Padre Nosso. Naaaa... Jacinto Leite Capelo Leite existe mesmo. Apareça e desfaça este equívoco.»[Aqui],[no DN].
quinta-feira, julho 05, 2007
MICHAEL MOORE'S - SICKO
Como podem verificar Michael Moore descobriu o unico local do território dos Estados Unidos da América que tem assistencia médica universal é ... GUATANAMO. Ver em SICKO.
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Sistema de Saúde Americano
domingo, junho 24, 2007
PETIÇÃO CONTRA AS DEMOLIÇÕES NA BAIXA DE COIMBRA
Porque estudei em Coimbra, porque a identidade da baixa de Coimbra e por conseguinte da cidade de Coimbra e, por conseguinte do país está ser sujeita aos interesses imobiliários, ou seja, à falta de criatividade autárquica (e talvez não só) para resolver os problemas do passivo, sugiro a leitura desta petição e se for suficientemente esclarecedora, assine-a.
sexta-feira, junho 08, 2007
2 X 1X 2
Duas bandas, uma música, duas versões, tudo excelente. [BLITZ]

«Franz Ferdinand fazem versão de LCD Soundsystem
Banda apresenta remistura para "All My Friends".
Os Franz Ferdinand acabam de gravar uma versão da música "All My Friends", dos LCD Soundsystem.
Ambas as versões foram as melhores revelações dos últimos tempos.
Em entrevista à revista Mojo, o vocalista Franz Ferdinand explica que o convite veio do mentor daquele projecto, James Murphy.
"Há tantas bandas que pedem a tipos como o James para fazer remisturas das suas músicas, porque não fazer o contrário?", diz o líder dos Franz Ferdinand, que trabalharam no tema com a ajuda do DJ Erol Alkan.
"As remisturas deviam ser sempre brutas e desrespeitosas", defende Alex Kapranos. "As nossas versões mudam sempre por completo os originais, quase até ficarem irreconhecíveis".
A versão dos Franz Ferdinand e de Erol Alkan para "All My Friends" faz parte do single "All My Friends", editado no final deste mês. Alguns formatos incluem uma versão de John Cale para a mesma música, e outros ainda uma versão dos LCD Soundsystem para "No Love Lost" dos Joy Division.»

«Franz Ferdinand fazem versão de LCD Soundsystem
Banda apresenta remistura para "All My Friends".
Os Franz Ferdinand acabam de gravar uma versão da música "All My Friends", dos LCD Soundsystem.
Ambas as versões foram as melhores revelações dos últimos tempos.
Em entrevista à revista Mojo, o vocalista Franz Ferdinand explica que o convite veio do mentor daquele projecto, James Murphy.
"Há tantas bandas que pedem a tipos como o James para fazer remisturas das suas músicas, porque não fazer o contrário?", diz o líder dos Franz Ferdinand, que trabalharam no tema com a ajuda do DJ Erol Alkan.
"As remisturas deviam ser sempre brutas e desrespeitosas", defende Alex Kapranos. "As nossas versões mudam sempre por completo os originais, quase até ficarem irreconhecíveis".
A versão dos Franz Ferdinand e de Erol Alkan para "All My Friends" faz parte do single "All My Friends", editado no final deste mês. Alguns formatos incluem uma versão de John Cale para a mesma música, e outros ainda uma versão dos LCD Soundsystem para "No Love Lost" dos Joy Division.»
sábado, janeiro 27, 2007
EH PÁ TALVEZ, VAMOS LÁ VER, A QUESTÃO NÃO É ASSIM TÃO SIMPLES ... mas SIM os argumentos parecem fortes!!
Alguém me enviou por mail esta mensagem.
«É uma enorme hipocrisia afirmar que o Sim significa liberalizar o aborto.
O aborto clandestino é que significa a sua total liberalização: pratica-se em qualquer lado e em qualquer circunstância, sem aconselhamento médico, sem apoio em planeamento familiar e alimentando, entretanto, um negócio altamente lucrativo.»
«É uma enorme hipocrisia afirmar que o Sim significa liberalizar o aborto.
O aborto clandestino é que significa a sua total liberalização: pratica-se em qualquer lado e em qualquer circunstância, sem aconselhamento médico, sem apoio em planeamento familiar e alimentando, entretanto, um negócio altamente lucrativo.»
quarta-feira, janeiro 10, 2007
EUROVISÃO 2007 - MORRISSEY?
Talvez valha a pena assistir ao festival Eurovisão 2007, ou talvez não? Bem, surpresa das surpresas é o convite efectuado a Morrissey para defender as cores da "Union Jack" no Festival da Eurovisão, claro está, endereçado pela BBC.
A obra deste cantor e compositor começa com os Smiths, e para já ele segue numa carreira a solo. Compôs e compõe melodias POP, embora muitas delas vagueiem na fronteira da música ligeira, ou seja, para ele não será dificil compor uma canção que encaixe neste certame.
Sempre foi idolatrado pelo seu trabalho, mas também pela sua personalidade controversa, e o produto da sua criatividade reflete isso mesmo. Desde que compõe letras para a banda que o transformou numa figura pública, "The Smiths", os temas escolhidos por si têm sido sempre "ligeiros", como por exemplo: o abuso sexual infantil, a homossexualidade, a marginalidade, a prostituição, o racismo, a violência doméstica, o abuso de drogas, o suícidio, o terrorismo e até o protesto político. O título do album "The Queen Is Dead" é uma clara provocação à Família Real Inglesa e a canção "Margaret in the Guillotine" valeu a "visita" da polícia Britânica ao seu "Lar doce Lar", porque o seu alvo era a Dama de Ferro, Margaret Tatcher.
Assim é a vida de Steven Patrick Morrissey, admirador incondicional de Oscar Wilde.
O que pensarão os seus acérrimos fãs sobre a possibilidade da incursão de Morrissey ao Festival da Eurovisão?
Daqui chegou a minha surpresa: «A notícia vem da BBC: Morrissey poderá vir a ser o representante de Inglaterra no Festival Eurovisão da Canção.
A BBC encontra-se em conversações com o ex-Smiths que, caso aceite participar, terá de escrever e interpretar o tema.
Este convite acontece depois de Morrissey se ter mostrado horrorizado, mas não surpreso, com o 5º lugar, a partir do fim, conseguido pela Inglaterra, na última edição do festival.
Um porta - voz da editora do músico confirmou que Morrissey recebeu o convite mas que ainda não se decidiu. [Antena 3]»
A obra deste cantor e compositor começa com os Smiths, e para já ele segue numa carreira a solo. Compôs e compõe melodias POP, embora muitas delas vagueiem na fronteira da música ligeira, ou seja, para ele não será dificil compor uma canção que encaixe neste certame.
Sempre foi idolatrado pelo seu trabalho, mas também pela sua personalidade controversa, e o produto da sua criatividade reflete isso mesmo. Desde que compõe letras para a banda que o transformou numa figura pública, "The Smiths", os temas escolhidos por si têm sido sempre "ligeiros", como por exemplo: o abuso sexual infantil, a homossexualidade, a marginalidade, a prostituição, o racismo, a violência doméstica, o abuso de drogas, o suícidio, o terrorismo e até o protesto político. O título do album "The Queen Is Dead" é uma clara provocação à Família Real Inglesa e a canção "Margaret in the Guillotine" valeu a "visita" da polícia Britânica ao seu "Lar doce Lar", porque o seu alvo era a Dama de Ferro, Margaret Tatcher.
Assim é a vida de Steven Patrick Morrissey, admirador incondicional de Oscar Wilde.
O que pensarão os seus acérrimos fãs sobre a possibilidade da incursão de Morrissey ao Festival da Eurovisão?
Daqui chegou a minha surpresa: «A notícia vem da BBC: Morrissey poderá vir a ser o representante de Inglaterra no Festival Eurovisão da Canção.
A BBC encontra-se em conversações com o ex-Smiths que, caso aceite participar, terá de escrever e interpretar o tema.
Este convite acontece depois de Morrissey se ter mostrado horrorizado, mas não surpreso, com o 5º lugar, a partir do fim, conseguido pela Inglaterra, na última edição do festival.
Um porta - voz da editora do músico confirmou que Morrissey recebeu o convite mas que ainda não se decidiu. [Antena 3]»
BATALHA DE HEMISFÉRIOS
Uma entrevista com dois teóricos progressistas a propósito da actual conjuntura política e social da América Latina. Segundo Noam Chomsky e Eduardo Galeano, aos poucos as Américas do Sul e do Centro aliviam-se do cerco comercial, económico, e politico dos países Norte Americanos, personificados pelo FMI, entre outros.
Interessante:
«Eduardo Galeano, escritor e pensador uruguaio, e Noam Chomsky, professor do Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT) responderam a um questionário enviado pela BBC Mundo, em Dezembro de 2006, sobre os Estados Unidos e as mudanças políticas na América Latina.
Do site brasileiro Carta Maior, transcrevemos as perguntas da BBC e as respostas de Galeano e Chomsky.
1. Em que medida é um desafio para Washington a chegada ao poder na América Latina de figuras como Evo Morales?
Eduardo Galeano - Haverá quem diga, na Casa Branca: "A democracia dá-nos desgostos. O voto popular é uma arma a mais no arsenal do terrorismo." "Até quando continuaremos a aguentar, de braços cruzados, estas provocações?"
Noam Chomsky - É um desafio extremamente sério, particularmente porque tem lugar junto a outras duas mudanças no hemisfério. Desde a Venezuela à Argentina, os países da região estão a escapar do controlo dos Estados Unidos e a mover-se na direcção de políticas independentes e de integração económica. Estão a começar a reverter os padrões de dependência de potências estrangeiras e o isolamento entre si que data da época da conquista espanhola.
A eleição de Evo Morales reflecte o ingresso da população indígena no cenário político do continente, em Chiapas, da Bolívia ao Equador e em outros lugares, onde se escutam os apelos a uma "nação indígena".
Juntamente com outras forças populares, os povos indígenas estão a exigir o controlo dos seus próprios recursos, o que representa uma séria ameaça para os planos de Washington de ter acesso aos recursos do hemisfério ocidental, especialmente os energéticos. Isto é especialmente certo na Bolívia, que tem as maiores reservas de gás da região depois da Venezuela.
As transformações na região são em parte uma reacção ao efeito desastroso das políticas neoliberais durante 25 anos pelas instituições financeiras internacionais dominadas pelos EUA. Não é um segredo, nem para os economistas, nem para as populações dos países em questão, que naquelas nações que seguiram as recomendações daquelas instituições (como se fez na América Latina) houve uma acentuada queda no crescimento e no progresso em matéria de indicadores sociais. Isto em comparação com períodos anteriores e - de forma dramática - em contraste com países que ignoraram essas recomendações, notavelmente no Sudeste asiático, que implementou políticas mais próximas às que possibilitaram o desenvolvimento dos países ricos.
A Bolívia tinha seguido rigorosamente as regras das instituições financeiras internacionais - excepto quando a revolta obrigou a deixá-las de lado - e sofreu uma queda no seu rendimento per capita, como assinalou recentemente o economista Mark Weisbrot.
A Argentina - há alguns anos a criança modelo do FMI [Fundo Monetário Internacional] - sofreu um colapso desastroso e em seguida recuperou mediante a violação das regras das instituições financeiras internacionais, não satisfazendo a Washington ou ao capital internacional.
A Argentina está a pagar agora quase mil milhões de dólares para "se libertar para sempre" do FMI que, nas palavras do presidente argentino Néstor Kirchner, "agiu com o nosso país como um promotor e um veículo que causaram a pobreza e a dor dos argentinos".
A Argentina foi ajudada pela Venezuela, que comprou grande parte da dívida argentina e também vendeu petróleo a preço baixo. A recente entrada da Venezuela no Mercosul foi descrita por Kirchner como um "marco" no desenvolvimento do bloco e foi qualificada pelo presidente Lula do Brasil como "um novo capítulo na nossa integração".
Num encontro convocado para marcar o ingresso da Venezuela, o presidente Chávez disse que "não podemos permitir um projecto puramente económico, para as elites e as transnacionais", referindo-se ao Acordo de Livre Comércio para as Américas, Alca, o projecto promovido por Washington que suscitou grande oposição da opinião pública.
A Venezuela e outros países na região estão a aumentar os laços económicos com a China e com a União Europeia.
Está-se a dar também em termos mais amplos uma integração Sul-Sul (especialmente com o Brasil, a Índia e a África do Sul). Tudo isto preocupa profundamente Washington.
2. Tornou-se irrelevante para os EUA que cada vez mais governos da região sejam de esquerda?
EG - Há alguns sinais de que se dá o contrário. Está a ser cada vez mais irrelevante para a região que os EUA opinem sobre os governos que elegemos.
NC - Pelo contrário. É um problema sério para Washington, um desafio aos princípios básicos da doutrina de Monroe formulada há 180 anos. Os EUA não tiveram o poder para implementar essa doutrina no hemisfério até à Segunda Guerra Mundial, mas desde aquele momento o fizeram por meios que vão da extrema violência aos controles económicos. Estes meios, no entanto, já não estão disponíveis, como aprenderam tristemente os estrategas do presidente Bush quando apoiaram a falida tentativa de golpe na Venezuela em 2002.
Estes meios de dominação vêem-se, no entanto, corroídos pela tendência à integração das economias da região, pela diversificação das relações internacionais, pela busca do controle dos recursos nacionais e a rejeição das receitas das instituições internacionais.
Tudo isto causou muitas dores de cabeça a Washington, que reagiu. Sob a duvidosa cobertura da "guerra contra o narcotráfico" e da "guerra contra o terror", Washington incrementou mais a ajuda militar e policial que a social e económica. O treino de tropas latino-americanas aumentou claramente. O Comando do Sul (SouthCom) tem agora mais pessoal na América Latina do que a maioria das agências federais civil somadas e o seu foco são o "populismo radical" e outros assuntos internos.
O treino militar passou das mãos do Departamento de Estado para o Pentágono (Departamento de Defesa), ficando liberto do que era pelo menos uma supervisão mínima por parte do Congresso em matéria de direitos humanos e em relação à democracia.
Os EUA estão a estabelecer bases militares ao longo de todo o hemisfério. Mas os meios tradicionais de subversão, de intervenção militar e de controlo económico debilitaram-se seriamente.
3. Os EUA continuam sendo, como alguns acreditam, o império todo-poderoso e factor crucial no destino económico ou político da região?
EG - "A lebre faz o caçador", diz um velho provérbio italiano. É o olhar do fraco que faz todo-poderoso ao poderoso. Quem todo-poderoso? Nem os deuses, menos ainda os homens. Lembro-me de um grafite numa parede de Santiago do Chile: "Todos os deuses foram imortais."
NC - Os EUA nunca foram "todo-poderosos" e menos ainda agora. Apesar disso, ainda dominam o continente e o mundo, certamente em termos de poder militar.
Mesmo com a evolução de uma ordem económica tripolar nas décadas recentes (América do Norte, Europa, Nordeste Asiático com crescentes vínculos com o resto da Ásia), e com as mudanças no Sul, a dominação económica dos Estados Unidos nem sequer se aproxima do que foi no passado e, de fato, é bastante frágil.
Um olhar a fundo sobre este tema requereria, no entanto, uma análise mais profunda do que queremos dizer com "Estados Unidos". Se nos referimos à população norte-americana, a dominação é menor. Mas se nos referimos aos que de fato são os donos do país, o sistema corporativo, o panorama é diferente.
Mas o famoso "défice da balança comercial" dos Estados Unidos diminui consideravelmente quando consideramos as importações de multinacionais dos EUA e suas subsidiárias no exterior como exportações norte-americanas, o que é apropriado se identificamos o país com os que em grande medida são mesmo donos dele.
4. A América Latina será ainda menos prioritária para os EUA devido à guerra no Iraque e a outros acontecimentos de maior importância para Washington?
EG - Que eles fiquem com as coisas deles, para nós trata-se de perder o medo. A cultura da impotência, triste herança colonial, ainda ata as nossas mãos. Continuamos a aceitar que nos façam exames, que nos digam o que se pode e o que não se pode... Lembro-me de uma assembleia operária, nas minas da Bolívia, há um tempinho, mais de trinta anos: uma mulher levantou-se, entre todos os homens, e perguntou qual é o nosso inimigo principal. Ouviram-se vozes que responderam "O imperialismo", "A oligarquia", "A burocracia"... E ela, Doitila Chungara, esclareceu: "Não, companheiros. O nosso inimigo principal é o medo e nós o levamos dentro de nós". Eu tive a sorte de ouvi-la dizer isso. E nunca mais me esqueci.
NC - Suspeito que a América Latina estará muito em cima na lista de prioridades dos EUA. Enquanto a América Latina era silenciosa e obediente, parece haver sido ignorada pelos EUA. Digo "parece", porque na realidade, a sua subordinação parecia segura e as políticas para a região eram desenhadas com base nisso.
Esta postura de aparente negligência em relação à região mudou rapidamente quando houve sinais de independência. Recordemos que a extrema hostilidade dos EUA com Cuba desde 1959 é atribuída em documentos internos ao "desafio com sucesso" por parte de Cuba em relação a políticas dos EUA que remontam à Doutrina Monroe.
O desafio é intolerável por si, porém mais ainda quando, como no caso de Cuba, se teme que o sucesso desse desenvolvimento independente possa ser um "exemplo contagioso" que "infecte" outros, parafraseando termos utilizados por Kissinger ao se referir ao Chile de Allende. Kissinger temia que o Chile pudesse inclusive "infectar" o sul da Europa, uma preocupação que compartilhava com Leonid Brejnev.
Além disso, como disse, os estrategas de Washington deram por estabelecido que poderiam contar com os ricos recursos da América Latina, em especial em matéria energética, Mesmo nos prognósticos mais prudentes, pode-se dizer que não renunciariam a estes recursos com equanimidade.
5. Para além das declarações e diferenças entre Washington e presidentes como Hugo Chavez, outras ferramentas são muito mais importantes no jogo do poder? São mais importantes hoje outros mecanismos de pressão como o fecho de mercados ou a modificação de tarifas aduaneiras?
EG - A máquina usa muitos dentes. A máquina abre a boca e mostra os dentes financeiros, políticos, jornalísticos, militares... Se não assusta, não funciona.
Chomsky - A integração económica internacional é de enorme relevância, mas não devemos cair em apreciações erradas que são frequentes. Os mecanismos desenvolvidos e impostos pelos EUA e seus aliados não são "tratados de livre comércio".
São uma mistura de liberalização e proteccionismo desenhada - não surpreendentemente - de acordo com o interesse dos seus criadores: as corporações multinacionais e os Estados que estão ao seu serviço como "ferramentas e tiranos", para utilizar a expressão com que James Madison descreveu o surgimento do capitalismo de Estado no seu início.
Os acordos comerciais garantem amplamente o direito de fixar preços de monopólio. Privam também aos países em desenvolvimento dos mecanismos que empregaram as sociedades industrializadas ricas para alcançar o seu estado actual. Além disso, o que se chama de "comércio" é em parte uma ficção económica, que inclui vastas transferências infra-firmas dentro das economias ricas, que não constituem mais "comércio" que o do Kremlin quando produzia componentes em Leningrado, transportava-os para a Polónia para a sua montagem e em seguida devolvia-os para a sua venda para Moscou, numa "exportação" e "importação" que atravessava fronteiras formais.
Mesmo deixando tudo isso de lado, as economias dos países ricos, e especialmente a dos EUA, dependem em grande medida do dinâmico sector estatal para socializar o custo e o risco e privatizar os lucros.
E os acordos apenas se podem chamar "acordos", pelo menos se consideramos o povo como parte essencial destas sociedades. Estes acordos, impostos praticamente em segredo, têm sido tremendamente impopulares, na medida em que o povo foi conhecendo o seu conteúdo...
No Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), as únicas palavras certas são "América do Norte". No entanto, a eficácia destes mecanismos depende em ultima instância da aceitação pública, e como ficou em evidência recentemente na América Latina, essa aceitação está longe de estar garantida.» [Fonte, esquerda.net]
Interessante:
«Eduardo Galeano, escritor e pensador uruguaio, e Noam Chomsky, professor do Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT) responderam a um questionário enviado pela BBC Mundo, em Dezembro de 2006, sobre os Estados Unidos e as mudanças políticas na América Latina.
Do site brasileiro Carta Maior, transcrevemos as perguntas da BBC e as respostas de Galeano e Chomsky.
1. Em que medida é um desafio para Washington a chegada ao poder na América Latina de figuras como Evo Morales?
Eduardo Galeano - Haverá quem diga, na Casa Branca: "A democracia dá-nos desgostos. O voto popular é uma arma a mais no arsenal do terrorismo." "Até quando continuaremos a aguentar, de braços cruzados, estas provocações?"
Noam Chomsky - É um desafio extremamente sério, particularmente porque tem lugar junto a outras duas mudanças no hemisfério. Desde a Venezuela à Argentina, os países da região estão a escapar do controlo dos Estados Unidos e a mover-se na direcção de políticas independentes e de integração económica. Estão a começar a reverter os padrões de dependência de potências estrangeiras e o isolamento entre si que data da época da conquista espanhola.
A eleição de Evo Morales reflecte o ingresso da população indígena no cenário político do continente, em Chiapas, da Bolívia ao Equador e em outros lugares, onde se escutam os apelos a uma "nação indígena".
Juntamente com outras forças populares, os povos indígenas estão a exigir o controlo dos seus próprios recursos, o que representa uma séria ameaça para os planos de Washington de ter acesso aos recursos do hemisfério ocidental, especialmente os energéticos. Isto é especialmente certo na Bolívia, que tem as maiores reservas de gás da região depois da Venezuela.
As transformações na região são em parte uma reacção ao efeito desastroso das políticas neoliberais durante 25 anos pelas instituições financeiras internacionais dominadas pelos EUA. Não é um segredo, nem para os economistas, nem para as populações dos países em questão, que naquelas nações que seguiram as recomendações daquelas instituições (como se fez na América Latina) houve uma acentuada queda no crescimento e no progresso em matéria de indicadores sociais. Isto em comparação com períodos anteriores e - de forma dramática - em contraste com países que ignoraram essas recomendações, notavelmente no Sudeste asiático, que implementou políticas mais próximas às que possibilitaram o desenvolvimento dos países ricos.
A Bolívia tinha seguido rigorosamente as regras das instituições financeiras internacionais - excepto quando a revolta obrigou a deixá-las de lado - e sofreu uma queda no seu rendimento per capita, como assinalou recentemente o economista Mark Weisbrot.
A Argentina - há alguns anos a criança modelo do FMI [Fundo Monetário Internacional] - sofreu um colapso desastroso e em seguida recuperou mediante a violação das regras das instituições financeiras internacionais, não satisfazendo a Washington ou ao capital internacional.
A Argentina está a pagar agora quase mil milhões de dólares para "se libertar para sempre" do FMI que, nas palavras do presidente argentino Néstor Kirchner, "agiu com o nosso país como um promotor e um veículo que causaram a pobreza e a dor dos argentinos".
A Argentina foi ajudada pela Venezuela, que comprou grande parte da dívida argentina e também vendeu petróleo a preço baixo. A recente entrada da Venezuela no Mercosul foi descrita por Kirchner como um "marco" no desenvolvimento do bloco e foi qualificada pelo presidente Lula do Brasil como "um novo capítulo na nossa integração".
Num encontro convocado para marcar o ingresso da Venezuela, o presidente Chávez disse que "não podemos permitir um projecto puramente económico, para as elites e as transnacionais", referindo-se ao Acordo de Livre Comércio para as Américas, Alca, o projecto promovido por Washington que suscitou grande oposição da opinião pública.
A Venezuela e outros países na região estão a aumentar os laços económicos com a China e com a União Europeia.
Está-se a dar também em termos mais amplos uma integração Sul-Sul (especialmente com o Brasil, a Índia e a África do Sul). Tudo isto preocupa profundamente Washington.
2. Tornou-se irrelevante para os EUA que cada vez mais governos da região sejam de esquerda?
EG - Há alguns sinais de que se dá o contrário. Está a ser cada vez mais irrelevante para a região que os EUA opinem sobre os governos que elegemos.
NC - Pelo contrário. É um problema sério para Washington, um desafio aos princípios básicos da doutrina de Monroe formulada há 180 anos. Os EUA não tiveram o poder para implementar essa doutrina no hemisfério até à Segunda Guerra Mundial, mas desde aquele momento o fizeram por meios que vão da extrema violência aos controles económicos. Estes meios, no entanto, já não estão disponíveis, como aprenderam tristemente os estrategas do presidente Bush quando apoiaram a falida tentativa de golpe na Venezuela em 2002.
Estes meios de dominação vêem-se, no entanto, corroídos pela tendência à integração das economias da região, pela diversificação das relações internacionais, pela busca do controle dos recursos nacionais e a rejeição das receitas das instituições internacionais.
Tudo isto causou muitas dores de cabeça a Washington, que reagiu. Sob a duvidosa cobertura da "guerra contra o narcotráfico" e da "guerra contra o terror", Washington incrementou mais a ajuda militar e policial que a social e económica. O treino de tropas latino-americanas aumentou claramente. O Comando do Sul (SouthCom) tem agora mais pessoal na América Latina do que a maioria das agências federais civil somadas e o seu foco são o "populismo radical" e outros assuntos internos.
O treino militar passou das mãos do Departamento de Estado para o Pentágono (Departamento de Defesa), ficando liberto do que era pelo menos uma supervisão mínima por parte do Congresso em matéria de direitos humanos e em relação à democracia.
Os EUA estão a estabelecer bases militares ao longo de todo o hemisfério. Mas os meios tradicionais de subversão, de intervenção militar e de controlo económico debilitaram-se seriamente.
3. Os EUA continuam sendo, como alguns acreditam, o império todo-poderoso e factor crucial no destino económico ou político da região?
EG - "A lebre faz o caçador", diz um velho provérbio italiano. É o olhar do fraco que faz todo-poderoso ao poderoso. Quem todo-poderoso? Nem os deuses, menos ainda os homens. Lembro-me de um grafite numa parede de Santiago do Chile: "Todos os deuses foram imortais."
NC - Os EUA nunca foram "todo-poderosos" e menos ainda agora. Apesar disso, ainda dominam o continente e o mundo, certamente em termos de poder militar.
Mesmo com a evolução de uma ordem económica tripolar nas décadas recentes (América do Norte, Europa, Nordeste Asiático com crescentes vínculos com o resto da Ásia), e com as mudanças no Sul, a dominação económica dos Estados Unidos nem sequer se aproxima do que foi no passado e, de fato, é bastante frágil.
Um olhar a fundo sobre este tema requereria, no entanto, uma análise mais profunda do que queremos dizer com "Estados Unidos". Se nos referimos à população norte-americana, a dominação é menor. Mas se nos referimos aos que de fato são os donos do país, o sistema corporativo, o panorama é diferente.
Mas o famoso "défice da balança comercial" dos Estados Unidos diminui consideravelmente quando consideramos as importações de multinacionais dos EUA e suas subsidiárias no exterior como exportações norte-americanas, o que é apropriado se identificamos o país com os que em grande medida são mesmo donos dele.
4. A América Latina será ainda menos prioritária para os EUA devido à guerra no Iraque e a outros acontecimentos de maior importância para Washington?
EG - Que eles fiquem com as coisas deles, para nós trata-se de perder o medo. A cultura da impotência, triste herança colonial, ainda ata as nossas mãos. Continuamos a aceitar que nos façam exames, que nos digam o que se pode e o que não se pode... Lembro-me de uma assembleia operária, nas minas da Bolívia, há um tempinho, mais de trinta anos: uma mulher levantou-se, entre todos os homens, e perguntou qual é o nosso inimigo principal. Ouviram-se vozes que responderam "O imperialismo", "A oligarquia", "A burocracia"... E ela, Doitila Chungara, esclareceu: "Não, companheiros. O nosso inimigo principal é o medo e nós o levamos dentro de nós". Eu tive a sorte de ouvi-la dizer isso. E nunca mais me esqueci.
NC - Suspeito que a América Latina estará muito em cima na lista de prioridades dos EUA. Enquanto a América Latina era silenciosa e obediente, parece haver sido ignorada pelos EUA. Digo "parece", porque na realidade, a sua subordinação parecia segura e as políticas para a região eram desenhadas com base nisso.
Esta postura de aparente negligência em relação à região mudou rapidamente quando houve sinais de independência. Recordemos que a extrema hostilidade dos EUA com Cuba desde 1959 é atribuída em documentos internos ao "desafio com sucesso" por parte de Cuba em relação a políticas dos EUA que remontam à Doutrina Monroe.
O desafio é intolerável por si, porém mais ainda quando, como no caso de Cuba, se teme que o sucesso desse desenvolvimento independente possa ser um "exemplo contagioso" que "infecte" outros, parafraseando termos utilizados por Kissinger ao se referir ao Chile de Allende. Kissinger temia que o Chile pudesse inclusive "infectar" o sul da Europa, uma preocupação que compartilhava com Leonid Brejnev.
Além disso, como disse, os estrategas de Washington deram por estabelecido que poderiam contar com os ricos recursos da América Latina, em especial em matéria energética, Mesmo nos prognósticos mais prudentes, pode-se dizer que não renunciariam a estes recursos com equanimidade.
5. Para além das declarações e diferenças entre Washington e presidentes como Hugo Chavez, outras ferramentas são muito mais importantes no jogo do poder? São mais importantes hoje outros mecanismos de pressão como o fecho de mercados ou a modificação de tarifas aduaneiras?
EG - A máquina usa muitos dentes. A máquina abre a boca e mostra os dentes financeiros, políticos, jornalísticos, militares... Se não assusta, não funciona.
Chomsky - A integração económica internacional é de enorme relevância, mas não devemos cair em apreciações erradas que são frequentes. Os mecanismos desenvolvidos e impostos pelos EUA e seus aliados não são "tratados de livre comércio".
São uma mistura de liberalização e proteccionismo desenhada - não surpreendentemente - de acordo com o interesse dos seus criadores: as corporações multinacionais e os Estados que estão ao seu serviço como "ferramentas e tiranos", para utilizar a expressão com que James Madison descreveu o surgimento do capitalismo de Estado no seu início.
Os acordos comerciais garantem amplamente o direito de fixar preços de monopólio. Privam também aos países em desenvolvimento dos mecanismos que empregaram as sociedades industrializadas ricas para alcançar o seu estado actual. Além disso, o que se chama de "comércio" é em parte uma ficção económica, que inclui vastas transferências infra-firmas dentro das economias ricas, que não constituem mais "comércio" que o do Kremlin quando produzia componentes em Leningrado, transportava-os para a Polónia para a sua montagem e em seguida devolvia-os para a sua venda para Moscou, numa "exportação" e "importação" que atravessava fronteiras formais.
Mesmo deixando tudo isso de lado, as economias dos países ricos, e especialmente a dos EUA, dependem em grande medida do dinâmico sector estatal para socializar o custo e o risco e privatizar os lucros.
E os acordos apenas se podem chamar "acordos", pelo menos se consideramos o povo como parte essencial destas sociedades. Estes acordos, impostos praticamente em segredo, têm sido tremendamente impopulares, na medida em que o povo foi conhecendo o seu conteúdo...
No Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), as únicas palavras certas são "América do Norte". No entanto, a eficácia destes mecanismos depende em ultima instância da aceitação pública, e como ficou em evidência recentemente na América Latina, essa aceitação está longe de estar garantida.» [Fonte, esquerda.net]
terça-feira, janeiro 09, 2007
TODA A IMAGINAÇÃO
Toda a imaginação vale quando o nosso posto de trabalho está em causa. «Ovar: Proposto ao Grupo Amorim absorver 300 empregados da Yazaki.» [Em JN de 09-01-2007] Mas quem propôs?
segunda-feira, janeiro 08, 2007
INFELICIDADE
Agora um post sobre infelicidade, que não é mais do que o reflexo dos acontecimentos de ontem no Estádio do Dragão. Não me refiro à infelicidade da maioria dos espectadores que se encontravam no Estádio das Antas, mas da minha infelicidade ao verificar que o meu Benfica não fez melhor que o Atlético, mas fiquei feliz com o resultado. E o resultado foi este.
domingo, janeiro 07, 2007
FELICIDADE
Foi interessante ouvir Paula Moura Pinheiro no seu Camara Clara e João Pereira Coutinho falarem de felicidade, onde num juizo moral e intelectual afirmaram o engodo da "felicidade plena", prometida pelos sistemas políticos utópicos, dado que facilmente caiem ou cairam no contraditório e estabelecem ou estabeleceram o oposto.
Enternecedor e até comovente foi assitir às expressões cândidas de PMP e JPC, quando a primeira lê um excerto da Declaração de Independência do Estados Unidos da América de 1776, cujo o autor foi Thomas Jefferson: «Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade»
Porém contradições das contradições, paradoxos dos paradoxos, incompatibilidades das incompatibilidades encontro-as aqui, através da seguinte redacção, «PARECE PARADOXAL que Thomas Jefferson, um dos eternos heróis da democracia norte-americana, fosse também o proprietário de mais de 180 escravos exatamente à época em que proclamava que todos os homens foram criados iguais e foram "dotados por seu Criador" com os "direitos inalienáveis" à "vida, liberdade e à busca da felicidade". Além disso, ao longo da existência ele continuou afirmando que a escravidão era injusta e imoral. Em 1785 usara a frase "avareza e opressão" para caracterizar o interesse escravista e a contrastara com o "direito sagrado" à emancipação. Um ano depois, admirava-se ao constatar que patriotas norte-americanos que haviam suportado castigos físicos, fome e prisão nas mãos de seus opressores britânicos pudessem infligir "em seus semelhantes um cativeiro uma hora do qual produz mais infelicidade do que séculos daquele cativeiro contra o qual se insurgiram e combateram". No último ano de vida, Jefferson reiterou sua crença de que era ilegal "um homem apropriar-se para seu uso das faculdades de outro sem seu consentimento"».
Quase que me apetecia citar Fernando Pessa na sua imensa sabedoria ...
Enternecedor e até comovente foi assitir às expressões cândidas de PMP e JPC, quando a primeira lê um excerto da Declaração de Independência do Estados Unidos da América de 1776, cujo o autor foi Thomas Jefferson: «Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade»
Porém contradições das contradições, paradoxos dos paradoxos, incompatibilidades das incompatibilidades encontro-as aqui, através da seguinte redacção, «PARECE PARADOXAL que Thomas Jefferson, um dos eternos heróis da democracia norte-americana, fosse também o proprietário de mais de 180 escravos exatamente à época em que proclamava que todos os homens foram criados iguais e foram "dotados por seu Criador" com os "direitos inalienáveis" à "vida, liberdade e à busca da felicidade". Além disso, ao longo da existência ele continuou afirmando que a escravidão era injusta e imoral. Em 1785 usara a frase "avareza e opressão" para caracterizar o interesse escravista e a contrastara com o "direito sagrado" à emancipação. Um ano depois, admirava-se ao constatar que patriotas norte-americanos que haviam suportado castigos físicos, fome e prisão nas mãos de seus opressores britânicos pudessem infligir "em seus semelhantes um cativeiro uma hora do qual produz mais infelicidade do que séculos daquele cativeiro contra o qual se insurgiram e combateram". No último ano de vida, Jefferson reiterou sua crença de que era ilegal "um homem apropriar-se para seu uso das faculdades de outro sem seu consentimento"».
Quase que me apetecia citar Fernando Pessa na sua imensa sabedoria ...
segunda-feira, dezembro 25, 2006
sexta-feira, novembro 17, 2006
TCHARAAAAAMMMMM!!!!!
Este não é o video original, mas uma prestação ao vivo, porque não? É ao vivo que melhor se reconhece o artista, é ao vivo que existe essa componente fundamental o povo ... ou público, como queiram.
Isso mesmo, trata-se de: The Killers - When You Were Young.
quarta-feira, novembro 15, 2006
ADIVINHA
Este video é uma versão "piano-solo" da minha música favorita do momento. Qual é?
Amanhã coloco o video original.
domingo, outubro 15, 2006
domingo, julho 23, 2006
sábado, julho 15, 2006
JOSÉ CARVALHO - PRÉMIO IGOR SIKORSKY [2]
Prémio José Carvalho, piloto português de helicópteros, voa ao serviço da OMS pelos rios do Togo Missão premiada consiste na erradicação de larva de mosca que provoca uma doença grave
José Carvalho vive para asua missão de pilotar e ajudar os outros
"Este não é bem um trabalho técnico, é mais um trabalho artístico, porque é preciso ter feeling" diz José Carvalho, piloto de helicóptero, que há vários anos sobrevoa os rios do Togo. O seu trabalho, ao serviço da Evergreen Helicopters, uma empresa norte-americana com sede no Estado de Oregon, serve um projecto da Organização Mundial de Saúde destinado a erradicar uma doença popularmente chamada "cegueira dos rios".
Mas, afinal, o que é esta doença que o piloto tem ajudado a combater e lhe valeu, em 2003, o prémio Igor Sikorsky da Helicopeter Association International? (ver caixa) "Oncocercose", o seu nome científico, é uma endemia produzida por uma larva veiculada por uma mosca negra particularmente virulenta acabando por provocar, por exemplo, a cegueira e lesões cutâneas.
O insecto existe em vários pontos do Mundo, e particularmente na África ocidental, cujo programa de controlo, a cargo da OMS, foi criado em 1974, tendo sido já apontado como de sucesso inegável. José Carvalho diz que no Togo, actualmente, a taxa de doença é residual, mas estima-se que na África Ocidental afecte cerca de 30 milhões de pesoas. Portugal, entre outros países, também participa no programa.
Decidir qual o melhor lugar dos cursos de água onde o produto que sobre eles lança do seu helicóptero encontrará as larvas da mosca responsável pela doença justifica a necessidade do tal "feeling" de que o piloto fala. Se não, poder-se-á dizer, é carga perdida. E são voos necessariamente rasantes, que uma vez lhe valeram um acidente de que saiu ileso embora o aparelho tenha ido para a sucata... Aqui, para lá de um olhar clínico quanto ao movimento das águas, é preciso estar bem atento aos perigos. E eis que correr este perigo, aliás necessário para o êxito da colocação dos químicos, lhe permite legalmente voar de uma maneira absolutamente proibida.
Milhares de horas
São já muitos millhares de horas de voo. José Carvalho, natural de Torres Vedras, fez-se piloto de helicópteros na tropa. Desde então, a maior parte da sua vida (tem 55 anos) foi feita na terra e nos ares africanos, sempre ao comando de uma dessas máquinas que é como se fosse um prolongamento do corpo. Porque, diz, necessariamente simplificando, "um avião vai sempre em frente, enquanto um helicópetro pode parar no ar, andar para trás ou para a frente, rodar sobre si próprio..." E aos comandos de um helicóptero diz sentir um especial prazer neste trabalho que implica directamente uma importante ajuda a populações muito carenciadas. [JN]
José Carvalho vive para asua missão de pilotar e ajudar os outros
"Este não é bem um trabalho técnico, é mais um trabalho artístico, porque é preciso ter feeling" diz José Carvalho, piloto de helicóptero, que há vários anos sobrevoa os rios do Togo. O seu trabalho, ao serviço da Evergreen Helicopters, uma empresa norte-americana com sede no Estado de Oregon, serve um projecto da Organização Mundial de Saúde destinado a erradicar uma doença popularmente chamada "cegueira dos rios".
Mas, afinal, o que é esta doença que o piloto tem ajudado a combater e lhe valeu, em 2003, o prémio Igor Sikorsky da Helicopeter Association International? (ver caixa) "Oncocercose", o seu nome científico, é uma endemia produzida por uma larva veiculada por uma mosca negra particularmente virulenta acabando por provocar, por exemplo, a cegueira e lesões cutâneas.
O insecto existe em vários pontos do Mundo, e particularmente na África ocidental, cujo programa de controlo, a cargo da OMS, foi criado em 1974, tendo sido já apontado como de sucesso inegável. José Carvalho diz que no Togo, actualmente, a taxa de doença é residual, mas estima-se que na África Ocidental afecte cerca de 30 milhões de pesoas. Portugal, entre outros países, também participa no programa.
Decidir qual o melhor lugar dos cursos de água onde o produto que sobre eles lança do seu helicóptero encontrará as larvas da mosca responsável pela doença justifica a necessidade do tal "feeling" de que o piloto fala. Se não, poder-se-á dizer, é carga perdida. E são voos necessariamente rasantes, que uma vez lhe valeram um acidente de que saiu ileso embora o aparelho tenha ido para a sucata... Aqui, para lá de um olhar clínico quanto ao movimento das águas, é preciso estar bem atento aos perigos. E eis que correr este perigo, aliás necessário para o êxito da colocação dos químicos, lhe permite legalmente voar de uma maneira absolutamente proibida.
Milhares de horas
São já muitos millhares de horas de voo. José Carvalho, natural de Torres Vedras, fez-se piloto de helicópteros na tropa. Desde então, a maior parte da sua vida (tem 55 anos) foi feita na terra e nos ares africanos, sempre ao comando de uma dessas máquinas que é como se fosse um prolongamento do corpo. Porque, diz, necessariamente simplificando, "um avião vai sempre em frente, enquanto um helicópetro pode parar no ar, andar para trás ou para a frente, rodar sobre si próprio..." E aos comandos de um helicóptero diz sentir um especial prazer neste trabalho que implica directamente uma importante ajuda a populações muito carenciadas. [JN]
JOSÉ CARVALHO - PRÉMIO IGOR SIKORSKY
Em 2003, o português José Carvalho foi o galardoado com o prémio Igor Sikorsky por trabalho humanitário atribuído pela Helicopter Associaton International (HAI). Não nega que o prémio lhe deu prazer e lhe causou alguma surpresa, mas uma alegada timidez impediu-o de ir aos EUA recebê-lo. Igor Sikorski, nome que a HAI escolheu para premiar trabalho de características humanitárias, nasceu na Rússia em 1889 mas viveu quase toda a sua vida nos EUA, onde morreu em 1972. Engenheiro, dedicou toda a sua vida a aperfeiçoar essa máquina voadora chamada helicóptero que alguns séculos antes Leonardo da Vinci idealizara. [JN]
domingo, julho 02, 2006
MUNDIAL DE FUTEBOL 2006 - CONFRONTO LE PEN VS.THURAM
[...] "O político de direita acusou a selecção francesa de «ter demasiados negros», lamentando a falta de identidade nacional e o facto de a maioria dos jogadores nem cantarem o hino no início dos jogos.
«Não sou negro, sou francês», ripostou o experiente defesa, visivelmente agastado, acrescentando: «Le Pen deveria saber que assim como existem negros franceses, existem loiros e morenos, e não são convocados para a selecção pela sua cor, mas por serem franceses. Ele quer ser presidente e não conhece a história do país, isso é grave e surpreendente.»
Quanto ao hino, Thuram lembra que os jogadores franceses são dos que mais cantam o respectivo hino: «Além disso, não é por o jogador cantar o hino ou não que sente mais ou menos francês.
«Se alguém vir o Le Pen por aí, diga-lhe que, se ele tem algum problema em ser francês, nós não temos. Viva a França! Mas não a França que Le Pen quer», concluiu o internacional francês, obtendo com resposta os aplausos dos jornalistas presentes na conferência de imprensa. [Mais Mundial]
Para além de Thuram ter colocado Le Pen na linha, eis uma clara situação que demonstra que anacrónico não é o termo certo para definir o ULTRA-NACIONALISMO. Ignorância será mais justo. Não é que Le Pen não saiba, ele quer fazer que não sabe e passar a mensagem.
Este episódio demonstra que o conflito não é entre os "Thuram's" e os "Le Pen's", estes são os conflitos de interesses da própria ideologia: França a Melhor Selecção de Futebol do Mundo VS. França Selecção de Futebol Só com Gauleses.
Desde que a coragem e a tecnologia de alguns povos os levou a cruzarem-se com outros povos, sabe-se o dogma de Le Pen só tem valor decorativo, um triste registo histórico.
«Não sou negro, sou francês», ripostou o experiente defesa, visivelmente agastado, acrescentando: «Le Pen deveria saber que assim como existem negros franceses, existem loiros e morenos, e não são convocados para a selecção pela sua cor, mas por serem franceses. Ele quer ser presidente e não conhece a história do país, isso é grave e surpreendente.»
Quanto ao hino, Thuram lembra que os jogadores franceses são dos que mais cantam o respectivo hino: «Além disso, não é por o jogador cantar o hino ou não que sente mais ou menos francês.
«Se alguém vir o Le Pen por aí, diga-lhe que, se ele tem algum problema em ser francês, nós não temos. Viva a França! Mas não a França que Le Pen quer», concluiu o internacional francês, obtendo com resposta os aplausos dos jornalistas presentes na conferência de imprensa. [Mais Mundial]
Para além de Thuram ter colocado Le Pen na linha, eis uma clara situação que demonstra que anacrónico não é o termo certo para definir o ULTRA-NACIONALISMO. Ignorância será mais justo. Não é que Le Pen não saiba, ele quer fazer que não sabe e passar a mensagem.
Este episódio demonstra que o conflito não é entre os "Thuram's" e os "Le Pen's", estes são os conflitos de interesses da própria ideologia: França a Melhor Selecção de Futebol do Mundo VS. França Selecção de Futebol Só com Gauleses.
Desde que a coragem e a tecnologia de alguns povos os levou a cruzarem-se com outros povos, sabe-se o dogma de Le Pen só tem valor decorativo, um triste registo histórico.
MUNDIAL DE FUTEBOL 2006 - YES
«Ao defender três penáltis no desempate, Ricardo colocou Portugal nas meias-finais do Mundial, onde está em igualdade de circunstâncias com três campeões do Mundo. Um feito notável do guarda-redes, depois de 120 minutos de futebol disputado no limite (até das forças). Adiar a decisão para os tiros de onze metros foi um prémio para a Inglaterra, que jogou uma hora com dez, mas a Selecção Nacional poderia ter feito melhor.» [O Jogo]
sexta-feira, junho 23, 2006
COISAS GIRAS SOBRE ROBERT CAPA E NÃO SÓ
No passado dia 14 ofereceram-me um daqueles calhamaços, assim uma coisa brutal, em espessura, em quantidade de imagens, em preço (há-de ter sido barato, há-de!!...) e na qualidade das imagens, ora “bindo” de quem bem não se levanta qualquer tipo de suspeita: ROBERT CAPA.
Mas nessa enorme compilação do melhor que Robert Capa produziu também tem um texto introdutório biográfico muito interessante, que inclui alguns detalhes não da sua faceta técnica mas do seu carácter, do seu lado humano, o qual passo a partilhar alguns pontos:
- Embora Capa vivesse com um pé para o abismo, "não tenha sido" um repórter de guerra, compensava este estado tirando proveito do melhor da vida, frequentava estâncias de esqui alpino, jogava, assistia a corridas de cavalos, relacionava-se com companheiras muito interessantes, por exemplo Ingrid Bergman, e promovia a convivência com os amigos. Mas desta faceta humana sublinho a partilha de conhecimento com os fotógrafos mais novos, e retanho esta frase «Like People and let them know it», um forte traço de inteligência emocional e no fundo um factor indispensável para o sucesso (sabedoria);
- A sua carreira despontou com o seu trabalho na Guerra Civil Espanhola, onde colocou uma nova visão sobre as imagens de guerra. Em vez de captar imagens de vitória, esteve no terreno onde tirou fotografias em pleno campo de batalha, porque considerava que «The truth is the best picture, the best propaganda». Uma declaração de percepção ampla;
- Foi o fundador da agência Magnum conjuntamente com os seus colegas e amigos Henri Cartier-Bresson, David Seymor, George Rodger e William Vandivert;
- Embora de nacionalidade Norte-Americana, era quase tudo menos americano. Nascido na Hungria, viveu quase sempre na Europa e depois da Segunda Guerra Mundial o seu "Quartel General" estava instalado em Paris, de onde partia para as suas viagens.
ADENDA
Também recomecei a ler um livro que se intitula NO LOGO de NAOMI KLEIN. Um documento de intervenção social, um livro que critica o Marketing dos gigantes comerciais contemporâneos, mas por outro lado ensina muito sobre marketing. Muito técnico para se colocar num blogue. Por surpreendente que seja, encontrei o registo digno que se para se colocar no blogue no prefácio, no qual a autora exulta todos os apoios pessoais que teve. É nessa fase que encontro um parágrafo com aquilo que de há uns tempos para cá acho que seja uma das chaves para o êxito de qualquer projecto, «os meus agentes junto da Westwood Creative Artists, Bruce Westwood e Jennifer Barclay, adoptaram com infinito entusiasmo e determinação naquilo que muitos teriam considerado um projecto arriscado. Vasculharam o mundo editorial internacional em busca de almas gémeas, que não só publicassem NO LOGO mas que se batessem por ele: Reagan Arthur e Philip Gwyn Jones».
Mas nessa enorme compilação do melhor que Robert Capa produziu também tem um texto introdutório biográfico muito interessante, que inclui alguns detalhes não da sua faceta técnica mas do seu carácter, do seu lado humano, o qual passo a partilhar alguns pontos:
- Embora Capa vivesse com um pé para o abismo, "não tenha sido" um repórter de guerra, compensava este estado tirando proveito do melhor da vida, frequentava estâncias de esqui alpino, jogava, assistia a corridas de cavalos, relacionava-se com companheiras muito interessantes, por exemplo Ingrid Bergman, e promovia a convivência com os amigos. Mas desta faceta humana sublinho a partilha de conhecimento com os fotógrafos mais novos, e retanho esta frase «Like People and let them know it», um forte traço de inteligência emocional e no fundo um factor indispensável para o sucesso (sabedoria);
- A sua carreira despontou com o seu trabalho na Guerra Civil Espanhola, onde colocou uma nova visão sobre as imagens de guerra. Em vez de captar imagens de vitória, esteve no terreno onde tirou fotografias em pleno campo de batalha, porque considerava que «The truth is the best picture, the best propaganda». Uma declaração de percepção ampla;
- Foi o fundador da agência Magnum conjuntamente com os seus colegas e amigos Henri Cartier-Bresson, David Seymor, George Rodger e William Vandivert;
- Embora de nacionalidade Norte-Americana, era quase tudo menos americano. Nascido na Hungria, viveu quase sempre na Europa e depois da Segunda Guerra Mundial o seu "Quartel General" estava instalado em Paris, de onde partia para as suas viagens.
ADENDA
Também recomecei a ler um livro que se intitula NO LOGO de NAOMI KLEIN. Um documento de intervenção social, um livro que critica o Marketing dos gigantes comerciais contemporâneos, mas por outro lado ensina muito sobre marketing. Muito técnico para se colocar num blogue. Por surpreendente que seja, encontrei o registo digno que se para se colocar no blogue no prefácio, no qual a autora exulta todos os apoios pessoais que teve. É nessa fase que encontro um parágrafo com aquilo que de há uns tempos para cá acho que seja uma das chaves para o êxito de qualquer projecto, «os meus agentes junto da Westwood Creative Artists, Bruce Westwood e Jennifer Barclay, adoptaram com infinito entusiasmo e determinação naquilo que muitos teriam considerado um projecto arriscado. Vasculharam o mundo editorial internacional em busca de almas gémeas, que não só publicassem NO LOGO mas que se batessem por ele: Reagan Arthur e Philip Gwyn Jones».
segunda-feira, maio 08, 2006
DA EX-RDA NEM BOM VENTO NEM BOM CASAMENTO
É esta a imagem querem transmitir: da EX-RDA nem bom vento nem bom casamento.
«Impossível provar doping
Alemanha: federação de atletismo mantém recordes duvidosos da ex-RDA»
«Os recordes obtidos por antigos atletas da ex-República Democrática Alemã (ex-RDA) continuarão a figurar na lista das melhores marcas de sempre do atletismo da Alemanha, decisão anunciada nesta sexta-feira pela Federação Alemã de Atletismo (DLV), que considerou juridicamente impossível provar a relação entre o recordes e o doping sistemático instituído pelo antigo regime autoritário de Berlim.
Em Dezembro do ano passado, a DLV criou uma comissão para analisar a validade dos recordes duvidosos e determinar possíveis medidas a tomar. Os peritos nomeados concluíram que actualmente não se consegue provar que essas marcas foram obtidas com ajuda de dopagem e que, por isso, é juridicamente impossível anular esses recordes.
Numa reunião extraordinária realizada hoje em Darmstadt (centro oeste germânico), o comité director da DLV decidiu seguir as recomendações dessa comissão. Curiosamente, acedeu ao pedido de Ines Geipel para sair da lista de recordes. Conhecida em solteira como Ines Schmidt, obteve em 1984, para a ex-RDA, a melhor marca de germânica nos 4x100m, categoria de clubes. Contudo, só ela saiu da listagem de recordista – o seu nome será substituído por uma estrela –, enquanto às outras três “sprinters” do SC Motor Iena (Bärbel Wöckel, Ingrid Auerswald e Marlies Göhr), que criticaram Geipel, nada aconteceu.
A DLV decidiu ainda pedir ao Comité Olímpico Alemão para se pronunciar sobre a validade dos recordes estabelecidos entre 1980 e 1989 e sobre o sistema de doping estatal na ex-RDA, o que mereceu críticas de Geipel: “Estou contente pelo facto de o meu pedido ter sido aceite, mas a federação deixou passar a hipótese de se libertar de uma história que a persegue há muito tempo. Pedir ao comité olímpico para se pronunciar sobre esta questão revela como funciona a DLV”.» [Público]
«Impossível provar doping
Alemanha: federação de atletismo mantém recordes duvidosos da ex-RDA»
«Os recordes obtidos por antigos atletas da ex-República Democrática Alemã (ex-RDA) continuarão a figurar na lista das melhores marcas de sempre do atletismo da Alemanha, decisão anunciada nesta sexta-feira pela Federação Alemã de Atletismo (DLV), que considerou juridicamente impossível provar a relação entre o recordes e o doping sistemático instituído pelo antigo regime autoritário de Berlim.
Em Dezembro do ano passado, a DLV criou uma comissão para analisar a validade dos recordes duvidosos e determinar possíveis medidas a tomar. Os peritos nomeados concluíram que actualmente não se consegue provar que essas marcas foram obtidas com ajuda de dopagem e que, por isso, é juridicamente impossível anular esses recordes.
Numa reunião extraordinária realizada hoje em Darmstadt (centro oeste germânico), o comité director da DLV decidiu seguir as recomendações dessa comissão. Curiosamente, acedeu ao pedido de Ines Geipel para sair da lista de recordes. Conhecida em solteira como Ines Schmidt, obteve em 1984, para a ex-RDA, a melhor marca de germânica nos 4x100m, categoria de clubes. Contudo, só ela saiu da listagem de recordista – o seu nome será substituído por uma estrela –, enquanto às outras três “sprinters” do SC Motor Iena (Bärbel Wöckel, Ingrid Auerswald e Marlies Göhr), que criticaram Geipel, nada aconteceu.
A DLV decidiu ainda pedir ao Comité Olímpico Alemão para se pronunciar sobre a validade dos recordes estabelecidos entre 1980 e 1989 e sobre o sistema de doping estatal na ex-RDA, o que mereceu críticas de Geipel: “Estou contente pelo facto de o meu pedido ter sido aceite, mas a federação deixou passar a hipótese de se libertar de uma história que a persegue há muito tempo. Pedir ao comité olímpico para se pronunciar sobre esta questão revela como funciona a DLV”.» [Público]
quarta-feira, abril 26, 2006
NESTA ÉPOCA FESTIVA
Feliz 25 de Abril [Natal do revolucionário] e Bom 1º de Maio[Ano Novo do revolucionário e trabalhador].
terça-feira, abril 04, 2006
AINDA BEM QUE AVISAS
«O jornal The Guardian divulgou, ontem, pela primeira vez imagens chocantes de prisioneiros de guerra à guarda das forças britânicas, entre 1945 e 1947, em que são visíveis os sinais de tortura e dos maus tratos infligidos aos detidos. A história, que o jornal já revelara em Dezembro último, ganhou agora nova dimensão com a publicação das fotografias.
O Governo britânico tudo fez para impedir a publicação das referidas fotos e a consequente revelação pública das cicatrizes do programa secreto de tortura utilizado no pós- -Guerra, mas o jornal conseguiu obter licença para o fazer ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação.
As fotos mostram o estado deplorável de prisioneiros torturados pela fome, privação do sono, violência física e frio extremo em campos de interrogatório operados pelo Gabinete de Guerra britânico, na Alemanha do pós-guerra.
As fotografias foram tiradas na prisão de Bad Nenndorf (perto de Hanôver) em Fevereiro de 1947, por Martin Argles, um oficial da Marinha britânico determinado a acabar com as práticas de tortura nos centros de detenção em solo germânico.
São muito semelhantes a tantas outras vistas nos campos de concentração alemães durante a Segunda Guerra Mundial, onde morreram milhões de judeus. Mas, ao contrário do que se possa pensar, os "esqueletos vivos" retratados nestas fotografias não eram ex-oficiais nazis, mas sim de presumíveis comunistas suspeitos de apoiarem a União Soviética - um aliado que, escassos meses antes, tinha ajudado o Ocidente a derrubar a Alemanha de Hitler.
"Aparentemente", escreve o jornalista do Guardian Ian Cobain, "o Gabinete de Guerra britânico acreditava que estava iminente um novo conflito com a União Soviética", razão que levou à detenção e tortura de centenas de suspeitos na tentativa de obter informações sobre a capacidade militar e os serviços secretos soviéticos. Na mesma prisão foram também interrogados antigos oficiais das SS e industriais alemães, num total de 372 homens e 44 mulheres.
Segredo de Estado
Os maus tratos e as práticas de tortura utilizadas na prisão de Bad Nenndorf são descritos em detalhe num relatório do inspector da Scotland Yard, Tom Hayward, que na altura foi destacado para averiguar o caso. A investigação levou quatro oficiais ingleses a tribunal militar, mas apenas o médico do centro de detenção foi penalizado com a expulsão do exército.
Esse documento, com 60 anos, permaneceu confidencial até Dezembro de 2005, altura em que o Guardian obteve autorização para consultá-lo ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação. O Ministério dos Negócios Estrangeiros foi obrigado a libertar o relatório mas retirou do mesmo as fotografias dos prisioneiros, seguindo instruções do Ministério da Defesa.
Uma fonte do Ministério da Defesa britânico explicou ao DN que "a divulgação das fotografias foi recusada em Dezembro porque podiam provocar angústia às famílias das vítimas". Mais explicações sobre o assunto foram remetidas para o Ministério dos Negócios Estrangeiros que, por sua vez, relembrou a posição oficial do Governo contra as práticas de tortura de prisioneiros.
Numa espécie de pingue-pongue governamental, uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que "a operação dos centros de detenção no período do pós-Guerra é da responsabilidade do Ministério da Defesa".
Apesar de volvidos 60 anos, não é difícil perceber as razões do embaraço. Muitas destas imagens mostram que, no período pós-Guerra e início da Guerra Fria, os métodos utilizados pelos britânicas com os prisioneiros não eram, afinal, muito diferentes dos campos de concentração nazis. É por isso que muitas fotografias pura e simplesmente desapareceram e as que restam foram objecto de aceso debate entre responsáveis ingleses, que tentaram escondê-las a todo o custo.» [DN - A notícia]
O Governo britânico tudo fez para impedir a publicação das referidas fotos e a consequente revelação pública das cicatrizes do programa secreto de tortura utilizado no pós- -Guerra, mas o jornal conseguiu obter licença para o fazer ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação.
As fotos mostram o estado deplorável de prisioneiros torturados pela fome, privação do sono, violência física e frio extremo em campos de interrogatório operados pelo Gabinete de Guerra britânico, na Alemanha do pós-guerra.
As fotografias foram tiradas na prisão de Bad Nenndorf (perto de Hanôver) em Fevereiro de 1947, por Martin Argles, um oficial da Marinha britânico determinado a acabar com as práticas de tortura nos centros de detenção em solo germânico.
São muito semelhantes a tantas outras vistas nos campos de concentração alemães durante a Segunda Guerra Mundial, onde morreram milhões de judeus. Mas, ao contrário do que se possa pensar, os "esqueletos vivos" retratados nestas fotografias não eram ex-oficiais nazis, mas sim de presumíveis comunistas suspeitos de apoiarem a União Soviética - um aliado que, escassos meses antes, tinha ajudado o Ocidente a derrubar a Alemanha de Hitler.
"Aparentemente", escreve o jornalista do Guardian Ian Cobain, "o Gabinete de Guerra britânico acreditava que estava iminente um novo conflito com a União Soviética", razão que levou à detenção e tortura de centenas de suspeitos na tentativa de obter informações sobre a capacidade militar e os serviços secretos soviéticos. Na mesma prisão foram também interrogados antigos oficiais das SS e industriais alemães, num total de 372 homens e 44 mulheres.
Segredo de Estado
Os maus tratos e as práticas de tortura utilizadas na prisão de Bad Nenndorf são descritos em detalhe num relatório do inspector da Scotland Yard, Tom Hayward, que na altura foi destacado para averiguar o caso. A investigação levou quatro oficiais ingleses a tribunal militar, mas apenas o médico do centro de detenção foi penalizado com a expulsão do exército.
Esse documento, com 60 anos, permaneceu confidencial até Dezembro de 2005, altura em que o Guardian obteve autorização para consultá-lo ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação. O Ministério dos Negócios Estrangeiros foi obrigado a libertar o relatório mas retirou do mesmo as fotografias dos prisioneiros, seguindo instruções do Ministério da Defesa.
Uma fonte do Ministério da Defesa britânico explicou ao DN que "a divulgação das fotografias foi recusada em Dezembro porque podiam provocar angústia às famílias das vítimas". Mais explicações sobre o assunto foram remetidas para o Ministério dos Negócios Estrangeiros que, por sua vez, relembrou a posição oficial do Governo contra as práticas de tortura de prisioneiros.
Numa espécie de pingue-pongue governamental, uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que "a operação dos centros de detenção no período do pós-Guerra é da responsabilidade do Ministério da Defesa".
Apesar de volvidos 60 anos, não é difícil perceber as razões do embaraço. Muitas destas imagens mostram que, no período pós-Guerra e início da Guerra Fria, os métodos utilizados pelos britânicas com os prisioneiros não eram, afinal, muito diferentes dos campos de concentração nazis. É por isso que muitas fotografias pura e simplesmente desapareceram e as que restam foram objecto de aceso debate entre responsáveis ingleses, que tentaram escondê-las a todo o custo.» [DN - A notícia]
segunda-feira, março 27, 2006
500.000
«Half-million protesters peacefully clog L.A. streets
Proposed legislation targets immigrants, employers, Samaritans
LOS ANGELES, California (AP) -- They surprised the police, and maybe themselves, their T-shirts turning block after block of downtown Los Angeles streets white in a demonstration so massive that few causes in recent U.S. history have matched it.
Police said more than 500,000 people marched Saturday to protest a proposed federal crackdown on illegal immigration.
Wearing white as a sign of peace, and waving flags from the U.S., Mexico, Guatemala and other countries, they came to show that illegal immigrants already are part of the American fabric, and want the chance to be legal, law-abiding citizens. (Watch sea of humanity in L.A. -- 1:47)
Police used helicopters to come up with the crowd estimate. "I've been on the force 38 years and I've never seen a rally this big," said Cmdr. Louis Gray Jr., incident commander for the rally.
In Denver, Colorado, more than 50,000 people protested downtown Saturday, according to police who had expected only a few thousand. Phoenix was similarly surprised Friday when an estimated 20,000 people gathered for one of the biggest demonstrations in city history, and more than 10,000 marched in Milwaukee on Thursday.
The demonstrators oppose legislation passed by the U.S. House that would make it a felony to be in the U.S. illegally. It also would impose new penalties on employers who hire illegal immigrants, require churches to check the legal status of parishioners before helping them and erect fences along one-third of the U.S.-Mexican border.
"I think it's just inhumane," said Elger Aloy of Riverside, a 26-year-old premed student who was pushing his 8-month-old son in a stroller at the Los Angeles march. "Everybody deserves the right to a better life."
Many demonstrators said they had immigrant relatives or had crossed the border themselves.
"My mom came from Mexico. She had to cross the river, and thank God she did," said David Gonzalez, 22, who held a sign saying, "I'm in my homeland."'
Gonzalez rejected claims by advocates of the legislation that it would help protect the nation from terrorism, noting that it would hurt Hispanics the most.
"When did you ever see a Mexican blow up the World Trade Center?" he said. "Who do you think built the World Trade Center?"
The Senate was to begin debating immigration proposals Tuesday.
President Bush is pushing for a guest worker program that could provide temporary legal status for some of the estimated 12 million undocumented immigrants in the United States, but many of his fellow Republicans are taking a more restrictive stance.
"As we debate the immigration issue, we must remember there are hardworking individuals, doing jobs that Americans will not do, who are contributing to the economic vitality of our country," Bush said Saturday in his weekly radio address.
Some immigrant-rights advocates, however, are also against Bush's proposed guest worker program, saying it would create an underclass of foreign workers.
Illegal immigrants want legislation that would protect them, unify their families and address future flows of immigrants, Lisa Duran, of the group Rights for All People, said at the Denver protest.
The rally at Denver's Civic Center Park, like the one in Los Angeles, was peaceful. Denver police spokesman Sonny Jackson said the crowd, mostly made up of families and older people, was respectful.
Arvada resident Elsa Rodriguez, a pilot who came to Colorado in 1999 from Mexico to look for work, said she came to the Denver protest because she just wants to be considered equal.
"We're like the ancestors who started this country. They came from other countries without documents, too," said Rodriguez, 30. "They call us lazy and dirty, but we just want to come to work. If you see, we have families, too."» [CNN]
Proposed legislation targets immigrants, employers, Samaritans
LOS ANGELES, California (AP) -- They surprised the police, and maybe themselves, their T-shirts turning block after block of downtown Los Angeles streets white in a demonstration so massive that few causes in recent U.S. history have matched it.
Police said more than 500,000 people marched Saturday to protest a proposed federal crackdown on illegal immigration.
Wearing white as a sign of peace, and waving flags from the U.S., Mexico, Guatemala and other countries, they came to show that illegal immigrants already are part of the American fabric, and want the chance to be legal, law-abiding citizens. (Watch sea of humanity in L.A. -- 1:47)
Police used helicopters to come up with the crowd estimate. "I've been on the force 38 years and I've never seen a rally this big," said Cmdr. Louis Gray Jr., incident commander for the rally.
In Denver, Colorado, more than 50,000 people protested downtown Saturday, according to police who had expected only a few thousand. Phoenix was similarly surprised Friday when an estimated 20,000 people gathered for one of the biggest demonstrations in city history, and more than 10,000 marched in Milwaukee on Thursday.
The demonstrators oppose legislation passed by the U.S. House that would make it a felony to be in the U.S. illegally. It also would impose new penalties on employers who hire illegal immigrants, require churches to check the legal status of parishioners before helping them and erect fences along one-third of the U.S.-Mexican border.
"I think it's just inhumane," said Elger Aloy of Riverside, a 26-year-old premed student who was pushing his 8-month-old son in a stroller at the Los Angeles march. "Everybody deserves the right to a better life."
Many demonstrators said they had immigrant relatives or had crossed the border themselves.
"My mom came from Mexico. She had to cross the river, and thank God she did," said David Gonzalez, 22, who held a sign saying, "I'm in my homeland."'
Gonzalez rejected claims by advocates of the legislation that it would help protect the nation from terrorism, noting that it would hurt Hispanics the most.
"When did you ever see a Mexican blow up the World Trade Center?" he said. "Who do you think built the World Trade Center?"
The Senate was to begin debating immigration proposals Tuesday.
President Bush is pushing for a guest worker program that could provide temporary legal status for some of the estimated 12 million undocumented immigrants in the United States, but many of his fellow Republicans are taking a more restrictive stance.
"As we debate the immigration issue, we must remember there are hardworking individuals, doing jobs that Americans will not do, who are contributing to the economic vitality of our country," Bush said Saturday in his weekly radio address.
Some immigrant-rights advocates, however, are also against Bush's proposed guest worker program, saying it would create an underclass of foreign workers.
Illegal immigrants want legislation that would protect them, unify their families and address future flows of immigrants, Lisa Duran, of the group Rights for All People, said at the Denver protest.
The rally at Denver's Civic Center Park, like the one in Los Angeles, was peaceful. Denver police spokesman Sonny Jackson said the crowd, mostly made up of families and older people, was respectful.
Arvada resident Elsa Rodriguez, a pilot who came to Colorado in 1999 from Mexico to look for work, said she came to the Denver protest because she just wants to be considered equal.
"We're like the ancestors who started this country. They came from other countries without documents, too," said Rodriguez, 30. "They call us lazy and dirty, but we just want to come to work. If you see, we have families, too."» [CNN]
segunda-feira, março 13, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
BEATLES 0 - 2 AMÁLIA RODRIGUES
No cômputo final a Amália passou à fase seguinte dando música e baile aos Beatles, 3 golos sem resposta. O link seguinte conta como foi: [Link].
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
INSTINTO DEMOCRÁTICO DA ADMINISTRAÇÃO NORTE-AMERICANA
«Atolado em crises internas e externas, o sistema de poder dos EUA envolveu-se na República Dominicana numa nova agressão contra um povo da América Latina.»
«O desembarque de tropas de ocupação na República Dominicana, realizado com a cumplicidade do governo títere daquele país, coincidiu praticamente com o fracasso da manobra golpista que visava impedir a posse de Rene Preval após a sua vitória nas eleições presidenciais no Haiti.
Este gesto de desespero ao qual o povo dominicano respondeu com gigantescas manifestações de protesto, mobilizando-se contra os invasores, provocou repúdio mundial, sobretudo na América Latina.
Washington temia os resultados das eleições. Mas não esperava que a vitória de Preval, um político progressista, amigo de Cuba, fosse tão esmagadora que o segundo candidato obteve somente 11 % dos votos emitidos. O receio de uma derrota humilhante motivou as manobras que, sob diferentes pretextos, levaram a sucessivos adiamentos das eleições e à criação de uma atmosfera de intimidação.
A pressão popular foi, entretanto, tão forte, que no dia 7 de Fevereiro os haitianos foram às urnas. Pela afluência sem precedentes dos inscritos, logo ficou claro que Preval seria eleito por maioria absoluta, o que inviabilizaria uma segunda volta.
O dispositivo provocatório, preparado com antecedência, foi então accionado. Bernard, o presidente do Conselho Eleitoral, cumpriu as instruções de Washington e, após grosseira manipulação dos resultados, marcada por fraudes, anunciou, transcorridos sete dias, que seria indispensável uma segunda volta porque Preval teria obtido apenas 49% dos votos.
O escândalo foi tamanho que até a Conferência Episcopal da Igreja Católica, de tendência conservadora, denunciou a manipulação.
Revolta popular
Tomando consciência de que a Administração Bush pretendia impedir Preval de assumir a Presidência, o povo haitiano saiu então maciçamente às ruas, exigindo respeito pela vitória do seu candidato. A resposta, ditada uma vez mais de Washington, foi a repressão das manifestações. As tropas de ocupação da ONU, que têm desempenhado no Haiti um papel indecoroso, carregaram sobre a multidão. O balanço oficial dos confrontos refere um morto e vários feridos.
Entretanto era tornado público que uma organização vinculada à CIA, a Natan Endowment for Democracy-NED, havia desenvolvido nos meses anteriores intensa actividade conspirativa no país, financiando os adversários de Preval.
Na capital americana, foi convocada uma reunião de emergência, em que participaram Bush, Condoleeza Rice e o secretário-geral da ONU. O porta-voz do Departamento de Estado, resumindo o que se passara, declarou que «sempre que uma eleição é muito disputada, é importante que as partes se reúnam e cooperem no interesse do país». Isso apesar dos 40 pontos que separavam Preval do segundo candidato mais votado…
Mas a dimensão da revolta popular era tamanha que o governo Bush, temendo uma situação de caos incontrolável, sentiu a necessidade de alterar o plano golpista que concebera.
Quando o Conselho Eleitoral, recuando, proclamou, após nova contagem, a vitória de Preval na primeira volta com 51,15% , surgiu como alternativa ameaçadora e forma de pressão sobre o conjunto da Região Caribenha o desembarque em Barahona, na costa Sul da República Dominicana.
São imprevisíveis por ora as consequências desta nova agressão imperialista. As intervenções dos EUA na República Dominicana no século XX, a de 1915 e a de 1965, ficaram assinaladas por uma repressão selvagem à qual o povo de Camaño resistiu com heroísmo.
A indignação suscitada na América Latina antecipa a certeza de uma vaga de solidariedade com os povos haitiano e dominicano.
«Gringos fora do Caribe!», é o brado que soa do rio Bravo à Patagónia.»
[Texto de Miguel Urbano Rodrigues]
«O desembarque de tropas de ocupação na República Dominicana, realizado com a cumplicidade do governo títere daquele país, coincidiu praticamente com o fracasso da manobra golpista que visava impedir a posse de Rene Preval após a sua vitória nas eleições presidenciais no Haiti.
Este gesto de desespero ao qual o povo dominicano respondeu com gigantescas manifestações de protesto, mobilizando-se contra os invasores, provocou repúdio mundial, sobretudo na América Latina.
Washington temia os resultados das eleições. Mas não esperava que a vitória de Preval, um político progressista, amigo de Cuba, fosse tão esmagadora que o segundo candidato obteve somente 11 % dos votos emitidos. O receio de uma derrota humilhante motivou as manobras que, sob diferentes pretextos, levaram a sucessivos adiamentos das eleições e à criação de uma atmosfera de intimidação.
A pressão popular foi, entretanto, tão forte, que no dia 7 de Fevereiro os haitianos foram às urnas. Pela afluência sem precedentes dos inscritos, logo ficou claro que Preval seria eleito por maioria absoluta, o que inviabilizaria uma segunda volta.
O dispositivo provocatório, preparado com antecedência, foi então accionado. Bernard, o presidente do Conselho Eleitoral, cumpriu as instruções de Washington e, após grosseira manipulação dos resultados, marcada por fraudes, anunciou, transcorridos sete dias, que seria indispensável uma segunda volta porque Preval teria obtido apenas 49% dos votos.
O escândalo foi tamanho que até a Conferência Episcopal da Igreja Católica, de tendência conservadora, denunciou a manipulação.
Revolta popular
Tomando consciência de que a Administração Bush pretendia impedir Preval de assumir a Presidência, o povo haitiano saiu então maciçamente às ruas, exigindo respeito pela vitória do seu candidato. A resposta, ditada uma vez mais de Washington, foi a repressão das manifestações. As tropas de ocupação da ONU, que têm desempenhado no Haiti um papel indecoroso, carregaram sobre a multidão. O balanço oficial dos confrontos refere um morto e vários feridos.
Entretanto era tornado público que uma organização vinculada à CIA, a Natan Endowment for Democracy-NED, havia desenvolvido nos meses anteriores intensa actividade conspirativa no país, financiando os adversários de Preval.
Na capital americana, foi convocada uma reunião de emergência, em que participaram Bush, Condoleeza Rice e o secretário-geral da ONU. O porta-voz do Departamento de Estado, resumindo o que se passara, declarou que «sempre que uma eleição é muito disputada, é importante que as partes se reúnam e cooperem no interesse do país». Isso apesar dos 40 pontos que separavam Preval do segundo candidato mais votado…
Mas a dimensão da revolta popular era tamanha que o governo Bush, temendo uma situação de caos incontrolável, sentiu a necessidade de alterar o plano golpista que concebera.
Quando o Conselho Eleitoral, recuando, proclamou, após nova contagem, a vitória de Preval na primeira volta com 51,15% , surgiu como alternativa ameaçadora e forma de pressão sobre o conjunto da Região Caribenha o desembarque em Barahona, na costa Sul da República Dominicana.
São imprevisíveis por ora as consequências desta nova agressão imperialista. As intervenções dos EUA na República Dominicana no século XX, a de 1915 e a de 1965, ficaram assinaladas por uma repressão selvagem à qual o povo de Camaño resistiu com heroísmo.
A indignação suscitada na América Latina antecipa a certeza de uma vaga de solidariedade com os povos haitiano e dominicano.
«Gringos fora do Caribe!», é o brado que soa do rio Bravo à Patagónia.»
[Texto de Miguel Urbano Rodrigues]
terça-feira, fevereiro 21, 2006
DIABOS VERMELHOS 1 - 0 RED DEVILS
O que nós dissemos:Estes 90 minutos ninguém nos tira.
O que eles disseram:
[...]«Benitez will have much on his mind in the weeks to come. Three times in the past Liverpool have collided with the Portuguese in this competition and on each occasion have landed in the final. Suddenly, ridiculously, that record now appears in jeopardy.»[Fonte - The Guardian]
O que eles disseram:
[...]«Benitez will have much on his mind in the weeks to come. Three times in the past Liverpool have collided with the Portuguese in this competition and on each occasion have landed in the final. Suddenly, ridiculously, that record now appears in jeopardy.»[Fonte - The Guardian]
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
BAUHAUS - COLISEU PORTO
Hoje.
«Os Bauhaus vêm a Portugal para um concerto único no Coliseu do Porto a 17 de Fevereiro de 2006, avança a edição de hoje do Jornal de Notícias.
A banda de Peter Murphy regressa ao mesmo local onde encerrou a sua última digressão, em 1998, sem trazer consigo um álbum novo - o seu último trabalho de originais, "Burning From the Inside", data de 1983.
Depois de terem actuado num festival na Califórnia no início do Verão, os Bauhaus iniciaram a semana passada uma digressão em Vancouver, no Canadá, estando actualmente a percorrer os Estados Unidos.
Recorde-se que Peter Murphy passou por Portugal este Verão, para um concerto no Festival de Vilar de Mouros em promoção ao seu mais recente álbum a solo, "Unshattered".
Os bilhetes para o concerto dos Bauhaus no coliseu do Porto são colcados à venda no final da próxima banda, desconhecendo-se para já os preços.» [Rádio Comercial]
«Os Bauhaus vêm a Portugal para um concerto único no Coliseu do Porto a 17 de Fevereiro de 2006, avança a edição de hoje do Jornal de Notícias.
A banda de Peter Murphy regressa ao mesmo local onde encerrou a sua última digressão, em 1998, sem trazer consigo um álbum novo - o seu último trabalho de originais, "Burning From the Inside", data de 1983.
Depois de terem actuado num festival na Califórnia no início do Verão, os Bauhaus iniciaram a semana passada uma digressão em Vancouver, no Canadá, estando actualmente a percorrer os Estados Unidos.
Recorde-se que Peter Murphy passou por Portugal este Verão, para um concerto no Festival de Vilar de Mouros em promoção ao seu mais recente álbum a solo, "Unshattered".
Os bilhetes para o concerto dos Bauhaus no coliseu do Porto são colcados à venda no final da próxima banda, desconhecendo-se para já os preços.» [Rádio Comercial]
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
SISTERS OF MERCY EM LISBOA
«A banda é um caso único no panorama musical da actualidade: não grava um álbum de originais desde 1990, altura em que foi editado "Vision Thing", mas mantém uma vigorosa carreira ao vivo.» [...] «O espectáculo do Coliseu de Lisboa, no dia 5 de Abril, promete arrastar a multidão de fans portugueses,...» [...]
[Fonte - Coliseu dos Recreios]
[Fonte - Coliseu dos Recreios]
RESULTADOS DA SEGURANÇA SOCIAL
Conheço apenas a fonte desta notícia [Diário Digital/Jornal de Negócios]. Por ser uma realidade tão longínqua dos espectro que nos têm transmitido ... acho estranho, mais nada. Mas a ser verdade, é uma boa nova.
«A Segurança Social fechou o ano passado com um excedente orçamental de 294,6 milhões de euros, ou seja, 400 milhões acima do previsto no Orçamento Rectificativo, evitando assim o recurso imediato ao fundo de estabilização financeira.
A notícia faz manchete na edição desta segunda-feira do Jornal de Negócios, que recorda que este resultado ficou a dever-se, em grande parte, ao plano de combate à fraude e evasão contributivas, que gerou uma receita adicional de 300 milhões de euros.
O Jornal de Negócios refere ainda que este excedente reforça a folga já criada pelo subsector Estado e só um resultado inesperadamente mau nos restantes subsectores poderá pôr em causa o cumprimento da meta do défice público de 6% para 2005.» [Diário Digital].
«A Segurança Social fechou o ano passado com um excedente orçamental de 294,6 milhões de euros, ou seja, 400 milhões acima do previsto no Orçamento Rectificativo, evitando assim o recurso imediato ao fundo de estabilização financeira.
A notícia faz manchete na edição desta segunda-feira do Jornal de Negócios, que recorda que este resultado ficou a dever-se, em grande parte, ao plano de combate à fraude e evasão contributivas, que gerou uma receita adicional de 300 milhões de euros.
O Jornal de Negócios refere ainda que este excedente reforça a folga já criada pelo subsector Estado e só um resultado inesperadamente mau nos restantes subsectores poderá pôr em causa o cumprimento da meta do défice público de 6% para 2005.» [Diário Digital].
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