domingo, fevereiro 07, 2010

FIELDS OF THE NEPHILIM

Ontem, quando li as "gordas" do JN, mudei completamente os meus planos, e a razão foi esta: Os Fields of the Nephilim estiveram em Portugal pela primeira vez, e logo no Coliseu do Porto. Não esperei e liguei a quem percebe da "poda". Aí fomos nós para o Coliseu.
Como não os ouço há muito tempo, fui incapaz de identificar as novas canções, e muitas dos seus tempos áureos ... os 80's, 'tá claro! Mesmo assim não fui indiferente a Moonchild, For Her Light - a minha favorita - e Last Exit For The Lost, que estabeleceu o fim magistral do concerto.


Sobre os actuais Fields of the Nephilim, depois de alguma leitura, deduzo que a presente constituição da banda ronda em torno do carácter de Carl McCoy, enquanto que os restantes elementos serão pagos para se limitarem a cumprir o que lhes é pedido, isto é, a vestir a "farda" e "tocar". Desta forma, imagino que toda a criação será da exclusiva responsabilidade do único elemento original, o vocalista e líder do grupo, o dito: Carl McCoy.


A formação original

Para mais detalhes, fica um texto, que encontrei no site do Coliseu do Porto. A ler:
«Os descendentes da serpente de fogo estão finalmente de regresso à estrada numa digressão que passa por Portugal e promete fazer relembrar alguns dos momentos mais criativos dentro do movimento gótico de vanguarda. Os fatos, cinzentos à custa de muita poeira acumulada, saem das malas de criaturas que parecem viajantes do tempo. Estes feiticeiros do som de inspiração telemática musicaram mandamentos do rock gótico como «Moonchild» ou «Blue Water» e, nesta há muita aguardada estreia em território nacional, vão mostrar que o revivalismo dos anos 80 também se pode celebrar no lado negro.
Magia, misticismo e obscurantismo juntam-se na celebração de quase um quarto de século de existência. Depois da aventura de Carl McCoy com The Nephilim tudo se renova finalmente em nome de uma única entidade – que é o verdadeiro símbolo da cultura de vanguarda, nascida quando ainda despontava a década de 80. Os Fields Of The Nephilim surgirão no meio da neblina, para actuar no Coliseu do Porto, a 6 de Fevereiro de 2010.


BIOGRAFIA
Os Fields Of The Nephilim são uma banda de rock gótico, que começou a dar os primeiros passos no início da década de 80, a sul de Londres. A formação original do grupo – Carl McCoy na voz, Paul Wright na guitarra, Tony Pettitt no baixo, Nod Wright na bateria e Gary Whisker no saxofone – gravou apenas um EP (o raríssimo «Burning The Fields», de 1985), mas percebeu-se desde cedo que eventualmente acabariam por dar que falar. Inspirado liricamente pelo mito de Cthulhu, pela mitologia suméria e por Aleister Crowley, Carl McCoy, cara e mentor do projecto, explorava uma abordagem apocalíptica ao imaginário visual dos western spaghetti de Sergio Leone e essa conjugação de elementos, aliada a uma sonoridade que misturava rock gótico, metal e também algum psicadelismo bem obscuro, deu ao quinteto a sua personalidade muito própria. Os singles «Power» e «Preacher Man», apoiados em imponentes actuações ao vivo, permitiram-lhes dar os primeiros passos em relação ao estatuto de culto que conquistaram finalmente com a edição do seu primeiro registo de longa-duração, em 1987. «Blue Water», single retirado de «Dawnrazor», marcou a estreia dos Fields Of The Nephilim na tabela de vendas do Reino Unido e, com ajuda de uma primeira digressão europeia, espalhou em mais larga escala a identidade mórbida, mística, sombria e misteriosa personificada por McCoy e companhia. A popularidade do grupo aumentou ainda mais com a edição de «The Nephilim» em 1988 e, dois anos depois, «Elizium» permitiu-lhes estabelecerem um culto a nível mundial.
Confirmando rumores de instabilidade no seio do colectivo, Carl McCoy anuncia o seu abandono em 1991 e os Fields Of The Nephilim separam-se depois de dois concertos de despedida em Londres. O disco ao vivo «Earth Inferno», o vídeo «Visionary Heads» e a colectânea «Revelations» são editados a título póstumo, enquanto McCoy grava «Zoon» com os Nefilim e os seus ex-companheiros se envolvem numa série de novos projectos – Rubicon, Last Rites – que não fizeram grande história. A 15 de Agosto de 1998, McCoy e o baixista Tony Pettitt anunciam o seu plano de recuperação dos Fields Of The Nephilim e, dois anos depois, é editado o single «One More Nightmare (Trees Come Down)». A banda, cuja formação ficava agora completa com músicos dos Nefilim, dá então os primeiros concertos em nove anos, mas quando o álbum «Fallen» chega aos escaparates os dois membros fundadores já se tinham desentendido novamente e o vocalista demarcou-se rapidamente do lançamento. Depois de mais alguns anos de silêncio profundo, «Mourning Sun», o quatro álbum “ a sério” dos Fields Of The Nephilim, é finalmente editado a 28 de Novembro de 2005 – 15 anos após o lançamento de «Elizium» a banda volta ao activo com uma atitude ainda mais dura. Depois de espectáculos marcantes no Sheperd's Bush Empire (em Londres) e de aparições de destaque em festivais de renome como o Wave Gotik Trefen e M'era Luna, a estreia em Portugal desta banda icónica acontece no próximo dia 6 de Fevereiro.

Formação: Carl McCoy - Voz Tom Edwards - Guitarra Gavin King - Guitarra Lee Newell - Bateria Snake - Baixo»


Para finalizar segue o alinhamento do concerto no Coliseu do Porto - Fields of the Nephilim - Setlist Oporto Coliseum - 06th February 2010(**):

01. Shroud
02. Straight to the Light
03. Trees come down
04. Preacher Man
05. Dawnrazor
06. From the Fire
07. Penetration
08. Moonchild
09. Love Under Will
10. Watchman
11. Mourning Sun
---
12. For Her Light
13. Zoon
14. Last Exit For the Lost



(**) Lista organizada pelo fã da banda, José Pacheco.

terça-feira, janeiro 19, 2010

HAITI

A ORIGEM DAS ESPÉCIES de Francisco José Viegas apresenta uma visão da vivência dos cenários da tragédia em "O voyeurismo da tragédia".

sexta-feira, janeiro 01, 2010

quinta-feira, dezembro 31, 2009

sexta-feira, dezembro 25, 2009

PROPOSTA DE NATAL - III







Três Cantos: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto no Campo Pequeno. Registados pela camera da magnífica fotógrafa, Rita Carmo.

Reportagem no Blitz

PROPOSTA DE NATAL - II



«"Olhar / Look at Niemeyer" mostra o génio do brasileiro no dia no dia dos seus 102 anos

Mais de 300 fotografias de 103 autores estão reunidas no livro "Olhar/Look at Niemeyer", que será lançado em Lisboa no dia 15 e mostra a "genialidade actual" do arquitecto brasileiro, disse à Lusa o coordenador da obra.

Destak/Lusa | destak@destak.pt»


PROPOSTA DE NATAL - I

Echo and the Bunnymen

Fountain - 2009

domingo, dezembro 13, 2009

CONTUNDENTE, REELIÇÃO DE MORALES



«O presidente da Bolívia e candidato do Movimento para o Socialismo (MAS) Evo Morales foi reconduzido no cargo, domingo, por uma maioria de 61 a 63 por cento dos votos, segundo as estimativas, deixando a uma distância de cerca de 40 por cento o principal opositor no sufrágio, o ex-governador da província de Cochabamba, Manfred Reys Villa, que deverá obter entre 23 a 25 por cento dos votos.
À esmagadora eleição à primeira volta de Morales, o MAS junta a conquista da maioria de dois terços dos deputados no Senado e no Congresso bolivianos. Dados preliminares divulgados pela da Agência Boliviana de Notícias indicam que no primeiro hemiciclo o MAS ganha 25 dos 36 lugares disponíveis, ao passo que no parlamento o partido deverá eleger 88 deputados em 130, ou seja, mais 4 que os necessários para garantir a maioria qualificada.
Para além da assistência excepcionalmente alta às urnas, cerca de 94 por cento dos eleitores habilitados, Evo Morales e o MAS garantiram a vitória em todas as regiões do país, exceptuando Beni e Santa Cruz, e mesmo nestas duas cresceram em percentagem e número de votos face à última consulta popular.»


Fonte: Jornal Avante

BOLÍVIA + EQUADOR = SUCESSO

Ao contrário dos paradigmas estabelecidos pelos gurus da economia neo-liberal a Bolívia e o Equador acabaram com os favorecimentos às multinacionais e decidiram favorecer os seus próprios países e o resultado foi este: «Bolívia e Equador são casos de sucesso no meio da crise global!»



«Latin America's economic rebels - Ecuador and Bolivia are achieving remarkable growth because they reject conventional economic wisdom

Among the conventional wisdom that we hear every day in the business press is that developing countries should bend over backwards to create a friendly climate for foreign corporations, follow orthodox (neoliberal) macroeconomic policy advice and strive to achieve an investment-grade sovereign credit rating so as to attract more foreign capital.

Guess which country is expected to have the fastest economic growth in the Americas this year? Bolivia. The country's first indigenous president, Evo Morales, was elected in 2005 and took office in January 2006. Bolivia, the poorest country in South America, had been operating under IMF agreements for 20 consecutive years, and its per-capita income was lower than it had been 27 years earlier.

Evo sent the IMF packing just three months after he took office, and then moved to re-nationalise the hydrocarbons industry (mostly natural gas). Needless to say this did not sit well with the international corporate community. Nor did Bolivia's decision in May 2007 to withdraw from the World Bank's international arbitration panel, which had a tendency to settle disputes in favour of international corporations and against governments.

But Bolivia's re-nationalisation and increased royalties on hydrocarbons has given the government billions of dollars of additional revenue (Bolivia's entire GDP is only about $16.6bn, with a population of 10 million people). These revenues have been useful for a government that wants to promote development, and especially to maintain growth during the downturn. Public investment increased from 6.3% of GDP in 2005 to 10.5% in 2009.

Bolivia's growth through the current world downturn is even more remarkable in that it was hit hard by falling prices for its most important exports – natural gas and minerals – and also by a loss of important export preferences in the US market. The Bush administration cut off Bolivia's trade preferences that were granted under the Andean Trade Promotion and Drug Eradication Act, allegedly to punish Bolivia for insufficient co-operation in the "war on drugs".

In reality, it was more complicated: Bolivia expelled the US ambassador because of evidence that the US government was supporting the opposition to the Morales government, and the ATPDA revocation followed soon thereafter. In any case, the Obama administration has so far not changed the Bush administration's policies toward Bolivia. But Bolivia has proven that it can do quite well without Washington's co-operation.

Ecuador's leftist president, Rafael Correa, is an economist who, well before he was elected in December 2006, understood and wrote about the limitations of neoliberal economic dogma. He took office in 2007 and established an international tribunal to examine the legitimacy of the country's debt. In November 2008 the commission found that part of the debt was not legally contracted, and in December Correa announced that the government would default on roughly $3.2bn of its international debt.

He was vilified in the business press, but the default was successful. Ecuador cleared a third of its foreign debt off its books by defaulting and then buying the debt back at about 35 cents on the dollar. The country's international credit rating remains low, but no lower than it was before Correa's election, and it was even raised a notch after the buyback was completed.

The Correa government also incurred foreign investors' wrath by renegotiating its deals with foreign oil companies to capture a larger share of revenue as oil prices rose. And Correa has bucked pressure from Chevron and its powerful allies in Washington to drop his support of a lawsuit against the company for alleged pollution of ground waters, with damages that could exceed $27bn.

How has Ecuador done? Growth has averaged a healthy 4.5% over Correa's first two years. And the government has made sure that it has trickled down: healthcare spending as a percent of GDP has doubled, and social spending in general has expanded considerably from 5.4% to 8.3% of GDP in two years. This includes a doubling of the cash transfer programme to poor households, a $474m increase in spending for housing, and other programmes for low-income families.

Ecuador was hit hard by a 77% drop in the price of its oil exports from June 2008 to February 2009, as well as a decline in remittances from abroad. Nonetheless it has weathered the storm pretty well. Other unorthodox policies, in addition to the debt default, have helped Ecuador to stimulate its economy without running too low on reserves.

Ecuador's currency is the US dollar, so that rules out using exchange rate policy and most monetary policy for counter-cyclical efforts in a recession – a significant handicap. Instead, Ecuador was able to cut deals with China for a billion-dollar advance payment for oil and another $1bn loan.

The government also has begun requiring Ecuadorian banks to repatriate some of their reserves held abroad, expected to bring back another $1.2bn, and it has started repatriating $2.5bn in central bank reserves held abroad in order to finance another large stimulus package.

Ecuador's growth will probably come in at about 1% this year, which is pretty good relative to most of the hemisphere. For example, Mexico, at the other end of the spectrum, is projected to have a 7.5% decline in GDP for 2009.

The standard reporting and even quasi-academic analysis of Bolivia and Ecuador says they are victims of populist, socialist, "anti-American" governments – aligned with Venezuela's Hugo Chávez and Cuba, of course – and on the road to ruin. To be sure, both countries have many challenges ahead, the most important of which will be to implement economic strategies that can diversify and develop their economies over the long run. But they have made a good start so far, by giving the conventional wisdom of the economic and foreign policy establishment – in Washington and Europe – the respect it has earned.»


Fonte: Guardian - Mark Weisbrot

NV, KILLING MOON

Contemplar a mesma paisagem com outra companhia ... Killing Moon, canção composta pelos Echo & the Bunnymen, desta vez adaptada por Nouvelle Vague.

terça-feira, dezembro 01, 2009

DAVYDENKO O OPERÁRIO



«Mestre da classe dos operários

Não possui o glamour das grandes figuras do ténis actual, mas também não se mostra nada incomudado com isso. "sou um operário não uma estrela" [...] Aos 28 anos, Nikolay Davidenko sagrou-se, na O2 Arena, em Londres, campeão do Masters (ATP World Tour Finals).


Fonte: Jornal "O Jogo" de 30 de Novembro de 2009

A "DEMOCRACIA" DOS "DEMOCRATAS"

A presente condição das Honduras é o perfeito reflexo da condição dos Estados Unidos da América face a governos indesejados ... face a políticas que não lhes convém ... mesmo que essas sejam a vontade dos povos. Outro elemento a reter destes acontecimentos, é que, tal como escreviam os "profetas da desgraça", OBAMA é uma nova cara para a mesma política.

O Cantigueiro apresenta o modo de operar da administração norte americana. Eis então:

«1. Criar, financiar e ajudar a executar o golpe, afastando o Governo ou Presidente indesejado, substituindo-o por um qualquer lacaio.

2. Declarar publicamente que “condenam” o golpe, mostrando “grande preocupação”.

3. Não fazer nada para que a legalidade seja reposta.

4. Se o Presidente legítimo deposto mostrar grande resistência e gozar de forte apoio popular, começar a insinuar que essa resistência e apoio popular é que são os culpados pela “tensão” no país.

5. Encenar umas “negociações” que não levem a nada, propondo de imediato a realização de “eleições livres” em que o Presidente legítimo não possa participar.

6. Fazer ganhar o candidato dos golpistas.

7. Apoiar publicamente o “novo presidente” e dar vivas à “democracia”.

8. Esperar que a comunidade internacional, uns por interesse, outros por pura cobardia, aceitem esta farsa como acto eleitoral.

9. “Incentivar” fortemente os indecisos a darem o seu “apoio”.

Apenas uma pergunta paira nos corredores do poder da Casa Branca:
- Será que ainda conseguimos continuar a "enganar" milhares de fazedores de opinião, por esse mundo fora?
- Yes, we can!»


Sobre as eleições é importante referir que Zelaya apelou ao boicote, sendo importante avaliar a participação no pleito. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, registou-se uma abstenção menor que 39%, mas de acordo com os dados dos delegados do partido de Zelaya, que acompanharam o escrutíneo a abstenção superou os 67%.

domingo, novembro 01, 2009

FALECEU ANTÓNIO SÉRGIO

«Faleceu o radialista António Sérgio, o "John Peel" português[John Peel, em português, em inglês]

Fotografia: Rita Carmo - Blitz


António Sérgio faleceu na noite de sábado, vítima de um problema cardíaco, aos 59 anos, após muitos anos de divulgação de novas bandas e mais de 40 ao serviço da rádio. Actualmente fazia o programa "Viriato 25" na Radar.

António Sérgio estreou-se na Rádio Renascença e tornou-se famoso com programas como "Som da Frente", "Lança-Chamas" ou "A Hora do Lobo".

Para Nuno Santos, director de programas da SIC e antigo colega de António Sérgio na Rádio Comercial, com a morte do radialista "fecha-se simbolicamente um ciclo" no mundo da rádio, a quem este nome se "manteve fiel até ao fim".

Nuno Santos guarda de António Sérgio a imagem de uma "pessoa que do ponto de vista profissional estava sempre frente".

«Aparentemente era uma pessoa fechada, muito metida consigo, mas um trabalhador infatigável», afirmou Nuno Santos, em declarações à TSF.

Luís Montez, dono da Radar, onde actualmente António Sérgio trabalhava, considera que este é "um mestre da rádio", "uma referência" ou o "John Peel português".

Montez afirmou que o radialista era um exemplo de trabalho e dedicação e "estava sempre preocupado com os ouvintes".

Luiz Montez contou ainda que António Sérgio foi mesmo trabalhar no dia em que morreu o pai e disse apenas: "os ouvintes estão à minha espera".

António Sérgio gravou ainda o programa da próxima semana, que será colocado no ar tal como previsto, garantiu o dono da Radar.

Para David Ferreira o amigo era não só um mestre na rádio, mas na própria atitude.

"Ele era um mestre logo na atitude, as pessoas de grande qualidade revelam uma mistura de juventude e maturidade ao longo da vida. O Sérgio tinha a maturidade que lhe dava o saber muito de música, mas ao mesmo tempo conservava a surpresa de quem começa e se consegue entusiasmar", afirma.

Este é um requisito que David Ferreira considera essencial para "uma verdadeira estrela da comunicação social, não para figuras de cartolina com muitas luzes em cima".

David Ferreira recorda também o momento que que conheceu António Sérgio quando este foi despedido da Valentim de Carvalho por ter feito um disco pirata, "porque achava que as editoras estavam completamente ignorantes com o punk que passava em Inglaterra".



António Sérgio, uma referência para os músicos

António Sérgio, que faleceu sábado devido a problemas cardíacos, era "uma das pessoas que estava mais à frente em termos musicais em Portugal", considerou hoje o músico Rodrigo Leão. Já Adolfo Luxúria Canibal disse que este nome "sempre foi uma referência".

"Era uma pessoa fantástica, talvez uma das primeiras pessoas que eu conheci da rádio. Foi há 28 anos, quando editámos o primeiro disco da Sétima Legião", acrescentou o músico, fundador dos Sétima Legião e dos Madredeus.

Rodrigo Leão recordou que a primeira entrevista que fez foi, precisamente, com António Sérgio, e destacou o "Som da Frente" como o programa que ouvia na adolescência.

Para Adolfo Luxúria Canibal, fundador, letrista e vocalista do grupo Mão Morta, António Sérgio "era a referência de quando eu era adolescente, de quando o rádio era o instrumento por excelência".

"As memórias são muitas. Fazia parte do meu crescimento musical. Pessoalmente deixa-me muito boas memórias", acrescentou.

Embora nunca tenha trabalhado com António Sérgio, Adolfo Luxúria Canibal destacou o facto dos Mão Morta sempre terem dado a conhecer em primeira-mão os seus trabalhos ao radialista.

"Sempre lhe dei primazia nos trabalhos que íamos fazendo. Era uma espécie de agradecimento pelo trabalho que ele fez e pelo crescimento musical de gerações nas quais eu me incluo", acentuou.



Perfil de António Sérgio

António Sérgio, último dos radialistas com programa de autor, morreu sábado à noite em consequência de um problema cardíaco, mas a sua influência nas ondas hertzianas estendeu-se ao longo dos anos, na divulgação da chamada música alternativa.

Homem da rádio, António Sérgio, de 59 anos, começou em 1968 na Rádio Renascença, seguindo as pisadas do pai, mas foi no final da década de 1970, quando ingressou na Rádio Comercial, que a sua popularidade se consolidou, ajudando a divulgar novos estilos e tendências da música moderna.

Programas como Rotação (de 1977 a 1980), Rolls Rock, Som da Frente (de 1982 a 1993), Lança-Chamas, O Grande Delta (de 1993 a 1997) e A Hora do Lobo, todos na Rádio Comercial, foram a sua imagem de marca na ondas da rádio.

António Sérgio fazia actualmente o programa Viriato 25 da rádio Radar, tendo inclusivamente gravado em estúdio o programa da próxima semana, que será posto no ar tal como previsto, garantiu Luís Montez, um dos proprietários daquela emissora.

Antes de entrar na Radar, em Dezembro de 2007, António Sérgio viu-se envolvido numa polémica na Rádio Comercial, quando a Hora do Lobo, o programa que aí mantinha foi cancelado, decisão que motivou uma onda de reacções e protestos de ouvintes.

«As pessoas que foram responsáveis [pela Comercial] consideraram que a manutenção daquele programa de autor era prestigiante para a rádio, mas agora já não acham», lamentou António Sérgio nessa altura.

João David Nunes, um dos fundadores da Rádio Comercial e que levou António Sérgio para a emissora da Rua Sampaio Pina, na década de 1970, disse hoje à Lusa que o radialista deixa uma "marca indelével" na rádio portuguesa.

O velório realiza-se a partir das 18:00 de hoje na Basílica da Estrela, em Lisboa e o funeral, para o Cemitério dos Prazeres, realiza-se segunda-feira, depois da missa de corpo presente, às 15:00.»


Artigos TSF

«António Sérgio - Bicho da rádio

Recorde aqui parte da entrevista de António Sérgio à BLITZ, publicada em Outubro de 2007.

O anúncio da sua saída de antena gerou uma onda de reacções, desde figuras públicas, como Miguel Esteves Cardoso, ao ouvinte anónimo. Surpreendeu-o esse apoio?

Ainda ontem pensei: em 2008 faço 40 anos de rádio. Já não é o bichinho da rádio que morde, já sou eu que sou o bicho da rádio! Todos estes anos a morder as pessoas em relação a uma forma de fazer rádio, ligada à divulgação musical. Senti-me um bocadinho babado com o texto do Miguel Esteves Cardoso.

Em rádio, estamos habituados a sentir-nos sozinhos. Sabemos lá se nos estão a ouvir dez ou dez mil pessoas. Ao longo dos anos o que percebi é que boa parte das pessoas de determinada idade atribui-me uma boa parte da sua formação musical, do "abrir a orelhinha". O apoio é uma festa no ego - e eu agradeço. Só espero que aquilo que alguns desejavam nas mensagens, que é ouvirem-me noutro lado qualquer, venha a suceder. A força com que eu fazia rádio mantém-se inalterada, e a vontade de descobrir música, enquanto houver saúde e orelhas, mantém-se intacta.

Não sente que parte dos que o apoiaram nem sequer sabiam que ainda fazia rádio?

É natural que sim. Os horários em que trabalhei em rádio foram sempre terríveis para quem tem de se levantar cedo.
Nos tempos em que certa música era mais difícil - uma boa parte da década de 80 e 90 - havia ouvintes que se davam ao trabalho de gravar para ouvirem ao fim-de-semana e anotarem os nomes. Uma coisa que é tristemente verdade é que a rádio há anos que vai perdendo uma fatia do auditório. Isto não é por acaso - boa parte das pessoas que ouviam rádio para descobrir música arranjaram outros métodos, muito antes dos iPods.

Isto é uma facada que sinto em mim mesmo - a rádio, para mim, é a primeira-dama. Aquilo que me veio a acontecer é triste para mim, é mau para os ouvintes que ainda me acompanhavam - e que não eram assim tão poucos pelo que se vai vendo-, mas a emissão em si não correspondia ao mau serviço que a Rádio Comercial ia prestando àqueles ouvintes.
As pessoas que a ouvem, ouvem aquilo que nós ouvimos nos supermercados ou na bomba de gasolina.

Quais foram para si os anos áureos da rádio em Portugal?

Os anos dos programas de autor na antiga Rádio Comercial, ainda pertencente à RDP. A rádio era ouvida com uma clubite muito especial. Uma das funções da rádio é espalhar magia: nós não temos cara, temos vozes, e isso ajuda a incendiar o imaginário dos ouvintes. E esta rádio de hoje, coitada, não incendeia absolutamente nada. Põe o ouvinte a um canto e diz-lhe: ouve isto, que não te maça, não te assusta, não te provoca, não te faz comprar discos.

Outra verdade: a rádio de hoje não te faz comprar discos - as rádios de autor conseguiam fazer as pessoas ter paixão por comprar música.»


Entrevista: Blitz

RITA CARMO

Teresa Salgueiro

Rui Pregal da Cunha

Lykke Li

Rita Carmo - Fotojornalista
- «Rita Carmo (n.1970, Leiria) é licenciada em Design de Comunicação pela ESBAL. Fotógrafa residente do jornal Blitz desde 1992.» [...]

AIR, LOVE 2, LOVE

quinta-feira, outubro 29, 2009

FATALI PLEADS GUILTY TO ALL CHARGES

Métodos extremos levados acabo. Os fins justificam os meios?

«Springdale nature photographer Michael Fatali pleaded guilty Friday to seven federal misdemeanors for starting fires in two Utah national parks, including a blaze that marred sandstone underneath Delicate Arch -- the state icon that graces some license plates.

Fatali, who started the fires to achieve dramatic lighting effects during photo shoots, faces up to 6 months in federal prison and a $5,000 fine on each count when he is sentenced in February. Fatali has agreed to pay restitution to the National Park Service, a sum that prosecutors estimate will be $16,000.

Fatali lit the fires with Duraflame logs on Sept. 18 and 19, 2000, to demonstrate to amateur photographers "nighttime photographic techniques," he admitted in a statement to prosecutors. The unauthorized fires scorched and discolored sections of sandstone beneath and next to Delicate Arch in Arches National Park, prosecutors say.

Fatali also admitted Friday that in August 1997 he set two fires at Canyonlands National Park that also damaged park resources.
Prosecutor Wayne Dance said Fatali's crimes have untold victims. Thousands of tourists visit the parks each year.
"Our national parks are here for the enjoyment of current and future generations," Dance said. "It's a matter that's very serious."
Fatali declined to comment and his attorney, Kristine Rogers, deferred comment until her client is sentenced on Feb. 1, 2001.

In his statement to prosecutors, Fatali said he brought aluminum pans to the shoots to contain the fire. The pans failed, however, and the Duraflame logs burned directly on the sandstone, causing damage directly under and to the west and east of the arch.
Fatali also said some of the sooty, oily residue was tracked onto the sandstone after he stomped on the duraflame logs. Fatali told U.S. Magistrate Samuel Alba he did not have a permit to light any of the fires.
Park visitors reported the damage to rangers the next morning.
Officials were able to remove some of the scorch marks immediately, but remaining scars from the fire have proven difficult for park service employees to eradicate.
On Aug. 12, 1997, Fatali used wood from Canyonlands National Park to build a fire at Horsehoof Arch. The next day, he did the same thing at a slot canyon known as "The Joint Trail."
Fatali, 36, who is known for his stunning images of Utah's desert landscapes, operates a gallery outside Zion National Park in Springdale and a photography school in nearby Rockville.

Photographer admits fire role.
By Angie Welling Deseret News staff writer Friday, December 7, 2001.
The nature photographer accused of setting fires at Delicate Arch last year pleaded guilty Friday in federal court. Michael Fatali, Springdale, also pleaded guilty to setting two fires in Canyonlands National Park in August 1997. The 36-year-old professional photographer faces up to six months in prison and a $5,000 fine for each of the seven misdemeanor counts. Fatali also agreed to pay full restitution to the National Park Service for damage caused by the fires. Restoration is estimated at more than $16,000. On Sept. 18, 2000, Fatali led a group of amateur photographers to Delicate Arch to photograph the famous four-story sandstone arch, which is the backdrop of some Utah license plates. At his direction, Fatali's assistant and others from the group set two fires, one directly under the arch and another to the east of the structure. Aluminum baking pans brought along to contain the fire failed, and the flames scorched and discolored the sandstone. Fatali tried to stomp out the fires, but one was still burning when the group left the area.

Park visitors reported the damage to rangers the next morning. Officials were able to remove some of the scorch marks immediately, but remaining scars from the fire could not be removed because an oily or waxy stain had penetrated the rock. Fatali on Friday also admitted to starting two fires in Canyonlands National Park, the first on Aug. 12, 1997, at Horsehoof Arch and again on Aug. 13, 1997, at the Joint Trails Needles District. He used wood from within the park to start the two fires, he said. According to prosecutors, in November 2000 Fatali sent an e-mail message to members of the photography community apologizing for what happened, saying he "seriously regretted" the incident. "I simply screwed up," the message said. Defense attorney Kristine Rogers declined to comment Friday, saying Fatali would make a statement after his Feb. 1, 2002, sentencing hearing. Assistant U.S. Attorney Wayne Dance said Fatali fully acknowledged his criminal conduct by pleading guilty to all seven counts as charged. "It's a matter that's very serious," Dance said. "All of our national parks are for the enjoyment of future generations."»


Michael Fatali - http://www.fatali.com/
Fonte: Salt Lake Tribune

segunda-feira, outubro 26, 2009

DONA DE CASA, PENÉLOPE CRUZ


Um plano de Penélope Cruz muito pouco ortodoxo, com uma composição muito vulgar, resulta numa fotografia absolutamente excepcional. Com estes "argumentos" esta senhora é a "DONA DE CASA".

Do filme VOLVER de 2006, de Pedro Almodóvar, com fotografia de José Luis Alcaine. Admito que este plano seja obra do último. À época, Penélope Cruz, teria os seus vigoros e maduros 32 anos.

Este fotografia foi tirada do seguintes blogues: E Deus Criou a Mulher, The Ballad of the Broken Birdie.

UNRAVEL, DESFIAR, DE BJORK



UNRAVEL

While you are away
My heart comes undone
Slowly unravels
In a ball of yarn
The devil collects it
With a grin
Our love
In a ball of yarn

He'll never return it

So when you come back
We'll have to make new love

He'll never return it

When you come back
We'll have to make new love



While you are away
My heart comes undone
Slowly unravels
In a ball of yarn
The devil collects it
With a grin
Our love, our love,
In a ball of yarn

He'll never return it

When you come back
We'll have to make new love

He'll never return it

When you come back
We'll have to make new love

He'll never return it

When you come back
We'll have to make new love



Unravel - Bjork (versão original)

domingo, outubro 25, 2009

ZÉ DO CAROÇO

"Zé do Caroço" de Seu Jorge e Ana Carolina

No serviço de auto-falante
Do morro do Pau da Bandeira
Quem avisa é o Zé do Caroço
Que amanhã vai fazer alvoroço
Alertando a favela inteira

Aí como eu queria que fosse em mangueira
Que existisse outro Zé do Caroço
Pra falar de uma vez pra esse moço
Carnaval não é esse colosso
Nossa escola é raiz, é madeira

Mas é o Morro do Pau da Bandeira
De uma Vila Isabel verdadeira
E o Zé do Caroço trabalha
E o Zé do Caroço batalha
E que malha o preço da feira

E na hora que a televisão brasileira
Distrái toda gente com a sua novela
É que o Zé bota a boca no mundo
Ele faz um discurso profundo
Ele quer ver o bem da favela

Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira

Lelelelê Lelelelelelelelelê
Lelelelê Lelelelelelelelelê

CONCEITO DE SUPERPOTÊNCIA

domingo, outubro 18, 2009

BEAUTIFUL LIFE

«Gui Boratto é um DJ e produtor brasileiro. Nascido em 1974 na cidade de São Paulo, começou sua carreira em 1993 no ramo publicitário. Entre 1994 e 2004, realizou diversos trabalhos para várias gravadoras no Brasil e no mundo alcançando ao lado da vocalista Patrícia Coelho e Tchorta enorme sucesso com a banda de dance pop Sect. Desde 2005, passou a se dedicar às suas próprias composições e produções. Atualmente, ele comanda juntamente com seu irmão Tchorta uma gravadora independente chamada Mega Music.

Gui Boratto possui várias composições licenciadas a algumas das maiores e mais respeitadas gravadoras européias, como Kompakt, K2, Audiomatique, Harthouse, Plastic City, entre outras. Freqüentemente suas músicas são tocadas e remixadas por famosos DJs do cenário mundial, como Deep Dish, Tiefschwarz, Hernan Cattaneo, etc.
Em 2007, Gui Boratto foi considerado o DJ número 133 do mundo, de acordo com o ranking da revista especializada DJ Mag. [1]. O lançamento do álbum Chromophobia lhe rendeu também o prêmio de Álbum do Mês da revista britânica Migmag em Abril do mesmo ano[2].»


Fonte: Wikipedia.

Conheci BEAUTIFUL LIFE em CHOCAPICTURE

AUTÁRQUICAS 2009 - OVAR

Câmara Municipal de Ovar:
Eleitores - 48.055;
Votantes - 28.252 - 58,79%;
1. PS - 13.837 votos - 48,98% - Mandatos 4;
2. PSD/CDS - 9.412 votos - 33,31% - Mandatos 3;
3. BE - 2.657 votos - 9,4%;
4. CDU - 1.373 votos - 4,86%.
Brancos - 605 votos - 1,37%;
Nulos - 368 votos - 1,30%.

Assembleia Municipal de Ovar:
Eleitores - 48.055;
Votantes - 28.252 - 58,79%;
1. PS - 12.905 votos - 45,68% - 10 Mandatos;
2. PSD/CDS - 9.803 votos - 34,70% - 8 Mandatos;
3. BE - 2.881 votos - 10,20% - 2 Mandatos;
4. CDU - 1.619 votos - 5,73% - 1 Mandato;
Brancos - 682 votos - 2,41%;
Nulos - 362 votos - 1,28%.

Para as Diversas Assembleias de Freguesia do Concelho de Ovar:
Eleitores - 48.055;
Votantes - 28.252 - 58,79%;
1. PS - 11.976 votos - 42,39% - 46 Mandatos;
2. PSD/CDS - 10.978 votos - 38,86% - 36 Mandatos;
3. BE - 1.551 votos - 5,51% - 3 Mandatos;
4. CDU - 1.498 votos - 5,30% - 1 Mandato;
Brancos - 577 votos - 2,04%;
Nulos - 446 votos - 1,58%.

Todos os resultados a nível nacional:
Autárquicas 2009

AUTÁRQUICAS 2009

Com base nos resultados apurados na secção de voto nº3 no Orfeão de Ovar(onde fui membro da mesa) da Assembleia de Voto da Freguesia de Ovar do Circulo Eleitoral de Aveiro, os diversos Partidos que sujeitaram ao acto elitora obtiveram os seguintes resultados:

Câmara Municipal de Ovar:
Eleitores - 1000;
Votantes - 655 - 65,5%;
1. PS - 266 votos - 40,61%;
2. PSD/PSD - 233 votos - 35,57%;
3. BE - 100 votos - 15,27%;
4. CDU - 41 votos - 7,59%.
Brancos - 9 votos - 1,37%;
Nulos - 6 votos - 0,92%.

Assembleia Municipal de Ovar:
Eleitores - 1000;
Votantes - 655 - 65,50%;
1. PS - 254 votos - 38,78%;
2. PSD/PSD - 240 votos - 36,64%;
3. BE - 84 votos - 12,82%;
4. CDU - 59 votos - 9,01%.
Brancos - 11 votos - 1,68%;
Nulos - 7 votos - 1,07%.

Assembleia de Freguesia de Ovar:
Eleitores - 1000;
Votantes - 655 - 65,50%;
1. PSD/PSD - 318 votos - 48,55%;
2. PS - 194 votos - 29,62%;
3. BE - 64 votos - 9,77%;
4. CDU - 58 votos - 8,85%.
Brancos - 9 votos - 1,37%;
Nulos - 12 votos - 1,83%.

sábado, outubro 17, 2009

DOSSIER HONDURAS

1. PCP Condena Golpe - Ler aqui;
2. Golpistas impedem regresso de Zelaya e reprimem protestos - Ler aqui;
3. Quando perguntar é probido - Ler aqui;
4. Frente Contra o Golpe rejeita acordo - Ler aqui;
5. Militares impedem povo de acolher presidente - Ler aqui;
6. Conselho Mundial da Paz apela à solidariedade - Ler aqui;
7. Hondurenhos resistem nas ruas - Ler aqui;
8. PCP manifesta solidariedade - Ler aqui;
9. Zelaya afrontou interesses muito poderosos - Ler aqui;
10. Um grito de libertação - Ler aqui;
11. Povo na rua desafia ditadura - Ler aqui;
12. As botas cardadas da ditadura - Ler aqui;
13. OEA falha diálogo nas Honduras - Ler aqui;

Fonte: Jornal Avante.

ENTREVISTA A YANG DELI

Entrevista a Yang Deli, membro do CC do PCCh

«O nosso desenvolvimento não é uma ameaça a ninguém»

A China é hoje a terceira economia mundial. Mesmo no contexto da crise capitalista, mantém uma previsão de crescimento do Produto Interno Bruto na ordem dos 8 por cento para o ano de 2009. Em entrevista concedida ao nosso jornal, o responsável pela delegação do Partido Comunista da China (PCCh) na Festa do Avante!, conselheiro do Departamento Internacional do Comité Central do PCCh, Yang Deli, explicou que se essa meta for alcançada estará dado um passo importante na resposta às consequências da crise no país e, simultaneamente, manter-se-á o caminho de desenvolvimento iniciado há quase duas décadas, processo, frisou ainda, cujo objectivo não é ameaçar ninguém ou conquistar uma posição hegemónica.

Artigo Completo: Ler Aqui.
Fonte: Jornal Avante.

sexta-feira, outubro 02, 2009

LEGISLATIVAS 2009

No período de falencia do capitalismo, não sei bem como ... mas as forças de direita triunfam. Refiro-me a este facto, porque na minha opinião e com muita tristeza minha o CDS-PP foi a força partidária que venceu estas legislativas. O cenário na europa é semelhante ou ainda mais grave. Onde está o sentido crítico do povo?

Com base nos resultados nacionais apurados, o PS alcançou 36.56% dos votos, o PSD 29.09%, o CDS/PP 10.46%, o BE 9.85% e a CDU 7.88%.

Com base nos resultados apurados na secção de voto nº3 (onde fui membro da mesa) da Assembleia de Voto da Freguesia de Ovar do Circulo Eleitoral de Aveiro, o PS alcançou 40.83% dos votos, o PSD 29.51%, o BE 11.60%, a CDU 7.59% e o CDS/PP 6.30%.

domingo, setembro 27, 2009

HOJE É DIA DE ELEIÇÕES LEGISLATIVAS ...

... daremos mais força a quem merece.



Gosto desta fotografia porque tem um sentido estético muito apurado, e a expressão corporal do elemento dos "Tocá Rufar" dá muita força à imagem.
Esta fotografia foi "arrebatada" ao blogue, "O Tempo das Cerejas" um dos melhores blogues da blogosfera portuguesa, concebido por Vítor Dias. Contudo, desconheço o autor da fotografia.

U2 EM COIMBRA EM OUTUBRO DE 2010



Fotografia de MJ Kim/AP

«Os U2 vão actuar a 02 de Outubro de 2010 no Estádio de Coimbra, no âmbito da "360º Tour", disse hoje à agência Lusa fonte da promotora Ritmos e Blues.
A promotora referiu que marcará para breve uma conferência de imprensa para revelar todos os pormenores sobre o concerto, o primeiro do grupo em Coimbra, e a data em que os bilhetes serão colocados à venda.»
- JN.

THE CULT AO VIVO NO COLISEU DE LISBOA [REPORTAGEM - BLITZ]



Quando a acordei já estavamos a 25 de Setembro, data marcada para o concerto dos CULT no Coliseu do Recreios em Lisboa. Para mais, o cerne desta tournée trata-se do album LOVE, o meu favorito desta banda. Segue o vídeo de uma das minhas músicas favoritas dos CULT - SHE SELLS SANTUARY, a reportagem do concerto a cargo do jornal BLITZ e ainda o alinhamento das canções com que esta banda brindou os presentes.




«The Cult ao vivo no Coliseu de Lisboa [reportagem]

Ian Astbury e companhia estão aí para as curvas e esgotaram o Coliseu lisboeta. A banda não se deixou fotografar por profissionais: mostre-nos as suas fotos e vídeos do concerto no Forum BLITZ.


Ao contrário de muitos músicos da mesma geração, Ian Astbury e Billy Duffy parecem conviver de forma relativamente pacífica com o facto de, sobretudo ao longo dos últimos anos, os The Cult se terem transformado numa banda essencialmente nostálgica.

A partir do momento em que se separou pela primeira vez, em 1995, o duo embarcou numa carreira errática e, talvez por isso, a natureza mais experimental e desafiante de discos como Beyond Good and Evil e Born Into This não foi recebida de forma tão consensual como seria de esperar pela sua base de seguidores.

A dada altura tornou-se claro que os fãs dos The Cult estavam interessados em ouvir essencialmente os temas do fundo de catálogo do grupo e esta digressão mais recente, apelidada Love Live , é um exemplo irrefutável de que os músicos estão dispostos a fazer-lhes a vontade.

O público correspondeu em massa ao apelo e, surpresa das surpresas, esgotou na totalidade a capacidade do Coliseu dos Recreios. Poucos minutos antes das 21:45, Astbury e Duffy - acompanhados por Mike Dimwick na segunda guitarra, Chris Wyse no baixo e John Tempesta na bateria - subiram ao palco da mítica sala da capital e atacaram de imediato "Nirvana", o tema de abertura de Love .

"Big Neon Glitter" e o tema-título do álbum que os catapultou para um sucesso em larga escala há mais de duas décadas denunciaram desde logo que o quarteto estava ali para interpretar o disco na íntegra e, seguindo o alinhamento original, a sorumbática "Brother Wolf, Sister Moon" deu seguimento a uma prestação imaculada em termos de interpretação.

Ian até pode ter ganho uns quilinhos desde que passou por Portugal pela última vez, mas as suas cordas vocais continuam imaculadas e a displicência com que continua a distribuir pandeiretas pelo público compensa o facto de cada vez passar mais tempo agarrado ao microfone.

Billy, por seu lado, parece estar cada vez mais magro e, com a naturalidade que se lhe conhece, continua a destilar riffs e solos de guitarra com uma mestria impressionante. Dimwick, Wyse e Tempesta são músicos de eleição e, claro, não deixaram os seus créditos por mãos alheias numa noite que se queria de celebração.

Talvez por isso a música tenha falado mais alto que tudo o resto, fazendo ignorar os pequenos problemas técnicos inerentes ao facto deste ser o primeiro concerto da tour e, em grande parte, até as imagens que foram projectadas atrás dos músicos durante toda a actuação.

"Rain", "Revolution" e, sobretudo, "She Sells Sanctuary" foram os pontos altos da primeira parte do concerto e puseram a sala em êxtase. A dada altura estava toda a gente a cantar, a dançar e a pular - da plateia às bancadas, passando até pelos camarotes. Uma prova de que, à semelhança dos seus ídolos, o público dos The Cult parece estar "pronto para as curvas".

Depois de um pequeno interlúdio instrumental, a banda voltou ao palco para interpretar uma espécie de best of durante o qual tocaram duas canções da sua fase mais recente e também alguns clássicos, culminado com a apoteose de "Love Removal Machine".

Não é preciso muito para adivinhar quais foram recebidas de forma mais efusiva, pois não?

Alinhamento

Nirvana
Big Neon Glitter
Love
Brother Wolf, Sister Moon
Rain
Phoenix
Hollow Man
Revolution
She Sells Sanctuary
Black Angel
Electric Ocean
Wildflower
Sun King
Rise
Dirty Little Rockstar
Fire Woman
Love Removal Machine

Texto: José Miguel Rodrigues - Blitz»

MORREU O AUTOR DO HINO DA URSS

«MOSCOVO - O autor das letras dos hinos nacionais soviético e russo, Sergei Mikhalkov, morreu hoje, em Moscou, aos 96 anos. A informação é de um porta-voz de seu filho, o director de cinema Nikita Mikhalkov.

Mikhalkov era um jovem autor e correspondente de guerra, em 1943, quando teve seus poemas elogiados por José Estaline. O dirigente encarregou-o, então, de escrever a letra do novo hino soviético, que deveria inspirar os soldados do Exército Vermelho, em plena Segunda Guerra (1939-45). A letra foi escrita por Mikhalkov e por um jornalista chamado Gabriel El Registan, enquanto Alexander Alexandrov fez a música. Em 1977, Mikhalkov realizou algumas alterações no hino, com a aprovação dos dirigentes comunistas. Com o colapso da União Soviética, o hino do país passou a ser uma peça instrumental do século 19, escrita por Mikhail Glinka. Porém, após Vladimir Putin assumir a presidência, em 2000, ele restaurou o velho hino, com novas alterações realizadas por Mikhalkov. A primeira versão do hino elogiava Estaline, com frases como "nos elevou na lealdade junto ao povo" e "nos inspirou ao trabalho e ao heroísmo"»
- estadao.com.br

ZELAYA VOLTA ÀS HONDURAS

Povo na rua desafia ditadura - O presidente legítimo das Honduras, Manuel Zelaya, voltou ao país esta segunda-feira, 21, e refugiou-se na embaixada do Brasil. O governo usurpador impôs o recolher obrigatório, mas o povo está na rua em apoio a Zelaya.



A decisão de Zelaya de entrar clandestinamente no país, ao 86.º dia do seu afastamento pela força das armas, colheu toda a gente de surpresa. O governo de facto do empresário Roberto Micheletti, que assumiu o poder após o golpe militar de 28 de Junho que depôs e deportou Zelaya, foi totalmente apanhado desprevenido e passou boa parte do dia a desmentir as notícias do regresso do presidente. Só depois de Zelaya dar uma entrevista ao Canal 11 da televisão local e de ter aparecido no terraço da embaixada brasileira em Tegucigalpa para saudar os milhares de apoiantes que já haviam acorrido ao local, é que os golpistas se renderam à evidência.
- Artigo Completo - Jornal Avante.

DAS URNAS DO GOLPE AO GOLPE NAS URNAS





«Golpe de Estado nas Honduras» – foi assim que a influente cadeia de televisão norte-americana CNN começou por dar a notícia, a 28 de Junho, do sequestro e deportação do presidente constitucionalmente eleito Manuel Zelaya. Algum tempo depois, com a mudança do jornalista de turno, a manchete no écran da estação passou para «Sucessão forçada nas Honduras». Estava feito o «aviso à navegação» e dado o mote para a campanha de mistificação e mentira que desde então tem vindo a ser desenvolvida em relação ao que se passa nas Honduras. - Artigo completo - Jornal Avante