domingo, dezembro 12, 2010
VAMOS DAR A VOLTA COM JESUS
«"Vamos dar a volta com Jesus", Fábio Coentrão. O internacional português Fábio Coentrão está confiante que a derrota com o Schalke faz parte do passado e que vão regressar às vitórias, no domingo, frente ao SC Braga, para a Taça de Portugal. [...] Estamos só a pensar no SC Braga e na Taça de Portugal, uma competição em que queremos chegar à final... e vencê-la! Por isso, vamos dar o máximo para vencer o SC Braga!» Ler +
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JESUS FAZ PARTE DA SOLUÇÃO
«"Jesus faz parte da solução, não do problema", Luís Filipe Vieira. "Nenhum benfiquista pode ter memória curta. O treinador do Benfica é o mesmo que nos deu o título nacional. O Jorge Jesus faz parte da solução, nunca do problema. Não podemos voltar a passado recente. Ninguém no Benfica está satisfeito com a situação que vivemos", disse em entrevista à televisão do clube.» Ler +
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domingo, novembro 28, 2010
A TÁCTICA É TRÊS POR DOIS
Massive Attack - Live With Me
Twillight Singers & Mark Lanegan - Live With Me/Where Did You Sleep - Vídeo
Nirvana - Where Did You Sleep Last Night- Vídeo
Isso mesmo, três interpretes e duas canções.
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domingo, outubro 31, 2010
THE SHOES - STAY THE SAME
Tendo em consideração a última nota que escrevi sobre esta banda, e em concreto sobre esta música, deverei de dizer desde então que neste momento ainda gosto mais desta música. Sobre o restante trabalho parace-me profundamente electrónico ... em todo caso já tenho mais informação sobre os SHOES, texto, som e imagem. (Para ler o artigo completo, e conhecer toda esta informação, siga por este caminho).
sexta-feira, outubro 22, 2010
THE SHOES - STAY THE SAME
Gostei. Pelo que percebi, é uma banda francesa. Uma amostra da canção "Stay the Same".
quinta-feira, outubro 14, 2010
MIA POR RITA
Embora de alma e coração o vermelho é a minha cor, esta "nota", isto é, este post, é um preito à Rita pelos azuis conseguidos nesta fotografia, que vão da ponta dos pés ao reflexo dos olhos. O "sujeito" desta fotografia é a rapper MIA.
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segunda-feira, setembro 13, 2010
MARINALEDA
A utopia chama-se MARINALEDA. MARINALEDA fica já aqui ao lado, na Andaluzia, Espanha.
«UMA ALDEIA ANDALUZA por Mohamed Belaali
"Avenida da Liberdade", "Rua Ernesto Che Guevara", "Praça Salvador Allende, "Paz, Pão e Trabalho", "Desliga a TV, acende a tua mente", "Uma utopia rumo à Paz", etc são os nomes de ruas, de praças e dos slogans de uma aldeia andaluza não longe de Córdoba e de Sevilha que o visitante estrangeiro descobre no fim de uma estrada sinuosa em meio a campos de oliveiras, de trigo cortado e seco ao sol.

A rua principal da pequena aldeia com cerca de 3000 habitantes conduz directamente ao ayuntamiento dirigido por Juan Manuel Sánchez Gordillo, que ganhou todas as eleições por uma ampla maioria e isto desde há mais de trinta anos. (Para ler o artigo completo siga por este caminho).
Em Resistir Info
«UMA ALDEIA ANDALUZA por Mohamed Belaali
"Avenida da Liberdade", "Rua Ernesto Che Guevara", "Praça Salvador Allende, "Paz, Pão e Trabalho", "Desliga a TV, acende a tua mente", "Uma utopia rumo à Paz", etc são os nomes de ruas, de praças e dos slogans de uma aldeia andaluza não longe de Córdoba e de Sevilha que o visitante estrangeiro descobre no fim de uma estrada sinuosa em meio a campos de oliveiras, de trigo cortado e seco ao sol.

A rua principal da pequena aldeia com cerca de 3000 habitantes conduz directamente ao ayuntamiento dirigido por Juan Manuel Sánchez Gordillo, que ganhou todas as eleições por uma ampla maioria e isto desde há mais de trinta anos. (Para ler o artigo completo siga por este caminho).
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FESTA DO AVANTE
A Festa do Avante sentida por um "reaccionário" :) O caminho é por aqui.
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Luiz Carvalho
SELECTED WORKS BY B. MIKHAILOV
Boris Mikhaelov é talvez o fotojornalista Soviético/Ucraniano mais apreciado no ocidente. Segundo reza a lenda teve alguns problemas com as entidades soviéticas à conta das suas fotografias de nu, tendo a sua função de engenheiro sido posta em causa.Curiosamente, a sua selecção de trabalhos fotográficos ronda em torno desintegração social na era pós-soviética: a máscara do capitalismo cai.
Este trabalho fotográfico, mais do que busca do belo, procurou uma parte do real. (Para ler o artigo completo, siga por este caminho).
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SONS DE VERÃO 2010
Já há algum tempo que pretendia publicar uma nota sobre os XX. Um enorme sucesso em finais de 2009, que conheci em Janeiro de 2010.
As canções que sugiro são, "Intro" e "Night Time".
Outra música que destaco é "Shadows" das "Au Revoir Simone".
As canções que sugiro são, "Intro" e "Night Time".
Outra música que destaco é "Shadows" das "Au Revoir Simone".
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SONS DE VERÃO 2010
Trova: "Travessia do Deserto - José Mário Branco"
Travessia do Deserto
Que caminho tão longo!
Que viagem tão comprida!
Que deserto tão grande grande
Sem fronteira nem medida!
Águas do pensamento
Vinde regar o sustento
Da minha vida
Este peso calado
Queima o sol por trás do monte
Queima o tempo parado
Queima o rio com a ponte
Águas dos meus cansaços
Semeai os meus passos
Como uma fonte
Ai que sede tão funda!
Ai que fome tão antiga!
Quantas noites se perdem
No amor de cada espiga!
Ventre calmo da terra
Leva-me na tua guerra
Se és minha amiga
José Mário Branco
(Ser solidário)
Travessia do Deserto
Que caminho tão longo!
Que viagem tão comprida!
Que deserto tão grande grande
Sem fronteira nem medida!
Águas do pensamento
Vinde regar o sustento
Da minha vida
Este peso calado
Queima o sol por trás do monte
Queima o tempo parado
Queima o rio com a ponte
Águas dos meus cansaços
Semeai os meus passos
Como uma fonte
Ai que sede tão funda!
Ai que fome tão antiga!
Quantas noites se perdem
No amor de cada espiga!
Ventre calmo da terra
Leva-me na tua guerra
Se és minha amiga
José Mário Branco
(Ser solidário)
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SONS DE VERÃO 2010

Sons de verão de 2010.
A minha primeira preferência é Kylie Minogue - All The Lovers - Vídeo

A minha segunda escolha será Scissors Sisters - Fire With Fire - Vídeo
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domingo, setembro 12, 2010
BENFICA CAMPEÃO 2010-2011
Depois da euforia da última nota que publiquei neste blogue, estamos perante um Benfica sem algumas das suas pedras basilares da temporada 2009-2010, mas também sem os níveis de motivação e concentração dessa época. Estes factores traduzem-se numa equipa estruturalmente menos coesa, onde não se sente pressão à saída do adversário, mais espaços entre sectores, defesa menos eficaz, mas também menos jogadas com eminência de golo. Para este sistema de jogo, de enorme intensidade física, mas absolutamente demolidor para os adversários, Ramires, "o pulmão", é uma das faltas de grande vulto.
Por outro lado, neste jogo de Guimarães, erros claros de arbitragem, penalizaram fortemente o desenvolvimento do jogo do nosso clube. Fez-me lembrar épocas passadas ... cheira a bafio ... mofo ... bolor.
O título desta nota "Benfica Campeão 2010-2011" é a minha forte convicção.
Por outro lado, neste jogo de Guimarães, erros claros de arbitragem, penalizaram fortemente o desenvolvimento do jogo do nosso clube. Fez-me lembrar épocas passadas ... cheira a bafio ... mofo ... bolor.
O título desta nota "Benfica Campeão 2010-2011" é a minha forte convicção.
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segunda-feira, maio 10, 2010
sexta-feira, maio 07, 2010
PROGRESS
«[...] for us, true progress means, everyone beneficts at the same time [...]»
Aparentemente, a frase transcrita, parece o extrato de um discurso com grande intensidade ideológica. Mas não é. É retórica, demagogia comercial de uma conhecidissima marca de automóveis, a qual, não me apetece mencionar.
Por questões de "formatação" e juízos ancestrais, para alguns, este conceito de PROGRESSO é difícil de entender. Inclusivamente, a esmagadora maioria dos seres humanos, não conhecem esta concepção de PROGRESSO. Contudo, para outros, esta definição de PROGRESSO é a mais sensata de atribuir ao desenvolvimento de uma sociedade.
P.S.: Hoje recebi a notícia, que o camarada António José Macedo, faleceu de doença prolongada. Este, toda a sua vida lutou pelo PROGRESSO.
Aparentemente, a frase transcrita, parece o extrato de um discurso com grande intensidade ideológica. Mas não é. É retórica, demagogia comercial de uma conhecidissima marca de automóveis, a qual, não me apetece mencionar.
Por questões de "formatação" e juízos ancestrais, para alguns, este conceito de PROGRESSO é difícil de entender. Inclusivamente, a esmagadora maioria dos seres humanos, não conhecem esta concepção de PROGRESSO. Contudo, para outros, esta definição de PROGRESSO é a mais sensata de atribuir ao desenvolvimento de uma sociedade.
P.S.: Hoje recebi a notícia, que o camarada António José Macedo, faleceu de doença prolongada. Este, toda a sua vida lutou pelo PROGRESSO.
quinta-feira, abril 15, 2010
domingo, março 28, 2010
U.S. OF AMERICA A(O) RUBRO
Uma das matérias que me desperta o maior interesse no mandato de Barack Obama é a criação do Sistema Nacional de Saúde. Este é o objecto que garantirá cuidados médicos para alguns dos Norte Americanos mais desfavorecidos. A maior potência mundial do EGOÍSMO, está recheada de lobbies que perpetram as maiores perfídias, isto é, mentiras, para descredibilizar esta campanha, chegando ao ponto de criarem este ícone indecoroso – ver figura acima.Mesmo sendo, […] «um tímido arremedo de Serviço Nacional de Saúde, em que os primeiros a lucrar milhões serão os donos das seguradoras privadas, ao garantir, em vez de um serviço realmente público, o pagamento pelo Estado dos seguros de saúde de muitos milhões de norte-americanos pobres que até agora não tinham acesso a cuidados médicos. Mesmo tendo deixado de fora alguns milhões de imigrantes que continuarão entregues à sua sorte e aos caprichos de quem os explora,» […] os “Republicanos” – todos – e “Democratas” – alguns – que lutam contra este progresso da sociedade americana, estão dispostos a tudo, a utilizar todos os meios, métodos e recursos para boicotar, para provar que esta medida é inconstitucional. Pior, «Muitas gerações de educação e formatação para o mais abjecto individualismo paranoicamente egoísta deixam marcas, o que explica a relativa facilidade com que conseguem mobilizar contra esta medida social tantos cidadãos, mesmo alguns que acabarão por beneficiar dela.»
Que me perdoe o CANTIGUEIRO por ter usurpado algumas das suas mais preciosas ideias, aliás todo o texto contido entre aspas é de sua autoria, mas este post é extremamente esclarecedor quanto aos “mitos” que reinam no país que é considerado o paradigma da DEMOCRACIA.
Ainda nesse post faz-se referência às convulsões sociais que emanam em grande escala neste país, dignas de registo pela sua dimensão, porém, mesmo assim não são objecto de qualquer atenção pelos órgãos de comunicação social vigentes em Portugal. Mas para mais detalhe sobre este assunto, este blog e este também, orientam a atenção dos leitores para uma comunicação social, muito pouco MAINSTREAM.
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terça-feira, março 23, 2010
SERGEY MAXIMISHIN
«A tea drinking of the acting company of the amateur " Naive Theatre" of N 7 Psycho-neurological asylum - St. Petersburg - Russia - 2003-04.»«...was born in 1964. Spent my childhood in Kerch,the Crimea. Moved to Leningrad in 1982. Served in the Soviet army as a photographer the Soviet Military Force Group on Cuba from 1985 to 1987. Graduated from Leningrad Politechnical Inctitute in 1991 with a B.A. in physics.Worked in the laboratory of scientific and technical expertise in the Hermitage Museum. Graduated from St-Petersburg Faculty of photojournalism in 1998. In 1999-2003 was a staff photographer for the "Izvestia" newspaper. Since 2003 I work with a German agency "Focus".» Esta é a biografia do fotógrafo Russo, Sergey Maximishin.
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domingo, fevereiro 07, 2010
FIELDS OF THE NEPHILIM
Ontem, quando li as "gordas" do JN, mudei completamente os meus planos, e a razão foi esta: Os Fields of the Nephilim estiveram em Portugal pela primeira vez, e logo no Coliseu do Porto. Não esperei e liguei a quem percebe da "poda". Aí fomos nós para o Coliseu.
Como não os ouço há muito tempo, fui incapaz de identificar as novas canções, e muitas dos seus tempos áureos ... os 80's, 'tá claro! Mesmo assim não fui indiferente a Moonchild, For Her Light - a minha favorita - e Last Exit For The Lost, que estabeleceu o fim magistral do concerto.

Sobre os actuais Fields of the Nephilim, depois de alguma leitura, deduzo que a presente constituição da banda ronda em torno do carácter de Carl McCoy, enquanto que os restantes elementos serão pagos para se limitarem a cumprir o que lhes é pedido, isto é, a vestir a "farda" e "tocar". Desta forma, imagino que toda a criação será da exclusiva responsabilidade do único elemento original, o vocalista e líder do grupo, o dito: Carl McCoy.

Para mais detalhes, fica um texto, que encontrei no site do Coliseu do Porto. A ler:
«Os descendentes da serpente de fogo estão finalmente de regresso à estrada numa digressão que passa por Portugal e promete fazer relembrar alguns dos momentos mais criativos dentro do movimento gótico de vanguarda. Os fatos, cinzentos à custa de muita poeira acumulada, saem das malas de criaturas que parecem viajantes do tempo. Estes feiticeiros do som de inspiração telemática musicaram mandamentos do rock gótico como «Moonchild» ou «Blue Water» e, nesta há muita aguardada estreia em território nacional, vão mostrar que o revivalismo dos anos 80 também se pode celebrar no lado negro.
Magia, misticismo e obscurantismo juntam-se na celebração de quase um quarto de século de existência. Depois da aventura de Carl McCoy com The Nephilim tudo se renova finalmente em nome de uma única entidade – que é o verdadeiro símbolo da cultura de vanguarda, nascida quando ainda despontava a década de 80. Os Fields Of The Nephilim surgirão no meio da neblina, para actuar no Coliseu do Porto, a 6 de Fevereiro de 2010.

BIOGRAFIA
Os Fields Of The Nephilim são uma banda de rock gótico, que começou a dar os primeiros passos no início da década de 80, a sul de Londres. A formação original do grupo – Carl McCoy na voz, Paul Wright na guitarra, Tony Pettitt no baixo, Nod Wright na bateria e Gary Whisker no saxofone – gravou apenas um EP (o raríssimo «Burning The Fields», de 1985), mas percebeu-se desde cedo que eventualmente acabariam por dar que falar. Inspirado liricamente pelo mito de Cthulhu, pela mitologia suméria e por Aleister Crowley, Carl McCoy, cara e mentor do projecto, explorava uma abordagem apocalíptica ao imaginário visual dos western spaghetti de Sergio Leone e essa conjugação de elementos, aliada a uma sonoridade que misturava rock gótico, metal e também algum psicadelismo bem obscuro, deu ao quinteto a sua personalidade muito própria. Os singles «Power» e «Preacher Man», apoiados em imponentes actuações ao vivo, permitiram-lhes dar os primeiros passos em relação ao estatuto de culto que conquistaram finalmente com a edição do seu primeiro registo de longa-duração, em 1987. «Blue Water», single retirado de «Dawnrazor», marcou a estreia dos Fields Of The Nephilim na tabela de vendas do Reino Unido e, com ajuda de uma primeira digressão europeia, espalhou em mais larga escala a identidade mórbida, mística, sombria e misteriosa personificada por McCoy e companhia. A popularidade do grupo aumentou ainda mais com a edição de «The Nephilim» em 1988 e, dois anos depois, «Elizium» permitiu-lhes estabelecerem um culto a nível mundial.
Confirmando rumores de instabilidade no seio do colectivo, Carl McCoy anuncia o seu abandono em 1991 e os Fields Of The Nephilim separam-se depois de dois concertos de despedida em Londres. O disco ao vivo «Earth Inferno», o vídeo «Visionary Heads» e a colectânea «Revelations» são editados a título póstumo, enquanto McCoy grava «Zoon» com os Nefilim e os seus ex-companheiros se envolvem numa série de novos projectos – Rubicon, Last Rites – que não fizeram grande história. A 15 de Agosto de 1998, McCoy e o baixista Tony Pettitt anunciam o seu plano de recuperação dos Fields Of The Nephilim e, dois anos depois, é editado o single «One More Nightmare (Trees Come Down)». A banda, cuja formação ficava agora completa com músicos dos Nefilim, dá então os primeiros concertos em nove anos, mas quando o álbum «Fallen» chega aos escaparates os dois membros fundadores já se tinham desentendido novamente e o vocalista demarcou-se rapidamente do lançamento. Depois de mais alguns anos de silêncio profundo, «Mourning Sun», o quatro álbum “ a sério” dos Fields Of The Nephilim, é finalmente editado a 28 de Novembro de 2005 – 15 anos após o lançamento de «Elizium» a banda volta ao activo com uma atitude ainda mais dura. Depois de espectáculos marcantes no Sheperd's Bush Empire (em Londres) e de aparições de destaque em festivais de renome como o Wave Gotik Trefen e M'era Luna, a estreia em Portugal desta banda icónica acontece no próximo dia 6 de Fevereiro.
Formação: Carl McCoy - Voz Tom Edwards - Guitarra Gavin King - Guitarra Lee Newell - Bateria Snake - Baixo»
Para finalizar segue o alinhamento do concerto no Coliseu do Porto - Fields of the Nephilim - Setlist Oporto Coliseum - 06th February 2010(**):
01. Shroud
02. Straight to the Light
03. Trees come down
04. Preacher Man
05. Dawnrazor
06. From the Fire
07. Penetration
08. Moonchild
09. Love Under Will
10. Watchman
11. Mourning Sun
---
12. For Her Light
13. Zoon
14. Last Exit For the Lost
(**) Lista organizada pelo fã da banda, José Pacheco.
Como não os ouço há muito tempo, fui incapaz de identificar as novas canções, e muitas dos seus tempos áureos ... os 80's, 'tá claro! Mesmo assim não fui indiferente a Moonchild, For Her Light - a minha favorita - e Last Exit For The Lost, que estabeleceu o fim magistral do concerto.

Sobre os actuais Fields of the Nephilim, depois de alguma leitura, deduzo que a presente constituição da banda ronda em torno do carácter de Carl McCoy, enquanto que os restantes elementos serão pagos para se limitarem a cumprir o que lhes é pedido, isto é, a vestir a "farda" e "tocar". Desta forma, imagino que toda a criação será da exclusiva responsabilidade do único elemento original, o vocalista e líder do grupo, o dito: Carl McCoy.

A formação original
Para mais detalhes, fica um texto, que encontrei no site do Coliseu do Porto. A ler:
«Os descendentes da serpente de fogo estão finalmente de regresso à estrada numa digressão que passa por Portugal e promete fazer relembrar alguns dos momentos mais criativos dentro do movimento gótico de vanguarda. Os fatos, cinzentos à custa de muita poeira acumulada, saem das malas de criaturas que parecem viajantes do tempo. Estes feiticeiros do som de inspiração telemática musicaram mandamentos do rock gótico como «Moonchild» ou «Blue Water» e, nesta há muita aguardada estreia em território nacional, vão mostrar que o revivalismo dos anos 80 também se pode celebrar no lado negro.
Magia, misticismo e obscurantismo juntam-se na celebração de quase um quarto de século de existência. Depois da aventura de Carl McCoy com The Nephilim tudo se renova finalmente em nome de uma única entidade – que é o verdadeiro símbolo da cultura de vanguarda, nascida quando ainda despontava a década de 80. Os Fields Of The Nephilim surgirão no meio da neblina, para actuar no Coliseu do Porto, a 6 de Fevereiro de 2010.

BIOGRAFIA
Os Fields Of The Nephilim são uma banda de rock gótico, que começou a dar os primeiros passos no início da década de 80, a sul de Londres. A formação original do grupo – Carl McCoy na voz, Paul Wright na guitarra, Tony Pettitt no baixo, Nod Wright na bateria e Gary Whisker no saxofone – gravou apenas um EP (o raríssimo «Burning The Fields», de 1985), mas percebeu-se desde cedo que eventualmente acabariam por dar que falar. Inspirado liricamente pelo mito de Cthulhu, pela mitologia suméria e por Aleister Crowley, Carl McCoy, cara e mentor do projecto, explorava uma abordagem apocalíptica ao imaginário visual dos western spaghetti de Sergio Leone e essa conjugação de elementos, aliada a uma sonoridade que misturava rock gótico, metal e também algum psicadelismo bem obscuro, deu ao quinteto a sua personalidade muito própria. Os singles «Power» e «Preacher Man», apoiados em imponentes actuações ao vivo, permitiram-lhes dar os primeiros passos em relação ao estatuto de culto que conquistaram finalmente com a edição do seu primeiro registo de longa-duração, em 1987. «Blue Water», single retirado de «Dawnrazor», marcou a estreia dos Fields Of The Nephilim na tabela de vendas do Reino Unido e, com ajuda de uma primeira digressão europeia, espalhou em mais larga escala a identidade mórbida, mística, sombria e misteriosa personificada por McCoy e companhia. A popularidade do grupo aumentou ainda mais com a edição de «The Nephilim» em 1988 e, dois anos depois, «Elizium» permitiu-lhes estabelecerem um culto a nível mundial.
Confirmando rumores de instabilidade no seio do colectivo, Carl McCoy anuncia o seu abandono em 1991 e os Fields Of The Nephilim separam-se depois de dois concertos de despedida em Londres. O disco ao vivo «Earth Inferno», o vídeo «Visionary Heads» e a colectânea «Revelations» são editados a título póstumo, enquanto McCoy grava «Zoon» com os Nefilim e os seus ex-companheiros se envolvem numa série de novos projectos – Rubicon, Last Rites – que não fizeram grande história. A 15 de Agosto de 1998, McCoy e o baixista Tony Pettitt anunciam o seu plano de recuperação dos Fields Of The Nephilim e, dois anos depois, é editado o single «One More Nightmare (Trees Come Down)». A banda, cuja formação ficava agora completa com músicos dos Nefilim, dá então os primeiros concertos em nove anos, mas quando o álbum «Fallen» chega aos escaparates os dois membros fundadores já se tinham desentendido novamente e o vocalista demarcou-se rapidamente do lançamento. Depois de mais alguns anos de silêncio profundo, «Mourning Sun», o quatro álbum “ a sério” dos Fields Of The Nephilim, é finalmente editado a 28 de Novembro de 2005 – 15 anos após o lançamento de «Elizium» a banda volta ao activo com uma atitude ainda mais dura. Depois de espectáculos marcantes no Sheperd's Bush Empire (em Londres) e de aparições de destaque em festivais de renome como o Wave Gotik Trefen e M'era Luna, a estreia em Portugal desta banda icónica acontece no próximo dia 6 de Fevereiro.
Formação: Carl McCoy - Voz Tom Edwards - Guitarra Gavin King - Guitarra Lee Newell - Bateria Snake - Baixo»
Para finalizar segue o alinhamento do concerto no Coliseu do Porto - Fields of the Nephilim - Setlist Oporto Coliseum - 06th February 2010(**):
01. Shroud
02. Straight to the Light
03. Trees come down
04. Preacher Man
05. Dawnrazor
06. From the Fire
07. Penetration
08. Moonchild
09. Love Under Will
10. Watchman
11. Mourning Sun
---
12. For Her Light
13. Zoon
14. Last Exit For the Lost
(**) Lista organizada pelo fã da banda, José Pacheco.
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terça-feira, janeiro 19, 2010
HAITI
A ORIGEM DAS ESPÉCIES de Francisco José Viegas apresenta uma visão da vivência dos cenários da tragédia em "O voyeurismo da tragédia".
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sexta-feira, janeiro 01, 2010
2010 - ANO DO CONTACTO
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quinta-feira, dezembro 31, 2009
sexta-feira, dezembro 25, 2009
PROPOSTA DE NATAL - III



Três Cantos: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto no Campo Pequeno. Registados pela camera da magnífica fotógrafa, Rita Carmo.
Reportagem no Blitz
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PROPOSTA DE NATAL - II

«"Olhar / Look at Niemeyer" mostra o génio do brasileiro no dia no dia dos seus 102 anos
Mais de 300 fotografias de 103 autores estão reunidas no livro "Olhar/Look at Niemeyer", que será lançado em Lisboa no dia 15 e mostra a "genialidade actual" do arquitecto brasileiro, disse à Lusa o coordenador da obra.
Destak/Lusa | destak@destak.pt»
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PROPOSTA DE NATAL - I
Echo and the Bunnymen
Fountain - 2009
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domingo, dezembro 13, 2009
CONTUNDENTE, REELIÇÃO DE MORALES

«O presidente da Bolívia e candidato do Movimento para o Socialismo (MAS) Evo Morales foi reconduzido no cargo, domingo, por uma maioria de 61 a 63 por cento dos votos, segundo as estimativas, deixando a uma distância de cerca de 40 por cento o principal opositor no sufrágio, o ex-governador da província de Cochabamba, Manfred Reys Villa, que deverá obter entre 23 a 25 por cento dos votos.
À esmagadora eleição à primeira volta de Morales, o MAS junta a conquista da maioria de dois terços dos deputados no Senado e no Congresso bolivianos. Dados preliminares divulgados pela da Agência Boliviana de Notícias indicam que no primeiro hemiciclo o MAS ganha 25 dos 36 lugares disponíveis, ao passo que no parlamento o partido deverá eleger 88 deputados em 130, ou seja, mais 4 que os necessários para garantir a maioria qualificada.
Para além da assistência excepcionalmente alta às urnas, cerca de 94 por cento dos eleitores habilitados, Evo Morales e o MAS garantiram a vitória em todas as regiões do país, exceptuando Beni e Santa Cruz, e mesmo nestas duas cresceram em percentagem e número de votos face à última consulta popular.»
Fonte: Jornal Avante
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BOLÍVIA + EQUADOR = SUCESSO
Ao contrário dos paradigmas estabelecidos pelos gurus da economia neo-liberal a Bolívia e o Equador acabaram com os favorecimentos às multinacionais e decidiram favorecer os seus próprios países e o resultado foi este: «Bolívia e Equador são casos de sucesso no meio da crise global!»

«Latin America's economic rebels - Ecuador and Bolivia are achieving remarkable growth because they reject conventional economic wisdom
Among the conventional wisdom that we hear every day in the business press is that developing countries should bend over backwards to create a friendly climate for foreign corporations, follow orthodox (neoliberal) macroeconomic policy advice and strive to achieve an investment-grade sovereign credit rating so as to attract more foreign capital.
Guess which country is expected to have the fastest economic growth in the Americas this year? Bolivia. The country's first indigenous president, Evo Morales, was elected in 2005 and took office in January 2006. Bolivia, the poorest country in South America, had been operating under IMF agreements for 20 consecutive years, and its per-capita income was lower than it had been 27 years earlier.
Evo sent the IMF packing just three months after he took office, and then moved to re-nationalise the hydrocarbons industry (mostly natural gas). Needless to say this did not sit well with the international corporate community. Nor did Bolivia's decision in May 2007 to withdraw from the World Bank's international arbitration panel, which had a tendency to settle disputes in favour of international corporations and against governments.
But Bolivia's re-nationalisation and increased royalties on hydrocarbons has given the government billions of dollars of additional revenue (Bolivia's entire GDP is only about $16.6bn, with a population of 10 million people). These revenues have been useful for a government that wants to promote development, and especially to maintain growth during the downturn. Public investment increased from 6.3% of GDP in 2005 to 10.5% in 2009.
Bolivia's growth through the current world downturn is even more remarkable in that it was hit hard by falling prices for its most important exports – natural gas and minerals – and also by a loss of important export preferences in the US market. The Bush administration cut off Bolivia's trade preferences that were granted under the Andean Trade Promotion and Drug Eradication Act, allegedly to punish Bolivia for insufficient co-operation in the "war on drugs".
In reality, it was more complicated: Bolivia expelled the US ambassador because of evidence that the US government was supporting the opposition to the Morales government, and the ATPDA revocation followed soon thereafter. In any case, the Obama administration has so far not changed the Bush administration's policies toward Bolivia. But Bolivia has proven that it can do quite well without Washington's co-operation.
Ecuador's leftist president, Rafael Correa, is an economist who, well before he was elected in December 2006, understood and wrote about the limitations of neoliberal economic dogma. He took office in 2007 and established an international tribunal to examine the legitimacy of the country's debt. In November 2008 the commission found that part of the debt was not legally contracted, and in December Correa announced that the government would default on roughly $3.2bn of its international debt.
He was vilified in the business press, but the default was successful. Ecuador cleared a third of its foreign debt off its books by defaulting and then buying the debt back at about 35 cents on the dollar. The country's international credit rating remains low, but no lower than it was before Correa's election, and it was even raised a notch after the buyback was completed.
The Correa government also incurred foreign investors' wrath by renegotiating its deals with foreign oil companies to capture a larger share of revenue as oil prices rose. And Correa has bucked pressure from Chevron and its powerful allies in Washington to drop his support of a lawsuit against the company for alleged pollution of ground waters, with damages that could exceed $27bn.
How has Ecuador done? Growth has averaged a healthy 4.5% over Correa's first two years. And the government has made sure that it has trickled down: healthcare spending as a percent of GDP has doubled, and social spending in general has expanded considerably from 5.4% to 8.3% of GDP in two years. This includes a doubling of the cash transfer programme to poor households, a $474m increase in spending for housing, and other programmes for low-income families.
Ecuador was hit hard by a 77% drop in the price of its oil exports from June 2008 to February 2009, as well as a decline in remittances from abroad. Nonetheless it has weathered the storm pretty well. Other unorthodox policies, in addition to the debt default, have helped Ecuador to stimulate its economy without running too low on reserves.
Ecuador's currency is the US dollar, so that rules out using exchange rate policy and most monetary policy for counter-cyclical efforts in a recession – a significant handicap. Instead, Ecuador was able to cut deals with China for a billion-dollar advance payment for oil and another $1bn loan.
The government also has begun requiring Ecuadorian banks to repatriate some of their reserves held abroad, expected to bring back another $1.2bn, and it has started repatriating $2.5bn in central bank reserves held abroad in order to finance another large stimulus package.
Ecuador's growth will probably come in at about 1% this year, which is pretty good relative to most of the hemisphere. For example, Mexico, at the other end of the spectrum, is projected to have a 7.5% decline in GDP for 2009.
The standard reporting and even quasi-academic analysis of Bolivia and Ecuador says they are victims of populist, socialist, "anti-American" governments – aligned with Venezuela's Hugo Chávez and Cuba, of course – and on the road to ruin. To be sure, both countries have many challenges ahead, the most important of which will be to implement economic strategies that can diversify and develop their economies over the long run. But they have made a good start so far, by giving the conventional wisdom of the economic and foreign policy establishment – in Washington and Europe – the respect it has earned.»
Fonte: Guardian - Mark Weisbrot

«Latin America's economic rebels - Ecuador and Bolivia are achieving remarkable growth because they reject conventional economic wisdom
Among the conventional wisdom that we hear every day in the business press is that developing countries should bend over backwards to create a friendly climate for foreign corporations, follow orthodox (neoliberal) macroeconomic policy advice and strive to achieve an investment-grade sovereign credit rating so as to attract more foreign capital.
Guess which country is expected to have the fastest economic growth in the Americas this year? Bolivia. The country's first indigenous president, Evo Morales, was elected in 2005 and took office in January 2006. Bolivia, the poorest country in South America, had been operating under IMF agreements for 20 consecutive years, and its per-capita income was lower than it had been 27 years earlier.
Evo sent the IMF packing just three months after he took office, and then moved to re-nationalise the hydrocarbons industry (mostly natural gas). Needless to say this did not sit well with the international corporate community. Nor did Bolivia's decision in May 2007 to withdraw from the World Bank's international arbitration panel, which had a tendency to settle disputes in favour of international corporations and against governments.
But Bolivia's re-nationalisation and increased royalties on hydrocarbons has given the government billions of dollars of additional revenue (Bolivia's entire GDP is only about $16.6bn, with a population of 10 million people). These revenues have been useful for a government that wants to promote development, and especially to maintain growth during the downturn. Public investment increased from 6.3% of GDP in 2005 to 10.5% in 2009.
Bolivia's growth through the current world downturn is even more remarkable in that it was hit hard by falling prices for its most important exports – natural gas and minerals – and also by a loss of important export preferences in the US market. The Bush administration cut off Bolivia's trade preferences that were granted under the Andean Trade Promotion and Drug Eradication Act, allegedly to punish Bolivia for insufficient co-operation in the "war on drugs".
In reality, it was more complicated: Bolivia expelled the US ambassador because of evidence that the US government was supporting the opposition to the Morales government, and the ATPDA revocation followed soon thereafter. In any case, the Obama administration has so far not changed the Bush administration's policies toward Bolivia. But Bolivia has proven that it can do quite well without Washington's co-operation.
Ecuador's leftist president, Rafael Correa, is an economist who, well before he was elected in December 2006, understood and wrote about the limitations of neoliberal economic dogma. He took office in 2007 and established an international tribunal to examine the legitimacy of the country's debt. In November 2008 the commission found that part of the debt was not legally contracted, and in December Correa announced that the government would default on roughly $3.2bn of its international debt.
He was vilified in the business press, but the default was successful. Ecuador cleared a third of its foreign debt off its books by defaulting and then buying the debt back at about 35 cents on the dollar. The country's international credit rating remains low, but no lower than it was before Correa's election, and it was even raised a notch after the buyback was completed.
The Correa government also incurred foreign investors' wrath by renegotiating its deals with foreign oil companies to capture a larger share of revenue as oil prices rose. And Correa has bucked pressure from Chevron and its powerful allies in Washington to drop his support of a lawsuit against the company for alleged pollution of ground waters, with damages that could exceed $27bn.
How has Ecuador done? Growth has averaged a healthy 4.5% over Correa's first two years. And the government has made sure that it has trickled down: healthcare spending as a percent of GDP has doubled, and social spending in general has expanded considerably from 5.4% to 8.3% of GDP in two years. This includes a doubling of the cash transfer programme to poor households, a $474m increase in spending for housing, and other programmes for low-income families.
Ecuador was hit hard by a 77% drop in the price of its oil exports from June 2008 to February 2009, as well as a decline in remittances from abroad. Nonetheless it has weathered the storm pretty well. Other unorthodox policies, in addition to the debt default, have helped Ecuador to stimulate its economy without running too low on reserves.
Ecuador's currency is the US dollar, so that rules out using exchange rate policy and most monetary policy for counter-cyclical efforts in a recession – a significant handicap. Instead, Ecuador was able to cut deals with China for a billion-dollar advance payment for oil and another $1bn loan.
The government also has begun requiring Ecuadorian banks to repatriate some of their reserves held abroad, expected to bring back another $1.2bn, and it has started repatriating $2.5bn in central bank reserves held abroad in order to finance another large stimulus package.
Ecuador's growth will probably come in at about 1% this year, which is pretty good relative to most of the hemisphere. For example, Mexico, at the other end of the spectrum, is projected to have a 7.5% decline in GDP for 2009.
The standard reporting and even quasi-academic analysis of Bolivia and Ecuador says they are victims of populist, socialist, "anti-American" governments – aligned with Venezuela's Hugo Chávez and Cuba, of course – and on the road to ruin. To be sure, both countries have many challenges ahead, the most important of which will be to implement economic strategies that can diversify and develop their economies over the long run. But they have made a good start so far, by giving the conventional wisdom of the economic and foreign policy establishment – in Washington and Europe – the respect it has earned.»
Fonte: Guardian - Mark Weisbrot
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NV, KILLING MOON
Contemplar a mesma paisagem com outra companhia ... Killing Moon, canção composta pelos Echo & the Bunnymen, desta vez adaptada por Nouvelle Vague.
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terça-feira, dezembro 01, 2009
DAVYDENKO O OPERÁRIO

«Mestre da classe dos operários
Não possui o glamour das grandes figuras do ténis actual, mas também não se mostra nada incomudado com isso. "sou um operário não uma estrela" [...] Aos 28 anos, Nikolay Davidenko sagrou-se, na O2 Arena, em Londres, campeão do Masters (ATP World Tour Finals).
Fonte: Jornal "O Jogo" de 30 de Novembro de 2009
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A "DEMOCRACIA" DOS "DEMOCRATAS"
A presente condição das Honduras é o perfeito reflexo da condição dos Estados Unidos da América face a governos indesejados ... face a políticas que não lhes convém ... mesmo que essas sejam a vontade dos povos. Outro elemento a reter destes acontecimentos, é que, tal como escreviam os "profetas da desgraça", OBAMA é uma nova cara para a mesma política.
O Cantigueiro apresenta o modo de operar da administração norte americana. Eis então:
«1. Criar, financiar e ajudar a executar o golpe, afastando o Governo ou Presidente indesejado, substituindo-o por um qualquer lacaio.
2. Declarar publicamente que “condenam” o golpe, mostrando “grande preocupação”.
3. Não fazer nada para que a legalidade seja reposta.
4. Se o Presidente legítimo deposto mostrar grande resistência e gozar de forte apoio popular, começar a insinuar que essa resistência e apoio popular é que são os culpados pela “tensão” no país.
5. Encenar umas “negociações” que não levem a nada, propondo de imediato a realização de “eleições livres” em que o Presidente legítimo não possa participar.
6. Fazer ganhar o candidato dos golpistas.
7. Apoiar publicamente o “novo presidente” e dar vivas à “democracia”.
8. Esperar que a comunidade internacional, uns por interesse, outros por pura cobardia, aceitem esta farsa como acto eleitoral.
9. “Incentivar” fortemente os indecisos a darem o seu “apoio”.
Apenas uma pergunta paira nos corredores do poder da Casa Branca:
- Será que ainda conseguimos continuar a "enganar" milhares de fazedores de opinião, por esse mundo fora?
- Yes, we can!»
Sobre as eleições é importante referir que Zelaya apelou ao boicote, sendo importante avaliar a participação no pleito. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, registou-se uma abstenção menor que 39%, mas de acordo com os dados dos delegados do partido de Zelaya, que acompanharam o escrutíneo a abstenção superou os 67%.
O Cantigueiro apresenta o modo de operar da administração norte americana. Eis então:
«1. Criar, financiar e ajudar a executar o golpe, afastando o Governo ou Presidente indesejado, substituindo-o por um qualquer lacaio.
2. Declarar publicamente que “condenam” o golpe, mostrando “grande preocupação”.
3. Não fazer nada para que a legalidade seja reposta.
4. Se o Presidente legítimo deposto mostrar grande resistência e gozar de forte apoio popular, começar a insinuar que essa resistência e apoio popular é que são os culpados pela “tensão” no país.
5. Encenar umas “negociações” que não levem a nada, propondo de imediato a realização de “eleições livres” em que o Presidente legítimo não possa participar.
6. Fazer ganhar o candidato dos golpistas.
7. Apoiar publicamente o “novo presidente” e dar vivas à “democracia”.
8. Esperar que a comunidade internacional, uns por interesse, outros por pura cobardia, aceitem esta farsa como acto eleitoral.
9. “Incentivar” fortemente os indecisos a darem o seu “apoio”.
Apenas uma pergunta paira nos corredores do poder da Casa Branca:
- Será que ainda conseguimos continuar a "enganar" milhares de fazedores de opinião, por esse mundo fora?
- Yes, we can!»
Sobre as eleições é importante referir que Zelaya apelou ao boicote, sendo importante avaliar a participação no pleito. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, registou-se uma abstenção menor que 39%, mas de acordo com os dados dos delegados do partido de Zelaya, que acompanharam o escrutíneo a abstenção superou os 67%.
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quarta-feira, novembro 11, 2009
domingo, novembro 01, 2009
FALECEU ANTÓNIO SÉRGIO
«Faleceu o radialista António Sérgio, o "John Peel" português[John Peel, em português, em inglês]

António Sérgio faleceu na noite de sábado, vítima de um problema cardíaco, aos 59 anos, após muitos anos de divulgação de novas bandas e mais de 40 ao serviço da rádio. Actualmente fazia o programa "Viriato 25" na Radar.
António Sérgio estreou-se na Rádio Renascença e tornou-se famoso com programas como "Som da Frente", "Lança-Chamas" ou "A Hora do Lobo".
Para Nuno Santos, director de programas da SIC e antigo colega de António Sérgio na Rádio Comercial, com a morte do radialista "fecha-se simbolicamente um ciclo" no mundo da rádio, a quem este nome se "manteve fiel até ao fim".
Nuno Santos guarda de António Sérgio a imagem de uma "pessoa que do ponto de vista profissional estava sempre frente".
«Aparentemente era uma pessoa fechada, muito metida consigo, mas um trabalhador infatigável», afirmou Nuno Santos, em declarações à TSF.
Luís Montez, dono da Radar, onde actualmente António Sérgio trabalhava, considera que este é "um mestre da rádio", "uma referência" ou o "John Peel português".
Montez afirmou que o radialista era um exemplo de trabalho e dedicação e "estava sempre preocupado com os ouvintes".
Luiz Montez contou ainda que António Sérgio foi mesmo trabalhar no dia em que morreu o pai e disse apenas: "os ouvintes estão à minha espera".
António Sérgio gravou ainda o programa da próxima semana, que será colocado no ar tal como previsto, garantiu o dono da Radar.
Para David Ferreira o amigo era não só um mestre na rádio, mas na própria atitude.
"Ele era um mestre logo na atitude, as pessoas de grande qualidade revelam uma mistura de juventude e maturidade ao longo da vida. O Sérgio tinha a maturidade que lhe dava o saber muito de música, mas ao mesmo tempo conservava a surpresa de quem começa e se consegue entusiasmar", afirma.
Este é um requisito que David Ferreira considera essencial para "uma verdadeira estrela da comunicação social, não para figuras de cartolina com muitas luzes em cima".
David Ferreira recorda também o momento que que conheceu António Sérgio quando este foi despedido da Valentim de Carvalho por ter feito um disco pirata, "porque achava que as editoras estavam completamente ignorantes com o punk que passava em Inglaterra".
António Sérgio, uma referência para os músicos
António Sérgio, que faleceu sábado devido a problemas cardíacos, era "uma das pessoas que estava mais à frente em termos musicais em Portugal", considerou hoje o músico Rodrigo Leão. Já Adolfo Luxúria Canibal disse que este nome "sempre foi uma referência".
"Era uma pessoa fantástica, talvez uma das primeiras pessoas que eu conheci da rádio. Foi há 28 anos, quando editámos o primeiro disco da Sétima Legião", acrescentou o músico, fundador dos Sétima Legião e dos Madredeus.
Rodrigo Leão recordou que a primeira entrevista que fez foi, precisamente, com António Sérgio, e destacou o "Som da Frente" como o programa que ouvia na adolescência.
Para Adolfo Luxúria Canibal, fundador, letrista e vocalista do grupo Mão Morta, António Sérgio "era a referência de quando eu era adolescente, de quando o rádio era o instrumento por excelência".
"As memórias são muitas. Fazia parte do meu crescimento musical. Pessoalmente deixa-me muito boas memórias", acrescentou.
Embora nunca tenha trabalhado com António Sérgio, Adolfo Luxúria Canibal destacou o facto dos Mão Morta sempre terem dado a conhecer em primeira-mão os seus trabalhos ao radialista.
"Sempre lhe dei primazia nos trabalhos que íamos fazendo. Era uma espécie de agradecimento pelo trabalho que ele fez e pelo crescimento musical de gerações nas quais eu me incluo", acentuou.
Perfil de António Sérgio
António Sérgio, último dos radialistas com programa de autor, morreu sábado à noite em consequência de um problema cardíaco, mas a sua influência nas ondas hertzianas estendeu-se ao longo dos anos, na divulgação da chamada música alternativa.
Homem da rádio, António Sérgio, de 59 anos, começou em 1968 na Rádio Renascença, seguindo as pisadas do pai, mas foi no final da década de 1970, quando ingressou na Rádio Comercial, que a sua popularidade se consolidou, ajudando a divulgar novos estilos e tendências da música moderna.
Programas como Rotação (de 1977 a 1980), Rolls Rock, Som da Frente (de 1982 a 1993), Lança-Chamas, O Grande Delta (de 1993 a 1997) e A Hora do Lobo, todos na Rádio Comercial, foram a sua imagem de marca na ondas da rádio.
António Sérgio fazia actualmente o programa Viriato 25 da rádio Radar, tendo inclusivamente gravado em estúdio o programa da próxima semana, que será posto no ar tal como previsto, garantiu Luís Montez, um dos proprietários daquela emissora.
Antes de entrar na Radar, em Dezembro de 2007, António Sérgio viu-se envolvido numa polémica na Rádio Comercial, quando a Hora do Lobo, o programa que aí mantinha foi cancelado, decisão que motivou uma onda de reacções e protestos de ouvintes.
«As pessoas que foram responsáveis [pela Comercial] consideraram que a manutenção daquele programa de autor era prestigiante para a rádio, mas agora já não acham», lamentou António Sérgio nessa altura.
João David Nunes, um dos fundadores da Rádio Comercial e que levou António Sérgio para a emissora da Rua Sampaio Pina, na década de 1970, disse hoje à Lusa que o radialista deixa uma "marca indelével" na rádio portuguesa.
O velório realiza-se a partir das 18:00 de hoje na Basílica da Estrela, em Lisboa e o funeral, para o Cemitério dos Prazeres, realiza-se segunda-feira, depois da missa de corpo presente, às 15:00.»
Artigos TSF
«António Sérgio - Bicho da rádio
Recorde aqui parte da entrevista de António Sérgio à BLITZ, publicada em Outubro de 2007.
O anúncio da sua saída de antena gerou uma onda de reacções, desde figuras públicas, como Miguel Esteves Cardoso, ao ouvinte anónimo. Surpreendeu-o esse apoio?
Ainda ontem pensei: em 2008 faço 40 anos de rádio. Já não é o bichinho da rádio que morde, já sou eu que sou o bicho da rádio! Todos estes anos a morder as pessoas em relação a uma forma de fazer rádio, ligada à divulgação musical. Senti-me um bocadinho babado com o texto do Miguel Esteves Cardoso.
Em rádio, estamos habituados a sentir-nos sozinhos. Sabemos lá se nos estão a ouvir dez ou dez mil pessoas. Ao longo dos anos o que percebi é que boa parte das pessoas de determinada idade atribui-me uma boa parte da sua formação musical, do "abrir a orelhinha". O apoio é uma festa no ego - e eu agradeço. Só espero que aquilo que alguns desejavam nas mensagens, que é ouvirem-me noutro lado qualquer, venha a suceder. A força com que eu fazia rádio mantém-se inalterada, e a vontade de descobrir música, enquanto houver saúde e orelhas, mantém-se intacta.
Não sente que parte dos que o apoiaram nem sequer sabiam que ainda fazia rádio?
É natural que sim. Os horários em que trabalhei em rádio foram sempre terríveis para quem tem de se levantar cedo.
Nos tempos em que certa música era mais difícil - uma boa parte da década de 80 e 90 - havia ouvintes que se davam ao trabalho de gravar para ouvirem ao fim-de-semana e anotarem os nomes. Uma coisa que é tristemente verdade é que a rádio há anos que vai perdendo uma fatia do auditório. Isto não é por acaso - boa parte das pessoas que ouviam rádio para descobrir música arranjaram outros métodos, muito antes dos iPods.
Isto é uma facada que sinto em mim mesmo - a rádio, para mim, é a primeira-dama. Aquilo que me veio a acontecer é triste para mim, é mau para os ouvintes que ainda me acompanhavam - e que não eram assim tão poucos pelo que se vai vendo-, mas a emissão em si não correspondia ao mau serviço que a Rádio Comercial ia prestando àqueles ouvintes.
As pessoas que a ouvem, ouvem aquilo que nós ouvimos nos supermercados ou na bomba de gasolina.
Quais foram para si os anos áureos da rádio em Portugal?
Os anos dos programas de autor na antiga Rádio Comercial, ainda pertencente à RDP. A rádio era ouvida com uma clubite muito especial. Uma das funções da rádio é espalhar magia: nós não temos cara, temos vozes, e isso ajuda a incendiar o imaginário dos ouvintes. E esta rádio de hoje, coitada, não incendeia absolutamente nada. Põe o ouvinte a um canto e diz-lhe: ouve isto, que não te maça, não te assusta, não te provoca, não te faz comprar discos.
Outra verdade: a rádio de hoje não te faz comprar discos - as rádios de autor conseguiam fazer as pessoas ter paixão por comprar música.»
Entrevista: Blitz

Fotografia: Rita Carmo - Blitz
António Sérgio faleceu na noite de sábado, vítima de um problema cardíaco, aos 59 anos, após muitos anos de divulgação de novas bandas e mais de 40 ao serviço da rádio. Actualmente fazia o programa "Viriato 25" na Radar.
António Sérgio estreou-se na Rádio Renascença e tornou-se famoso com programas como "Som da Frente", "Lança-Chamas" ou "A Hora do Lobo".
Para Nuno Santos, director de programas da SIC e antigo colega de António Sérgio na Rádio Comercial, com a morte do radialista "fecha-se simbolicamente um ciclo" no mundo da rádio, a quem este nome se "manteve fiel até ao fim".
Nuno Santos guarda de António Sérgio a imagem de uma "pessoa que do ponto de vista profissional estava sempre frente".
«Aparentemente era uma pessoa fechada, muito metida consigo, mas um trabalhador infatigável», afirmou Nuno Santos, em declarações à TSF.
Luís Montez, dono da Radar, onde actualmente António Sérgio trabalhava, considera que este é "um mestre da rádio", "uma referência" ou o "John Peel português".
Montez afirmou que o radialista era um exemplo de trabalho e dedicação e "estava sempre preocupado com os ouvintes".
Luiz Montez contou ainda que António Sérgio foi mesmo trabalhar no dia em que morreu o pai e disse apenas: "os ouvintes estão à minha espera".
António Sérgio gravou ainda o programa da próxima semana, que será colocado no ar tal como previsto, garantiu o dono da Radar.
Para David Ferreira o amigo era não só um mestre na rádio, mas na própria atitude.
"Ele era um mestre logo na atitude, as pessoas de grande qualidade revelam uma mistura de juventude e maturidade ao longo da vida. O Sérgio tinha a maturidade que lhe dava o saber muito de música, mas ao mesmo tempo conservava a surpresa de quem começa e se consegue entusiasmar", afirma.
Este é um requisito que David Ferreira considera essencial para "uma verdadeira estrela da comunicação social, não para figuras de cartolina com muitas luzes em cima".
David Ferreira recorda também o momento que que conheceu António Sérgio quando este foi despedido da Valentim de Carvalho por ter feito um disco pirata, "porque achava que as editoras estavam completamente ignorantes com o punk que passava em Inglaterra".
António Sérgio, uma referência para os músicos
António Sérgio, que faleceu sábado devido a problemas cardíacos, era "uma das pessoas que estava mais à frente em termos musicais em Portugal", considerou hoje o músico Rodrigo Leão. Já Adolfo Luxúria Canibal disse que este nome "sempre foi uma referência".
"Era uma pessoa fantástica, talvez uma das primeiras pessoas que eu conheci da rádio. Foi há 28 anos, quando editámos o primeiro disco da Sétima Legião", acrescentou o músico, fundador dos Sétima Legião e dos Madredeus.
Rodrigo Leão recordou que a primeira entrevista que fez foi, precisamente, com António Sérgio, e destacou o "Som da Frente" como o programa que ouvia na adolescência.
Para Adolfo Luxúria Canibal, fundador, letrista e vocalista do grupo Mão Morta, António Sérgio "era a referência de quando eu era adolescente, de quando o rádio era o instrumento por excelência".
"As memórias são muitas. Fazia parte do meu crescimento musical. Pessoalmente deixa-me muito boas memórias", acrescentou.
Embora nunca tenha trabalhado com António Sérgio, Adolfo Luxúria Canibal destacou o facto dos Mão Morta sempre terem dado a conhecer em primeira-mão os seus trabalhos ao radialista.
"Sempre lhe dei primazia nos trabalhos que íamos fazendo. Era uma espécie de agradecimento pelo trabalho que ele fez e pelo crescimento musical de gerações nas quais eu me incluo", acentuou.
Perfil de António Sérgio
António Sérgio, último dos radialistas com programa de autor, morreu sábado à noite em consequência de um problema cardíaco, mas a sua influência nas ondas hertzianas estendeu-se ao longo dos anos, na divulgação da chamada música alternativa.
Homem da rádio, António Sérgio, de 59 anos, começou em 1968 na Rádio Renascença, seguindo as pisadas do pai, mas foi no final da década de 1970, quando ingressou na Rádio Comercial, que a sua popularidade se consolidou, ajudando a divulgar novos estilos e tendências da música moderna.
Programas como Rotação (de 1977 a 1980), Rolls Rock, Som da Frente (de 1982 a 1993), Lança-Chamas, O Grande Delta (de 1993 a 1997) e A Hora do Lobo, todos na Rádio Comercial, foram a sua imagem de marca na ondas da rádio.
António Sérgio fazia actualmente o programa Viriato 25 da rádio Radar, tendo inclusivamente gravado em estúdio o programa da próxima semana, que será posto no ar tal como previsto, garantiu Luís Montez, um dos proprietários daquela emissora.
Antes de entrar na Radar, em Dezembro de 2007, António Sérgio viu-se envolvido numa polémica na Rádio Comercial, quando a Hora do Lobo, o programa que aí mantinha foi cancelado, decisão que motivou uma onda de reacções e protestos de ouvintes.
«As pessoas que foram responsáveis [pela Comercial] consideraram que a manutenção daquele programa de autor era prestigiante para a rádio, mas agora já não acham», lamentou António Sérgio nessa altura.
João David Nunes, um dos fundadores da Rádio Comercial e que levou António Sérgio para a emissora da Rua Sampaio Pina, na década de 1970, disse hoje à Lusa que o radialista deixa uma "marca indelével" na rádio portuguesa.
O velório realiza-se a partir das 18:00 de hoje na Basílica da Estrela, em Lisboa e o funeral, para o Cemitério dos Prazeres, realiza-se segunda-feira, depois da missa de corpo presente, às 15:00.»
Artigos TSF
«António Sérgio - Bicho da rádio
Recorde aqui parte da entrevista de António Sérgio à BLITZ, publicada em Outubro de 2007.
O anúncio da sua saída de antena gerou uma onda de reacções, desde figuras públicas, como Miguel Esteves Cardoso, ao ouvinte anónimo. Surpreendeu-o esse apoio?
Ainda ontem pensei: em 2008 faço 40 anos de rádio. Já não é o bichinho da rádio que morde, já sou eu que sou o bicho da rádio! Todos estes anos a morder as pessoas em relação a uma forma de fazer rádio, ligada à divulgação musical. Senti-me um bocadinho babado com o texto do Miguel Esteves Cardoso.
Em rádio, estamos habituados a sentir-nos sozinhos. Sabemos lá se nos estão a ouvir dez ou dez mil pessoas. Ao longo dos anos o que percebi é que boa parte das pessoas de determinada idade atribui-me uma boa parte da sua formação musical, do "abrir a orelhinha". O apoio é uma festa no ego - e eu agradeço. Só espero que aquilo que alguns desejavam nas mensagens, que é ouvirem-me noutro lado qualquer, venha a suceder. A força com que eu fazia rádio mantém-se inalterada, e a vontade de descobrir música, enquanto houver saúde e orelhas, mantém-se intacta.
Não sente que parte dos que o apoiaram nem sequer sabiam que ainda fazia rádio?
É natural que sim. Os horários em que trabalhei em rádio foram sempre terríveis para quem tem de se levantar cedo.
Nos tempos em que certa música era mais difícil - uma boa parte da década de 80 e 90 - havia ouvintes que se davam ao trabalho de gravar para ouvirem ao fim-de-semana e anotarem os nomes. Uma coisa que é tristemente verdade é que a rádio há anos que vai perdendo uma fatia do auditório. Isto não é por acaso - boa parte das pessoas que ouviam rádio para descobrir música arranjaram outros métodos, muito antes dos iPods.
Isto é uma facada que sinto em mim mesmo - a rádio, para mim, é a primeira-dama. Aquilo que me veio a acontecer é triste para mim, é mau para os ouvintes que ainda me acompanhavam - e que não eram assim tão poucos pelo que se vai vendo-, mas a emissão em si não correspondia ao mau serviço que a Rádio Comercial ia prestando àqueles ouvintes.
As pessoas que a ouvem, ouvem aquilo que nós ouvimos nos supermercados ou na bomba de gasolina.
Quais foram para si os anos áureos da rádio em Portugal?
Os anos dos programas de autor na antiga Rádio Comercial, ainda pertencente à RDP. A rádio era ouvida com uma clubite muito especial. Uma das funções da rádio é espalhar magia: nós não temos cara, temos vozes, e isso ajuda a incendiar o imaginário dos ouvintes. E esta rádio de hoje, coitada, não incendeia absolutamente nada. Põe o ouvinte a um canto e diz-lhe: ouve isto, que não te maça, não te assusta, não te provoca, não te faz comprar discos.
Outra verdade: a rádio de hoje não te faz comprar discos - as rádios de autor conseguiam fazer as pessoas ter paixão por comprar música.»
Entrevista: Blitz
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RITA CARMO
- «Rita Carmo (n.1970, Leiria) é licenciada em Design de Comunicação pela ESBAL. Fotógrafa residente do jornal Blitz desde 1992.» [...]
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