O SIMBOLISMO - FIM
Do meu ponto de vista, esta operação representou um pequeno mas determinado, afoito, resoluto, firme foco de resistência. Isso mesmo, simbolizou uma força do progresso, contra a imensa força da reacção, patenteada pela chuva, vento e consequente carneirada (termo utilizado pelos praticante de remo e canoagem, aplicado ao conjunto de pequenas ondas que quebram e formam novelos brancos).
Não quero acabar, sem agradecer ao Jornal de Ovar, pelo grande destaque que vai dar a esta operação, na edição que hoje vai estar nas bancas.
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terça-feira, agosto 24, 2004
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (29)
ARREBATAR IMAGENS A QUEM HABILMENTE AS DOMINA

Graças à gentileza dos fotojornalista, João Paulo Coutinho, Luís Costa Carvalho, e dos jornais “Jornal de Notícias”, “O Comércio do Porto”, posso disponibilizar no nosso weblog, as suas fotografias sobre a nossa aventura:
Imagem 1 – João Paulo Coutinho, Jornal de Notícias;
Imagem 2 – João Paulo Coutinho, Jornal de Notícias;
Imagem 3 – Luís Costa Carvalho, O Comércio do Porto;
Imagem 4 – Luís Costa Carvalho, O Comércio do Porto;
Imagem 5 – Luís Costa Carvalho, O Comércio do Porto.
Graças à gentileza dos fotojornalista, João Paulo Coutinho, Luís Costa Carvalho, e dos jornais “Jornal de Notícias”, “O Comércio do Porto”, posso disponibilizar no nosso weblog, as suas fotografias sobre a nossa aventura:
Imagem 1 – João Paulo Coutinho, Jornal de Notícias;
Imagem 2 – João Paulo Coutinho, Jornal de Notícias;
Imagem 3 – Luís Costa Carvalho, O Comércio do Porto;
Imagem 4 – Luís Costa Carvalho, O Comércio do Porto;
Imagem 5 – Luís Costa Carvalho, O Comércio do Porto.
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (28)
AS MINHAS FAVORITAS
Imagem 1 – Imagem 1 deste post;
Imagem2 – Imagem 3 deste post;
Imagem 3
Imagem 4
Imagem 5
Imagem 1 – Imagem 1 deste post;
Imagem2 – Imagem 3 deste post;
Imagem 3
Imagem 4
Imagem 5
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (27)
POR ONDE PASSÁMOS IMAGENS

Alguns sítios onde estivemos – fotografias da máquina analogia, e algumas do nosso MOBLOG, Nelsu, um tinto (pastéis)!
- Chegada ao Porto, km -5 (Imagem);
- Chegada ao Porto, km -5 (Imagem);
- Chegada ao Porto, km –5 (Imagem);
- Acampamento, Praia de Bitetes, Marco de Canavezes, km -53 (Imagem);
- Acampamento, Praia de Bitetes, Marco de Canavezes, km -53 (Imagem);
- Acampamento, Praia de Bitetes, Marco de Canavezes km -53 (Imagem);
- Eclusa da Barragem do Carrapatelo, km -66 (Imagem);
- Eclusa da Barragem do Carrapatelo, km -66 (Imagem);
- Eclusa da Barragem do Carrapatelo, km -66 (Imagem);
- Eclusa da Barragem do Carrapatelo km -66 (Imagem);
- Bacia da Barragem do Carrapatelo, km -66 (Imagem);
- Bacia da Barragem de Bagaúste (Régua), km -107 (Imagem);
- Bacia da Barragem de Bagaúste (Régua), km -107 (Imagem);
- Mais um “canito” do Nelsu na bacia Barragem de Bagaúste (Régua),km -107 (Imagem);
- Abrigado da chuva, acompanhado por este “canito” do Nelsu, na Bacia da Barragem de Bagaúste (Régua), km -107 (Imagem);
- Hotel Vintage, no Pinhão. Talvez lá vá passar uns dias quando for velhinho, mas muito velhinho, e precisar de alguém para me ajudar na locomoção, km -126 (Imagem);
- Cais do Pinhão, km -126 (Imagem);
- Ponte do Pinhão, km -126 (Imagem);
- Quinta das Carvalhas, vista do cais do Pinhão (Imagem);
- Cachão da Valeira, bacia da Barragem da Valeira, km -147 (Imagem);
Sobre o cachão da Valeira encontrei isto num folheto turístico: «há uma réplica do Monte Calvário (de Jerusalém) no Monte de S. Salvador, sobranceiro ao Cachão da Valeira. Ali se ergueram 9 capelas. Na margem esquerda do rio, a montante da barragem, só acessível de barco, foi gravada num rochedo granítico uma lápide (****) com letras latinas, capitulares e embutidas a bronze dourado.
As primeiras tentativas para destruir o Cachão da Valeira ocorreram em 1530. Foi Martim Figueiredo quem primeiro tentou, com “fogo vinagre” destruir a cascata da mais rochosa garganta do rio, que impedia a navegabilidade completa no Douro.
Nos reinados de D. Pedro II e D. João V foram efectuados estudos tendo em vista a demolição do Cachão e em 1779, a Companhia Geral da Aricultura e Vinhas do Alto Douro recebe autorização de D. Maria I para cobrar impostos sobre o vinho, aguardente e vinagre transportado no rio Douro, com o propósito de os aplicar nas obras que o tornasse navegável.
Um dos obstáculos era precisamente o Cachão da Valeira, o mais famoso estrangulamento do rio Douro, entre grandes fragas, a lançar as águas numa queda de 7 metros de altura e formar um poço sepulcro. António Melo Camelo, padre de S. João da Pesqueira, e José Maria Yola, engenheiro da Sardenha, dirigiram a destruição dos rochedos e o alargamento do leito do rio.
O Cachão precisou de mais de 4300 tiros dados abaixo da linha de água, mas em 1789 já se subia e descida o rio com segurança, embora a obra só tenha sido dada por concluída em 1791. Cento e oitenta e cinco anos mais tarde ergueu-se a barragem da Valeira.»
(****) LÁPIDE EVOCATIVA
IMPERANDO D. MARIA PRIMEIRA
SE DEMOLIU O FAMOZO ROCHEDO
QUEM FAZENDO AQUI
HUM CACHAM INACESSÍVEL
IMPOSSIBILITAVA A NAVEGAÇÃO
DESDE O PRÍNCIPIO DOS SÉCULOS
DUROU A OBRA
DESDE 1780 ATÉ 1791
PATRIAM AMAVI FILIOS QUÉ DILEXI
Também aqui morreu a figura, Barão de Forrester, e sobre isto escreveu Camilo Castelo Branco: «A morte desastrosa do Barão de Forrester, em 12 de Maio de 1861, é uma das mais notáveis vinganças que o rio Douro tem exercido sobre os detractores dos seus vinhos. (…)» Nesse dia «O Douro tinha engrossado com a chuva de dois dias, e a rapidez da corrente era caudalosa. Aproando ao ponto do cachão, formidável sorvedouro em que a onde referve redemoinha vertiginosamente, o barco fez corcovo, estalou, abriu de golpe e mergulhou no declive de catadupa. O barão sofrera a pancada do mastro quando se lançava à corrente, nadando. Ainda fez algum esforço por apegar à margem, mas, fatigado de bracejar ou aturdido pelo golpe, estrebuchou alguns segundos de agonia e desapareceu.»
- Quinta da Senhora da Ribeira, concelho de Carrazeda de Ansiães, km -153 (Imagem);
- Quinta da Senhora da Ribeira, concelho de Carrazeda de Ansiães, km 153 (Imagem);
- Quinta da Senhora da Ribeira, concelho de Carrazeda de Ansiães (Imagem);
- Quinta da Senhora da Ribeira, concelho de Carrazeda de Ansiães (Imagem);
- Quinta Cockburn (Imagem);
- Pocinho, km -181 (Imagem);
- Pocinho, km -181 (Imagem);
- Pocinho, km -181 (Imagem);
- Pocinho, km -181 (Imagem);
- Barca D’Alva,estação desactivada, km -205 (Imagem);
- Barca D’Alva, estação desactivada, km -205 (Imagem);
- Barca D’Alva, estação desactivada, km -205 (Imagem);
- Barca D’Alva, manhã do primeiro dia no acampamento, km -205 (Imagem);
- Ovar, partida.
Alguns sítios onde estivemos – fotografias da máquina analogia, e algumas do nosso MOBLOG, Nelsu, um tinto (pastéis)!
- Chegada ao Porto, km -5 (Imagem);
- Chegada ao Porto, km -5 (Imagem);
- Chegada ao Porto, km –5 (Imagem);
- Acampamento, Praia de Bitetes, Marco de Canavezes, km -53 (Imagem);
- Acampamento, Praia de Bitetes, Marco de Canavezes, km -53 (Imagem);
- Acampamento, Praia de Bitetes, Marco de Canavezes km -53 (Imagem);
- Eclusa da Barragem do Carrapatelo, km -66 (Imagem);
- Eclusa da Barragem do Carrapatelo, km -66 (Imagem);
- Eclusa da Barragem do Carrapatelo, km -66 (Imagem);
- Eclusa da Barragem do Carrapatelo km -66 (Imagem);
- Bacia da Barragem do Carrapatelo, km -66 (Imagem);
- Bacia da Barragem de Bagaúste (Régua), km -107 (Imagem);
- Bacia da Barragem de Bagaúste (Régua), km -107 (Imagem);
- Mais um “canito” do Nelsu na bacia Barragem de Bagaúste (Régua),km -107 (Imagem);
- Abrigado da chuva, acompanhado por este “canito” do Nelsu, na Bacia da Barragem de Bagaúste (Régua), km -107 (Imagem);
- Hotel Vintage, no Pinhão. Talvez lá vá passar uns dias quando for velhinho, mas muito velhinho, e precisar de alguém para me ajudar na locomoção, km -126 (Imagem);
- Cais do Pinhão, km -126 (Imagem);
- Ponte do Pinhão, km -126 (Imagem);
- Quinta das Carvalhas, vista do cais do Pinhão (Imagem);
- Cachão da Valeira, bacia da Barragem da Valeira, km -147 (Imagem);
Sobre o cachão da Valeira encontrei isto num folheto turístico: «há uma réplica do Monte Calvário (de Jerusalém) no Monte de S. Salvador, sobranceiro ao Cachão da Valeira. Ali se ergueram 9 capelas. Na margem esquerda do rio, a montante da barragem, só acessível de barco, foi gravada num rochedo granítico uma lápide (****) com letras latinas, capitulares e embutidas a bronze dourado.
As primeiras tentativas para destruir o Cachão da Valeira ocorreram em 1530. Foi Martim Figueiredo quem primeiro tentou, com “fogo vinagre” destruir a cascata da mais rochosa garganta do rio, que impedia a navegabilidade completa no Douro.
Nos reinados de D. Pedro II e D. João V foram efectuados estudos tendo em vista a demolição do Cachão e em 1779, a Companhia Geral da Aricultura e Vinhas do Alto Douro recebe autorização de D. Maria I para cobrar impostos sobre o vinho, aguardente e vinagre transportado no rio Douro, com o propósito de os aplicar nas obras que o tornasse navegável.
Um dos obstáculos era precisamente o Cachão da Valeira, o mais famoso estrangulamento do rio Douro, entre grandes fragas, a lançar as águas numa queda de 7 metros de altura e formar um poço sepulcro. António Melo Camelo, padre de S. João da Pesqueira, e José Maria Yola, engenheiro da Sardenha, dirigiram a destruição dos rochedos e o alargamento do leito do rio.
O Cachão precisou de mais de 4300 tiros dados abaixo da linha de água, mas em 1789 já se subia e descida o rio com segurança, embora a obra só tenha sido dada por concluída em 1791. Cento e oitenta e cinco anos mais tarde ergueu-se a barragem da Valeira.»
(****) LÁPIDE EVOCATIVA
IMPERANDO D. MARIA PRIMEIRA
SE DEMOLIU O FAMOZO ROCHEDO
QUEM FAZENDO AQUI
HUM CACHAM INACESSÍVEL
IMPOSSIBILITAVA A NAVEGAÇÃO
DESDE O PRÍNCIPIO DOS SÉCULOS
DUROU A OBRA
DESDE 1780 ATÉ 1791
PATRIAM AMAVI FILIOS QUÉ DILEXI
Também aqui morreu a figura, Barão de Forrester, e sobre isto escreveu Camilo Castelo Branco: «A morte desastrosa do Barão de Forrester, em 12 de Maio de 1861, é uma das mais notáveis vinganças que o rio Douro tem exercido sobre os detractores dos seus vinhos. (…)» Nesse dia «O Douro tinha engrossado com a chuva de dois dias, e a rapidez da corrente era caudalosa. Aproando ao ponto do cachão, formidável sorvedouro em que a onde referve redemoinha vertiginosamente, o barco fez corcovo, estalou, abriu de golpe e mergulhou no declive de catadupa. O barão sofrera a pancada do mastro quando se lançava à corrente, nadando. Ainda fez algum esforço por apegar à margem, mas, fatigado de bracejar ou aturdido pelo golpe, estrebuchou alguns segundos de agonia e desapareceu.»
- Quinta da Senhora da Ribeira, concelho de Carrazeda de Ansiães, km -153 (Imagem);
- Quinta da Senhora da Ribeira, concelho de Carrazeda de Ansiães, km 153 (Imagem);
- Quinta da Senhora da Ribeira, concelho de Carrazeda de Ansiães (Imagem);
- Quinta da Senhora da Ribeira, concelho de Carrazeda de Ansiães (Imagem);
- Quinta Cockburn (Imagem);
- Pocinho, km -181 (Imagem);
- Pocinho, km -181 (Imagem);
- Pocinho, km -181 (Imagem);
- Pocinho, km -181 (Imagem);
- Barca D’Alva,estação desactivada, km -205 (Imagem);
- Barca D’Alva, estação desactivada, km -205 (Imagem);
- Barca D’Alva, estação desactivada, km -205 (Imagem);
- Barca D’Alva, manhã do primeiro dia no acampamento, km -205 (Imagem);
- Ovar, partida.
domingo, agosto 22, 2004
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (26)
COBERTURA JORNALÍSTICA
- Diário de Aveiro,
(03-08-2004),
(13-08-2004);
- Jornal de Notícias,
(13-08-2004);
- Moliceiro.com,
(13-08-2004);
- O Comércio do Porto
(12-08-2004),
(12-08-2004),
(13-08-2004);
- RTP, Vídeo (Não se encontra disponível);
- TVI, Vídeo (Não se encontra disponível).
- Diário de Aveiro,
(03-08-2004),
(13-08-2004);
- Jornal de Notícias,
(13-08-2004);
- Moliceiro.com,
(13-08-2004);
- O Comércio do Porto
(12-08-2004),
(12-08-2004),
(13-08-2004);
- RTP, Vídeo (Não se encontra disponível);
- TVI, Vídeo (Não se encontra disponível).
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (25)
OS NOSSOS DADOS
A nossa jornada teve 10 dias de duração, mas posso ainda dar mais alguns dados:
- Tempo de remada, 39 horas;
- Distância percorrida, 204 Km;
- Velocidade Média da viagem, 5.23 km/h.
Só por curiosidade:
As melhores marcas do mundo para as segunintes modalidades de remo são:
- Masculinos 8 + timoneiro – 2000m, 5’19”, média 22,57 km/h;
- Masculinos 4 + timoneiro – 2000m, 5’45”, média 20,87 km/h;
- Masculinos 4 – 2000m, 5’37”, média 21,37 km/h;
- Masculino 2 – 2000m, 6’10”, média 19,69 km/h.
Imagens sugestivas de remo vindas hoje de Atenas:

«Bryan Volpenheim (2nd from R) of the United States hugs coxswain Peter Cipollone as the rest of the team celebrates their victory in the men's eight on 22/08/2004» (Fonte - Sítio dos Jogos Olímpicos)

«The United States team throws coxswain Pete Cipollone into the water after winning the gold medal in the men's eight event on 22/08/2004» (Fonte - Sítio dos Jogos Olímpicos)
A nossa jornada teve 10 dias de duração, mas posso ainda dar mais alguns dados:
- Tempo de remada, 39 horas;
- Distância percorrida, 204 Km;
- Velocidade Média da viagem, 5.23 km/h.
Só por curiosidade:
As melhores marcas do mundo para as segunintes modalidades de remo são:
- Masculinos 8 + timoneiro – 2000m, 5’19”, média 22,57 km/h;
- Masculinos 4 + timoneiro – 2000m, 5’45”, média 20,87 km/h;
- Masculinos 4 – 2000m, 5’37”, média 21,37 km/h;
- Masculino 2 – 2000m, 6’10”, média 19,69 km/h.
Imagens sugestivas de remo vindas hoje de Atenas:
«Bryan Volpenheim (2nd from R) of the United States hugs coxswain Peter Cipollone as the rest of the team celebrates their victory in the men's eight on 22/08/2004» (Fonte - Sítio dos Jogos Olímpicos)
«The United States team throws coxswain Pete Cipollone into the water after winning the gold medal in the men's eight event on 22/08/2004» (Fonte - Sítio dos Jogos Olímpicos)
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (24)
LOGÍSTICA
1. Transporte da embarcação, tripulantes, e carga para o ponto de partida, e recolha à chegada: ÓlhÓrebÓque, e uma força motriz que o puxe;
2. Material de campismo – tão simples como tenda, sacos camas, colchonetes, fogão, petromax, botijas de gás, marmitas, talheres e cantil;
3. Mantimentos: baseei-me em dieta de montanhismo, para actividades curtas – manual de montanhismo, se alguém estiver curioso como é, escreva-me. Estes mantimentos são sempre importantes, são uma segurança, mas a partir do 1º trajecto do Douro Navegável, Barca D’Alva/Pocinho é relativamente fácil encontrar local para tirar a barriga de misérias. AAAaaahhh, muita água, mas mesmo muita. Se estiver muito calor ingere-se à vontade mais de 2,5 litros de água por pessoa por dia.
1. Transporte da embarcação, tripulantes, e carga para o ponto de partida, e recolha à chegada: ÓlhÓrebÓque, e uma força motriz que o puxe;
2. Material de campismo – tão simples como tenda, sacos camas, colchonetes, fogão, petromax, botijas de gás, marmitas, talheres e cantil;
3. Mantimentos: baseei-me em dieta de montanhismo, para actividades curtas – manual de montanhismo, se alguém estiver curioso como é, escreva-me. Estes mantimentos são sempre importantes, são uma segurança, mas a partir do 1º trajecto do Douro Navegável, Barca D’Alva/Pocinho é relativamente fácil encontrar local para tirar a barriga de misérias. AAAaaahhh, muita água, mas mesmo muita. Se estiver muito calor ingere-se à vontade mais de 2,5 litros de água por pessoa por dia.
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (23)
CONCEITOS ELEMENTARES PARA A CONSTRUÇÃO DA NOSSA HUMILDE EMBARCAÇÃO
A nossa jangada foi construída sob algumas condicionantes elementares de flutuação, hidrodinâmica, estanquecidade, força motriz, transporte, e segurança.
1. Flutuação: para isto, recorremos à Lei de Arquimedes que diz «Todo corpo imerso num fluido sofre, por parte deste, um impulso vertical para cima, de intensidade igual ao peso do fluido deslocado». Sabendo que iríamos ter necessidade de criar uma estrutura para nos alocarmos, a qual pesaria há volta de 90 kg, o peso total dos tripulantes ronda os 150 kg, mais o peso da carga (material de campismo, e alimentação) que seria a grosso modo de 50 kg, então o peso do fluído deslocado pela nossa embarcação seria de 290kg.
Em função destes cálculos, necessitávamos de qualquer coisa que tivesse uma capacidade de flutuação superior, isto é, provocasse um impulso superior ao peso do fluido deslocado. Então, pensámos nisto, e conseguimos … através do Clube de Canoagem do Porto (obrigado Tavares);
2. Hidrodinâmica: Os kayaks referidos no link acima, tiveram como segundo critério de escolha este aspecto. Uma vez que 193kms dos 210 kms a cumprir são feitos entre barragens, a inexistência de corrente nestes percursos, obrigou-nos a encontrar um elemento flutuador que oferece-se pouca resistência ao escoamento da água, e assim permitir-nos-ia navegar à maior velocidade possível. No entanto, será preciso fazer a seguinte ressalva, estes são kayaks (canoas de sprint) não são as melhores para enfrentar a ondulação do Rio (a dita “carneirada”) por isso obrigou-nos a tomar outros cuidados suplementares que vou referir na alínea seguinte;
3. Estanquecidade: em função dos resultados do ano passado, este foi um aspecto que nos fez perder muitas horas de planeamento, mas sobretudo de execução. À semelhança dos saiotes que os canoístas usam para isolar o seu habitáculo (cockpit), nós usámos lonas para vedar as mesmas áreas das canoas, com um método caseiro de fixação das lonas às canoas que se revelou extremamente eficaz;
4. Força Motriz: Pois, este foi um aspecto que melhorámos bastante, porque criámos um sistema muito semelhante aos barcos da modalidade de remo. Apoios dos remos, composto por aranhas de três braços com dimensões adaptadas para estas circunstâncias especificas. Aplicámos um tacão em cada remo para limitar o curso do remo e afinar a sua alavanca;
5. Transporte: as diversas dimensões dos diversos componentes, também devem ter este aspecto em consideração, porque um “projecto” independente desta natureza, tem uma disponibilidade financeira muito limitada. É isso mesmo, sai do nosso bolso, e não dá para criar transportes com características específicas para o evento;
6. Coeficiente de Cagaço: Por último, mas nem por isso o menos importante – the last but not the least – um coeficiente de cagaço, que não foi só qb. Aliás, foi muito, mas muito, mas muito mais do que “quanto baste”. Então, a receita foi, uma grande parte do interior das canoas foi preenchido com esferovite, sendo posteriormente fixa nos seus pontos de aplicação, também, utilizamos um módulo de salvamento para os bens essenciais, e ainda, coletes salva-vidas.
A nossa jangada foi construída sob algumas condicionantes elementares de flutuação, hidrodinâmica, estanquecidade, força motriz, transporte, e segurança.
1. Flutuação: para isto, recorremos à Lei de Arquimedes que diz «Todo corpo imerso num fluido sofre, por parte deste, um impulso vertical para cima, de intensidade igual ao peso do fluido deslocado». Sabendo que iríamos ter necessidade de criar uma estrutura para nos alocarmos, a qual pesaria há volta de 90 kg, o peso total dos tripulantes ronda os 150 kg, mais o peso da carga (material de campismo, e alimentação) que seria a grosso modo de 50 kg, então o peso do fluído deslocado pela nossa embarcação seria de 290kg.
Em função destes cálculos, necessitávamos de qualquer coisa que tivesse uma capacidade de flutuação superior, isto é, provocasse um impulso superior ao peso do fluido deslocado. Então, pensámos nisto, e conseguimos … através do Clube de Canoagem do Porto (obrigado Tavares);
2. Hidrodinâmica: Os kayaks referidos no link acima, tiveram como segundo critério de escolha este aspecto. Uma vez que 193kms dos 210 kms a cumprir são feitos entre barragens, a inexistência de corrente nestes percursos, obrigou-nos a encontrar um elemento flutuador que oferece-se pouca resistência ao escoamento da água, e assim permitir-nos-ia navegar à maior velocidade possível. No entanto, será preciso fazer a seguinte ressalva, estes são kayaks (canoas de sprint) não são as melhores para enfrentar a ondulação do Rio (a dita “carneirada”) por isso obrigou-nos a tomar outros cuidados suplementares que vou referir na alínea seguinte;
3. Estanquecidade: em função dos resultados do ano passado, este foi um aspecto que nos fez perder muitas horas de planeamento, mas sobretudo de execução. À semelhança dos saiotes que os canoístas usam para isolar o seu habitáculo (cockpit), nós usámos lonas para vedar as mesmas áreas das canoas, com um método caseiro de fixação das lonas às canoas que se revelou extremamente eficaz;
4. Força Motriz: Pois, este foi um aspecto que melhorámos bastante, porque criámos um sistema muito semelhante aos barcos da modalidade de remo. Apoios dos remos, composto por aranhas de três braços com dimensões adaptadas para estas circunstâncias especificas. Aplicámos um tacão em cada remo para limitar o curso do remo e afinar a sua alavanca;
5. Transporte: as diversas dimensões dos diversos componentes, também devem ter este aspecto em consideração, porque um “projecto” independente desta natureza, tem uma disponibilidade financeira muito limitada. É isso mesmo, sai do nosso bolso, e não dá para criar transportes com características específicas para o evento;
6. Coeficiente de Cagaço: Por último, mas nem por isso o menos importante – the last but not the least – um coeficiente de cagaço, que não foi só qb. Aliás, foi muito, mas muito, mas muito mais do que “quanto baste”. Então, a receita foi, uma grande parte do interior das canoas foi preenchido com esferovite, sendo posteriormente fixa nos seus pontos de aplicação, também, utilizamos um módulo de salvamento para os bens essenciais, e ainda, coletes salva-vidas.
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (22)
AS ORAÇÕES A S. ARQUIMEDES RESULTARAM
Como já escrevi no passado dia 12 de Agosto, a nossa aventura acabou da melhor maneira: atingimos o objectivo (Cais de Gaia, km -5 da Foz do Douro), e com um dia de antecedência. O sentimento foi fantástico, e fiquei embriagado com o sucesso da operação. Bestial! Todas as orações a proferidas a S. Arquimedes sortiram efeito.
Como já escrevi no passado dia 12 de Agosto, a nossa aventura acabou da melhor maneira: atingimos o objectivo (Cais de Gaia, km -5 da Foz do Douro), e com um dia de antecedência. O sentimento foi fantástico, e fiquei embriagado com o sucesso da operação. Bestial! Todas as orações a proferidas a S. Arquimedes sortiram efeito.
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (21)
ÚLTIMOS POSTS SOBRE A OPERAÇÃO
Para acabar esta senda de posts, e dar como concluída esta operação, através da documentação da viagem, com alguma informação e uma série de imagens. Assim, publicarei os posts: OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29,30).
Para acabar esta senda de posts, e dar como concluída esta operação, através da documentação da viagem, com alguma informação e uma série de imagens. Assim, publicarei os posts: OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29,30).
sexta-feira, agosto 13, 2004
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (20)
(12AGOSTO km -5 da Foz do Douro, Meta) Hoje chegamos pelas 16.15 ao Cais de Gaia. Tal como me avisou o Sr. António Carmo da Nautiremo, atenção com a “carneirada”. Foi um facto, o vento da tarde provocou muita “carneirada” ao longo do rio, sobretudo já no percurso do Douro, dentro do Porto. Mas foi um momento mágico passar por baixo de todas aquelas pontes.
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (19)
TARDE E MÁS HORAS, DO MUNICÍPIO DO MAJOR MAIS GRADUADO DO PAÍS
Antes de mais devo uma explicação. Tentei enviar ontem de Medas – concelho de Gondomar – este post, mas não tinha saldo no telemóvel, zoinc … por isso, vou transcreve-lo, tal qual como ficou memorizado no meu telemóvel.
«(11 Agosto km -29 da Foz do Douro) Chuva e vento para temperar ainda mais a aventura. Passámos o ponto crítico: a dita ponte de Entre-os-Rios. Para passar, o segredo é, antes do obstáculo põe-se um whisky abaixo. A seguir, bebe-se um fino, come-se um pires misto de queijo e presunto, e para matar, um Porto. Esta é uma solução para qualquer receio mais persistente.
Quase toda esta receita foi ingerida na mesma tasca que nos socorreu no ano passado, após o naufrágio: O Café do Areeiro. O dono do café não me reconheceu, contudo lembrava-se quase na perfeição da estória do ano passado. Brindámos à nossa passagem.
Prognóstico para amanhã: Com tanta chuva, é natural que o caudal do rio aumente, o que aumenta a minha insegurança a navega em rio aberto (corrente controlada pela maré). Estes kayaks não estão definitivamente preparados para estas condições. Porra também nunca pensei que chovesse tanto em Agosto!!!»
Antes de mais devo uma explicação. Tentei enviar ontem de Medas – concelho de Gondomar – este post, mas não tinha saldo no telemóvel, zoinc … por isso, vou transcreve-lo, tal qual como ficou memorizado no meu telemóvel.
«(11 Agosto km -29 da Foz do Douro) Chuva e vento para temperar ainda mais a aventura. Passámos o ponto crítico: a dita ponte de Entre-os-Rios. Para passar, o segredo é, antes do obstáculo põe-se um whisky abaixo. A seguir, bebe-se um fino, come-se um pires misto de queijo e presunto, e para matar, um Porto. Esta é uma solução para qualquer receio mais persistente.
Quase toda esta receita foi ingerida na mesma tasca que nos socorreu no ano passado, após o naufrágio: O Café do Areeiro. O dono do café não me reconheceu, contudo lembrava-se quase na perfeição da estória do ano passado. Brindámos à nossa passagem.
Prognóstico para amanhã: Com tanta chuva, é natural que o caudal do rio aumente, o que aumenta a minha insegurança a navega em rio aberto (corrente controlada pela maré). Estes kayaks não estão definitivamente preparados para estas condições. Porra também nunca pensei que chovesse tanto em Agosto!!!»
quinta-feira, agosto 12, 2004
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (18)
Hoje, se tudo correr pelo melhor, finalizamos a viajem no Cais de Gaia pelas 15 horas. Até lá!
Ass: Sabão
Nota: este sms foi enviado pelas 10h43m.
FotoNelsuBeleza.
Ass: Sabão
Nota: este sms foi enviado pelas 10h43m.
FotoNelsuBeleza.
quarta-feira, agosto 11, 2004
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (17)
Hoje, e apesar da chuva e vento forte, atingimos o objectivo. Tivemos alguns contactos com a imprensa e o ultimo dia promete ser agitado. Receamos o rio aberto e as marés, mas, como diria um amigo : "Deus nunca se esquece de ti"!!!
Ass: Sabão
FotoNelsu.
Ass: Sabão
FotoNelsu.
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (16)
Já vejo a nova ponte de Entre-os-Rios : local onde o iate afundou o ano passado. É o nosso Bojador! Boa sorte marinheiros!!!
Ass: Sabão
Nota: sms enviado às 9h e 48m de hoje.
FotoNelsu.
Ass: Sabão
Nota: sms enviado às 9h e 48m de hoje.
FotoNelsu.
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (15)
10h. 11 Agosto. 48 Km da Foz do Douro.
Estamos parados num café frente à ponte de Entre-os-Rios. Bebo um whisky para combater alguma ansiedade para o confronto com o Adamastor.
Ass: Major Alvega
FotoNelsu
Estamos parados num café frente à ponte de Entre-os-Rios. Bebo um whisky para combater alguma ansiedade para o confronto com o Adamastor.
Ass: Major Alvega
FotoNelsu
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (14)
10 de Agosto. 53 Km da Foz do Douro.
Acordei com chuva...mau presságio! Enganei-me. Os elementos puseram a sua raiva para fora no momento certo. A barragem do Carrapatelo esteve em manutenção entre ontem e hoje, então o tráfego na eclusa fazia inveja a qualquer metropole em hora de ponta. Na eclusa fomos literalmente embarrilados pelos enormes cruzeiros do Douro. Depois foi só remar e enfrentar a carneirada causada pelo vento de final da tarde. Maldita carneirada. Amanhã vamos tentar passar pelo nosso cabo das tormentas e o seu Adamastor, refiro-me a Entre-Os-Rios e ao Tâmega! Bbrrrrr!!! Pelas minhas contas, passaremos por lá às 8 da manhã.
Ass: Major Alvega
Fotos
Acordei com chuva...mau presságio! Enganei-me. Os elementos puseram a sua raiva para fora no momento certo. A barragem do Carrapatelo esteve em manutenção entre ontem e hoje, então o tráfego na eclusa fazia inveja a qualquer metropole em hora de ponta. Na eclusa fomos literalmente embarrilados pelos enormes cruzeiros do Douro. Depois foi só remar e enfrentar a carneirada causada pelo vento de final da tarde. Maldita carneirada. Amanhã vamos tentar passar pelo nosso cabo das tormentas e o seu Adamastor, refiro-me a Entre-Os-Rios e ao Tâmega! Bbrrrrr!!! Pelas minhas contas, passaremos por lá às 8 da manhã.
Ass: Major Alvega
Fotos
terça-feira, agosto 10, 2004
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (13)
09 de Agosto. 70Km da Foz do Douro.
Se difícil escolher pior mês de Agosto: chuva e vento que até mais não. No entanto, temos contornado os elementos remando assim que o sol nasce. Saímos da região demarcada e estamos na área de Cinfães do Douro e as suas magníficas áreas arborizadas com pinheiro manso e sobreiro. Deslumbrante!
Ass: Major Alvega
Álbum Fotográfico
Se difícil escolher pior mês de Agosto: chuva e vento que até mais não. No entanto, temos contornado os elementos remando assim que o sol nasce. Saímos da região demarcada e estamos na área de Cinfães do Douro e as suas magníficas áreas arborizadas com pinheiro manso e sobreiro. Deslumbrante!
Ass: Major Alvega
Álbum Fotográfico
segunda-feira, agosto 09, 2004
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (12)
Hoje começámos bem. Fizemos 32 km. Acabamos a etapa em Porto Antigo com uma molha daquelas. Estamos mais perto. Venha o sol. Amaine o vento.
Ass: Sabão
Retratos.
Ass: Sabão
Retratos.
domingo, agosto 08, 2004
OPERAÇÃO DOURO ABAIXO 2004 (11)
08 Agosto. 102 Km da Foz do Douro. Peso da Régua.
Hoje cumprimos 36 km, alcançando um total de 107 km, batendo assim a distância do ano passado. A nossa distancia diária máxima também foi batida. Neste momento o moral é alto, agora é importante não embandeirar em arco. Fait Attention!!!
Ass: Major Alvega
P.S. - Tudo isto com muito vento e chuva à mistura o que é desagradável, digamos!
Mais Fotos.
Hoje cumprimos 36 km, alcançando um total de 107 km, batendo assim a distância do ano passado. A nossa distancia diária máxima também foi batida. Neste momento o moral é alto, agora é importante não embandeirar em arco. Fait Attention!!!
Ass: Major Alvega
P.S. - Tudo isto com muito vento e chuva à mistura o que é desagradável, digamos!
Mais Fotos.
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