sexta-feira, setembro 30, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXII

O 31º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - De Santa Clara a Remédios e voltar.

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Notas do dia:
- Hoje não haviam autocarros directos Remédios. Apanhei um que deixaria na estrada a cerca de 10 km do objectivo, depois … boleia. Habitualmente cobram dinheiro a turistas pela boleia. Como conheci um cubano e uma cubana no autocarro que partilhariam a boleia comigo quando estiquei o dedo ninguém imaginava que eu fosse estrangeiro;

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- Já em Remédios, na casa de cultura da cidade fui convidado a assistir ao concurso nacional literário. Estava na fase provincial. Como podem ver pelas fotografias a faixa etária dos participantes era muito abrangente. Os temas eram, ensaio, ficção, e poesia.
Em muitos casos não conseguia acompanhar, mas foi interessante o despertar de emoções quando um dos participantes leu o texto de sua autoria “O Cavaleiro Andante de Yugui”.
Incluiu uma valente sande de salsicha. Por esta altura o estômago já roncava.

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- José Martí e La Idade de Oro com Los Zapatitos de Rosa [na próxima crónica].

quinta-feira, setembro 29, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XXI

O 30º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Santa Clara, Los niños del Che.

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THE AMERICAN DREAM - CUBA – XX

O 30º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Santa Clara, Los niños del Che.

Notas do dia:
- Hoje estou mais calmo. Tenho oportunidade de apreciar a casa de uma família composta por 8 pessoas, quatro das quais são médicos. A casa é fundamentalmente dividida em duas partes., a minha [hóspede] e deles. A minha tem todo o conforto que podem dar, a deles nem tanto e as paredes não estão pintadas;

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- Conversei com o Dr. Pedro Freire, professor universitário e investigador e especialista em tecidos humanos. Fala-me de um novo programa de estudos para os 15 melhores alunos de medicina. Um programa em que os alunos são praticamente autodidactas e são-lhe fornecidos todos os meios para que se desenvolvam por si próprios, mas claro com a orientação de um tutor.
Depois foi a parte que mais me interessou a actualidade económica, social e política. De acordo com ele o estado actual da Republica Cubana é fundamentalmente derivado ao embargo norte-americano . Ouço falar pela primeira vez das leis Torricelli e Helms-Burton. Resposta norte-americana à abertura comercial de Cuba ao estrangeiro. Agrada-me o que ouço, mas mantenho-me imparcial;

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- Levantar dinheiro, que estafa;
- Conheci Jorge, estudante de medicina Salvadorenho [El Salvador];
- Encontrei o casal de Holandeses que voltavam do mausoléu do Che. Marcamos encontro para a noite;

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- Passei bastante tempo com uns putos e um polícia na área limítrofe ao mausoléu de Che. Um local bem limpo, bem asseado, bem protegido. A minha máquina digital é um brinquedo fabuloso para eles. Adoravam tirar fotografias e verem-se no display;
- O local onde estão depositados os despojos do Comandante Ernesto “Che” Guevara e todos os seus companheiros da guerrilha Boliviana é … hummmm … um termo original … sepulcral;

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- À noite juntei-me aos holandeses bebemos umas cervejas e trocamos as primeiras experiências em solo cubano. Muita informação importante para os próximos dias.

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quarta-feira, setembro 28, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XIX

O 30º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - Santa Clara, Testemunhos de "Repressão".

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terça-feira, setembro 27, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XVIII

O 29º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas» - A caminho de Santa Clara.

Notas do dia:

- Partida para Santa-Clara. Propósito, visitar o mausoléu onde repousam os restos mortais do Comandante Ernesto “Che” Guevara, e dos seus companheiros da guerrilha boliviana;
- Despedi-me de Omayda e da professora de música, e artes, … , bem para tão pouco tempo foi um momento penoso;
- Quando cheguei ao terminal o autocarro para Santa-Clara já tinha partido. Já domino algumas das primeiras necessidades, comida, tecto, e transportes, mas falta uma, a comunicação. Telefone, solução, Etcsa a empresa estatal que gere as linhas de comunicação por telefone e grande parte da Internet, fornece cartões que permite chamadas urbanas quase infinitas no tempo. Já a Internet é bastante cara, 6 €/hora;
- Como viajar para Santa-Clara? 1. Esperar até às 20.15 pelo autocarro da VIAZUL, com ar-condicionado e tudo mais. Só que chegaria muito tarde para conseguir habitação.
2. Um bocado a custo lá consegui fazer com que a funcionária do terminal telefonasse para a estação para confirmar se havia comboio para Santa-Clara. Afirmativo, 16.15. bem. Esta era a melhor hipótese, mas estava decidido a ir hoje. Ainda são 10.00 …
- Fazer horas. Conheci o Sr. Exposito no Parque Liberdad. Este nome não me era estranho … aahh … Casa Particular Enriqueta & Exposito, Lonely Planet. Não fiquei por lá, mas eles marcaram-me a casa para a próxima paragem. Assim, quando lá chegar já tenho “poiso”. É mais seguro;
- Mais um almoço a 40 cêntimos de €, e uma sede filha da puta;
- A caminho da estação, autocarro que mal tinha espaço para respirar. Toda a gente a suar que nem cavalos. Paguei 1 Peso Cubano, para compensar a duas viagens que fiz à borla no dia anterior;
- Estação, os cubanos para fazer uma viagem inter-provincial tem que fazer reserva no dia anterior, nós estrangeiros nem por isso. Mas pagamos 14 vezes mais [o que estava mais ou menos estipulado no Lonely Planet, 7€]. Assim, passamos para a frente da fila;
- Comboio partiu com uma hora e meia de atraso. Para encontrar o lugar, tive o apoio de uma cubana, bem contornada. Ia para Santiago de Cuba em peregrinação à Nossa Senhora do “Não Sei O Quê”, deve ser dos “Esquecidos” a minha padroeira. Não tinha actividade profissional significativa, fazia uns trabalhos de artesanato. Já esteve em na Europa durante 2 anos, em diversos pontos, mas não sabia a maior parte dos nomes por onde esteve … Hum!? Esteve algures na Holanda numa base militar … hum?! Insinuava-se como caraças. Toda a gente bebe e soa para caraças. Era isto que queria ver;
- Pela janela viam-se paisagens rurais. Perto da chegada via-se alguma indústria desactivada;
- Eu e o casal de holandeses que acabei de conhecer à saída do comboio ficámos surpreendidos com o apagão na zona da estação. O dono da minha casa particular veio-nos buscar;
- Embora o negócio da casa já tivesse sido feito por telefone, fui surpreendido pelo valor do jantar.

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XVII

O 28º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas». Cidade de Matanzas

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- No terminal do autocarro conheci uma senhora que quis conhecer qual a minha motivação para andar por ali. Expliquei como habitualmente, «sentir a realidade cubana, etc, etc, … » Interpretou tudo ao contrário … começou barafustar bem alto tudo o que sentia contra o regime cubano «… seguimos en la batalla de ideas, solo ideas pero nadie que resolva los problemas de los cubanos …». Assutei-me, lembrei-me de todas as “estórias” de “KGB, Stasi, Securidad,…”, mas ela não se preocupou muito, e continuou a falar e a ralhar bem alto, aquilo que Fidel Castro não gostaria de ouvir … lá se foi o mito do “Big Brother”;

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- Ajudei um Canadiano, também viajante “solo”, a sacar informação do profundamente irritado funcionário do Terminal de autocarros;

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- Depois mais um serão de cadeira de baloiço e amena cavaqueira;
- Fazer a mochila.

segunda-feira, setembro 26, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XVI

O 28º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas».

Omaida, uma funcionária da casa onde fiquei hospedado em Matanzas, foi uma companheira, e amiga. Apresentou-me uma heroína desconhecida da Revolução Cubana, Célia Sanchez Manduley;
Neste momento ainda me sentia bastante restringido nos meus movimentos, pelo custo dos transportes. Vai daí que o grupo de Cubanos com quem eu bebia umas cerveja me disse:
- Repara estamos num pai socialista. Se tiveres dinheiro pagas o “guagua” [autocarro], senão não pagas. Nós só pagamos quando temos dinheiro.
- Para saber até que ponto a hipótese de Bernardo seria viável, e conhecendo as facilidades que os transportes públicos cubanos permitiam, decidi conhecer a faculdade de Ciências Médicas de Matanzas. Falei com diversos estudantes e rapidamente percebi que seria uma solução de ultima instância. A recepção foi boa, mas eles faziam trabalho voluntário para compensar o estado pela gratuitidade dos estudos e não estavam dispostos a darem azo a grandes baldas. Bom, fiquei a conhecer mais uma realidade.

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XV

O 27º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas».

A caminho de Matanzas num autocarro da Astro. Empresa que transporta sobretudo cubanos, e muito poucos turistas. O meio de transporte ideal.
No autocarro conheci Nanny brasileira e Carolina Chilena, bailarinas que estudam na «Escuela Nacional de Ballet». Rapidamente percebi que Nanny era das nossas. No final, quando eu voltasse a Havana convidou-me ligar-lhe para a conhecer Havana pela sua mão, e também a Escuela Nacional de Ballet. Porém, antes de voltar ela partiria para o México.
Para a minha experiência recomendou-me a não me identificar de imediato politicamente. Primeiro deveria conhecer o interlocutor como ser humano, a seguir virá a nossa identidade política se o curso da relação seguir para esse sentido. A nossa identificação política tanto pode abrir como fechar portas.
Este foi um conselho que me acompanhou no resto da viagem.
Também por intermédio de Nanny, conheci um estudante Uruguaio – Bernardo – que me deu informações de alternativas para alojamento: Faculdades de Ciências Médicas. Contudo os custos das nossas necessidades são inversamente proporcionais ao risco da integridade dos nossos bens. Saliento mais uma vez que Cuba é um país muito, mas muito seguro. Contudo está carregado de seres humanos.

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XIV

O 26º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas».

- Dia importante para a Revolução Cubana [Link];
- As casas particulares «The cheapest way to stay is in private homes, or "casas particulares." These are licensed by the Cuban government and often run about $25 a night, including breakfast. A good online clearinghouse can be found at www.casaparticular.info.»
«Cuba's the hot destination of choice for many Canadians, but why stay in a drab chain hotel or resort when you can plug yourself directly into the country and stay with Cubans themselves?

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This site (www.casaparticular.info) offers the lowdown and links on Casa Particulares, the personal houses Cubans rent out to tourists, including homes in Havana, Santiago de Cuba and other cities. A great way to experience a side of the island you'll never see from the pampered balcony of your Varadero resort.»;

- Município de Centro Habana;

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- Se ontem achei barato almoçar por 10 € [Pesos Convertíveis]. Hoje encontrei um sítio onde se come por 10 Pesos Cubanos, em pleno Centro Habana. Qualquer coisa como 40 cêntimos de €, ou 80 Escudos moeda antiga. Mais arriscado para a saúde intestinal, mas também bem mais barato.

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XIII

O 25º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas». – “Jineteros”, I forgive you Jesus, I hope you forgive me too. Episódio 3

Antes de almoçar passagem pelo “Barrio Chino” [Bairro Chinês]. Fiquei a saber que aqui pode-se comer e beber, bem e barato.
Depois Jesus, propôs-me a ir almoçar a casa cozinheiro do Hotel Nacional, pela módica quantia de 20 €/refeição [!!!!] poderia deleitar-me com os melhores manjares da Republica Cubana. Resultado … Não!!

A primeira rasteira. Fomos a casa de Ramon onde comeria por metade do preço comida “normal”, nada mal para começar. Eu pedi, Jesus pediu, eu paguei!!!
- Jesus, eso no estava en el contrato? – disse.
- Carlos, somos amigos – respondeu.
A “amizade” tem preço quando não se faz a menor ideia onde se está.
As primeiras impressões sobre a situação política cubana, recolhi-as através de Jesus e Ramon. Embora o regime cubano se tenha aberto à prática plural da actividade religiosa, “Jesus” continua resmungão. A sociedade Cubana não permite abertamente que ele ataque a iniciativa privada tal como ele queria. Modos e vontades bem burguesas é coisa que não faltavam a Jesus.
Ramon um bom “vivant”, filhos e mulheres espalhadas pelos Estados Unidos e Cuba, foi um dos “premiados” com a abertura de um “paladar” [restaurante]. Pequenas “aberturas” concedidas pelo sistema económico à iniciativa privada.
Jesus dava tudo para “saltar” para os Estados Unidos, Ramon já não era da mesma opinião. Gostava de visitar os Estados Unidos, mas ficar lá não.
- Carlos, son diferentes idiosincrasias. La mía es Cubana, no Norte-Americana.

A tarde foi passada na casa da música, com mais propostas de “belíssimos” negócios, e a conhecer gente.

Tabaco.
- Carlos, se quieres tabaco (charutos) tienes que comprar-los ya. Se no se esgotan. Quando volveres a Havana no vas conseguir.
- Jesús, claro, claro!!

Lagosta para o almoço de amanhã.
- Carlos, maña podemos comer con mi familia. Lagosta. Me das 15 € para que la compre ya.
- No!

Entre outras pessoas conheci uma mulher bem atraente de Santiago de Cuba, que veio até Havana para aproveitar a maré de turistas:
Apresentou-se, nome, residência, naturalidade, idade, profissão … que mais? 86-60-86, e dois dentes de ouro que lhe “abrilhantavam” o sorriso.
Apresentei-me, nome, residência, naturalidade, idade, e profissão... que mais? Quero conhecer o mundo novo.
- Puedo sentar-me? – Perguntou.
- Claro. Pero no te voy a pagar nadie – disse-lhe.
Jesus, revirou os olhos já sabia qual era o seu próximo passo, e percebeu que tinha acabado de perder mais uma ”comissãozita”.
- Adios!!!
- Adios.

Mais uma conta para pagar. A minha … mas também a de Jesus!!
- Ahora donde quieres ir, Carlos?
- Hotel!
- Pero los 25 €?
- Porqué los 25 €? Solo teníamos acordado 15 €.
- Porque maña vamos a comer en casa de mi familia, y tengo que comprar-la ya.
- Unh! Unh! Te los doy en la entrada del hotel.
Seguimos.
Em frente ao hotel.
- Carlos, los 25 €?
- Jesus, usted rompió el “contrato” dos veces. Yo solo voy romper una vez. Adios!!!
Entre ameaças de que estaria na entrada no hotel à minha espera no dia seguinte, e insultos, voltei atrás, e disse-lhe se continuava a importunar-me chamaria a policia.
Jesus arregalou os olhos até trás. Jesus já tinha experimentado uma cruz, e não a queria repetir. Calafrios, não? Pensei.
- Adios!

Jantei num hotel recomendado pelo serviço de apoio ao turista do Hotel Deauville. À noite passei pelos festejos do “26 de Julio”. Um feriado importantíssimo no calendário cubano.

sexta-feira, setembro 23, 2005

quarta-feira, setembro 21, 2005

domingo, setembro 18, 2005

CONSTATAÇÃO E PERGUNTA

João Paulo, gostei muito do seu sítio [olhares]. Vou juntar o "Olhares" à nossa barra de ligações.

Esta, esta, e esta fotografia são suas? Abraço.

terça-feira, setembro 13, 2005

TIAGO MONTEIRO, A SUPERB JOB!!!

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Tiago Monteiro tem feito um trabalho sensasional na F1. É fácil dizer que ele é até agora o piloto português com mais destaque na modalidade. Contudo, é importante frisar que no tempo de Pedro Lamy só pontuavam 6, e se bem me recordo colecionou alguns 7º, e 8º postos.

Quanto ao resultado de ontem soube melhor que o de Indianapolis, e consolidou-se a imagem que Tiago Monteiro é um piloto inteligente, equilibrado, e talentoso.

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XIII - PAUSA

Esta experiência foi algo que sonhei por muito tempo: visitar uma país socialista conhecer a sua realidade, e proporcionou-se. Para mim foi conhecer o "Mundo Novo". Obviamente conheci uma realidade que muitas vezes se assemelha à nossa e a muitas outras. Houveram imagens e acontecimentos que adorei, e que merecem ser tratadas com a maior atenção. Atenção que não lhes posso dar agora. Interrompo a saga por duas semanas.

AQUI FUI FELIZ!!!!!!! - I

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[Imagem]

Há sensivelmente uma semana estive na "Festa do Avante". E lá eu fui, nós fomos felizes.
Diariamente vou deixar aqui algumas fotografias.

quarta-feira, setembro 07, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XII

O 25º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas». – “Jineteros”, I forgive you Jesus, I hope you forgive me too. Episódio 2

[continuação] Lá fomos em direcção ao Hotel Deauville.
- Passo apressado – dizia ele – aqui em cada esquina há um polícia. É a repressão. Nós cubanos, não pudemos falar com estrangeiros.
Não consegui deixar de esboçar um sorriso.
Rapidamente percebi que os “jineteros” são uma espécie de camaleão. Se vestimos uma T-Shirt do “Che” são socialistas inveterados, se não, são as maiores vítimas de” repressão brutal” do regime comunista cubano. Cantam-nos ao ouvido aquilo que nós queremos ouvir. À medida que ele me foi conhecendo o discurso quase que rodou 180º.
Enquanto caminhávamos Jesus mostrou a fotografia da filha, mulher, com o objectivo de me dar sinais de confiança. Neste aspecto sabia que tinha de recorrer à minha experiência para saber até que ponto ele queria chegar. Apenas poderia querer trabalhar para obter algumas comissões [royalties], mas também poderia querer sacar o mais que pudesse nem para isso fosse necessário recorrer à violência. Não me transmitia essa imagem, mas nestes momentos pensa-se em tudo. Além disso quando chegasse ao Hotel deixaria, o cartão de crédito, passaporte, tudo que fosse importante. O que poderia levar?
Depois de ter subido e descido rapidamente do quarto encontrei-me com Jesus em frente ao Hotel. Apesar de ter sido promovido a seu amigo com a maior facilidade, confrontei-o logo com a realidade:
- Repara, eu vou contigo porque quero aprender muito depressa o necessário para me desenrascar aqui. E tu para fazeres este trabalho queres contrapartidas. Vamos já acertar o valor. Quanto queres? – Perguntei.
- Diz-me tu!
- 15 Pesos Cubanos Convertíveis para todo o dia, e não pago mais nada.
- Combinado.
Fomos em busca do que necessitava para o momento. Para isto foi toda a manhã. [Continua]

terça-feira, setembro 06, 2005

THE AMERICAN DREAM - CUBA – XI

O 25º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas». – “Jineteros”, I forgive you Jesus, I hope you forgive me too. Episódio 1

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Estava na hora de me pôr a andar do hotel e descobrir o que tanto desejei. E assim fui em busca de mais dinheiro. Objectivo, direcção ao Hotel Sevilha, e pela primeira vez caminhei pelo Prado de Havana.
Encontrei o Hotel com relativa facilidade.
Levantei dinheiro, e fui interpelado por Jesus:

- Olá! Eu chamo-me Jesus e posso-te ser muito útil!
- Está edificado pelo nome – Pensei.
- Posso-te mostrar toda La Habana, apresentar-te aos meus amigos, e amigas, … - insistiu.
- Sim, mas eu tenho que ir ao Hotel – disse.
- Não faz mal, eu acompanho-te – insistiu.
Embora tenso com tudo o que se gerava à minha volta, lembrei-me do último conselho do Lonely Planet. O caminho mais arriscado, mas o que me faria aprender tudo mais depressa, e ainda me livrava de todos os que me "sarnavam".
- OK! Vem comigo – entretanto, sou interrompido pela "Madame Francaise" que me acompanhou na viagem de avião Paris-Havana.
- Bounjour, young portuguese!! Nice to see you again - inglês com sotaque francês bem pronunciado.
- Sim, tão longe de casa, e dos que me rodeiam, é sempre bom ver uma cara familiar
mesmo que seja uma "Madame Francaise", muito bonita mas já muito próxima dos 50, nah! - pensei.
O "jinetero" não deu hipótese que me esticasse muito. Despedi-me apressadamente da senhora. [continua amanhã].

THE AMERICAN DREAM - CUBA – X

O 25º dia do mês de Julho de 2005 «Año de la Alternativa Bolivariana para las Américas». – “Jineteros”.

Da Times Square à Red Square existem caça-turistas. Havana não é excepção, lá chamam-se “Jineteros”. Estes não são tão persistentes como os “Touts” Marroquinos, ou desesperados comos os órfãos do Rio de Janeiro. Lá o estado garante-lhes comida, habitação, saúde, e educação, tal como a letra de Sérgio Godinho. O facto de não lutarem pela sobrevivência permite-lhes serem mais amistosos, bem-humorados, e claro “prestáveis”. Quem o diz, é essa fonte isenta que se denomina Lonely Planet.
Este é uma presença inevitável para quem circula em Havana ou outro ponto predominantemente turístico. Não nos largam, para mais se estivermos com aquela expressão provinciana de quem acabou de encontrar o “Mundo Novo”: eu figurava neste grupo.
A minha despedida de solo pátrio foi arrebatadora, “alcoolémicamente” falando, e atrás disto vem sempre prejuízo. O Lonely Planet ficou em casa. E agora?
Do serviço de apoio ao turista do Hotel Deauville, percorri as ruas do município de Centro Havana em busca de uma livraria com este ilustre guia. Mal saí do hotel o assédio começou, e não parou até voltar.
Depois de atingido o objectivo é tempo de recolher informação. Prioridades:

- Bancos ou postos de cambio;
- Internet;
- Comprar bolsa para principais utensílios (guia, máquina, e uns tostões) …
- Restaurante;
- dormida para amanhã;
- Pontos a visitar.

Entretanto, no Lonely Planet encontro informação sobre a espécie caracterizada como “Jinetero/a”, da qual saliento as dicas para confrontar o importuno:

- Evitar todos os que oferecem casas particulares ou restaurantes, isto envolvem sempre comissões;
- Se precisar de orientação, falar com polícias, seguranças, gente envolvida no comércio, idosos, crianças, …;
- Passar para cidades mais pequenas, como Matanzas, Remédios, Santi-Spiritus, Holguin, Guantanamo;
- Saber falar espanhol leva-nos até às pessoas reais;
- Ou porque não contratar um? É garantido que se vê livre de todos os outros.

segunda-feira, setembro 05, 2005

FUROR - AMBIENTE, IMAGENS DISPERSAS III

Está patente desde o passado dia 31 de Agosto no Pólo Biblioteca - S. Vicente Pereira - a exposição «Ambiente, Imagens Dispersas», organizada pelos Amigos do Cáster, conjuntamente com a Biblioteca Municipal de Ovar. Os trabalhos expostos são os de Alexandre Vaz, Carlos Dias.

Periodo de Exposição
31 de Agosto | 11 de Setembro

Folheto Frente
Folheto Verso